Sala do Artesão é inaugurada na Estação Chagas Dória

O evento contou com a presença da primeira dama do Estado, sra Carolina Pimentel

Nesta quinta (28) ocorreu, na Estação Chagas Dória às 10h30, a inauguração da “Sala Mineira do Artesão” e a entrega da Carteira Nacional dos Artesãos, promovida pela Secretaria de Estado Extraordinária de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais (Seedif). O evento reuniu diversas personalidades da área política, dentre elas a primeira dama do Estado de Minas Gerais, a sra. Carolina Pimentel e também contou com a participação da Banda Municipal Santa Cecília.

A Estação Chagas Dória, localizada na Praça Senhor Bom Jesus de Matosinhos, foi inaugurada em 1911. Segundo o historiador Ulisses Passarelli (46), a estação veio devido ao grande fluxo comercial no bairro Matosinhos em 1908. “Ali havia várias indústrias e era um lugar muito procurado para tratamentos de saúde. Em 1911 a Estação Chagas Dória foi fundada e passou por diversas modificações ao longo dos anos, mas com a queda das ferrovias, foi ficando abandonada até a parada total”.

A estação foi abandonada por 52 anos, e a Secretaria de Cultura e Turismo de São João del-Rei atuou para que ela fosse um ponto importante para os artesãos, além de continuar lutando para que o trem pare neste ponto novamente.  A Sala do Artesão permitirá que eles agora façam a carteira no local ao invés de terem que viajar para Belo Horizonte, e se tornará o maior ponto de venda de artesanato na cidade. De acordo com o secretário de cultura e turismo Marcus Fróis, esta conquista representa um reconhecimento para a classe. “Estamos muito satisfeitos. Foi tudo feito com muito empenho e agora a sala funcionará para que os artesãos exponham seus trabalhos. Estamos trabalhando também para que o trem volte a parar neste ponto, mas ainda é uma questão para o futuro”.

A Sala Mineira do Artesão funcionará de segunda à sexta-feira, de 8h às 11h e de 12h às 17h. Ficará responsável pelo local a funcionária da secretaria de cultura Anarlandi Fuzzatto, que fez um curso em Belo Horizonte realizado pela Seedif para a orientação deste ofício. Ela, que também é artesã, comenta sobre a emoção de trabalhar no local: “Sou artesã desde pequena, aprendi com a minha mãe. Quando comecei a trabalhar com a Seedif, fiquei mais empolgada e voltei a produzir. Agora responsável pela sala, vejo o quanto este ofício é gratificante. É um reconhecimento e lembrança de como o ser humano pode produzir coisas tão bonitas”.

O artesão Wellington de Almeida (50) mexe com artesanato há 3 anos. Ele conta que a arte salvou a sua vida, haja vista que ele era dependente químico e entrou em contato com o artesanato ainda na clínica de reabilitação. “Hoje tenho a minha própria máquina de tear e vendo tapetes. Antes não tinha um lugar adequado para expor e já fui expulso muitas vezes. Agora temos a sala, uma grande conquista”.

O evento ainda contou com a presença de Sérgio Augusto, reitor da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Ele destaca a importância da parceria da universidade com as questões públicas, sobretudo o artesanato: “Temos como projeto da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEX), apoiar causas relacionadas ao artesanato. Essa parceria é muito importante para todos os envolvidos, visto que permite uma maior união com todos os órgãos, que se ajudam mutuamente”.

Para quem não retirou a Carteira Nacional do Artesão nesta quinta (28), isto deve ser feito à partir da próxima terça-feira (03), na Sala Mineira do Artesão. O único documento necessário para a retirada é o RG. Já para quem quer realizar a prova de feitura para solicitar a carteira, devem ser apresentados os seguintes documentos: RG, CPF, Foto 3×4 e comprovante de residência.

Texto/VAN: Isadora Jales
Foto/VAN: Isadora Jales

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