Os efeitos das
intensas chuvas do mês de janeiro ainda são sentidos na cidade de São João
del-Rei. Apesar de já terem se passado vários meses, as obras prometidas anda
não foram concluídas e, sem as providencias necessárias, o início do próximo
ano também pode vir acompanhado de famílias desalojadas e locais alagados pelas
enchentes.
      “Estava em minha casa quando a chuva
apertou. Não sabia o que fazer, apenas via a água subir e invadir os quartos.
Tentei salvar algumas coisas, mas no fim perdi quase tudo, entre móveis,
geladeira e pertences pessoais”, conta Kleber Gonçalves, morador do bairro
Matosinhos. Segundo Kleber, a situação não é novidade: “Não consigo entender a
prefeitura. Ela sabe dos problemas, diz que irá resolver e nada”.
      As enchentes ocorrem quando o leito
natural de um rio ou córrego recebe uma quantidade de água, proveniente da
chuva, maior do que sua capacidade de comportá-la. Isso é um processo natural,
mas quando a chamada “área de inundação” é ocupada por casas, essas construções
certamente serão invadidas pelas águas. Além disso, o volume intenso de chuvas
provoca desmoronamentos, muitas vezes causando vítimas fatais.
      O engenheiro civil Antônio Chagas falou
sobre formas de se evitar transtornos maiores durante o período de chuvas:
“Devemos primeiramente conscientizar a população. A grande maioria não tem não
tem noção da quantidade de lixo que entope bueiros e polui os rios. Além disso,
é importante preservar as nascentes dos rios, regularizar a ocupação dos morros
e aumentar o escoamento dos rios”.
      Além de casas alagadas, as chuvas ainda
trazem o risco dos desabamentos, colocando em risco, sobretudo moradores de
áreas já condenadas pela defesa civil. “Várias vezes chegamos a locais
praticamente impossíveis de se viver. Pessoas constroem casas sob barrancos e
perto de rios que já transbordaram. É impressionante como a população é
despreparada para este tipo de situação. Nós bombeiros, tentamos ajudar da
melhor maneira possível, dentro das limitações impostas”, relata o bombeiro
Gustavo Amaral.
      Adair Marques, morador do Centro,
acredita que a prefeitura deve agir antes do período de chuvas: “Se a
prefeitura trabalhar agora, com competência, é lógico que vários problemas
serão evitados. Cabe a nós moradores fiscalizar se as obras estão sendo feitas
dentro do prazo e da necessidade vigente”.
     De acordo com a prefeitura municipal,
locais que sofreram inundação já estão recebendo apoio do poder municipal, mas
ainda não há previsão de conclusão das obras previstas.
      Reportagem: Lucas Vaz.
      Foto: Rafaela de Aguiar.

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