FELIT discute a leitura como instrumento de transformação

Escritor e Jornalista Rogério Pereira. (Foto/VAN: Gabriel Avila)

Com ampla programação, quarto dia de evento abre espaço para discussões relacionadas à formação de leitores

O cronograma do Festival de Literatura de São João del-Rei e Tiradentes – FELIT começou às 10h neste sábado (29), na Sociedade de Concertos Sinfônicos, com uma mesa redonda sobre jornalismo literário: rumos e desafios em um país sem leitores. Além disso, no decorrer do dia também foram realizados lançamentos de livros, conferências e um espetáculo musical, para encerrar o dia, apresentado no Centro Cultural Feminino às 22h30.


   O jornalismo literário pode ajudar a discussão político-social de forma artística, foi o que disse o escritor Maurício Meirele que compôs a mesa. “É possível dar expressão a essa dimensão política de uma maneira mais profunda que toque a subjetividade das pessoas e que faça uma denúncia”. Questionado sobre a questão do Brasil como um “país sem leitores”, ele aponta a necessidade de políticas públicas para o acesso aos livros. “Eu tive acesso a livros desde pequeno, mas a grande maioria dos brasileiros não têm essa oportunidade, seja por condições materiais, seja porque as pessoas não leem mesmo”. O lançamento da revista literária Olympio ocorreu às 11h30 com os editores Maria Esther Maciel e José Eduardo Gonçalves.
   Durante a tarde, as discussões acerca da importância da literatura e suas diferentes vertentes voltaram a ganhar espaço na Sociedade de Concertos Sinfônicos. Às 14h, a conferência “Ler para Viver, com o jornalista e escritor Rogério Pereira, abordou os benefícios da leitura e sua trajetória como leitor. “Comecei a ler na escola, me construí leitor a partir do momento em que acreditei na educação”, conta Rogério.

Escritor e Jornalista Rogério Pereira. (Foto/VAN: Gabriel Avila)

A partir das 16h, a mesa redonda: Literatura e Outras Artes, com o escritor Luiz Ruffato e os artistas plásticos do projeto Banheiros Temáticos do Felit, discutiu a forma como a literatura é capaz permear diferentes tipos de manifestações artísticas. Patrícia Monteiro, Coordenadora do projeto, disse que o objetivo de causar estranhamento e incômodo nas pessoas, foi atingido. Um exemplo é o banheiro masculino, decorado com palavras que os homens utilizam para assediar mulheres como, “gostosa”. Neste caso o incômodo masculino foi tanto que os artistas plásticos foram notificados que os clientes do restaurante estavam se sentindo desconfortáveis com o banheiro. Esses banheiros temáticos ornamentam restaurantes são-joanenses como Taberna D’omar e Dedo de Moça.

Banheiro da Taberna D’Omar traz a ideia de que cada grão de milho é uma palavra. (Foto/VAN Leonardo Emerson)

 

Coordenadora do projeto Banheiros Temáticos do Felit. (Foto/VAN: Leonardo Emerson)

O lançamento do livro infantil “Férus” ocorreu às 18h na Pizzaria Fino Sabor, com a participação dos autores infantis Francisco e Ana Godoy, da ilustradora Janaína Caldeira e do editor Lucas Maroca de Castro. Em seguida, às 20h, a Sociedade de Concertos Sinfônicos recebeu a conferência  “Literatura, Vida e Resistência”, com a Professora Conceição Evaristo e a mediação do Jornalista José Eduardo Gonçalves e da Professora Maria Ângela de Araújo Resende (UFSJ).

O evento encerrou as atividades do dia com o espetáculo “Show das Letras”, realizado às 22h30 no Centro Cultural Feminino, com as cantoras Sônia Gargiulo, Lucinha Branca e Cláudia Alves e acompanhamento de Nadilson Assunção.

 

Texto/VAN: Júlia Ribeiro, Leonardo Emerson, Samara Santos
Foto/VAN: Gabriel Ávila, Júlia Ribeiro e Leonardo Emerson

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