Por Felipe Lopes

Revisado por Alessandra Silva

Jogador Gabriel Boschilia (Operários) e Jota (Athletic). Foto: Divulgação/Athletic-MG

No confronto direto entre Athletic x Operário, os paranaenses levaram a melhor e conseguiram os três pontos longe de casa. A equipe, agora com 28 pontos, ocupa a 5ª colocação e cola na liderança. Com a derrota, o Athletic se mantém na 11ª colocação e apresenta certa inconsistência na temporada, nos últimos cinco jogos o Esquadrão somou apenas cinco pontos e não conseguiu  se manter na primeira página da tabela. 

Mesmo com 18 finalizações na partida, os mandantes não tiveram bom aproveitamento, muitas tentativas de fora da área e as jogadas pelo alto mostraram o baixo desempenho da equipe. Foram feitas apenas 4 finalizações certas, o mesmo número de acertos do Operário, que mesmo tendo um número menor de oportunidades durante a partida conseguiu finalizar melhor suas jogadas. Desde o início, o Esquadrão teve chances de finalizações ao gol, mas pecou pelo gesto técnico, o melhor exemplo disto foram os remates do atacante Max na entrada da área e o Zagueiro Lucas Belezi no escanteio, ambas aos 30 do primeiro tempo, os donos da casa poderiam ter aberto o placar se tivessem oportunizado com mais qualidade suas jogadas. 

Um dos destaques da partida foi o confronto direto entre o meia Gabriel Boschilia (Operário) e o Goleiro Luan Polli (Athletic), o melhor momento deles foi a grande finalização do meio campista aos 16 da primeira etapa que terminou em boa defesa do goleiro do Athletic. Ambos foram muito participativos no jogo e contribuíram para seus respectivos setores do campo. Com 4 defesas, o goleiro Polli foi o destaque positivo da equipe de São João Del-Rei. 

A partida foi marcada pelo equilíbrio, ambas as equipes produziram durante os noventa minutos isso se reflete pela porcentagem com a bola, 51% para o Operário e 49% para o Athletic. Mesmo com as 29 finalizações, o que se pode observar no campo foi a falta de qualidade na criação das jogadas, os dois times finalizaram muito pouco em direção ao gol e mostraram pouca capacidade técnica nesse fundamento. O Athletic, por estar atrás do placar na segunda etapa, se precipitava ao finalizar de fora da área. Sem qualidade e forçando o goleiro Vagner a fazer apenas 2 defesas, em mais de 90 minutos de futebol. A qualidade das finalizações definiu o destino do jogo para o Athletic e a sorte, mesmo com a falta de criação, colaborou com os Fantasmas que fizeram seu gol aos 9 do segundo tempo em bola parada que terminou contra pelo meia Franco Cabezas. 

Além da falta de efetividade, outros pontos negativos da partida foram o baixo desempenho  do Esquadrão na segunda etapa. Após o gol sofrido aos 9 minutos, a defesa sofreu muito com os ataques do Operário e quase teve o placar ampliado e mesmo com as chances perdidas, os visitantes chegaram ao segundo gol que foi anulado pela assistente Neuza Back aos 17 minutos. O Athletic teve oportunidades mas não concluiu em gol.

O segundo tempo do jogo mostrou um time desorganizado ofensivamente e pobre de ideias, ainda aos 34 do segundo tempo em lance de pura displicência, o zagueiro Jose Cuenú foi expulso por chutar a bola e o Operário passou 18 minutos com um homem a menos em campo. Enquanto isso, o Athletic não conseguiu se aproveitar da vantagem numérica e teve seu pior momento com bola na partida. Pouca criatividade, finalizações forçadas e muitas jogadas pelo alto não foram o suficiente para o Esquadrão chegar ao empate.

Agora o Atlhetic, que ocupa a 11ª colocação com 22 pontos, enfrenta o Ceará fora de casa na próxima segunda-feira (13/07) e tenta retomar a boa fase na competição.