Por Maria Luiza Silva

Missa do 1° dia da novena
Foto: Fabiola Ribeiro e Alef Viana

A festa religiosa do Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos reuniu a comunidade e atraiu fiéis para as celebrações realizadas entre os dias 4 e 14 de setembro. A programação contou com missas nos horários das 7h, 15h e 19h, além de diversas apresentações realizadas ao final da noite.

No adro da igreja, foram montadas barracas para a venda de comidas, bebidas e doces. Também foram instaladas barracas na Praça do Matosinhos, com mais opções de comidas, além de brinquedos infláveis para as crianças.

A festa cristã teve início em 1774, com a construção da primeira capela. Na época, a celebração era realizada na segunda-feira após o Pentecostes, junto à Festa do Divino, no domingo, e à Festa de Nossa Senhora da Lapa, na terça-feira. Essa tradição foi mantida até 1924.

Em 1961, a paróquia conseguiu receber as indulgências plenárias, permitindo que a festa do Bom Jesus de Matosinhos voltasse a ser celebrada como uma festa jubilar. A partir daquele ano, a festividade passou a acontecer em setembro, em relação à celebração da Exaltação da Santa Cruz.

A celebração contou também com apresentações de bandas locais, como a Banda Sinfônica do Santuário de Matosinhos e a Banda de Música Santa Cecília, de São Miguel do Cajuru, entre outras que passaram pela festa.

A semana também foi marcada pela reabertura do santuário após a conclusão da primeira etapa das obras. Com a reforma, a igreja passou a contar com um mosaico da crucificação, produzido pela artista Marta Carvalho.

Barraca dos Doces
Foto: Fabiola Ribeiro e Alef Viana

Andréia, que trabalhava em uma das barracas durante a festa, contou que a ampliação da estrutura foi uma ideia do novo pároco, Padre Vinícius. Segundo ela, houve a instalação de novas barracas e alterações em espaços que já eram tradicionais da festa, como a barraca de doces, que antes oferecia apenas docinhos e, neste ano, passou a vender também bolos e outras variedades.

Ela também afirmou ter percebido um aumento no número de fiéis durante a festa deste ano, principalmente no período da noite.

Wellington, morador de São João del-Rei, participou do Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, também em Minas Gerais. A cidade é conhecida pela tradicional celebração, que atrai romeiros de diferentes lugares.

Segundo ele, apesar de a devoção ao Bom Jesus ser a mesma, as festas apresentam características diferentes. Wellington também elogiou a organização do evento: “A organização do evento faz com que a gente se sinta muito à vontade, se sinta acolhido e tenha vontade de voltar”.

Para ele, além das obras do escultor mineiro Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, outro atrativo da celebração em Congonhas é a possibilidade de conhecer e ter contato com pessoas de diferentes culturas.