29° Festival de Gastronomia movimenta Tiradentes
Por Maria Luiza Silva e Ana Beatriz Silva

Nos finais de semana de 21 a 23 e de 28 a 30 de agosto, foi realizado, em Tiradentes (MG), o 29º Festival de Gastronomia da cidade. O evento contou com aulas práticas, cozinhas ao vivo e jantares especiais, além de apresentações musicais e DJs, que contribuíram para a programação cultural do festival.
O tema desta edição foi “Minas Lusitana – um elo entre culturas”, com o objetivo de celebrar a influência portuguesa na culinária mineira por meio de ingredientes, quintais, hortas e pratos típicos.
Ao longo dos dias de programação, o festival reuniu cerca de 70 mil pessoas. As atrações foram realizadas em diferentes espaços da cidade, entre eles a rodoviária, o Largo das Forras e o Santíssimo Resort.
Guilherme, que estava trabalhando no evento, afirmou que o movimento maior foi durante a noite e que, durante o dia, apesar de mais tranquilo, o público também aproveitou bastante, com lugares com sombra, música tocando o tempo todo e várias barraquinhas para aproveitar.
No stand da VerdeMar, estavam sendo vendidos vinhos que, ao comprar, o cliente saía com uma sacola com gelo para manter a temperatura da bebida ideal. Kenia, que estava trabalhando no evento, também salientou o movimento do final de semana e ressaltou que a maioria eram turistas.
Na cafeteria Café com Jacu, localizada próxima à rodoviária de Tiradentes, o funcionário Hudson contou um pouco sobre o movimento no estabelecimento, que bateu recorde de vendas durante o final de semana, afirmando que o evento, apesar dos stands, ajudou a melhorar as vendas da loja.
Elenilda e Fabiano vieram diretamente de Dona Euzébia, cidade da Zona da Mata mineira, para prestigiar o evento. O casal conta que essa é a segunda vez deles no evento, que já estava acontecendo quando chegaram à cidade no ano passado, e, por gostarem do evento, programaram a vinda também esse ano. O casal elogiou a cidade e o evento e afirmou ser difícil escolher um prato como o que mais gostaram, pois tudo estava maravilhoso.
Julio e Rafaela viveram algo parecido. Vieram a Tiradentes a passeio e, apesar de Julio saber do evento, a amiga Rafaela foi surpreendida com o festival. Apesar de não terem explorado muito até o momento da entrevista, ambos elogiaram a organização do evento e a aparência dos pratos.

O chefe de cozinha Higor Braga, presente no evento com um stand do seu restaurante Ateliê Gastronômico, localizado em Tiradentes, afirmou que, apesar de a cidade já ser conhecida pela gastronomia, o festival ajudou a impulsionar essa fama e a trazer mais turistas para a cidade, descrevendo o festival como primordial por ajudar na divulgação da cidade durante o ano inteiro como polo gastronômico. Participando há 8 anos, o chef conta que o festival ajudou na divulgação do seu restaurante.
Yves Saliba é chef dos restaurantes Per Lui e Macaxeira Lab, de Belo Horizonte, e acredita que o festival muda a cidade, o movimento, as pessoas e a alegria, e que Tiradentes se prepara para receber tanto os turistas quanto aqueles que vão trabalhar no evento. O chef conta que a preparação para o evento envolve, primeiramente, ter uma equipe bem alinhada, tendo como prioridade a hospitalidade, o carisma, a disponibilidade e o sorriso no rosto. Yves afirma não conseguir mensurar o tamanho do festival, mas afirma que é bonito ver a união do Fartura, organizadora do evento, com Tiradentes.

Foto: Ana Beatriz Silva
A recém-formada em gastronomia, Camila, também veio de Belo Horizonte para o evento e afirmou que recebeu um treinamento na faculdade que acredita auxiliá-la no festival. Ela relata a importância de um evento como esse não só para a cidade, como para Minas Gerais, por ser um festival mundialmente conhecido, reforçando a importância para a culinária mineira.
A turista Patrícia relata que veio da capital mineira apenas para o festival. Apaixonada por gastronomia mineira, contou que segue os festivais gastronômicos que acontecem no Brasil, vindo para Tiradentes para aproveitar as aulas e interações do evento. Apesar dos elogios à cidade, a qual chamou de mágica, Patrícia conta que esperava mais do festival: “Acho que teria que ter mais aulas. Não teve aulas suficientes para o número de pessoas, e isso acaba deixando a gente muito frustrado.” Ela também relatou dificuldade para se inscrever nas aulas, por problemas de acesso ao link disponibilizado.
