Capitão Colômbia
Criado em Cali, o jovem Ramirez de 19 anos é um dos destaques do Mineiro sub-20

Copa do Mundo de 1994: uma geração marcada pela “imortalidade” com Rincón, Aristizábal, Higuita Asprilla e Andréas Escobar (o sobrenome idêntico ao do traficante é simples coincidência). Um lance, e uma vida foi tirada. Escobar, campeão da Libertadores pelo Nacional de Medellin em (1989), tentou cortar um cruzamento na partida contra o EUA e ficou eternizado na história como o jogador que morreu após fazer um gol contra. O zagueiro levou seis tiros e acabou falecendo minutos depois em um hospital local, em Medellin. O crime teve repercussão internacional. Muito foi especulado. O fato é que a violência chocou não só os colombianos, mas todo o mundo da bola.
O tempo ajudou o sangue a moldar mais uma geração vitoriosa, que novamente traz orgulho aos torcedores. Nomes como James Rodrigues, Cuadrado, Bacca, Falcão Garcia entre outros. Longe desse esquadrão milionário, um colombiano vem chamando atenção nos gramados São-joanense.
Comendo pelas beiradas como um bom mineiro, hoje o zagueiro Ramirez é capitão do Athletic/Guarani DV. O gringo é uma referência no clube e foi até coroado com o gol da classificação contra o tradicional América MG, no CT Lanna Drumond, em 25 de maio. “Eu ganhei muita experiência aqui [jogou no profissional do Figueirense ano passado]. No Brasil, tem muita gente boa. Isso faz com que eu consiga continuar jogando aqui no Athletic/Guarani. Estou muito agradecido com todo mundo em São João del-Rei. Agora, é esperar acontecer mais coisas”, enfatizou Ramirez.

Há um ano e meio no país, o jogador comparou os problemas extracampos no Brasil e em sua terra natal. “Aqui não acontece nada. Na Colômbia, acontecem mais coisas; sequestro, violência. Aqui, eu nunca vi nada parecido. Em relação a isso, o Brasil é muito calmo. Essa é a diferença”, explica.
De acordo com o gerente de futebol conhecido como Nem, Ramirez veio para o Brasil com o auxílio do empresário Jorge Garcia. O empresário tem intermédios nos Emirados Árabes, China, Tailândia e outros centros. Além disso, Nem destacou o sucesso da zaga do Galo São-joanense/Guarani DV. “Ramirez é um jogador que se adaptou muito bem ao país. Seu futebol vem evoluindo muito. Nos últimos nove jogos, tomamos apenas dois gols”, conta.
O dirigente informou também que o jogador tem contrato com o Guarani. Possivelmente, fará parte dos planos do Bugre na Segunda Divisão no próximo ano. Segundo a assessoria do clube, Ramirez é um jogador alegre, dedicado, disciplinado e que não dá trabalho algum. A comissão técnica e os mandatários do clube o tratam como um filho.
Com seis pontos em dois jogos, a seleção colombiana vem fazendo bonito na Copa América Centenária. Questionado sobre um possível confronto entre Brasil e Colômbia, o gringo não ficou em cima do muro e diz torcer para seus conterrâneos.
Athletic/Guarani DV – Hexagonal Final
Comandado pelo treinador Beto (ex-jogador do Cruzeiro, Ipatinga, Atlético PR, entre outros), o Galo/Bugre passou para a fase final da competição com 23 pontos ganhos, na quinta colocação. De acordo com a assessoria do clube, os jogadores se reapresentam no dia 4 de julho, para a preparação para a fase final da competição, ainda sem data definida pela Federação Mineira de Futebol (FMF).
Texto/VAN: Diego Cabral