Por Giulianna Andrade


Acordo, é 31 de dezembro. É véspera de Ano Novo, e tudo parece entrar em suspensão. Nas ruas, luzes piscam em tons de esperança. Nas casas, as pessoas se arrumam e preparam tudo para celebrar. Enquanto isso, o calendário, silencioso, aguarda a virada, como uma porta que se abre para o desconhecido.

O Ano Velho, cansado, observa de longe, mesmo que ainda esteja tão perto. Ele carrega as marcas do que foi vivido: os tropeços, as conquistas, as despedidas e os recomeços. Nos bolsos, ainda guarda sonhos que não se realizaram e promessas que se perderam no caminho. Talvez ainda exista um resquício de tudo que enfrentou, seja de dor, de aprendizado, de crescimento ou de saudade. 

E então, entre o velho e o novo, há uma pausa. É tempo de balanço, de pesar o que fica e o que vai. É tempo de imaginar o que está por vir: novas metas, novos amores, novos desafios. A contagem regressiva, ao mesmo tempo em que marca o fim, inicia algo maior do que qualquer relógio pode contar.

Imagem desejando "Feliz Ano Novo" com estrelas ao redor.
Imagem: Giulianna Andrade

Num piscar de olhos, é meia noite: “Feliz ano novo!”. Quando soltam os fogos, é como se a vida ganhasse um respiro, uma nova chance. Por um instante, acreditamos que tudo é possível. E talvez seja. O Ano Novo não promete nada, mas entrega possibilidades de novas histórias. 

Possibilidades… Mas para quem? O sistema não é justo e muito menos igualitário. É tempo de celebrar, eles dizem. Mas para quem? Pra quem pode, pra quem tem. Feliz Ano Novo! Mas para quem? Na prática, não é para todos.

Colagem com frases de eventos retrospectivos de 2024.
Imagem: Giulianna Andrade

Que 2025 venha acompanhado de mais empatia, solidariedade, senso crítico e amor ao próximo. Que o Ano Novo aqueça nossos corações com mais justiça, igualdade e bondade. Que possamos comemorar novos dias de mudanças.