28ª Mostra de Cinema de Tiradentes: Cultura é o que a gente é
Por Isabela Barbosa
A Mostra de Cinema de Tiradentes de 2025 começou ontem (24) e a abertura do festival explorou o tema principal da edição: “Que cinema é esse?”. A cerimônia, focada na ancestralidade, apresentou alguns paralelos com o escritor mineiro Guimarães-Rosa, estando entre eles a importância de fazer a travessia e a necessidade de vislumbrar o sertão – ou o cinema.

Foto: Isabela Barbosa
Com a indicação tripla de “Ainda estou aqui” ao Oscar, o tema da 28º Mostra de Cinema foi ainda mais especial. Isso porque, durante a performance audiovisual de abertura, o público foi indagado sobre o cinema, instigado a refletir sobre quais filmes – nacionais ou internacionais – são consumidos e se cada um se enxerga nas telas dos conteúdos assistidos. Afinal, “cultura não é apenas o que a gente faz, cultura é o que a gente é”, como foi mencionado na noite inicial.
Ainda durante a cerimônia de abertura, a ancestralidade foi fortemente exaltada. Em um discurso de protesto, a performance dirigida por Chico de Paula ressaltou que o futuro é ancestral, pois antes do “Brasil da Coroa”, existe o “Brasil do Cocar”. A temática do evento vem este ano para questionar e valorizar o cinema nacional, além de resgatar as raízes e incitar a representação de brasileiros de verdade nas telas.

Foto: Isabela Barbosa
No encerramento, a cerimônia contou com a pré-estreia do filme “Girassol Vermelho”, dirigido por Eder Santos. Em resumo, a Mostra de Cinema de Tiradentes tem opções para todas as idades, é totalmente gratuita e vai até o dia 1 de fevereiro, com exibição de 97 curtas e 43 longas no Cine-Tenda, no Cine Petrobrás e no Centro Cultural Yves Alves.
Serviço
Para conferir a programação completa, acesse: https://mostratiradentes.com.br/programacao/