Por Daniel Gannan e Felipe Lopes

Urna eleitoral do Brasil.
Foto/Reprodução: Unifor.br

As eleições gerais de 2026 colocam o debate político no centro das discussões nacionais. Elas ocorrem no dia 04 de outubro e este ano a população vai às urnas decidir em quem lhes representará  nas esferas estadual e nacional. Em 2026 o cidadão mineiro vai poder  eleger um novo governador e dois novos senadores, além dos cargos a presidência da república e as cadeiras de deputado estadual e federal. 

Apesar de todas essas informações, o que é mais importante antes da data eleitoral é como se dá o funcionamento do exercício do voto. Segundo a Constituição Federal, o voto é obrigatório a todo cidadão alfabetizado que tem entre 18 e 69 anos, brasileiros na faixa etária dos 16 e 17 anos também podem votar, porém sem nenhuma sanção com o estado em causa de falta. Vão poder votar  aqueles que apresentarem um documento com foto em sua seção eleitoral no período de 08:00 às 17:00 horas  de Brasília.  

É importante saber quais são os cargos disputados neste ano, são cinco, o de deputado estadual que corresponde a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado federal que concorre a uma vaga na Câmara dos deputados, que corresponde ao poder legislativo federal, o cargo de  governador que corresponde ao poder executivo do estado, o senado federal que também corresponde à esfera legislativa federal e compõem o que chamamos de Congresso  e por fim a presidência da república que é o cargo executivo de maior poder no país.

É importante saber também que o estado de Minas Gerais possui representantes específicos nessas casas, no senado o estado tem 3 representantes ao total de 81, na câmara federal tem 53 em 513 deputados sendo a segunda maior bancada e na ALMG o estado elege 77 representantes. 

Voluntário trabalhando na confecção das urnas eletrônicas
Foto: Felipe Lopes 

Para essa matéria, a Vertentes Agência de Notícias entrevistou três populares, buscando saber o quão informados estão os eleitores sobre o panorama eleitoral. 

Antônio Joaquim, pedreiro de 68 anos, tinha amplo domínio sobre os cargos que serão votados. Além disso, apontou as dificuldades de acerto entre o congresso e o presidente como empecilho para o funcionamento da política nacional.

Giovanni Luiz, estudante de engenharia elétrica de 22 anos, demonstrou descontentamento com a polarização entre os candidatos mais populares à presidência. Disse não se aprofundar no assunto e não pretende votar.

Já a manicure Solange Silva, também não exercerá o direito de voto, mas por questões de conflito de horários em sua agenda. Ela não demonstrou domínio ou interesse amplo, mas diz reconhecer que as políticas públicas podem ajudar determinados grupos. 

Pode-se observar que, há menos de duas semanas para o primeiro turno das eleições, alguns eleitores já decidiram não participar do processo eleitoral. As razões vão desde incompatibilidade com os candidatos a descrença em mudanças concretas pelos eleitores. 

A conclusão é que barreiras perceptíveis do sistema presidencial impactam a vida das pessoas, a ponto de alguns não exercerem o direito de voto, dificultando o direito à cidadania.