sexta-feira, outubro 30, 2026
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Recorrência da ausência de ônibus continuam a afetar universitários da UFSJ

Estudantes na fila esperando o ônibus. Foto: Vitor Hugo

Na noite desta quinta-feira, 29 de outubro, alunos de diversos cursos da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) reclamaram da falta inesperada de disponibilidade de ônibus para ida e volta do Campus Tancredo Neves (CTAN) via direta e via Matosinhos, ressaltando um incômodo que vem acontecendo durante um tempo já. Uma parcela deles afirmam que, nos horários previstos de saída da Biquinha, os ônibus não apareceram no local na hora definida para sua linha dentro do site da Viação Del Rei, órgão destinado aos veículos que realizam o trajeto. As testemunhas relataram a falta de aviso ou comunicado por parte da prefeitura da cidade, algo que afeta não somente toda a comunidade universitária, mas também servidores e docentes, ainda mais por um dos destinos centrais do problema se situar em uma localidade afastada da cidade. Junto também da locomoção para o centro, que se torna difícil e longa ao ter de ser percorrida a pé, como alguns estudantes fizeram ao continuarem sem informações se ainda haveria algum meio de transporte para que chegassem até suas casas em segurança.

Ao gerar sentimento de descaso, gerou diversas reclamações, sensação de insegurança e desamparo por parte da Prefeitura, resultando em uma falta de confiança de que o problema será resolvido a partir de só reclamações que, estão se tornando algo recorrente. Uma estudante do curso de Administração, Camille Oliveira, informou que esperou o ônibus das 18:45h até às 19:15h, e ele não passou. Então, aguardou até às 22:20 para ir embora, e nenhum sinal do transporte. Na terça-feira (27), ele deu sinal só às 22:25, 5 minutos após o horário que já deveria estar saindo do campus. Uma aluna do jornalismo, Thaís Abreu, reforça a informação, alegando que “é muito complicado pra quem é universitário, porque além do CTAN ser muito longe de qualquer bairro e casa, também é difícil para muita mulher que volta de ônibus por ser mais seguro”. Ela ainda enfatizou o fato de haver pouca iluminação e muito mato nos arredores do campus, em principal no ponto utilizado pelos alunos para esperar por um meio de retornar às suas casas, evidências de um perigo muito maior para quem tem as opções reduzidas à uma espera sem garantias ou uma volta com poucas certezas.

Em outros casos, costuma surgir avisos nas redes sociais da prefeitura de São João del-Rei, ou no site de notícias deles, explicando o motivo para demora ou para falta de ônibus em determinados horários, ainda mais quando é causado pela interdição de alguma rua, como explica a aluna Kessia Caroline, também do curso de jornalismo. Nesse caso, não houve qualquer movimento por parte dos responsáveis para certificar quem consome do serviço do Tarifa Zero de que haveria a demora e a redução da quantidade de ônibus que chegam no CTAN, seja para ida ou para volta. Na noite de ontem (29), dois ônibus apareceram só depois das 22:50h, atrasando mesmo em um dos últimos horários da rota. Um dos motoristas, quando questionado, alegou que o motivo para a falta foi pelo erro de caminho de um outro motorista. No entanto, diversos outros alunos declararam ter ido embora de carona, por meio de colegas ou aplicativos. Desde o ocorrido, houve tentativa de contato do Centro Acadêmico de Comunicação Social e Jornalismo (CACoS), com a agência responsável pelo serviço e com a prefeitura, mas nenhuma resposta foi entregue.

A situação reflete não só um desrespeito para com os universitários e demais consumidores, ela também é uma grande falha do que deveria estar servindo de ajuda, como é proposto. Se as constantes queixas e exigências de estabilidade a pedido dos alunos não funciona, o questionamento do que mais poderá ser feito é retomado com mais força.