{"id":2704,"date":"2016-01-09T09:00:02","date_gmt":"2016-01-09T11:00:02","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=2704"},"modified":"2016-01-11T09:09:04","modified_gmt":"2016-01-11T11:09:04","slug":"uma-doce-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/uma-doce-historia\/","title":{"rendered":"Uma \u201cdoce\u201d hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_2705\" aria-describedby=\"caption-attachment-2705\" style=\"width: 806px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/edna_e_os_pirulitos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2705\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/edna_e_os_pirulitos.jpg\" alt=\"FOTO: ALZIRA HADDAD\" width=\"806\" height=\"579\" srcset=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/edna_e_os_pirulitos.jpg 837w, https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/edna_e_os_pirulitos-300x216.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 806px) 100vw, 806px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2705\" class=\"wp-caption-text\">FOTO: ALZIRA HADDAD<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, ao menos uma vez, os moradores ou mesmo os turistas j\u00e1 ouviram uma mo\u00e7a gritando pela rua afora \u201colha o quebra queixo!\u201d. Essa \u00e9 Edna dos Santos Marcolino, doceira, m\u00e3e, av\u00f3, batalhadora, determinada e moradora do bairro Bonfim.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Todos os dias Edna segue sua rotina na produ\u00e7\u00e3o de doces, arte herdada pelo pai. A sua hist\u00f3ria come\u00e7a quando seu pai, antigo escravo de uma fazenda no Nordeste, na qual ele n\u00e3o se lembra a qual estado pertencia ou qual idade ele tinha, fugiu ainda crian\u00e7a com um grupo de escravos para Minas. Ap\u00f3s sua chegada em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, ele foi adotado por uma fam\u00edlia residente do bairro do Morro da Forca e batizado, anos mais tarde, para que pudesse se casar. O novo casal se mudou para o bairro Gameleira, nas proximidades do bairro Tejuco, onde criaram todos os seus filhos. Seu pai aprendeu a arte de fazer os doces com a fam\u00edlia que o adotou e j\u00e1 os vendia desde a inf\u00e2ncia. Ap\u00f3s se casar, ele passou o of\u00edcio para a esposa e consequentemente os filhos foram apendendo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Edna come\u00e7ou cedo a vender seus diversos tipos de doces, h\u00e1 cerca de 30 anos, pelas ruas s\u00e3o-joanenses e seguindo a Maria Fuma\u00e7a at\u00e9 Tiradentes em torno de 12 anos. A doceira todo final de semana ado\u00e7a o passeio dos turistas levando os seus maravilhosos docinhos na viagem de trem e vendendo durante o trajeto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ela conta n\u00e3o ser a \u00fanica a trabalhar com este of\u00edcio herdado do pai, garante ainda ter uma irm\u00e3 que faz os doces que s\u00e3o partidos na hora e os vende carregando um carrinho, e ainda tem um irm\u00e3o que vende nas praias cariocas pirulitos em forma de chupeta. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A fim de resgatar as tradi\u00e7\u00f5es da cidade, a s\u00e3o-joanense Alzira Haddad, criou um projeto gastron\u00f4mico chamado \u201cDel\u00edcias de Antigamente\u201d, o qual Edna foi a primeira inscrita do grupo. Ela conta que cursos profissionalizantes foram oferecidos, como tamb\u00e9m a higieniza\u00e7\u00e3o dos alimentos, a divulga\u00e7\u00e3o dos participantes, algo que foi favor\u00e1vel ao aprimoramento do trabalho dos participantes. Para Edna, o curso ainda ofereceu a caracteriza\u00e7\u00e3o da vendedora, um chap\u00e9u, um avental e a j\u00e1 conhecida bandeja, onde ela carrega todos os seus doces para a venda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Edna diz que seus tradicionais doces s\u00e3o receitas antigas e garante ser a que faz a maior variedade de doces na sua fam\u00edlia. Dentre as guloseimas que ela faz \u00e9 poss\u00edvel encontrar: puxa-puxa, cocada, p\u00e9-de-moleque, quebra-queixo, doce de mam\u00e3o, doce de ab\u00f3bora, doce de banana, pirulito, e o melhor de tudo \u00e9 que ela faz por encomenda!<\/span><\/p>\n<p>TEXTO\/VAN: NARA MENDON\u00c7A<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, \u00e9 comum moradores ou visitantes escutarem uma mo\u00e7a gritando pela rua:\u201colha o quebra-queixo!\u201d. Essa \u00e9 Edna dos Santos, m\u00e3e, av\u00f3, batalhadora, determinada e que aprendeu a arte de fazer doces com o pai, antigo escravo de uma fazenda do Nordeste. Veja a hist\u00f3ria completa:<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2705,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":"","_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[13,109],"tags":[],"ppma_author":[877],"class_list":["post-2704","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-sao-joao-del-rei-microrregiao-de-sao-joao-del-rei"],"authors":[{"term_id":877,"user_id":2,"is_guest":0,"slug":"van","display_name":"van-ufsj","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/65e51be6600ac1033b5352e9bdb7e7817167446c4a71ad2a1e5161f26fd4258b?s=96&d=mm&r=g","author_category":"","first_name":"VAN","last_name":"","user_url":"","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2704","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2704"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2704\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2733,"href":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2704\/revisions\/2733"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2705"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2704"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2704"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2704"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=2704"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}