{"id":16859,"date":"2026-10-28T18:00:00","date_gmt":"2026-10-28T21:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=16859"},"modified":"2026-10-28T17:02:00","modified_gmt":"2026-10-28T20:02:00","slug":"outubro-rosa-prevencao-e-diagnostico-precoce-do-cancer-de-mama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/outubro-rosa-prevencao-e-diagnostico-precoce-do-cancer-de-mama\/","title":{"rendered":"OUTUBRO ROSA: preven\u00e7\u00e3o e diagn\u00f3stico precoce do c\u00e2ncer de mama"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"914\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-8-e1793217440610-1024x914.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-16861\" srcset=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-8-e1793217440610-1024x914.png 1024w, https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-8-e1793217440610-300x268.png 300w, https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-8-e1793217440610-768x686.png 768w, https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-8-e1793217440610.png 1075w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">S\u00edmbolo do Outubro Rosa pintado na palma de uma m\u00e3o. <br>Foto\/Reprodu\u00e7\u00e3o: Blog DelRio<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outubro \u00e9 um m\u00eas marcado pela conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o c\u00e2ncer de mama. Conhecido como \u201cOutubro Rosa\u201d, ele tem a proposta de levar a informa\u00e7\u00e3o at\u00e9 a popula\u00e7\u00e3o de forma clara e did\u00e1tica, visando ampliar a preven\u00e7\u00e3o e favorecer o diagn\u00f3stico precoce da doen\u00e7a. Criado nos Estados Unidos na d\u00e9cada de 1990, o m\u00eas tem trazido para o debate p\u00fablico temas que antes n\u00e3o eram amplamente discutidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Segundo a ginecologista e mastologista Dra. Juliana D\u00e2maso, o m\u00eas possui grande import\u00e2ncia para a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre c\u00e2ncer de mama. \u201cEsse \u00e9 um m\u00eas maravilhoso, em que a gente aproveita a oportunidade para reiterar a import\u00e2ncia do Outubro Rosa. \u201d Para a doutora, a relev\u00e2ncia do m\u00eas est\u00e1 principalmente no incentivo \u00e0 busca por atendimento m\u00e9dico periodicamente, para consultas e exames de rotina, como a mamografia em idades recomendadas. Com isso, aumentam as chances de detec\u00e7\u00e3o precoce e, consequentemente, a de cura. \u201c\u00c9 a gente aumentar a taxa da realiza\u00e7\u00e3o dos exames e consequentemente que descubra o c\u00e2ncer o mais cedo poss\u00edvel\u201d, alertou a entrevistada. A m\u00e9dica tamb\u00e9m explica que o c\u00e2ncer de mama tem se tornado cada vez mais comum.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A mamografia \u00e9 um dos principais exames realizados no rastreamento e detec\u00e7\u00e3o precoce do c\u00e2ncer de mama. Segundo a especialista, a mamografia \u00e9 recomendada para mulheres de 40 a 69 anos, por\u00e9m, pode ser realizada at\u00e9 idades mais avan\u00e7adas, de acordo com a necessidade de cada paciente. Para a defini\u00e7\u00e3o do per\u00edodo adequado, \u00e9 necess\u00e1rio um acompanhamento individualizado da paciente com seu ginecologista ou mastologista, que pode ser feito pelo sistema privado ou pelo sistema p\u00fablico. No Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), a mamografia \u00e9 realizada de forma bienal, por\u00e9m, com esfor\u00e7os recentes do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, est\u00e1 sendo implementado o acompanhamento anual das pacientes, como explica a Dra. Juliana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em rela\u00e7\u00e3o ao autoexame das mamas, o ginecologista e mastologista Dr. Ricardo Ribeiro explica que o m\u00e9todo n\u00e3o deve fazer parte do rastreio do c\u00e2ncer. \u201cHoje, n\u00e3o recomendamos o autoexame mensal como m\u00e9todo isolado de rastreamento, pois n\u00e3o h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o consistente de redu\u00e7\u00e3o da mortalidade. Incentivamos, por\u00e9m, o autoconhecimento das mamas, para que a mulher reconhe\u00e7a altera\u00e7\u00f5es novas e procure atendimento quando necess\u00e1rio.\u201d Para a Dra. Juliana, o autoexame tamb\u00e9m deve ser realizado como forma de autoconhecimento, alertando para o risco da pr\u00e1tica como m\u00e9todo de preven\u00e7\u00e3o. A especialista explica que isso pode causar uma \u201cneurose\u201d desnecess\u00e1ria para a mulher, colocando a responsabilidade de prevenir para a paciente. Na sua vis\u00e3o, o autoexame deve ser incentivado para que a mulher conhe\u00e7a o seu natural e perceba alguma poss\u00edvel altera\u00e7\u00e3o nas mamas, sem colocar isso como obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O c\u00e2ncer de mama possui alguns fatores de risco importantes, dentre eles o envelhecimento, o hist\u00f3rico familiar e os h\u00e1bitos de vida. Segundo o Dr. Ricardo, \u201cter fatores de risco n\u00e3o significa necessariamente desenvolver a doen\u00e7a.\u201d Para a Dra. Juliana, os fatores de risco devem ser divididos em modific\u00e1veis e n\u00e3o modific\u00e1veis. Entre os fatores modific\u00e1veis, como o sedentarismo, a obesidade e o tabagismo, existe a possibilidade de manejamento para reduzir os riscos de desenvolver a doen\u00e7a. Por\u00e9m, alguns fatores j\u00e1 s\u00e3o determinados, fora do alcance da paciente, como o tempo de exposi\u00e7\u00e3o hormonal (primeira menstrua\u00e7\u00e3o e \u00faltima menstrua\u00e7\u00e3o) e o hist\u00f3rico familiar. Nesses casos, \u00e9 necess\u00e1rio o acompanhamento m\u00e9dico peri\u00f3dico, minimizando os riscos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um dos medos da popula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento do c\u00e2ncer de mama \u00e9 a reposi\u00e7\u00e3o hormonal ap\u00f3s a menopausa. Entretanto, a Dra. Juliana explica: \u201cA terapia de reposi\u00e7\u00e3o hormonal n\u00e3o causa c\u00e2ncer. Mas essa paciente tem que pensar que ela precisa de um acompanhamento, com um ginecologista ou mastologista, pensando na reposi\u00e7\u00e3o hormonal. Essa reposi\u00e7\u00e3o precisa ser feita com acompanhamento.\u201d Ainda segundo a doutora, a terapia de reposi\u00e7\u00e3o hormonal possui outros benef\u00edcios, como a redu\u00e7\u00e3o do risco de doen\u00e7as cardiovasculares, osteoporose e quadros demenciais, especialmente em tratamentos que envolvem a reposi\u00e7\u00e3o de estrog\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De acordo com a Dra. Juliana, os cuidados de preven\u00e7\u00e3o precisam ser adaptados de acordo com cada caso. Para a m\u00e9dica, \u00e9 fundamental um conhecimento geral da sa\u00fade da mulher, inclusive a idade da primeira e da \u00faltima menstrua\u00e7\u00e3o. \u201cDependendo se essa paciente vira para mim e fala que tem trinta anos e a sua m\u00e3e faleceu com trinta e poucos anos de c\u00e2ncer de mama. Ent\u00e3o, essa paciente vai ter que ter um acompanhamento diferente. Dependendo da paciente, a gente vai adiantar esse processo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em rela\u00e7\u00e3o aos sintomas e altera\u00e7\u00f5es nas mamas causados pelo c\u00e2ncer, o mais comum \u00e9 o surgimento de um caro\u00e7o na regi\u00e3o. Por\u00e9m, esse n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico sinal poss\u00edvel. Segundo a Dra. Juliana, \u201cEle pode aparecer como microcalcifica\u00e7\u00f5es na mamografia. Pensando nessa parte f\u00edsica, do que a gente est\u00e1 vendo, a mama pode alterar repentinamente de tamanho. Tamb\u00e9m pode ocorrer a sa\u00edda de secre\u00e7\u00e3o de forma espont\u00e2nea pelo mamilo, que n\u00e3o acontecia antes. Nesse caso, \u00e9 necess\u00e1rio um atendimento m\u00e9dico, para avaliar a cor, a consist\u00eancia e ver se \u00e9 um fator de risco ou n\u00e3o.\u201d Outro sinal reiterado por ela \u00e9 a mudan\u00e7a do aspecto da mama, conhecido como \u201ccasca de laranja\u201d. Segundo a m\u00e9dica, \u201ctem algumas mamas que ficam exatamente naquele aspecto.\u201d O surgimento de incha\u00e7o, mudan\u00e7a de tamanho e invers\u00e3o do mamilo de forma repentina tamb\u00e9m s\u00e3o sinais que podem ser causados pelo c\u00e2ncer de mama. Entretanto, a Dra. Juliana faz um alerta para a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o esperar que os sinais apare\u00e7am. e sim que, em um acompanhamento de rotina, eles sejam identificados pelo profissional ainda no come\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sobre os mitos que envolvem o c\u00e2ncer de mama, alguns se sobressaem. A terapia de reposi\u00e7\u00e3o hormonal e o uso de anticoncepcionais s\u00e3o os mais disseminados, e segundo a Dra. Juliana, esses fatores n\u00e3o devem ser tratados, de forma isolada, como causa direta da doen\u00e7a. \u201cTem muita paciente que relata ter visto informa\u00e7\u00f5es que desodorante causa c\u00e2ncer de mama, que a depila\u00e7\u00e3o causa o c\u00e2ncer de mama, o suti\u00e3 utilizado, a pr\u00f3pria terapia hormonal ou o anticoncepcional. A gente percebe esses mitos sendo propagados de uma maneira irrespons\u00e1vel, trazendo desinforma\u00e7\u00e3o para as pacientes e colocando um tabu.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em rela\u00e7\u00e3o ao anticoncepcional, ele tamb\u00e9m se enquadra dentro de um mito. Segundo a Dra. Juliana, ele n\u00e3o causa o c\u00e2ncer de mama, mas, se porventura, a paciente \u00e9 diagnosticada com c\u00e2ncer durante o uso do anticoncepcional, \u00e9 necess\u00e1ria a suspens\u00e3o do tratamento. \u201cMas n\u00e3o foi por conta dessas coisas que ela teve o c\u00e2ncer de mama\u201d, alertou a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O c\u00e2ncer de mama tem ficado cada vez mais intenso e presente no debate p\u00fablico. O Outubro Rosa, embora tenha aumentado as discuss\u00f5es sobre isso, n\u00e3o pode ser um fator que delimita a discuss\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio que ela continue em todos os meses, com o intuito de levar a informa\u00e7\u00e3o e mais conhecimento para as mulheres. Sua sa\u00fade merece aten\u00e7\u00e3o em todos os meses do ano. A preven\u00e7\u00e3o, o acompanhamento m\u00e9dico e o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o permanecem importantes durante todo o ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Outubro \u00e9 um m\u00eas marcado pela conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o c\u00e2ncer de mama. 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