sexta-feira, outubro 16, 2026

Crônica

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13 Sementes

A manhã está calma, as pessoas andam pelas ruas a caminho do trabalho, o padeiro está tirando os pães do forno, o dia estava estranhamente comum. Às sete horas da manhã, já estou no meu primeiro compromisso, porém minha mente hoje está dispersa devido a um sonho que tive nesta madrugada: sonhei com treze sementes caindo no chão, sendo seguidas por lágrimas alegóricas à chuva, que faziam flores retintamente amarelas brotarem.

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Passagem

O metrô acaba de chegar e a velocidade, que atravessa a maior parte dos que esperam na linha, levanta cabelos e sacode roupas. Um músico que busca uma esperança naquele final de tarde toca Re: stacks do Bon Iver no violão. Uma senhora de cabelos curtos, moletom largo se despede do companheiro com lágrimas no rosto e aparência bem pior que a de uma criança birrenta, que chora e reluta em entrar no vagão. Ela, cheia de bagagens e ele com o olhar vazio. Imagino o que se passa com eles, quais circunstâncias os fizeram ter que estar se despedindo. Pareciam que não se veriam por um bom período de tempo.

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Olhos d’ Água – Conceição  Evaristo : Lágrimas Passadas de Geração em Geração

O livro fino, porém impactante, reúne 15 contos inéditos ou já publicados pela autora Conceição Evaristo. Ao questionar de forma repentina qual era a cor dos olhos da mãe, a escritora nos leva através de contos em uma busca, que contém uma linha quase invisível da história por trás das lágrimas de gerações de mulheres e pessoas pretas, e a semelhança dos motivos que fizeram seus olhos marejarem. 

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CANTIGA DOS PÁSSAROS E DAS SERPENTES: um filme que conecta passado e presente 

O novo filme do mundo distópico de Jogos Vorazes, é uma adaptação do livro “Cantiga dos pássaros e das serpentes”, que nos leva vinte anos antes de conhecermos Katniss Everdeen. Coriolanus Snow, no auge dos seus dezoito anos, já lida com a responsabilidade de prover um teto e comida para sua família, que é constituída por sua avó e sua prima Tigris Snow.

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Diário de Negritudes

Pego o ônibus com um ponto animado no fone de ouvido, sentindo a sintonia dos atabaques, me perguntando se esse tipo de música seria aceita em alto e bom som da mesma forma que um louvor é. Sei que a resposta é não, então não gasto tanto tempo me lamentando. Vejo um panfleto ou outro, uma chamada ou outra, convites e convocações para que a mudança aconteça, para lutarmos todos juntos. Acho bonito, poético, só não sei se acredito na veracidade.

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