{"id":9823,"date":"2018-07-16T16:48:01","date_gmt":"2018-07-16T19:48:01","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=9823"},"modified":"2018-07-17T23:41:56","modified_gmt":"2018-07-18T02:41:56","slug":"jornalismo-de-sao-joao-del-rei-como-porta-voz-das-elites-preservacao-x-progresso","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/jornalismo-de-sao-joao-del-rei-como-porta-voz-das-elites-preservacao-x-progresso\/","title":{"rendered":"Jornalismo de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei como porta-voz das elites: preserva\u00e7\u00e3o x progresso"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: center;\"><i>O casar\u00e3o do Museu Regional de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei chama a aten\u00e7\u00e3o de turistas e demais pessoas que passam pela regi\u00e3o do Largo do Tamandar\u00e9. O pr\u00e9dio com caracter\u00edsticas do per\u00edodo colonial guarda exposi\u00e7\u00f5es permanente e tempor\u00e1rias da regi\u00e3o, mas sua participa\u00e7\u00e3o ativa na hist\u00f3ria de luta entre a preserva\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica municipal e o progresso da cidade passa despercebida aos transeuntes.<\/i><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_9824\" aria-describedby=\"caption-attachment-9824\" style=\"width: 451px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Preservar-pra-que-70-anos-de-resist\u00eancia-27.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9824\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Preservar-pra-que-70-anos-de-resist\u00eancia-27.jpg\" alt=\"\" width=\"451\" height=\"631\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Preservar-pra-que-70-anos-de-resist\u00eancia-27.jpg 451w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Preservar-pra-que-70-anos-de-resist\u00eancia-27-214x300.jpg 214w\" sizes=\"auto, (max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9824\" class=\"wp-caption-text\">Di\u00e1rio do Com\u00e9rcio, S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, 1946 (Fonte: Biblioteca Municipal Baptista Caetano d\u2019Almeida)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O casar\u00e3o da pra\u00e7a e o comendador:<\/strong><\/p>\n<p><b><\/b>\u00c9 em um cen\u00e1rio de decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o de ouro em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei que come\u00e7a a hist\u00f3ria do casar\u00e3o. A vila, que antes cumpria importante papel na extra\u00e7\u00e3o aur\u00edfera, passou a ser ponto comercial. O surgimento de novos e expressivos comerciantes na \u00e1rea, coloca em cena o comendador Jo\u00e3o Ant\u00f4nio da Silva Mour\u00e3o, nascido em 1806.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Ant\u00f4nio e sua fam\u00edlia ocupavam importante posi\u00e7\u00e3o social e influ\u00eancia na sociedade s\u00e3o-joanense. Foi ordenado com duas Comendas \u2013 da Ordem da Rosa e da Ordem de Cristo -, ins\u00edgnias concedidas durante o Imp\u00e9rio para aqueles que propagassem a f\u00e9, o culto crist\u00e3o e a fidelidade ao Imperador.<\/p>\n<p>J\u00e1 com idade avan\u00e7ada construiu em 1859 sua casa em frente \u00e0 Pra\u00e7a Severiano Resende (antiga Pra\u00e7a do Tamandar\u00e9). A casa foi erguida aos moldes da impon\u00eancia frequentemente vista entre os mais ricos da cidade, com posi\u00e7\u00e3o privilegiada na esquina e c\u00f4modos largos e extensos. A arquitetura ficou mesclada na fachada, entre decora\u00e7\u00f5es mais simples \u00a0e ornamentos em uma das laterais, misturando pompa com simplicidade construtiva em seus tr\u00eas andares, detalhe incomum j\u00e1 que os sobrados normalmente eram constru\u00eddos em dois andares apenas. A fachada n\u00e3o teve um estilo bem definido, cada um de seus lados exibe uma arquitetura diferente que varia entre o rococ\u00f3, neo-cl\u00e1ssico e colonial. Essa foi uma escolha feita pelo comendador \u00e0 \u00e9poca que desejava que seu sobrado exibisse a pompa e a riqueza, mas sem perder a funcionalidade. A fachada mais ornada \u00e9 justamente a que est\u00e1 de frente \u00e0 pra\u00e7a. \u00a0A conclus\u00e3o da obra se deu com a instala\u00e7\u00e3o de sua fam\u00edlia ocupando o segundo e terceiro andar. O primeiro andar ficou destinado \u00e0 loja de secos e molhados do comendador.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Preserva\u00e7\u00e3o x Progresso:<\/strong><\/p>\n<p><i>\u201cIde a S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei\/De trem\/Como os Paulistas foram\/A p\u00e9 de ferro\u201d<\/i>. O poema escrito por Oswald de Andrade h\u00e1 mais de 90 anos atr\u00e1s testemunhava a hist\u00f3rica expedi\u00e7\u00e3o cultural a Minas Gerais na d\u00e9cada de 20. Desembarcaram em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei durante a Semana Santa, intelectuais da Semana de Arte Moderna, como a pintora Tarsila do Amaral e os poetas Carlos Drummond, M\u00e1rio e Oswald de Andrade. A redescoberta das manifesta\u00e7\u00f5es do Barroco mineiro serviu de inspira\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas no cen\u00e1rio art\u00edstico, mas tamb\u00e9m para levantar o debate sobre preserva\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural.<\/p>\n<p>Em 1938,\u00a0durante o governo Vargas,\u00a0o anteprojeto de autoria de M\u00e1rio de Andrade, sob a administra\u00e7\u00e3o de Rodrigo de Melo Franco, d\u00e1 origem a \u00a0Diretoria do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Dphan), que posteriormente mudaria de nome e se tornaria o atual Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional, o Iphan. Com a miss\u00e3o de assegurar a preserva\u00e7\u00e3o do Barroco, d\u00e1-se in\u00edcio ao processo de tombamento do conjunto arquitet\u00f4nico e urban\u00edstico de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei. De acordo com a lei, pouco poderia ser modificado nessas edifica\u00e7\u00f5es. E foi a partir da\u00ed que a disputa come\u00e7ou: o antigo casar\u00e3o do comendador localizava-se no centro da cidade e os herdeiros propriet\u00e1rios solicitam a demoli\u00e7\u00e3o completa do im\u00f3vel para a constru\u00e7\u00e3o de um hotel. \u00a0Obviamente, o pedido foi negado, oferecendo ao propriet\u00e1rio apenas a possibilidade de reform\u00e1-lo, a fim de n\u00e3o comprometer sua apar\u00eancia externa.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o n\u00e3o agradou nem um pouco. Com a ajuda de influ\u00eancias pol\u00edticas da regi\u00e3o, foi dado in\u00edcio a uma s\u00e9rie de impasses que duraram anos e resultaram por fim na venda do sobrado, em 1946, para a Companhia Interestadual de Melhoramentos e Obras S.A. (Cimosa), da qual o futuro presidente do Brasil, \u00a0Tancredo Neves, era s\u00f3cio.<\/p>\n<p>A Cimosa pretendia construir ali um edif\u00edcio de doze andares e substituir a pra\u00e7a por um terminal rodovi\u00e1rio. Com aval da Prefeitura, deu in\u00edcio a demoli\u00e7\u00e3o lenta e parcial, contrariando as\u00a0recomenda\u00e7\u00f5es\u00a0do Dphan. D\u00e1-se in\u00edcio, ent\u00e3o, \u00e0 uma intensa disputa\u00a0<b>progresso x preserva\u00e7\u00e3o<\/b>. A elite e a pol\u00edtica enxergavam naquele local privilegiado da cidade, conhecido como Largo do Tamandar\u00e9, a possibilidade de expans\u00e3o da economia, por meio \u00a0da valoriza\u00e7\u00e3o do turismo, al\u00e9m da insistente corrida\u00a0para o chamado \u201cprogresso\u201d, algo que j\u00e1 acontecia na capital mineira e em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Imprensa:<\/b><\/p>\n<p>Os jornais da cidade promoveram uma forte campanha pr\u00f3 demoli\u00e7\u00e3o. Em nome do tal \u201cprogresso\u201d, inclu\u00edam em seus discursos a justificativa de que, na \u00e9poca, o sobrado nem sequer era centen\u00e1rio e n\u00e3o apresentava relev\u00e2ncia art\u00edstica ou hist\u00f3rica. \u00a0Consideravam ainda a falta de est\u00e9tica art\u00edstica e colonial.<\/p>\n<p>O casar\u00e3o foi retratado pelos noticiosos como uma estrutura totalmente sem import\u00e2ncia ou utilidade, que ocupava espa\u00e7o em um ponto importante da cidade, empacando o progresso e o crescimento local.<\/p>\n<p>\u201cTombar indistintamente casas que est\u00e3o entulhando as nossas ruas, pardieiros (im\u00f3veis mal conservados) que infeccionam e provocam n\u00e1useas aos transeuntes, como a casa do sobrad\u00e3o, \u00a0\u00e9 um absurdo\u201d, bradou o Jornal O Correio, de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, em 1946.<\/p>\n<p>A medida em que a disputa se intensificava, peri\u00f3dicos como O Di\u00e1rio do Com\u00e9rcio buscaram retratar a situa\u00e7\u00e3o como \u201cuma sadia e vigilante mentalidade progressista\u201d e\u00a0que a demoli\u00e7\u00e3o n\u00e3o era de interesse apenas das elites, quando a popula\u00e7\u00e3o pertencente \u00e0 classes populares era amplamente a favor e desejava \u201ca constru\u00e7\u00e3o de um moderno e majestoso hotel\u201d a manter um casar\u00e3o velho sem utilidade.<\/p>\n<p>Enquanto a campanha dos jornais se propagava e com o aval da Prefeitura, que dificultava e omitia o acesso a informa\u00e7\u00f5es do estado do casar\u00e3o, este ia se perdendo aos poucos, silenciosamente, em demoli\u00e7\u00f5es realizadas pela Cimosa de dentro pra fora, chegando a derrubar todo o segundo andar do sobrado.<\/p>\n<p>Em\u00a0junho\u00a0de 1946, foi encaminhado \u00e0 Assembleia Nacional Constituinte um requerimento para que o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o fundasse na cidade um museu hist\u00f3rico. A Dphan \u00e9 ent\u00e3o encarregada a providenciar o local para sediar o futuro museu e indica o casar\u00e3o. A jogada foi mal vista por todos, considerando que a popula\u00e7\u00e3o tinha sua opini\u00e3o baseada apenas no que era divulgado pela imprensa. Apesar disso, a Dphan consegue o tombamento individual da casa, mesmo que \u00e0quela altura n\u00e3o restasse muita coisa.<\/p>\n<p>Ao ver o andamento do processo se concretizando, a Cimosa levou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), que convocou um t\u00e9cnico para analisar a situa\u00e7\u00e3o. Numa reviravolta, \u00e9 dado o parecer favor\u00e1vel a Dphan. O t\u00e9cnico Afonso Arinos, em seu relat\u00f3rio, enfatizou a extrema necessidade de desenvolver uma consci\u00eancia nacional de preserva\u00e7\u00e3o, e seguida de severas cr\u00edticas \u00e0 Cimosa, Prefeitura, agentes pol\u00edticos e imprensa, afirmou que desrespeitaram e burlaram a lei, numa alian\u00e7a ardil que empreendeu uma campanha de imprensa \u201cn\u00e3o longe terrorista\u201d a favor de capitalistas que queriam nada al\u00e9m de lucro. Ainda em meio a conflitos, em outubro de 1947 o Casar\u00e3o \u00e9 finalmente desapropriado de utilidade p\u00fablica e \u00e9 dado in\u00edcio a reforma do im\u00f3vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O Museu<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a causa ter sido ganha pela Dphan, se instaura o Museu Regional de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei. As reformas terminam em 1954, ainda durante a reforma, entre os anos de 1952 e 1958, come\u00e7aram as aquisi\u00e7\u00f5es de pe\u00e7as para o acervo do Museu.<\/p>\n<p>As primeiras dificuldades surgem com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cole\u00e7\u00f5es e conceito inicial do museu que se torna difuso meio \u00e0s reformas para reconstru\u00e7\u00e3o fiel da antiga planta do casar\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante as demoli\u00e7\u00f5es da Cimosa, o casar\u00e3o havia sido destru\u00eddo quase totalmente em seu interior e parte de suas paredes externas sofreram danos irrevers\u00edveis tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Sob a orienta\u00e7\u00e3o de diversos profissionais e arquitetos da Dphan (inclusive um dos arquitetos, L\u00facio Costa, seria um dos respons\u00e1veis pelos tra\u00e7ados dos mapas de Bras\u00edlia) a decis\u00e3o foi tomada para que o estilo colonial e imperial permanecesse, caracter\u00edstica marcante do casar\u00e3o ainda no s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Pensando ainda na \u00f3tica da preserva\u00e7\u00e3o, a restaura\u00e7\u00e3o foi direcionada para que no interior do sobrado ainda pudesse ser reconstitu\u00eddo a viv\u00eancia e costumes da \u00e9poca. Infelizmente, isso n\u00e3o foi poss\u00edvel devido ao lento progresso da restaura\u00e7\u00e3o e dificuldade de manter a planta original. Desta dificuldade, surgiu a necessidade de criar um ambiente que, ainda que n\u00e3o fosse de todo fiel ao casar\u00e3o original, n\u00e3o parece contaminado pela onda ecl\u00e9tica do final do s\u00e9culo IXI.<\/p>\n<p>Em 1958 o museu \u00e9 parcialmente aberto ao p\u00fablico e em 1963 se inaugura ao p\u00fablico o Museu Regional de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei que remete ao cotidiano do povo de mineiro no s\u00e9culo XVIII e XIX, atrav\u00e9s de m\u00f3veis e utens\u00edlios dom\u00e9sticos utilizados na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Hoje o museu est\u00e1 sob a prote\u00e7\u00e3o do Iphan e do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus). Al\u00e9m de recontar a hist\u00f3ria da vida \u00edntima e social mineira, tamb\u00e9m conta com exposi\u00e7\u00f5es de artistas regionais, acervos e cat\u00e1logos, proje\u00e7\u00f5es de filmes e visitas guiadas pelas exposi\u00e7\u00f5es, unindo a hist\u00f3ria j\u00e1 vivida e a que est\u00e1 sendo escrita hoje.<\/p>\n<p><b>Rep\u00f3rteres:<\/b>\u00a0Najla Brand\u00e3o e Tha\u00eds Fernanda<br \/>\n<b>Editores-Adjuntos:<\/b>\u00a0Arthur Raposo Gomes, Clara Rosa e Juliana Galhardo<br \/>\n<b>Editora-Chefe:<\/b>\u00a0Profa. Najla Passos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O casar\u00e3o do Museu Regional de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei chama a aten\u00e7\u00e3o de turistas e demais pessoas que passam pela regi\u00e3o do Largo do Tamandar\u00e9. 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