{"id":859,"date":"2011-12-15T12:49:00","date_gmt":"2011-12-15T12:49:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=859"},"modified":"2011-12-15T12:49:00","modified_gmt":"2011-12-15T12:49:00","slug":"uma-cidade-de-teceloes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/uma-cidade-de-teceloes\/","title":{"rendered":"Uma cidade de tecel\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div class=\"WordSection1\">\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; mso-pagination: widow-orphan; text-align: justify; text-indent: 36.0pt; text-justify: inter-ideograph;\">\n<a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-iHsHunbsqsE\/TuqVC4Ys-II\/AAAAAAAAASw\/P3MEVj6VqBA\/s1600\/Douglas+5.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"320\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-iHsHunbsqsE\/TuqVC4Ys-II\/AAAAAAAAASw\/P3MEVj6VqBA\/s320\/Douglas+5.jpg\" width=\"224\" \/><\/a>Coisa que n\u00e3o falta a Resende Costa,<br \/>\na 36 quil\u00f4metros de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, \u00e9 artesanato feito com linhas e retalhos.<br \/>\nPor l\u00e1, costuma-se dizer que toda casa tem um tear e um tecel\u00e3o que aprendeu<br \/>\ncom a m\u00e3e, com a tia ou com a av\u00f3 a arte de fazer colchas, capas de almofada,<br \/>\njogos de sof\u00e1, mantas, tapetes e toalhas de mesa. Boa parte dessas pessoas<br \/>\ntrabalha na informalidade, por isso n\u00e3o existem n\u00fameros oficiais sobre a<br \/>\nocupa\u00e7\u00e3o artesanal. Mas o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial e Tur\u00edstica de<br \/>\nResende Costa (Asseturc), o lojista C\u00edcero Resende Chaves, calcula que os<br \/>\ntrabalhos manuais da cidade, distribu\u00eddos nas 65 lojas filiadas, respondem por<br \/>\n40% da movimenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica local.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; mso-pagination: widow-orphan; text-align: justify; text-indent: 36.0pt; text-justify: inter-ideograph;\">\nCom 71 anos e longe de querer se<br \/>\naposentar, Maria do Perp\u00e9tuo Pinto, a Da. Lilita (foto) \u00e9 uma das tecel\u00e3s mais<br \/>\nantigas de Resende Costa. Foi olhando a av\u00f3 e depois a tia, que aprendeu o<br \/>\nof\u00edcio que criou seus oito filhos. Apesar de ter diminu\u00eddo o ritmo ap\u00f3s o<br \/>\ncasamento dos \u201cmeninos\u201d, dos quatro teares em casa, apenas tr\u00eas est\u00e3o em<br \/>\nfuncionamento, produz ainda por m\u00eas 30 colchas de casal, 30 joguinhos de tapete,<br \/>\n30 centros de sala mais os jogos de sof\u00e1 que faz por encomenda. Com pre\u00e7os<br \/>\nentre R$8 e R$80, turistas pagam R$1 a mais por pe\u00e7a, Da. Lilita vende<br \/>\nprincipalmente para lojistas da cidade. \u201cEu nunca pensei em ter uma loja. N\u00e3o<br \/>\nme importa o lucro, eu gosto de trabalhar para me divertir. N\u00e3o ia gostar de<br \/>\nficar sentada numa loja atendendo\u201d. Mesmo assim, a tecel\u00e3 tem uma reclama\u00e7\u00e3o:<br \/>\n\u201cGanho pouco por pe\u00e7a e n\u00e3o tenho feriado. Mas d\u00e1 para viver com o tear. Um<br \/>\npouquinho que mexe j\u00e1 serve\u201d, diz.<\/div>\n<table cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" class=\"tr-caption-container\" style=\"float: right; margin-left: 1em; text-align: right;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-_UVpQlSCjFs\/TuqS4XkqwrI\/AAAAAAAAASg\/Gu3khdKMbR4\/s1600\/Douglas+4.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"206\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-_UVpQlSCjFs\/TuqS4XkqwrI\/AAAAAAAAASg\/Gu3khdKMbR4\/s320\/Douglas+4.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tr-caption\" style=\"text-align: center;\">Lucimara (esq.) e Gracinha (dir.) n\u00e3o abrem m\u00e3o<br \/>\ndo teste de qualidade<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; mso-pagination: widow-orphan; text-align: justify; text-indent: 36.0pt; text-justify: inter-ideograph;\">\nN\u00e3o por acaso durante a entrevista<br \/>\nGracinha foi interrompida por uma compradora de S\u00e3o Paulo. Lucimara Rezende<br \/>\nGouveia vem para Minas de 20 em 20 dias h\u00e1 tr\u00eas anos. Suas pe\u00e7as preferidas s\u00e3o<br \/>\nos tapetes, que vende na capital paulistana com faturamento 130% maior do que<br \/>\ncompra em Resende Costa. Por isso, pretende deixar de lado a profiss\u00e3o de<br \/>\ncabeleireira e dedicar-se apenas \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o do artesanato. \u201cTodas as<br \/>\nclasses sociais compram. E eu n\u00e3o posso ficar parada em casa, j\u00e1 que o lucro<br \/>\nvem do contato com o p\u00fablico\u201d, acentua.<\/div>\n<\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"WordSection2\">\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; mso-pagination: widow-orphan; tab-stops: 13.5pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;\">\n&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quem<br \/>\ntamb\u00e9m construiu uma vida com os teares \u00e9 Terezinha das Gra\u00e7as, a Gracinha. Com<br \/>\n53 anos, ela conta que aprendeu a tecer aos nove. \u201cNa minha fam\u00edlia a tradi\u00e7\u00e3o<br \/>\nvem desde minha tatarav\u00f3\u201d. Por motivos de sa\u00fade, Gracinha j\u00e1 n\u00e3o faz mais as<br \/>\nfamosas colchas de Resende Costa, mas administra a produ\u00e7\u00e3o que emprega os tr\u00eas<br \/>\nfilhos e outros 10 funcion\u00e1rios. Na linha de produ\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia existem 12<br \/>\nitens diferentes e que chegam a render para ex-tecel\u00e3 tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos por<br \/>\nm\u00eas. Mas como Da. Lilita, Gracinha reclama que \u00e9 preciso trabalhar muito, j\u00e1<br \/>\nque as pe\u00e7as tem um baixo valor no mercado. \u201cExiste muita concorr\u00eancia. As<br \/>\npessoas trabalham por produ\u00e7\u00e3o, o que diminui a qualidade\u201d, afirma. Boa parte<br \/>\ndos produtos de Gracinha \u00e9 para exporta\u00e7\u00e3o. \u00c9 poss\u00edvel encontrar suas pe\u00e7as no<br \/>\nAmap\u00e1, Amazonas, Macap\u00e1, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e toda Minas Gerais.<\/div>\n<\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"WordSection3\">\n<table cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" class=\"tr-caption-container\" style=\"float: right; text-align: left;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/--bHB2sG1er0\/TuqS6ISIo1I\/AAAAAAAAASo\/_5UPC8g6VGY\/s1600\/Douglas+1.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"241\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/--bHB2sG1er0\/TuqS6ISIo1I\/AAAAAAAAASo\/_5UPC8g6VGY\/s320\/Douglas+1.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tr-caption\" style=\"text-align: center;\">\n<div align=\"right\" class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: right;\">\nRom\u00e1rio utiliza o artesanato como um \u201cbico\u201d at\u00e9 se formar<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; mso-pagination: widow-orphan; tab-stops: 13.5pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;\">\n&nbsp;&nbsp;&nbsp; Outro resende-costense que vive do<br \/>\nartesanato \u00e9 o estudante de Administra\u00e7\u00e3o da UFSJ, Rom\u00e1rio Eduardo Resende. Sem<br \/>\num emprego fixo e com a necessidade de manter os estudos, descobriu nas linhas<br \/>\ne teares uma importante fonte de renda. Ele chega a faturar por m\u00eas R$650, mas<br \/>\nconsidera pouco. \u201cA vantagem \u00e9 que tenho um hor\u00e1rio flex\u00edvel que posso<br \/>\nconciliar com a faculdade, al\u00e9m de n\u00e3o ter que prestar contas para um patr\u00e3o\u201d,<br \/>\nenfatiza. Resende s\u00f3 vende para lojistas, mas garante que \u201ca valoriza\u00e7\u00e3o fica<br \/>\nmuito aqu\u00e9m do que deveria\u201d, por isso espera mudar de ramo quando se formar.<br \/>\nComo quase todo mundo na sua cidade, o futuro administrador de 21 anos aprendeu<br \/>\na tecer com uma tia aos 14, e sua m\u00e3e tamb\u00e9m trabalha com os teares para ajudar<br \/>\nna renda de casa.<\/div>\n<table cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" class=\"tr-caption-container\" style=\"float: left; text-align: left;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-ji-L0L1K7tc\/TuqSzcreeNI\/AAAAAAAAASQ\/QQMAWTsOIVg\/s1600\/Douglas+2.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-ji-L0L1K7tc\/TuqSzcreeNI\/AAAAAAAAASQ\/QQMAWTsOIVg\/s1600\/Douglas+2.jpg\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tr-caption\" style=\"text-align: center;\">Lucinaldo prefere a estabilidade do emprego fixo<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; mso-pagination: widow-orphan; tab-stops: 13.5pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;\">\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas na cidade, h\u00e1 quem prefira trabalhar<br \/>\ncomo funcion\u00e1rio das lojas. Um exemplo disso \u00e9 Geraldo Lucinaldo Pinto. Depois<br \/>\nde aprender com a esposa a arte de tecer, procurou um emprego com carteira<br \/>\nassinada. O tecel\u00e3o recebe pelo que produz, e acha que \u00e9 suficiente. \u201cD\u00e1 para<br \/>\nsobreviver tranquilo com o tear. A pessoa consegue tirar em m\u00e9dia um sal\u00e1rio e<br \/>\nmeio por m\u00eas\u201d, contabiliza.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; mso-pagination: widow-orphan; tab-stops: 13.5pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;\">\n&nbsp;<b>Identidade<\/b><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; mso-pagination: widow-orphan; tab-stops: 13.5pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;\">\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com o aumento da procura das pe\u00e7as<br \/>\nartesanais, tecel\u00f5es reclamam que tiveram que acelerar a produ\u00e7\u00e3o e diminuir a<br \/>\nqualidade. Eles apontam tamb\u00e9m a falta de investimento p\u00fablico na visibilidade<br \/>\ndo setor, o que poderia beneficiar mais o turismo em Resende Costa. Al\u00e9m disso,<br \/>\nalguns afirmam que as lojas est\u00e3o importando produtos de cidades vizinhas, o<br \/>\nque produz uma concorr\u00eancia desleal e uma perda de identidade.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; mso-pagination: widow-orphan; tab-stops: 13.5pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;\">\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas n\u00e3o \u00e9 assim que pensa o presidente da<br \/>\nAsseturc, C\u00edcero Resende Chaves. Para ele, \u00e9 positiva uma rede de<br \/>\nrelacionamento com as cidades vizinhas. Al\u00e9m disso, Chaves defende que muita coisa<br \/>\nque vem de fora \u00e9 beneficiada na cidade. \u201cO pano de chita, por exemplo, n\u00e3o \u00e9<br \/>\nprodu\u00e7\u00e3o nossa, mas \u00e9 transformado em Resende Costa e \u00e9 vendido aqui. H\u00e1<br \/>\nempresas que importam, mas s\u00f3 vendem com a etiqueta de origem, o que preserva a<br \/>\nidentidade dos produtos locais\u201d. Ele afirma ainda que a venda do artesanato<br \/>\nresende-costense para fora \u00e9 maior do que a compra de produtos externos.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; tab-stops: 13.5pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;\">\n<table cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" class=\"tr-caption-container\" style=\"float: right; text-align: left;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-Lea6twV-Nos\/TuqS2W6QxOI\/AAAAAAAAASY\/zBO2_LwJEfA\/s1600\/Douglas+3.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"320\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-Lea6twV-Nos\/TuqS2W6QxOI\/AAAAAAAAASY\/zBO2_LwJEfA\/s320\/Douglas+3.jpg\" width=\"246\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tr-caption\" style=\"text-align: center;\">Chaves descarta a perda de identidade <\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quanto \u00e0 visibilidade, Chaves argumenta que o caminho \u00e9<br \/>\nconseguir um espa\u00e7o permanente em jornais. \u201cTem que ser mat\u00e9ria jornal\u00edstica,<br \/>\npois a publicidade tem um custo\/benef\u00edcio que n\u00e3o vale \u00e0 pena. \u00c9 dar tiro de<br \/>\ncanh\u00e3o para acertar formiga, j\u00e1 que n\u00e3o atinge muitas pessoas\u201d, afirma. <\/p><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; mso-pagination: widow-orphan; tab-stops: 13.5pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;\">\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No entanto, o presidente da Asseturc<br \/>\nreconhece que a cidade deve investir mais na infraestrutura para o turista.<br \/>\n\u201cHoje, \u00e9 preciso melhorar o receptivo e qualificar o pessoal da linha de<br \/>\nfrente, os atendentes das pessoas que visitam Resende Costa\u201d. Chaves lembra<br \/>\nainda que \u00e9 preciso criar um conceito regional de turismo. \u201c\u00c9 importante<br \/>\nformular um pacote tur\u00edstico para a regi\u00e3o. N\u00e3o queremos o turista aqui por<br \/>\nquatro dias. Hoje isso \u00e9 inconceb\u00edvel\u201d. Ele completa que devem ser criados<br \/>\natrativos para que as pessoas que visitam a regi\u00e3o incluam em sua viagem<br \/>\ncidades como Resende Costa.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; mso-pagination: widow-orphan;\">\n<b>Hist\u00f3ria e<br \/>\nturismo<\/b><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; mso-pagination: widow-orphan; tab-stops: 13.5pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;\">\n<b>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/b>A origem do artesanato em Resende Costa vem do Brasil<br \/>\nCol\u00f4nia. Por decreto real, as tecelagens foram proibidas no pa\u00eds, mas o<br \/>\npresidente da Asseturc explica que faltava fiscaliza\u00e7\u00e3o no interior de Minas, o<br \/>\nque permitiu que a atividade vingasse. \u201cEssa tradi\u00e7\u00e3o se preservou aqui,<br \/>\nprincipalmente no povoado dos Pintos (a 12 quil\u00f4metros da cidade). J\u00e1 no in\u00edcio<br \/>\ndos anos 80, com a consolida\u00e7\u00e3o do turismo em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei e Tiradentes e o<br \/>\n\u00eaxodo rural dos tecel\u00f5es, Resende Costa passou a despertar o interesse dos<br \/>\nvisitantes pelo artesanato que produzia\u201d, lembra Chaves. <\/div>\n<\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; mso-pagination: widow-orphan; tab-stops: 13.5pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;\">\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Das cinco lojas no in\u00edcio da d\u00e9cada de<br \/>\n1990, Resende Costa tem hoje 65 estabelecimentos que, na sua maioria, est\u00e3o na<br \/>\nAvenida Alfredo Penido (entrada para quem chega \u00e0 cidade por S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei).<br \/>\nSegundo Chaves, a concentra\u00e7\u00e3o na \u2018rua do artesanato\u2019 n\u00e3o foi planejada. O<br \/>\np\u00fablico predominante nessas lojas s\u00e3o atacadistas e turistas.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; mso-pagination: widow-orphan; tab-stops: 13.5pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;\">\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nos pontos comerciais \u00e9 poss\u00edvel<br \/>\nencontrar mercadorias que variam de R$2 a R$1,5 mil. Mas os visitantes parecem<br \/>\nn\u00e3o se importar com o pre\u00e7o. Rose Mary Januzi veio de BH e diz que \u201cl\u00e1 n\u00e3o<br \/>\nencontra artesanato como esse, se achar \u00e9 porque saiu daqui\u201d. Na d\u00favida em qual<br \/>\npe\u00e7a comprar, ela afirma que \u201cnem olhou o pre\u00e7o, mas a qualidade\u201d.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; mso-pagination: widow-orphan; tab-stops: 13.5pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;\">\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; J\u00e1 a s\u00e3o-joanense Laila Feres Mores,<br \/>\ntrouxe a nora carioca, Liane Estrela, para fazer umas compras para a casa. As<br \/>\nduas comentam que \u201co pre\u00e7o j\u00e1 esteve mais em conta, mesmo assim fazemos umas<br \/>\ncomprinhas e sempre temos que levar presentes para os amigos que n\u00e3o podem vir<br \/>\nat\u00e9 aqui\u201d, dizem.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\">\n&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Reportagem: Douglas Caputo<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\">\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fotos: Douglas Caputo<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\">\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8212;<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; text-align: center;\">\n<i>Para copiar e reproduzir qualquer conte\u00fado da VAN, envie e-mail para vanufsj@gmail.com, solicitando a reportagem desejada. \u00c9 simples e gratuito.<\/i><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\">\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coisa que n\u00e3o falta a Resende Costa, a 36 quil\u00f4metros de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, \u00e9 artesanato feito com linhas e retalhos. 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