{"id":8521,"date":"2018-01-31T16:40:36","date_gmt":"2018-01-31T18:40:36","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=8521"},"modified":"2018-02-01T13:19:51","modified_gmt":"2018-02-01T15:19:51","slug":"elas-nao-tem-o-poder","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/elas-nao-tem-o-poder\/","title":{"rendered":"ELAS (N\u00c3O) T\u00caM O PODER"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Os desafios que as mulheres enfrentam nas universidades brasileiras<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Por\u00a0Ana Resende Quadros e Elaine Maciel \/\/ Mulheres na Universidade<\/p>\n<figure id=\"attachment_8529\" aria-describedby=\"caption-attachment-8529\" style=\"width: 720px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-8529 aligncenter\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4734.jpg\" alt=\"IMG_4734\" width=\"720\" height=\"400\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4734.jpg 720w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4734-300x167.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8529\" class=\"wp-caption-text\">Realidade das mulheres nas universidades brasileiras ainda repercute desigualdades de g\u00eanero\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Foto\/Mulheres na Universidade: Paula Ribeiro<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quem comanda o mundo? Ao contr\u00e1rio do que diz Beyonc\u00e9 em sua m\u00fasica \u201c<em>Run the world\u201d<\/em>, n\u00e3o s\u00e3o as mulheres. Segundo\u00a0<a href=\"https:\/\/esa.un.org\/unpd\/wpp\/DataQuery\/\">dados da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/a>\u00a0(ONU), a popula\u00e7\u00e3o mundial masculina \u00e9 apenas 0,9% maior que a feminina. Ainda assim, os homens t\u00eam in\u00fameras vantagens em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres.<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, ainda segundo a ONU, os homens recebem, em m\u00e9dia, 23% a mais que as mulheres para desempenharem as mesmas fun\u00e7\u00f5es. Mas n\u00e3o para por a\u00ed. Para as mulheres, at\u00e9 conseguir um emprego \u00e9 mais dif\u00edcil. O\u00a0<a href=\"https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv98073.pdf\">estudo de Demografias das Empresas<\/a>\u00a0feito, em 2014, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) demonstra que 61,7% das vagas de emprego s\u00e3o ocupadas por homens.<\/p>\n<p>Segundo uma\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/asmais\/2015\/09\/1675183-no-ritmo-atual-fim-da-desigualdade-entre-homens-e-mulheres-demoraria-240-anos.shtml\">proje\u00e7\u00e3o feita pela Folha de S. Paulo<\/a>, caso o ritmo de queda da desigualdade entre os g\u00eaneros se mantivesse, as mulheres iriam ganhar o mesmo sal\u00e1rio dos homens somente em 2085. Apenas em 2126, as brasileiras iriam ocupar \u00a051% dos cargos de chefia, ou seja, valor proporcional ao n\u00famero de mulheres na popula\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n<p>J\u00e1 quando se trata de lidar com as atividades dom\u00e9sticas, as mulheres lideram a pesquisa: elas dedicam o dobro do tempo em rela\u00e7\u00e3o aos homens. Entretanto, o n\u00famero de tempo dedicado ao trabalho principal n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o diferente: os homens dedicam apenas 61 minutos a mais ao servi\u00e7o. Isso mostra que as mulheres t\u00eam ficado sobrecarregadas com a quantidade de fun\u00e7\u00f5es que desempenham: os homens t\u00eam quase 5 horas a mais para o lazer.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da diferen\u00e7a salarial nas mesmas profiss\u00f5es, observa-se o predom\u00ednio feminino em trabalhos menos bem remunerados,<a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/noticias\/2011\/03\/03\/brasil-8-em-10-professores-da-educacao-basica-sao-mulheres.htm\">\u00a0como na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o<\/a>, enquanto setores mais valorizados, como o das engenharias, n\u00e3o despertam tanto o interesse das meninas.<\/p>\n<p>\u201cAcredito que isso acontece principalmente pela falta de incentivo quando s\u00e3o mais novas. Os \u2018brinquedos de menina\u2019 n\u00e3o estimulam o interesse pelo meio cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico como os \u2018brinquedos de menino\u2019. Uma menina curiosa frequentemente \u00e9 chamada de \u2018bisbilhoteira\u2019, enquanto que essa mesma caracter\u00edstica nos meninos \u00e9 vista como uma qualidade, como vontade de aprender. Felizmente, eu nunca tive esse tipo de problema na minha inf\u00e2ncia\u201d, conta a estudante de Engenharia Mec\u00e2nica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Isabela Garcia.<\/p>\n<p>Outro ponto \u00e9 que, segundo dados do Minist\u00e9rio do Trabalho, a diferen\u00e7a salarial \u00e9 maior conforme aumenta o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o dos profissionais. Menos em um lugar: as universidades p\u00fablicas. L\u00e1, homens e mulheres t\u00eam isonomia salarial e, a princ\u00edpio, igualdade de oportunidades. Mas como \u00e9 a realidade das alunas e professoras que interagem com esse lugar quase \u00e0 parte da sociedade?<\/p>\n<h1><\/h1>\n<h1><b>Mudan\u00e7a lenta e necess\u00e1ria<\/b><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Apesar do aumento da participa\u00e7\u00e3o feminina no meio acad\u00eamico e na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mulheres ainda lutam por reconhecimento<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Da Reda\u00e7\u00e3o \/\/ Mulheres na Universidade<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-8541 aligncenter\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/scientist-with-erlenmeyer-flask-13805510860wd-780x520.png\" alt=\"scientist-with-erlenmeyer-flask-13805510860wd-780x520\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/scientist-with-erlenmeyer-flask-13805510860wd-780x520.png 620w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/scientist-with-erlenmeyer-flask-13805510860wd-780x520-300x200.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria, a ci\u00eancia foi encarada como uma atividade masculina, mas mudan\u00e7as nesse quadro v\u00eam ocorrendo h\u00e1 tempos, principalmente ap\u00f3s a segunda metade do s\u00e9culo XX. A pesquisadora Jacqueline Leta estudou o crescimento da participa\u00e7\u00e3o feminina em alguns cursos de gradua\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em grupos de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) e no quadro de docentes da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Ela identificou que, apesar desse aumento da participa\u00e7\u00e3o feminina no mundo acad\u00eamico, as mulheres t\u00eam chances menores de sucesso e ascens\u00e3o na carreira, sendo menos contempladas com bolsas de produtividade e sub-representadas em cargos administrativos. O trabalho foi publicado na Revista do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>A luta das mulheres para ter acesso aos espa\u00e7os de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica foi \u00e1rdua. E ainda continua. Entre os s\u00e9culos XV e XVII, na Europa, algumas poucas mulheres aristocr\u00e1ticas conseguiram exercer papeis de interlocutoras e tutoras de fil\u00f3sofos e experimentalistas. Por\u00e9m, independentemente de suas qualidades e compet\u00eancias, elas n\u00e3o tinham acesso \u00e0s discuss\u00f5es das sociedades e academias cient\u00edficas. Aquelas que conseguiram algum acesso a partir do s\u00e9culo XVIII, s\u00f3 o fizeram por causa de suas posi\u00e7\u00f5es familiares, ou seja, eram esposas ou filhas de homens da ci\u00eancia. Mesmo assim, limitavam-se a atividades de suporte, como cuidar de cole\u00e7\u00f5es, ilustrar e traduzir. O s\u00e9culo XIX traz a novidade da cria\u00e7\u00e3o de col\u00e9gios de mulheres, mas elas permanecem \u00e0 margem. Foi a necessidade de recursos humanos para atividades estrat\u00e9gicas, juntamente com o movimento de libera\u00e7\u00e3o feminina e a luta pela igualdade de direitos, que come\u00e7am a mudar o quadro no s\u00e9culo XX. Cresce, ent\u00e3o, o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e a carreiras tradicionalmente ocupadas por homens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Dias atuais<\/b><\/h3>\n<p>Hoje, a tem\u00e1tica da participa\u00e7\u00e3o feminina nas ci\u00eancias encontra espa\u00e7o de discuss\u00f5es em v\u00e1rios campos disciplinares, al\u00e9m de ser foco de interesse de \u00f3rg\u00e3os internacionais, como a Unesco, a fim de propor a\u00e7\u00f5es para maior inclus\u00e3o das mulheres nas atividades de ci\u00eancia e tecnologia. Segundo o levantamento realizado por Jacqueline Leta, um dos primeiros estudos sobre a participa\u00e7\u00e3o das mulheres nessa \u00e1rea foi publicado em 1965, por Alice Rossi, na\u00a0<i>Science<\/i>, uma das revistas cient\u00edficas mais respeitadas no mundo. Ele demonstrava, por exemplo, que, nos Estados Unidos dos anos 1950 e 1960, o \u00edndice de participa\u00e7\u00e3o de mulheres nas Engenharias era de 1% do total de empregados e, nas Ci\u00eancias Naturais, de 10%. As pesquisas atuais, segundo Jacqueline, apontam que, apesar do aumento da participa\u00e7\u00e3o feminina, as mulheres ainda t\u00eam menor acesso a cargos acad\u00eamicos e recebem menores recursos para pesquisa. Ela diz que uma das dificuldades para mapear e compreender esse cen\u00e1rio no Brasil \u00e9 a ainda pequena quantidade de publica\u00e7\u00f5es sobre o assunto nas bases de dados de pesquisa e sua dispers\u00e3o. Apesar de a pesquisa ser antiga, datada de 2003, a realidade parece n\u00e3o ter sofrido tantas altera\u00e7\u00f5es, apesar de alguns avan\u00e7os.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a de bolsas de produtividade, por exemplo, concedidas a pesquisadores doutores que se destaquem entre seus pares, valorizando sua produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, existe desigualdade entre homens e mulheres. As estat\u00edsticas de 2015 do CNPq mostram que 35,5% dessas bolsas foram destinados a mulheres e 64,5%, a homens. O que gera questionamentos, ao verificarmos que, no caso das outras bolsas \u2013 inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mestrado, doutorado e p\u00f3s-doutorado \u2013 os n\u00fameros encontram-se equilibrados na distribui\u00e7\u00e3o por g\u00eanero.<\/p>\n<p>Talvez tal situa\u00e7\u00e3o possa ser explicada pelo aumento da presen\u00e7a feminina tanto na gradua\u00e7\u00e3o quanto na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. O Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior 2013, divulgado em 2014 pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), aponta que, entre os dez maiores cursos de gradua\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, 55,5% dos matriculados s\u00e3o mulheres e, dos alunos concluintes, 59,2% s\u00e3o mulheres.<\/p>\n<h3><\/h3>\n<h3><b>Passo a passo<\/b><\/h3>\n<p>O aumento da participa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia brasileira come\u00e7ou nos anos 1980 e 1990, de acordo com a pesquisadora Jacqueline Leta, sendo, hoje, maioria em grande parte dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, incluindo aumento da frequ\u00eancia em cursos tradicionalmente ocupados por homens, como engenharias, qu\u00edmica e medicina. Tal cen\u00e1rio acaba por facilitar o contato, o acesso e a incorpora\u00e7\u00e3o delas aos quadros das universidades brasileiras, principalmente diante de demandas mais bem qualificadas.<\/p>\n<p>No entanto, estudos da doutora Teresa Cristina de Novas Marques, professora da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense, mostram que, a despeito do expressivo crescimento de mulheres com n\u00edvel universit\u00e1rio, a participa\u00e7\u00e3o delas na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e ensino ligados ao campo da tecnologia e da inova\u00e7\u00e3o fica al\u00e9m da presen\u00e7a feminina nas universidades. Sua pesquisa est\u00e1 em concord\u00e2ncia com as percep\u00e7\u00f5es do levantamento da professora Jacqueline no que diz respeito ao aumento do n\u00famero de mulheres profissionais engajadas em atividades cient\u00edficas e seu avan\u00e7o na dire\u00e7\u00e3o de maior qualifica\u00e7\u00e3o profissional. No entanto, por raz\u00f5es hist\u00f3ricas, a presen\u00e7a feminina permanece menor em \u00e1reas ocupadas tradicionalmente por homens, principalmente nos setores das engenharias e na pesquisa tecnol\u00f3gica aplicada.<\/p>\n<p>\u00c9 ineg\u00e1vel, segundo estudos de Teresa Marques, a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na produ\u00e7\u00e3o do conhecimento no Brasil, atuando expressivamente em certas \u00e1reas. \u201cNo campo cient\u00edfico das Ci\u00eancias Humanas e Sociais, a presen\u00e7a feminina \u00e9 inequ\u00edvoca. Tamb\u00e9m nas \u00e1reas ligadas a Sa\u00fade cresce o n\u00famero de mulheres e, melhor, aumentam as pesquisadoras com titula\u00e7\u00e3o m\u00e1xima\u201d, informa. Por\u00e9m, segundo dados do CNPq, a maior parte das bolsas, tanto no pa\u00eds quanto no exterior, nas \u00e1reas de Exatas\/da Terra e Engenharias e Computa\u00e7\u00e3o s\u00e3o concedidas a homens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Onde est\u00e1 o poder<\/b><\/h3>\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o feminina em cargos administrativos em institui\u00e7\u00f5es de ci\u00eancia e tecnologia, esta \u00e9 ainda restrita. Em 2003, entre acad\u00eamicos titulares ativos da Academia Brasileira de Ci\u00eancias, as mulheres representavam menos de 10% do total, conforme dados obtidos por Jacqueline Leta. Segundo a p\u00e1gina da institui\u00e7\u00e3o na internet. na gest\u00e3o 2016-2019 da Academia, entre os 13 membros da diretoria, apenas um \u00e9 mulher. Dos cinco integrantes do Conselho Fiscal, tamb\u00e9m h\u00e1 apenas uma mulher, e o mesmo se repete no Comit\u00ea Executivo. Dos 10 conselheiros consultivos por \u00e1rea, tr\u00eas mulheres possuem lugar, assumindo as \u00e1reas de Ci\u00eancias F\u00edsicas, Qu\u00edmicas e Sociais. Os outros campos ocupados por homens s\u00e3o de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas, da Terra, Biol\u00f3gicas, Biom\u00e9dicas, da Sa\u00fade, Agr\u00e1rias e da Engenharia.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980, a historiadora norte-americana Margaret Rossiter chamou de segrega\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica essa diferen\u00e7a de oportunidades entre homens e mulheres para ascenderem profissionalmente e obterem reconhecimento.\u00a0<em>\u201cA ideologia da natureza feminina, que nos associa aos atributos de docilidade e submiss\u00e3o, criou uma cortina de fuma\u00e7a que obscureceu as formas de viver das mulheres\u201d, ressalta a professora Teresa Marques em seu artigo. As reflex\u00f5es s\u00e3o v\u00e1rias. O que est\u00e1 por tr\u00e1s dessas diferen\u00e7as? As poss\u00edveis respostas s\u00e3o muitas e complexas. As discuss\u00f5es avan\u00e7am pouco a pouco. \u201cMitos, discrimina\u00e7\u00f5es, o que est\u00e1 por tr\u00e1s desse quadro? Os n\u00fameros certamente n\u00e3o d\u00e3o conta de responder a essa quest\u00e3o, mas fornecem medidas objetivas do status das mulheres na ci\u00eancia em nosso pa\u00eds: elas ainda est\u00e3o em desvantagem num sistema controlado predominantemente por homens\u201d<\/em>, conclui Jacqueline Leta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Coordena\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o\/Mulheres na Universidade: Janaina Barcelos<br \/>\nEditora\u00e7\u00e3o e artes\/Mulheres na Universidade: Rafael Senna, Clara Rita e Agnes Monteiro<br \/>\nTexto Original:\u00a0mulheresnauniversidade.wordpress.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os desafios que as mulheres enfrentam nas universidades brasileiras Por\u00a0Ana Resende Quadros e Elaine Maciel \/\/ Mulheres na Universidade Quem comanda o mundo? Ao contr\u00e1rio do que diz Beyonc\u00e9 em<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8526,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[113,387,109],"tags":[],"class_list":["post-8521","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia-e-tecnologia","category-educacao","category-sao-joao-del-rei-microrregiao-de-sao-joao-del-rei"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8521","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8521"}],"version-history":[{"count":37,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8521\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8562,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8521\/revisions\/8562"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8526"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8521"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8521"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}