{"id":8369,"date":"2018-01-06T20:01:46","date_gmt":"2018-01-06T22:01:46","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=8369"},"modified":"2018-01-06T20:01:46","modified_gmt":"2018-01-06T22:01:46","slug":"a-tradicao-da-folia-de-reis-e-sua-importancia-cultural","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/a-tradicao-da-folia-de-reis-e-sua-importancia-cultural\/","title":{"rendered":"A tradi\u00e7\u00e3o da Folia de Reis e sua import\u00e2ncia cultural"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Os versos da can\u00e7\u00e3o intitulada \u201cFesta de Santos Reis\u201d do m\u00fasico Brasileiro Tim Maia, fazem uma homenagem a festividade que \u00e9 comemorada hoje, 6, em v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds. \u201cEles chegam tocando sanfona e viol\u00e3o. Os pandeiros de fita carregam sempre na m\u00e3o\u201d, assim descreve um dos trechos da m\u00fasica de Maia, representando a tradi\u00e7\u00e3o que est\u00e1 presente em diversas cidades do Campo das Vertentes, como Nazareno, S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei e Concei\u00e7\u00e3o da Barra de Minas. <\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo Andr\u00e9 Ribeiro, graduado em hist\u00f3ria pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV), a pr\u00e1tica da Folia foi trazida da Europa e incorporada na cultura brasileira. \u201cA\u00e7\u00f5es como essas proporcionam converg\u00eancia de grupo e fortalecimento de la\u00e7os de solidariedade, uma vez que a simbologia que elas carregam conduz a uma \u2018cristianidade\u2019 e uma vida de luta em comum. Essa pr\u00e1tica tem a capacidade de fortalecer os v\u00ednculos, a mem\u00f3ria e identidade de grupo por meio da \u2018passada da Folia\u2019 de casa em casa, momento do auge em que o simb\u00f3lico se junta \u00e0 materialidade do evento\u201d, conclui. <\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b>A Tradi\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Cantos, dan\u00e7as e estandartes comp\u00f5em a manifesta\u00e7\u00e3o. \u201cAs pessoas envolvidas cantam, dan\u00e7am e carregam a bandeira da Folia at\u00e9 as casas como forma de devo\u00e7\u00e3o aos Santos ou aos tr\u00eas reis magos. Devo\u00e7\u00e3o essa que se revela tamb\u00e9m nas brincadeiras, contos e s\u00edmbolos presentes no \u00c9thos deste grupo. Ao mesmo tempo, remete a uma narrativa b\u00edblica que enuncia o nascimento do Salvador do mundo na figura do menino Jesus\u201d, afirma Ribeiro. <\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b>Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial<\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo os dados do Instituto Estadual do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico (Iepha), existem atualmente 1.215 grupos de Folias cadastrados no Estado de Minas Gerais, dos quais sete grupos s\u00e3o oriundos de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei. Para Ribeiro, registrar pr\u00e1ticas culturais tradicionais, historicizando as suas trajet\u00f3rias e decodificando seus signos, juntamente com as comunidades envolvidas \u00e9 uma forma de o conhecimento cient\u00edfico contribuir para a preserva\u00e7\u00e3o e sustentabilidade dessas manifesta\u00e7\u00f5es, que sofrem sistem\u00e1tica constri\u00e7\u00e3o pelas for\u00e7as da produ\u00e7\u00e3o do capital industrial e urbano. Em Minas Gerais as folias passaram a ser reconhecidas como patrim\u00f4nio cultural imaterial no dia 6 de janeiro de 2017.<\/span><\/p>\n<p>Texto\/VAN: Thais Andressa<\/p>\n<p>Foto\/VAN: Thais Andressa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os versos da can\u00e7\u00e3o intitulada \u201cFesta de Santos Reis\u201d do m\u00fasico Brasileiro Tim Maia, fazem uma homenagem a festividade que \u00e9 comemorada hoje, 6, em v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds. \u201cEles<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8373,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-8369","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8369","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8369"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8369\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8372,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8369\/revisions\/8372"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8373"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8369"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8369"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8369"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}