{"id":8124,"date":"2017-12-29T20:11:20","date_gmt":"2017-12-29T22:11:20","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=8124"},"modified":"2017-12-29T20:11:20","modified_gmt":"2017-12-29T22:11:20","slug":"catadores-de-reciclaveis-contribuem-para-a-qualidade-de-vida-dos-moradores-de-sjdr","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/catadores-de-reciclaveis-contribuem-para-a-qualidade-de-vida-dos-moradores-de-sjdr\/","title":{"rendered":"Catadores de recicl\u00e1veis contribuem para a qualidade de vida dos moradores de SJDR"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><i>Organizados em uma associa\u00e7\u00e3o que mant\u00e9m parceria com a UFSJ, eles colaboram com \u00a0a limpeza do munic\u00edpio que ainda n\u00e3o se adequou \u00e0s normas de sustentabilidade para destina\u00e7\u00e3o do lixo<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A coragem e a perseveran\u00e7a na luta di\u00e1ria estampam o seu rosto e a acompanham na rotina de trabalho. Diariamente, Maria Vicentina Martins, 55 anos, retira das ruas de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei cerca de 8 kg de materiais recicl\u00e1veis. Ela sabe da import\u00e2ncia de sua atividade, tanto para a limpeza da cidade, quanto para o meio ambiente. Al\u00e9m disso, dali Vicentina tira a renda que lhe permite arcar com parte de seu aluguel. \u201cEu t\u00f4 gostando do ramo\u201d, revela a trabalhadora.<\/p>\n<p>Detentora de um papel importante na limpeza urbana, Vicentina \u2013 que tamb\u00e9m limpa hortas quando poss\u00edvel \u2013 ressalta a import\u00e2ncia de ser reconhecida pelo trabalho desenvolvido. \u201cOs outros ficam falando que sou trabalhadora, que sou honesta, que estou ganhando um dinheirinho honesto, que n\u00e3o t\u00f4 roubando nada dos outros\u2026\u201d, comenta, satisfeita.<\/p>\n<p>Papel, pl\u00e1stico e papel\u00e3o s\u00e3o alguns dos materiais coletados por Vicentina e dezenas de catadores de material recicl\u00e1vel que atuam como agentes ambientais. Esses materiais, que integram a rotina de consumo da popula\u00e7\u00e3o, muitas vezes s\u00e3o descartados sem que se considere que cada um \u00e9 respons\u00e1vel, na sociedade, pelo lixo que produz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_8132\" aria-describedby=\"caption-attachment-8132\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-8132 aligncenter\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Maria-Vicentina.png\" alt=\"__Maria Vicentina\" width=\"900\" height=\"600\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Maria-Vicentina.png 900w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Maria-Vicentina-300x200.png 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Maria-Vicentina-768x512.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8132\" class=\"wp-caption-text\">Maria Vicentina, catadora n\u00e3o associada. &#8211; Foto\/Dobras e Sobras: Millena Stefani<\/figcaption><\/figure>\n<p>Apesar de a educa\u00e7\u00e3o ambiental ser lei no Brasil desde o final dos anos 1990\u00a0(Lei 9.795\/1999), n\u00e3o s\u00e3o poucos aqueles que desconhecem o destino do lixo e n\u00e3o refletem sobre a forma como cada um lida com aquilo que considera descart\u00e1vel, o qual pode ser prejudicial tanto para a sa\u00fade quanto para o meio ambiente.<\/p>\n<p>De acordo com o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/search?q=censo+demografico+ibge&amp;rlz=1C1GCEA_enBR756BR756&amp;oq=censo+demografico+ibge&amp;aqs=chrome..69i57j0l5.7424j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8\">censo demogr\u00e1fico\u00a0<\/a>do Brasil de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), existiam no pa\u00eds 398.348 pessoas ocupadas como \u201cColetores de lixo\u201d, localizadas principalmente nas regi\u00f5es Sudeste e Nordeste. Isso significa que 2,02% da popula\u00e7\u00e3o se encontra nas ruas em busca de uma remunera\u00e7\u00e3o que muitas vezes n\u00e3o \u00e9 fixa.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca do censo, Vicentina ainda n\u00e3o fazia parte das estat\u00edsticas, j\u00e1 que atua com coleta seletiva h\u00e1 quatro anos e meio. Por\u00e9m, hoje, ela integra o grupo dos agentes ambientais \u2013 que podem ser catadores de materiais recicl\u00e1veis ou garis -, os quais saem a campo para recolher e separar os lixos produzidos pela popula\u00e7\u00e3o. A a\u00e7\u00e3o desses agentes \u00e9 fundamental para que a limpeza urbana seja efetuada com efici\u00eancia.<\/p>\n<h3><b>Trabalhadores organizados<\/b><\/h3>\n<p>Com o papel de organizar esse grupo de agentes ambientais de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei que recolhem e separam materiais, a Associa\u00e7\u00e3o dos Catadores de Material Recicl\u00e1vel (Ascas) foi criada em 2003. Atualmente, conta com 13 catadores associados e um galp\u00e3o, cujo aluguel \u00e9 pago pela Prefeitura. \u201cEu sou um dos fundadores da Associa\u00e7\u00e3o. Os outros perguntam se eu mando. N\u00e3o mando em nada aqui. Apenas ajudei a fundar\u201d, declara o catador associado Jos\u00e9 Andr\u00e9, vice-presidente da Ascas, que, aos 58 anos, percorre a cidade com seu carrinho carregado de materiais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8139\" aria-describedby=\"caption-attachment-8139\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-8139 aligncenter\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Z\u00e9-Andr\u00e9-vice-presidente-ASCAS.png\" alt=\"__Z\u00e9 Andr\u00e9, vice presidente ASCAS\" width=\"900\" height=\"600\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Z\u00e9-Andr\u00e9-vice-presidente-ASCAS.png 900w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Z\u00e9-Andr\u00e9-vice-presidente-ASCAS-300x200.png 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Z\u00e9-Andr\u00e9-vice-presidente-ASCAS-768x512.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8139\" class=\"wp-caption-text\">Jos\u00e9 Andr\u00e9, vice-presidente da ASCAS. &#8211; Foto\/ Dobras e Sobras: Millena Stefani<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao longo dos anos, a frequ\u00eancia de trabalhadores na Ascas n\u00e3o manteve const\u00e2ncia. Fizeram parte do in\u00edcio da institui\u00e7\u00e3o, 50 catadores. A falta de estabilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 perman\u00eancia dos membros n\u00e3o \u00e9 vista com bons olhos pelos associados. Jos\u00e9 Andr\u00e9 relata que um dos pontos importantes que levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Ascas foi \u201cter um local de trabalho em que, \u00e0s vezes, um pai de fam\u00edlia que esteja desempregado, possa trabalhar\u201d. \u201cAs portas da Associa\u00e7\u00e3o est\u00e3o abertas para receb\u00ea-los\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Moradores de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei geram, aproximadamente, 100 toneladas de lixo por dia, conforme dados da Ascas. J\u00e1 a Funda\u00e7\u00e3o Estadual do Meio Ambiente (Faem) aponta que o munic\u00edpio produz a cada dia, em m\u00e9dia, 54 toneladas de lixo, o que resulta em um total de 1,6 toneladas de res\u00edduos s\u00f3lidos por m\u00eas.\u00a0No bairro Matosinhos, localizado na zona Leste, vivem 20,1 mil dos cerca de 90,2 mil habitantes da cidade, conforme estimativa do IBGE para 2017. Assim, \u00e9 coerente que seja o local em que h\u00e1 mais sa\u00edda de materiais para o galp\u00e3o da Ascas, local em que os materiais s\u00e3o separados de acordo com o que foi recolhido.<\/p>\n<p>Boa parte do que \u00e9 descartado pela popula\u00e7\u00e3o passa pelas m\u00e3os dos diversos catadores. Quando associados, eles possuem todo um processo para separa\u00e7\u00e3o e compacta\u00e7\u00e3o do que foi recolhido. \u201cNa rua, a gente cata tudo misturado. Cada um [associado] tem seu\u00a0boxe\u00a0onde coloca os materiais para depois separar. Na hora de fazer o fardamento, reunimos os materiais que a gente tem nos boxes separados\u201d, explica Jos\u00e9 Andr\u00e9.<\/p>\n<h3><b>Na luta pela atividade<\/b><\/h3>\n<p>Gleison da Silva, 48 anos, membro da Associa\u00e7\u00e3o, exp\u00f5e que a op\u00e7\u00e3o pela venda \u00a0direta dos materiais para os atravessadores (intermedi\u00e1rios que compram o material dos catadores para revender \u00e0s ind\u00fastrias de reciclagem)\u00a0pode n\u00e3o ser a melhor escolha: \u201cAqui no galp\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o, eu subo na balan\u00e7a e t\u00e1 o meu peso normal. Se for pesar no dep\u00f3sito, vai dar dois quilos a menos\u201d, alega, pontuando a desonestidade por parte de alguns intermedi\u00e1rios.<\/p>\n<p>Diferentemente de alguns catadores, Gleison n\u00e3o tem carro nem moto. Percorre longos trajetos diariamente com seu carrinho, principalmente na regi\u00e3o central, onde recolhe os mais diversos materiais para levar at\u00e9 o galp\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o, localizado na Vila Santa Terezinha. \u201cEu ando muito. \u00c9 um pouquinho sofrido, mas pra mim \u00e9 satisfat\u00f3rio, d\u00e1 pra cumprir com minhas d\u00edvidas, d\u00e1 o meu sustento\u201d,\u00a0conta o catador.<\/p>\n<p>Associado h\u00e1 cinco anos e catador desde 1992, Gleison conversa sobre a Ascas com os colegas de profiss\u00e3o que encontra na rua: \u201cEu convido, mas ningu\u00e9m est\u00e1 tendo interesse\u201d. O catador menciona tamb\u00e9m que n\u00e3o sabe bem o motivo, mas acredita que a op\u00e7\u00e3o deles de n\u00e3o se associarem possa estar relacionada ao fato de existir uma maior responsabilidade na Associa\u00e7\u00e3o. \u201cAl\u00e9m de catar, aqui a gente trabalha com prensa e separa\u00e7\u00e3o dos materiais. Os dep\u00f3sitos compram tudo misturado, a\u00ed o catador de rua vende mais barato, mas tamb\u00e9m n\u00e3o separa\u201d, conclui Gleison.<\/p>\n<h3><b>Lixo que vale dinheiro<\/b><\/h3>\n<p>Na Ascas, o catador coleta, separa e pesa seu material (registrado na hora por Cristina Queiroz, respons\u00e1vel pela\u00a0<i>mesa<\/i>). Depois, tudo o que foi coletado por cada um \u00e9 reunido para que o caminh\u00e3o possa buscar todos os materiais juntos. A carga \u00e9 pesada na sa\u00edda do galp\u00e3o e quando chega \u00e0 f\u00e1brica de reciclagem em Belo Horizonte, destino da maioria dos materiais recolhidos pela Associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>\u00a0<b>Cristina Queiroz, de 39 anos, \u00e9 a respons\u00e1vel pela\u00a0<\/b><b><i>mesa<\/i><\/b><b>, de onde administra a Associa\u00e7\u00e3o dos Catadores de Materiais Recicl\u00e1veis de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei (Ascas). \u00danica associada que faz todo seu trabalho dentro do galp\u00e3o na Vila Santa Terezinha, ela conta sobre as suas atividades:<\/b><\/h4>\n<p>https:\/\/soundcloud.com\/dobras-e-sobras\/cristina-queiroz<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 dividido assim: se eu fizer mil quilos, eu recebo pelos mil quilos\u201d, explica o catador associado Gleison. A cada quilo coletado, uma porcentagem \u00e9 destinada ao pagamento do sal\u00e1rio de Cristina, encarregada do registro das pesagens e dos pagamentos. As despesas da Associa\u00e7\u00e3o, como luz e taxa de inc\u00eandio, tamb\u00e9m s\u00e3o retiradas dessa porcentagem<\/p>\n<p>Cristina conta que o quilo do papel\u00e3o sai da Ascas a R$0,41; o papel branco a R$0,45; e o pet a R$1,70. A taxa para a manuten\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o gira entre 10 a 15%. \u201cPor exemplo, o papel\u00e3o a gente vende a R$0,41 o quilo. Tem a porcentagem que tira do catador para despesa da Associa\u00e7\u00e3o, fazendo com que ele receba R$0,35\u2033, explica a administradora da Associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para compreender melhor os valores m\u00e9dios do pre\u00e7o dos materiais recicl\u00e1veis, \u00e9 essencial acessar a\u00a0<a href=\"http:\/\/cempre.org.br\/servico\/mercado\">tabela<\/a>\u00a0Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), que \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o entre grandes empresas, principalmente do ramo aliment\u00edcio, respons\u00e1veis por introduzir nas ruas muitos materiais recicl\u00e1veis.<\/p>\n<h3><b>Sem fazer corpo mole<\/b><\/h3>\n<p>\u201cQuem trabalha muito, v\u00ea resultado. Quem n\u00e3o trabalha e fica fazendo corpo mole, n\u00e3o tem resultado. Assim a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 melhor, cada um tem o seu ganho\u201d, afirma Cristina.<\/p>\n<p>Assim como o trabalho com a coleta de recicl\u00e1veis ajuda Maria Vicentina \u2013 l\u00e1 do come\u00e7o da reportagem \u2013 a pagar seu aluguel, a renda com a atividade \u00e9 muito importante na vida financeira do associado Jos\u00e9 Andr\u00e9. \u201cAntes era um sufoco para pagar o aluguel em dia. Hoje n\u00e3o. Eu pago o aluguel, \u00e0s vezes, at\u00e9 antes do dia. Durmo sossegado, fa\u00e7o compra pra dentro de casa, quer dizer, por esse lado a\u00ed pra mim foi bom e continua sendo\u201d, conta ele.<\/p>\n<h3><b>Parcerias muito bem-vindas<\/b><\/h3>\n<p>Em busca de maior crescimento e autonomia, a Ascas encontrou na Universidade Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei (UFSJ) uma oportunidade de parceria, por meio do programa de extens\u00e3o Incubadora Tecnol\u00f3gica de Cooperativas Populares (ITCP). A Incubadora atua na economia solid\u00e1ria [atividades econ\u00f4micas organizadas em forma de autogest\u00e3o] e acompanha quest\u00f5es burocr\u00e1ticas, documenta\u00e7\u00e3o para regulariza\u00e7\u00e3o, entre outros aspectos que possam colaborar com a Associa\u00e7\u00e3o. A parceria, inclusive, \u00e9 anterior \u00e0 funda\u00e7\u00e3o da Ascas e foi essencial para sua cria\u00e7\u00e3o e regulariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cFicamos em busca dos direitos deles, at\u00e9 mesmo para inform\u00e1-los em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Bolsa Reciclagem [incentivo financeiro concedido a cooperativas e associa\u00e7\u00f5es de catadores pelo Governo do Estado] e tamb\u00e9m sobre a participa\u00e7\u00e3o deles no movimento nacional, por exemplo\u201d, relata Lorena Santos, 20 anos, estudante de Psicologia que integra o programa desde outubro de 2016.<\/p>\n<p>A extensionista destaca a multidisciplinaridade como um fator positivo nos trabalhos realizados junto aos catadores, visto que a ITCP conta com estudantes de diversos cursos da UFSJ, o que agrega nas diversas demandas que a Ascas possui. \u201cCada \u00e1rea vai atuar de maneira diferente. A Psicologia vai tratar mais do desenvolvimento do grupo, do trabalho. Administra\u00e7\u00e3o num ponto, Contabilidade em outro. Tem o pessoal da Engenharia Mec\u00e2nica que trabalha numa m\u00e1quina de moer vidro. Essa multidisciplinaridade auxilia muito nesse processo\u201d, declara Lorena.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><b>A ITCP, desde 1999, busca inserir, no sistema formal de economia, setores marginalizados economicamente, centrada no fortalecimento do cooperativismo e da autogest\u00e3o<\/b><\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por estarem diretamente ligados aos associados, os membros do programa \u00a0tamb\u00e9m possuem o papel de orientar os trabalhadores, n\u00e3o s\u00f3 a respeito das burocracias institucionais, mas tamb\u00e9m da import\u00e2ncia deles em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. De acordo com Lorena, eles sabem disso e se reconhecem como agentes ambientais.<\/p>\n<p>Por meio dessa troca de saberes, trabalhadores que, muitas vezes, se consideravam \u00e0 margem da sociedade, agora j\u00e1 se veem como agentes fundamentais no contexto ecol\u00f3gico. \u201cConseguimos reuni-los e falar que s\u00e3o agentes ambientais, que prestam um servi\u00e7o para a sociedade, para a cidade, e t\u00eam de ser reconhecidos por isso. A\u00ed todos come\u00e7aram a falar: \u2018realmente, fazemos um trabalho muito importante para sociedade. Como n\u00e3o estamos sendo reconhecidos?\u2019\u201d, relata a estudante.<\/p>\n<h3><b>Al\u00e9m das barreiras do trabalho<\/b><\/h3>\n<p>A parceria que envolve os catadores de materiais recicl\u00e1veis e os estudantes da UFSJ que participam da ITCP vai al\u00e9m do trabalho t\u00e9cnico, uma vez que eles colaboram em diversas frentes de a\u00e7\u00e3o. Segundo Jos\u00e9 Andr\u00e9, os alunos possuem papel importante por contribu\u00edrem com diversas quest\u00f5es, que v\u00e3o desde a limpeza do galp\u00e3o at\u00e9 o apoio moral para que os trabalhadores possam participar de espa\u00e7os e encontros a respeito do trabalho que exercem.<\/p>\n<p>Ele exemplifica: \u201c\u00c0s vezes, quando precisa de um grupo pra lavar o espa\u00e7o, os alunos tamb\u00e9m v\u00e3o. Quando a gente precisa de viajar e fica em d\u00favida, os alunos est\u00e3o a\u00ed tamb\u00e9m para nos apoiar\u201d. \u201cEnt\u00e3o, quer dizer: o apoio da Universidade para n\u00f3s tem sido de muita ajuda\u201d, avalia.<\/p>\n<p>A estudante Lorena Santos tem gostado tanto de sua atividade junto \u00e0 ITCP que pretende ficar na Incubadora durante toda a gradua\u00e7\u00e3o. \u201cAprendemos muito na sala de aula, mas aprendemos muito mais indo a campo e lidando com as pessoas\u201d, acredita. Para ela, sua forma\u00e7\u00e3o se torna, assim, muito mais humana e n\u00e3o apenas t\u00e9cnica. \u201cPassamos a enxergar de forma diferente as atividades na qual trabalhamos, isso contribui demais\u201d, considera.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Andr\u00e9 assina embaixo.<\/p>\n<p>Confira o v\u00eddeo sobre os catadores da ASCAS<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Al\u00e9m das barreiras do trabalho\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZO5Vt0l-4VI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h3><\/h3>\n<h3><b>Mais autonomia com o CataF\u00e1cil<\/b><\/h3>\n<p>Ainda entre as frentes de apoio aos catadores de materiais recicl\u00e1veis, chama a aten\u00e7\u00e3o o programa para computador\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=WWBPkeb84Nk\">CataF\u00e1cil<\/a>, desenvolvido, tamb\u00e9m, por estudantes de projeto de Extens\u00e3o da UFSJ, em 2007, junto \u00e0 Ascas. Criado para os catadores e pelos catadores, a ferramenta tem como proposta aumentar a autonomia, a transpar\u00eancia e a organiza\u00e7\u00e3o das associa\u00e7\u00f5es e cooperativas.<\/p>\n<p>Fazendo a parte mais complicada do processamento de dados, o programa transforma os registros de pesagens e as vendas em informa\u00e7\u00f5es para o pagamento dos repasses aos associados. A interface amig\u00e1vel e as configura\u00e7\u00f5es, adapt\u00e1veis \u00e0s formas de organiza\u00e7\u00e3o dos grupos de trabalhadores, facilitam a autogest\u00e3o por parte da entidades para realizar suas atividades. O programa se encontra em uso, atualmente, pela Ascas.<\/p>\n<p>Segundo os seus desenvolvedores, n\u00e3o importa se as pessoas nunca tiveram contato com a inform\u00e1tica ou possuem baixo grau de escolaridade. Qualquer um pode operar facilmente as fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas do programa.<\/p>\n<p>Com apoio da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.avina.net\/avina\/pt\/listado-paises\/brasil\/\">Funda\u00e7\u00e3o AVINA<\/a>, que promove o desenvolvimento sustent\u00e1vel, e aprova\u00e7\u00e3o da tecnologia por parte do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicl\u00e1veis<a href=\"http:\/\/www.mncr.org.br\/\">\u00a0(MNCR<\/a>), o CataF\u00e1cil vem sendo desenvolvido constantemente e operado em diversas associa\u00e7\u00f5es e cooperativas pelo Brasil, como em Minas Gerais, S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1 e Rio Grande do Norte. Para download, mais informa\u00e7\u00f5es e contato com os desenvolvedores do programa, acesse\u00a0<a href=\"http:\/\/catafacil.com.br\/\">http:\/\/catafacil.com.br<\/a>.<\/p>\n<h2><b>Muitas necessidades, pouco dinheiro<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><i>Catadores de materiais recicl\u00e1veis de SJDR demandam mais apoio do poder p\u00fablico, que diz n\u00e3o ter verba para atender os pedidos<\/i><\/p>\n<p>O Governo Federal possui, desde 2010, um programa \u2013 o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.secretariadegoverno.gov.br\/iniciativas\/pro-catador\">Pr\u00f3-Catador<\/a>\u00a0\u2013 \u00a0para apoiar catadores de materiais recicl\u00e1veis, em sua organiza\u00e7\u00e3o produtiva, inclus\u00e3o social e econ\u00f4mica, por meio de diversas atividades, como capacita\u00e7\u00f5es e assessoria t\u00e9cnica. H\u00e1, inclusive, um pr\u00eamio que reconhece boas pr\u00e1ticas de pol\u00edticas p\u00fablicas municipais relacionadas aos catadores e \u00e0 coleta seletiva. Nada disso, por\u00e9m, passou por S\u00e3o Jo\u00e3o Del-Rei.<\/p>\n<p>Segundo\u00a0o diretor de Meio Ambiente da\u00a0Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade\u00a0do munic\u00edpio, Dalmar de Moura, a cidade ainda est\u00e1 paralisada nesse aspecto devido \u00e0s atuais condi\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias do pa\u00eds: \u201cVimos como aquest\u00e3o do decreto foi na gest\u00e3o anterior. Estamos iniciando esta gest\u00e3o, e esse trabalho [de coleta pelos catadores] j\u00e1 vem sendo feito\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Ele explica que o apoio atual da Prefeitura se resume ao pagamento do aluguel onde funciona a Associa\u00e7\u00e3o dos Catadores de Material Recicl\u00e1vel de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei (Ascas). \u201cExiste um conv\u00eanio no qual o munic\u00edpio faz uma subven\u00e7\u00e3o do pagamento do aluguel\u201d, informa.<\/p>\n<p>Dalmar destaca que \u00e9 mais f\u00e1cil para a Prefeitura desenvolver trabalhos com os catadores organizados em associa\u00e7\u00e3o, e que, na atual conjuntura, o aluguel do galp\u00e3o j\u00e1 atende a uma necessidade b\u00e1sica, n\u00e3o deixando de reconhecer que h\u00e1 outras a serem consideradas.<\/p>\n<p>Uma delas, segundo relato dos associados, \u00e9 a dificuldade em lidar com a quantidade de materiais de vidro que chegam ao galp\u00e3o atrav\u00e9s de doa\u00e7\u00f5es, pois a Ascas n\u00e3o possui uma m\u00e1quina de triturar o material, e nenhum outro lugar da regi\u00e3o recebe os vidros.<\/p>\n<p>No entanto, o diretor de Meio Ambiente diz que essa aquisi\u00e7\u00e3o \u00e9 invi\u00e1vel no momento. \u201cDe onde vai sair o dinheiro para comprar essa m\u00e1quina? A Prefeitura trabalha com or\u00e7amento. Tudo tem que ser previsto e aprovado na\u00a0<a href=\"http:\/\/www2.camara.leg.br\/orcamento-da-uniao\/leis-orcamentarias\/ldo\/ldo2017\">Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias<\/a>\u00a0(LDO)\u201d, relata.<\/p>\n<p>Outra demanda dos associados \u00e9 um caminh\u00e3o para a Ascas realizar a coleta dos materiais. \u201cCom nosso trabalho, a gente tirou da Prefeitura mais de cinco caminh\u00f5es que ficavam na rua. O aluguel que ela paga aqui \u00e9 pouco. Poderiam disponibilizar um caminh\u00e3o para fazer a coleta seletiva pra gente\u201d, afirma Jos\u00e9 Andr\u00e9, vice-presidente da Ascas.<\/p>\n<p>\u201cO caminh\u00e3o vai dar despesa com motorista e manuten\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dar o caminh\u00e3o que est\u00e1 resolvido o problema deles. A gente v\u00ea muita empresa pr\u00f3pria hoje sem condi\u00e7\u00f5es de sobreviver no mercado, teria que tratar como empresa, que eles teriam de gerenciar\u201d, argumenta o diretor da Secretaria de Meio Ambiente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8158\" aria-describedby=\"caption-attachment-8158\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-8158 aligncenter\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/caminh\u00e3o-com-lixo-recicl\u00e1vel.png\" alt=\"__caminh\u00e3o com lixo recicl\u00e1vel\" width=\"900\" height=\"600\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/caminh\u00e3o-com-lixo-recicl\u00e1vel.png 900w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/caminh\u00e3o-com-lixo-recicl\u00e1vel-300x200.png 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/caminh\u00e3o-com-lixo-recicl\u00e1vel-768x512.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8158\" class=\"wp-caption-text\">Caminh\u00e3o particular com lixo recicl\u00e1vel. &#8211; Foto\/ Dobras e Sobras: Millena Stefani<\/figcaption><\/figure>\n<p>Diante das atuais circunst\u00e2ncias, h\u00e1, por parte dos associados, certo receio em apresentar suas demandas ao poder p\u00fablico municipal, por medo de perder o que j\u00e1 t\u00eam. \u201cPodem dizer \u2018ah, se voc\u00eas querem o caminh\u00e3o, ent\u00e3o nem o caminh\u00e3o nem o aluguel\u2019. Da\u00ed o que a gente tem que fazer? A gente vai ter que fechar as portas\u201d, declara Jos\u00e9 Andr\u00e9.<\/p>\n<p>Segundo os valores das\u00a0<a href=\"http:\/\/www2.camara.leg.br\/orcamento-da-uniao\/leis-orcamentarias\/loa\/lei-orcamentaria-anual-loa\">Leis Or\u00e7ament\u00e1rias Anuais<\/a>\u00a0(LOA) de 2017 e 2018, haver\u00e1 uma queda de investimentos na \u00e1rea de Gest\u00e3o Ambiental para o ano que vem. Mesmo com a receita esperada para 2018 ser cerca de 10% maior que a deste ano, o investimento previsto na \u00e1rea ser\u00e1 10% menor do que o de 2017, caindo de R$ 1.648.500 para R$ 1.451.645. A LOA \u00e9 proposta pelo Executivo e aprovada pelo Legislativo, determinando como ser\u00e1 a divis\u00e3o do or\u00e7amento previsto pela Prefeitura do ano seguinte.<\/p>\n<p>\u201cEu acho que nem tem verba destinada [para a reciclagem], a verdade \u00e9 essa. A verba \u00e9 or\u00e7ament\u00e1ria de dentro do munic\u00edpio, e o prefeito vai ter outras prioridades que n\u00e3o sejam essa, n\u00e9?!\u201d, revela o diretor de Meio Ambiente.\u00a0<b>\u00a0<\/b><b><\/b><\/p>\n<h3><b>Aterro sanit\u00e1rio pode trazer mudan\u00e7as<\/b><\/h3>\n<p>Para o problema do lixo na cidade, o que h\u00e1 de concreto \u00e9 a proposta de um novo aterro sanit\u00e1rio para a regi\u00e3o, encaminhada pelo Cons\u00f3rcio Intermunicipal de Gest\u00e3o e Desenvolvimento Ambiental Sustent\u00e1vel das Vertentes (<a href=\"http:\/\/www.cigedas.mg.gov.br\/\">Cigedas<\/a>), segundo Dalmar Moura, em fase de licita\u00e7\u00e3o. \u201cAqui \u00e9 um lix\u00e3o controlado. A gente faz vala, joga terra e tampa. o impacto ambiental \u00e9 grande, mas \u00e9 aquele neg\u00f3cio: n\u00e3o tem como n\u00e3o impactar!\u201d, declara. Tal a\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada inadequada pela Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos (<a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/pol%C3%ADtica-de-res%C3%ADduos-s%C3%B3lidos\">PNRS<\/a>). Por\u00e9m, o munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei n\u00e3o consta em nenhuma das\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cigedas.mg.gov.br\/pagina\/3193\/Editais%20de%20Licita%C3%A7%C3%B5es%20e%20Concursos\">licita\u00e7\u00f5es vigentes\u00a0<\/a>no portal do Cigedas.<\/p>\n<p>O Cigedas re\u00fane 19 munic\u00edpios da regi\u00e3o do Campo das Vertentes e, desde agosto de 2013, atua como mediador, estimulando estrat\u00e9gias de desenvolvimento ambiental. Segundo a secret\u00e1ria executiva do Cons\u00f3rcio, Luciana Draeger, juntos, os 217.796 mil habitantes dessas cidades produzem 225 toneladas de lixo por dia.<\/p>\n<p>Ela informa que ainda n\u00e3o h\u00e1 data prevista para o in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o desse aterro regional, pois se trata de um empreendimento de alto custo, da ordem de 4 milh\u00f5es de reais. A Prefeitura de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei j\u00e1 cedeu o terreno, atendendo \u00e0 exig\u00eancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico, por\u00e9m a constru\u00e7\u00e3o ainda esbarra em adequa\u00e7\u00f5es legais, conforme Luciana.<\/p>\n<p>Caso o aterro seja de fato implementado, a Ascas teria de se adequar ao projeto, de acordo com Dalmar Moura. Ele acredita que a solu\u00e7\u00e3o seria ter uma estrutura semelhante a uma secretaria, com cinco a dez funcion\u00e1rios para tratar especificamente de res\u00edduos s\u00f3lidos.<\/p>\n<p>O diretor \u00e9 um entusiasta das parcerias p\u00fablico-privadas para viabilizar os projetos. \u201cA partir da cria\u00e7\u00e3o do aterro sanit\u00e1rio, todo esse trabalho de reciclagem ser\u00e1 feito neste padr\u00e3o do aterro\u201d, informa, destacando que haveria uma empresa contratada para o trabalho e o cadastramento do pessoal respons\u00e1vel pela coleta seletiva, bem como um local adequado para a separa\u00e7\u00e3o dos materiais.<\/p>\n<p>Na tentativa de melhorar a situa\u00e7\u00e3o da coleta seletiva e dos coletores, a Incubadora Tecnol\u00f3gica de Cooperativas Populares (ITCP), junto \u00e0 Ascas, est\u00e1 elaborando um projeto de lei voltado para coleta seletiva, em que os catadores s\u00e3o ativos no processo. J\u00e1 apresentado \u00e0 Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, o projeto passa por ajustes para ser enviado \u00e0 C\u00e2mara dos Vereadores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto\/Dobras e Sobras: Alisson dos Santos, Frederico Lisboa e Millena Stefani<br \/>\nColabora\u00e7\u00e3o<em>: <\/em>Let\u00edcia Oliveira<br \/>\nFotos\/Dobras e Sobras: Millena Stefani<br \/>\nReportagem na \u00edntegra:\u00a0dobrasesobras.wordpress.com\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Organizados em uma associa\u00e7\u00e3o que mant\u00e9m parceria com a UFSJ, eles colaboram com \u00a0a limpeza do munic\u00edpio que ainda n\u00e3o se adequou \u00e0s normas de sustentabilidade para destina\u00e7\u00e3o do lixo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8130,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[18,109],"tags":[],"class_list":["post-8124","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente","category-sao-joao-del-rei-microrregiao-de-sao-joao-del-rei"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8124","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8124"}],"version-history":[{"count":46,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8124\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8174,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8124\/revisions\/8174"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8130"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8124"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8124"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8124"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}