{"id":7351,"date":"2017-09-24T19:54:36","date_gmt":"2017-09-24T22:54:36","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=7351"},"modified":"2017-09-24T19:55:01","modified_gmt":"2017-09-24T22:55:01","slug":"literatura-infanto-juvenil-e-principal-tema-do-terceiro-dia-da-felit","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/literatura-infanto-juvenil-e-principal-tema-do-terceiro-dia-da-felit\/","title":{"rendered":"Literatura infanto-juvenil \u00e9 principal tema do quarto dia da Felit"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Discuss\u00f5es sobre literatura nacional e o h\u00e1bito de leitura no Brasil tamb\u00e9m foram abordadas<\/span><\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No \u00faltimo s\u00e1bado (22), continuaram as rodas de conversa, exposi\u00e7\u00f5es e atra\u00e7\u00f5es art\u00edsticas da 11\u00ba edi\u00e7\u00e3o do Felit, \u00a0Festival de Literatura de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei e Tiradentes. O tema mais abordado do dia foi a literatura infanto-juvenil. Um p\u00fablico que \u00e0s vezes pode ser dif\u00edcil de ser alcan\u00e7ado hoje em dia pelos textos liter\u00e1rios, se comparados com o alcance de plataformas como o YouTube. Por\u00e9m o que foi visto durante o dia foi muita participa\u00e7\u00e3o e envolvimento das pessoas que estavam presentes. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na parte da tarde o professor Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Resende, escritor e professor do curso de Letras da UFSJ, ministrou uma roda de conversa no Centro Cultural Solar da Baronesa. Todos que l\u00e1 estavam participaram ativamente, dando suas opini\u00f5es e contando suas experi\u00eancias pessoais e profissionais com a Literatura. \u201cA literatura n\u00e3o se prende, qualquer coisa pode ser objeto de um poema, devemos ler todos os dias, a literatura n\u00e3o pode se prender a um determinado tema ou determinada idade, ela simplesmente acontece\u201d, afirmou o professor. Ele tamb\u00e9m destacou a import\u00e2ncia das interpreta\u00e7\u00f5es que os textos liter\u00e1rios nos proporciona e uma curiosidade sobre a leitura destes:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2014<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA leitura de um texto liter\u00e1rio come\u00e7a a partir do momento que voc\u00ea termina de ler. A partir desse momento que o texto libera o leitor para fazer as interpreta\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, o que foi lido fica ricocheteando dentro de voc\u00ea.\u201d<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_7329\" aria-describedby=\"caption-attachment-7329\" style=\"width: 2896px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7329 aligncenter\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/DSC_0147.jpg\" alt=\"DSC_0147\" width=\"2896\" height=\"1944\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/DSC_0147.jpg 2896w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/DSC_0147-300x201.jpg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/DSC_0147-768x516.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/DSC_0147-1024x687.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2896px) 100vw, 2896px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7329\" class=\"wp-caption-text\">Foto\/VAN: Vict\u00f3ria Souza<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No in\u00edcio da noite, outra roda de conversa que teve in\u00edcio foi com a escritora, jornalista, e artista pl\u00e1stica, Marina Colasanti. Autora consagrada nacionalmente, j\u00e1 recebeu v\u00e1rios pr\u00eamios de literatura, e durante o Felit teve espa\u00e7o para falar sobre sua carreira, e conversar com seus leitores. \u201cNas feiras do Brasil, o que menos h\u00e1 \u00e9 literatura, ou seja, h\u00e1 muitos livros, mas pouca literatura. livro e literatura s\u00e3o entidades diferentes (&#8230;) eu fui publicit\u00e1ria por 8 anos, \u00e9 o \u00fanico produto da humanidade inteira que n\u00e3o devolve o dinheiro aplicado em publicidade. Ent\u00e3o, o que acontece \u00e9 que os jovens n\u00e3o ouvem falar de livros, n\u00e3o veem imagens de livros, n\u00e3o veem o livro publicado, a n\u00e3o ser nas feiras. Ent\u00e3o as feiras s\u00e3o vitais, a \u00fanica maneira deles acharem que esse produto, o livro, tem valor\u2019\u2019, discursou. Na entrevista, Marina contou um pouco da sua hist\u00f3ria e como ela como mulher era vista pelos outros autores homens. \u201cTem sempre um olhar de desprezo para cima da gente. At\u00e9 hoje, volta e meia, voc\u00ea se sente considerada cidad\u00e3 de segunda classe\u2019\u2019, relatou e ainda contou uma hist\u00f3ria curiosa:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2014 \u201cA Lygia Fagundes, voc\u00ea v\u00ea que todas as fotos dela, ela est\u00e1 muito s\u00e9ria, em geral com os \u00f3culos na m\u00e3o. Porque um dia a Clarice disse a ela, quando eram iniciantes, \u2018Lygia, n\u00e3o ria nas fotos, se n\u00e3o v\u00e3o pensar que n\u00e3o somos s\u00e9rias\u2019.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao ser perguntada sobre a nova de gera\u00e7\u00e3o de escritores brasileiros Marina afirmou que o Brasil nunca foi um pa\u00eds leitor, o que havia era uma determinada classe social que determinava a leitura como parte da sua boa educa\u00e7\u00e3o. \u201cO mercado precisa de autores nacionais, at\u00e9 porque num momento dif\u00edcil economicamente, os direitos dos autores estrangeiros s\u00e3o muito altos, ent\u00e3o os editores precisam \u00a0fazer o seu cat\u00e1logo com \u00a0bastante autor nacional que, eventualmente, nem cobram adiantamento. Portanto, tem mais espa\u00e7o.\u2019\u2019, exp\u00f4s. Segundo ela, a economia do pa\u00eds tamb\u00e9m contribui para a desvaloriza\u00e7\u00e3o do trabalho liter\u00e1rio. Para que as pessoas tenham interesse em comprar obras liter\u00e1rias elas precisam perceber algum valor no livro, e esse tipo de produto no Brasil n\u00e3o \u00e9 visto como um bem cultural ou econ\u00f4mico. \u201cN\u00e3o existe mais cr\u00edtica liter\u00e1ria nos jornais, isso \u00e9 bom e \u00e9 ruim. ela podia fazer ou detonar o escritor, mas agora n\u00e3o existe mais esse risco, a quantidade de livros vendidos que conta\u201d, acrescentou Marina a respeito da inexist\u00eancia de cr\u00edticos nacionais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No festival tamb\u00e9m est\u00e3o sendo lan\u00e7ados livros nacionais e ontem aconteceu o lan\u00e7amento de mais alguns: A voz dourada das cidades, do escritor Aguinaldo Tadeu; Andante Moderato &#8211; Aquarela Asi\u00e1tica, da autora Fernanda Pitela; Olhar de Bicicleta, do escritor Rafael Senra; e o livro Palavras ao Vento, do poeta Washington Batista. S\u00e3o livros de temas variados, e que com esse tipo de evento conseguem aproximar o leitor ao autor. Para encerrar a noite atra\u00e7\u00f5es musicais divertiram o p\u00fablico.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Texto\/VAN: B\u00e1rbara Morais e Lucas Teixeira<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Discuss\u00f5es sobre literatura nacional e o h\u00e1bito de leitura no Brasil tamb\u00e9m foram abordadas &nbsp; No \u00faltimo s\u00e1bado (22), continuaram as rodas de conversa, exposi\u00e7\u00f5es e atra\u00e7\u00f5es art\u00edsticas da 11\u00ba<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7329,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[13,109,19],"tags":[],"class_list":["post-7351","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-sao-joao-del-rei-microrregiao-de-sao-joao-del-rei","category-tiradentes"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7351","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7351"}],"version-history":[{"count":7,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7351\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7358,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7351\/revisions\/7358"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7329"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7351"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7351"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7351"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}