{"id":695,"date":"2013-05-05T14:58:00","date_gmt":"2013-05-05T14:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=695"},"modified":"2013-05-05T14:58:00","modified_gmt":"2013-05-05T14:58:00","slug":"ivis-de-lima-fala-sobre-o-projeto","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/ivis-de-lima-fala-sobre-o-projeto\/","title":{"rendered":"Ivis de Lima fala sobre o projeto Cacha\u00e7a de Minas"},"content":{"rendered":"<p>Marina Ratton<\/p>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<b>Ivis Bento de Lima, idealizador do projeto Cacha\u00e7a de Minas, professor aposentado da UFSJ \u2013 DCECO (Departamento de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas).<\/b><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<b><br \/><\/b><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-aB-BUC8The8\/UYEtZaRTM0I\/AAAAAAAABmo\/zcYBI5CQHxM\/s1600\/911885_408145235951279_1110298905_n.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"400\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-aB-BUC8The8\/UYEtZaRTM0I\/AAAAAAAABmo\/zcYBI5CQHxM\/s400\/911885_408145235951279_1110298905_n.jpg\" width=\"260\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\nFoto: Marina Ratton<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<b>VAN:<\/b> Como surgiu o projeto cacha\u00e7a de Minas?<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<b>Ivis:<\/b> N\u00f3s observamos que havia muitos produtores de cacha\u00e7a clandestinos, mas que o produto que eles faziam era de boa qualidade, embora n\u00e3o existisse higiene alguma, nem um par\u00e2metro adequado para que isso acontecesse. Ent\u00e3o, resolvemos criar associa\u00e7\u00f5es que agregassem todos esses produtores e que eles pudessem fazer uma bebida de \u00f3tima qualidade. Mas, em toda atividade encontramos dificuldades, como a aceitabilidade das pessoas, a pr\u00f3pria parte financeira, Criamos um projeto com o Minist\u00e9rio de Desenvolvimento Agr\u00e1rio e partimos para a execu\u00e7\u00e3o. Esse projeto est\u00e1 sendo desenvolvido at\u00e9 hoje.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<b>VAN:<\/b> Quem faz parte do projeto?<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<b>Ivis:<\/b> O projeto foi desenvolvido por mim, em parceria com o Ima, Emater, Epamig, Embrapa, Banco do Brasil e a Prefeitura Municipal, atrav\u00e9s da Secret\u00e1ria de Agricultura. \u00c9 um projeto dif\u00edcil de ser implementado, porque envolve pessoas, mudan\u00e7as de ideias, mas estamos trabalhando incansavelmente nele.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<b>VAN:<\/b> De que forma contribui para a valoriza\u00e7\u00e3o do produto?<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<b>Ivis:<\/b> A partir do momento em que voc\u00ea busca a qualidade e a higiene do produto, a certifica\u00e7\u00e3o dele, quer seja no \u00e2mbito municipal, estadual ou federal, j\u00e1 agrega valores, e isso contribui para o desenvolvimento da atividade.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<b>VAN:<\/b> Como \u00e9 o consumo da cacha\u00e7a em Minas?<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<b>Ivis:<\/b> Os pr\u00f3prios mineiros gostam de degustar uma cacha\u00e7a diferente daquelas que eles j\u00e1 conhecem, buscando sabor, teor alco\u00f3lico. Quem gosta de cacha\u00e7a, quem \u00e9 um apreciador de cacha\u00e7a n\u00e3o \u00e9 o \u201ccachaceiro\u201d, aquele que bebe para ficar tonto. O bom conhecedor de cacha\u00e7a busca sempre aquela que atenda \u00e0 exig\u00eancia do seu paladar. Em cada pa\u00eds, h\u00e1 uma atividade baseada no \u00e1lcool, como em Cuba tem o rum, os ingleses adoram o wisky e, no Brasil, temos a cacha\u00e7a, principalmente na regi\u00e3o de Minas Gerais, que \u00e9 um grande produtor de cana-de-a\u00e7\u00facar. Depois que se colocou, no pr\u00f3prio Pal\u00e1cio da Alvorada, a bebida como um produto brasileiro que \u00e9 servido em v\u00e1rios jantares, a cacha\u00e7a brasileira se tornou um produto elitizado. E, a partir disso, os produtores que antes faziam a cacha\u00e7a de qualquer maneira, hoje buscam uma qualidade n\u00e3o s\u00f3 na planta\u00e7\u00e3o da cana, mas em todo o processo, at\u00e9 chegar na elabora\u00e7\u00e3o do produto final.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<b>VAN:<\/b> E quanto ao processo de legaliza\u00e7\u00e3o?<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<b>Ivis:<\/b> Esse processo \u00e9 longo e dif\u00edcil, porque o Minist\u00e9rio da Agricultura exige o m\u00e1ximo do produtor. N\u00f3s temos dois tipos de cacha\u00e7a: a artesanal e a de coluna. A cacha\u00e7a de coluna \u00e9 produzida em alta escala, como a 51, a Velho Barreiro. Esse tipo de produ\u00e7\u00e3o de cacha\u00e7a tem um imposto muito menor do que a cacha\u00e7a artesanal, por isso a cacha\u00e7a artesanal se torna um pouco cara. Para que se certifique uma cacha\u00e7a com selo, tanto do Minist\u00e9rio da Agricultura quanto do Instituto Mineiro de Agropecu\u00e1ria, \u00e9 exigido muito do produtor. Por isso, muitos preferem ficar na clandestinidade. Mesmo assim, n\u00f3s temos aproximadamente quase 2 mil produtores de cacha\u00e7a artesanal em Minas Gerais, dos quais em torno de 800 s\u00e3o certificados e os outros colocam a produ\u00e7\u00e3o em venda, mas n\u00e3o t\u00eam certifica\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<b>VAN:<\/b> Como \u00e9 feita a classifica\u00e7\u00e3o das cacha\u00e7as em Minas?<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<b>Ivis:<\/b> Existem cacha\u00e7as de excelente qualidade, sem d\u00favida nenhuma. Elas s\u00e3o realmente muito boas, t\u00eam qualidade, s\u00e3o cacha\u00e7as de primeir\u00edssima. Existem outras que s\u00e3o boas, mas que n\u00e3o s\u00e3o classificadas nas revistas ou em alguns \u00f3rg\u00e3os, porque elas n\u00e3o pagam para sair nesses meios de veicula\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, existe a classifica\u00e7\u00e3o de boas cacha\u00e7as, mas que n\u00e3o pagam publicidade, e com isso, n\u00e3o aparecem.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<b>VAN:<\/b> A Cacha\u00e7a Jacuba est\u00e1 em quarto lugar?<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\">\n<b>Ivis:<\/b> Sim. H\u00e1 tr\u00eas anos, n\u00f3s fizemos um composto das melhores cacha\u00e7as de Minas Gerais. No caso da Jacuba, n\u00f3s obt\u00ednhamos a cacha\u00e7a em volume de doze garrafas, aproximadamente. Dessas doze, tir\u00e1vamos uma e colet\u00e1vamos a amostra. Somente uma pessoa sabia qual era a marca daquela cacha\u00e7a da amostra. Remet\u00edamos, ent\u00e3o, para o \u00f3rg\u00e3o que ia fazer as an\u00e1lises de r\u00f3tulo, de qualidade e tudo o mais. Posteriormente, n\u00f3s d\u00e1vamos o resultado. Ent\u00e3o a Jacuba, das cacha\u00e7as que n\u00f3s fizemos a an\u00e1lise, ocupou o 4\u00b0 lugar. Em 1\u00b0 lugar foi uma cacha\u00e7a de Divin\u00f3polis, chamada Diva.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marina Ratton Ivis Bento de Lima, idealizador do projeto Cacha\u00e7a de Minas, professor aposentado da UFSJ \u2013 DCECO (Departamento de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas). 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