{"id":692,"date":"2013-05-09T04:35:00","date_gmt":"2013-05-09T04:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=692"},"modified":"2013-05-09T04:35:00","modified_gmt":"2013-05-09T04:35:00","slug":"muito-prazer-em-te-conhecer","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/muito-prazer-em-te-conhecer\/","title":{"rendered":"Muito prazer Tch\u00e1 Tch\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>\nMarina Ratton<\/p>\n<p><\/p>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-EUUhM2SXd-o\/UYsndni3pcI\/AAAAAAAABow\/eTjL-FmedXc\/s1600\/tchatcha.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-EUUhM2SXd-o\/UYsndni3pcI\/AAAAAAAABow\/eTjL-FmedXc\/s400\/tchatcha.jpg\" height=\"300\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\nFoto: Marina Ratton<\/div>\n<p>\nNascido na Tanz\u00e2nia, pa\u00eds da \u00c1frica, veio para o Brasil, em 1971 com a sua fam\u00edlia que havia perdido tudo o que tinham; para fugir do regime comunista, vigente em seu pa\u00eds na \u00e9poca. Essa \u00e9 a hist\u00f3ria de vida de Abdul Aziz Nazarali Walji Hirji. Falando assim, para os s\u00e3o-joanenses, at\u00e9 parece se tratar de uma pessoa estranha, mas pelo contrario, estou me referindo a algu\u00e9m muito popular e querido: o \u201cfamoso\u201d Tch\u00e1 Tch\u00e1.<\/p>\n<p>Antes de se fixar em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, passou por Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Trabalhou por muitos anos como vendedor ambulante, tendo pontos em mais de vinte cidades mineiras, dentre elas: Rit\u00e1polis, Tiradentes, Prados e Nazareno. O apelido \u201cTch\u00e1 Tch\u00e1\u201d vem dessa \u00e9poca, quando ele trabalhava como camel\u00f4 e gritava para vender seus produtos \u201cOh mame, tch\u00e1 tch\u00e1 t\u00e1 a\u00ed?\u201d, que segundo o entrevistado, significa: \u201cOh mam\u00e3e o tio est\u00e1 a\u00ed?\u201d. O apelido pegou na cidade de Rit\u00e1polis e hoje todos o conhecem por esta denomina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sobre a dificuldade que ele teve de se adaptar em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, Tch\u00e1 Tch\u00e1 ressalta a maneira de falar, e brinca: \u201cEu falo tr\u00eas e entendem treze, eu falo treze e entendem tr\u00eas\u201d. E revela que, para ele, as pessoas da cidade s\u00e3o muito boas. \u201cAcho que as pessoas daqui t\u00eam esse carinho comigo por causa da minha honestidade e porque eu n\u00e3o dou amola\u00e7\u00e3o. As pessoas cooperam muito comigo, me d\u00e3o muito carinho e assist\u00eancia, principalmente, as que trabalham por aqui&#8221; &#8211; se referindo \u00e0 localidade de sua loja. &nbsp;&#8220;Se eu n\u00e3o apare\u00e7o para trabalhar, elas v\u00e3o \u00e0 minha casa saber de mim\u201d comenta.<\/p>\n<p>Tch\u00e1 Tch\u00e1 caracteriza a cidade como o para\u00edso, e declara com humor \u201cQuero morrer aqui e enterrar em Rit\u00e1polis\u201d. Um determinado cliente entra na loja dizendo: \u201cO que eu precisar no Tch\u00e1 Tch\u00e1 eu vou encontrar\u201d, fato que nos revela a singularidade do com\u00e9rcio feito por ele. &nbsp;<\/p>\n<p>Tch\u00e1 Tch\u00e1 conta que em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei possu\u00eda somente um irm\u00e3o, s\u00f3 que este j\u00e1 faleceu e que o restante est\u00e1 espalhado pelo Brasil, em sua maioria em cidades mineiras.&nbsp;<br \/>\nTch\u00e1 Tch\u00e1 pode ser considerado um homem de fibra, pois trabalha todos os dias com prazer e por op\u00e7\u00e3o. Caracteriza-se como: muito nervoso, muito orgulhoso, muito safado e muito tratante. Ele mesmo mandou bordar camisa com os escritos: \u201cTch\u00e1 Tch\u00e1 \u00e9 bonzinho, mas mentiroso, tratante e \u2018good for nothing\u2019\u201d, que significa, segundo ele, \u201cbom para nada\u201d. Sua mania \u00e9 andar com uma bengala, por achar que isso lhe deixa charmoso.<\/p>\n<p>Uma grande curiosidade, para mim, era saber com o que ele se distra\u00eda j\u00e1 que, apesar da idade, trabalha muito. E Tch\u00e1 Tch\u00e1 me surpreendeu. \u201cEu adoro trabalhar todos os dias; mas o que me distrai s\u00e3o retratos, eu gosto muito. Gosto de ver e ser fotografado. Mas, agora n\u00e3o gosto muito mais de ser fotografado, porque estou ficando velho a cada dia\u201d; ressalta com humor. E descobri que temos algo em comum: o gosto pela fotografia.<\/p>\n<p>Outra curiosidade \u00e9 saber quantos anos ele tem, mas isto \u00e9 uma coisa que ele n\u00e3o revela nem \u201csob tortura\u201d. O que posso afirmar \u00e9 que se tratando de um excelente personagem da vida real, a idade de Tch\u00e1 Tch\u00e1 \u00e9 s\u00f3 um detalhe. Ele se considera um s\u00e3o-joanense de cora\u00e7\u00e3o e sempre o ser\u00e1 para as pessoas da nossa cidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marina Ratton Foto: Marina Ratton Nascido na Tanz\u00e2nia, pa\u00eds da \u00c1frica, veio para o Brasil, em 1971 com a sua fam\u00edlia que havia perdido tudo o que tinham; para fugir<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-692","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/692","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=692"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/692\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=692"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=692"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=692"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}