{"id":658,"date":"2013-06-16T15:00:00","date_gmt":"2013-06-16T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=658"},"modified":"2013-06-16T15:00:00","modified_gmt":"2013-06-16T15:00:00","slug":"das-ruas-para-valorizacao-profissiona","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/das-ruas-para-valorizacao-profissiona\/","title":{"rendered":"Das ruas para a valoriza\u00e7\u00e3o profissional"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-tRlB8m0wRmE\/Ub0gcrdGHcI\/AAAAAAAABz0\/m6iMSuZcVZU\/s1600\/911362_408145245951278_1929533002_n.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"266\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-tRlB8m0wRmE\/Ub0gcrdGHcI\/AAAAAAAABz0\/m6iMSuZcVZU\/s400\/911362_408145245951278_1929533002_n.jpg\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p>\nA artes\u00e3 Joana Darque Ferreira Alves \u00e9 um exemplo de &nbsp;determina\u00e7\u00e3o e &nbsp;coragem. Joana foi criada sem a presen\u00e7a do pai e sua m\u00e3e tinha problemas mentais. \u201cMinha m\u00e3e veio da ro\u00e7a para S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei e era doente, quando ela tinha crise, ela dava os filhos para os outros. E quando ela melhorava, ela tentava recuperar os filhos\u201d, afirma a artes\u00e3.<\/p>\n<p>Doada para uma fam\u00edlia do Rio de Janeiro, Joana ficou dois anos longe dos irm\u00e3os. Segundo ela, alguns deles foram para um orfanato e outros sumiram. Aos &nbsp;oito anos de idade, quando Joana estava a passeio por S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, &nbsp;ela soube que sua m\u00e3e estava doente e fugiu para cuidar dela. Al\u00e9m disso, ela apanhava dos pais adotivos e n\u00e3o queria morar mais com eles. \u201cUns quatro meses depois, minha m\u00e3e morreu e eu n\u00e3o tinha ningu\u00e9m para cuidar de mim. Ent\u00e3o, fui morar debaixo da ponte\u201d, declara.<\/p>\n<p>Essa fase da sua vida foi muito sofrida. Joana conta que comia lixo e apanhava na rua. \u201cAt\u00e9 hoje eu tenho cicatrizes no corpo de \u00e1gua fervendo que me jogaram, porque eu mexia no lixo. Foi uma fase muito triste para mim\u201d, ressalta. Aos 14 anos, ela conseguiu um emprego numa f\u00e1brica de tecidos de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei e nessa \u00e9poca morou com uma colega de trabalho.<\/p>\n<p>Aos 20 anos se casou. Joana procurou fazer algo para ajudar na renda familiar, a partir da\u00ed come\u00e7ou a se interessar por trabalhos artesanais, foi expandindo suas cria\u00e7\u00f5es e clientes. \u201cO artesanato \u00e9 um trabalho muito bonito, eu gosto e me encontrei com essa atividade\u201d, declara.<\/p>\n<p><\/p>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-bgjsj_WM0Mo\/Ub0gchuEjMI\/AAAAAAAABz4\/u14ledf8ZAY\/s1600\/911898_408145242617945_657990803_n.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"400\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-bgjsj_WM0Mo\/Ub0gchuEjMI\/AAAAAAAABz4\/u14ledf8ZAY\/s400\/911898_408145242617945_657990803_n.jpg\" width=\"276\" \/><\/a><\/div>\n<p>\nUma das irm\u00e3s da artes\u00e3 foi criada num orfanato que existia na cidade, foi l\u00e1 que Joana aprendeu a produzir o licor de frutas, um de seus produtos mais conhecidos. \u201cEu comecei a trabalhar com a produ\u00e7\u00e3o de licor artesanal h\u00e1 37 anos, quando eu visitava minha irm\u00e3 no orfanato. L\u00e1 tinham as irm\u00e3s de caridade que faziam a bebida e me ensinaram\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cPara comprovar a qualidade do licor, eu deixo sempre nos lugares de venda alguns sabores para degusta\u00e7\u00e3o. A pessoa tem que provar para saber o que est\u00e1 levando\u201d, opina. Hoje, Joana produz cerca de 30 sabores e o licor artesanal \u00e9 um de seus produtos que est\u00e3o em processo de avalia\u00e7\u00e3o para ganhar o selo de qualidade, pelo Instituto Centro de Capacita\u00e7\u00e3o e Apoio ao Empreendedor (Centro Cape).&nbsp;<\/p>\n<p>Junto ao licor, est\u00e3o tamb\u00e9m as rosas de chita e as flores de envies produzidas pela artes\u00e3. S\u00e3o ao todo 12 sess\u00f5es, sendo quatro para cada produto analisado. Joana afirma que os avaliadores acompanham seu trabalho durante todo o dia e tiram fotos dos processos de fabrica\u00e7\u00e3o com c\u00f3pias para ela.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o de Joana Darque no Centro Cape foi uma indica\u00e7\u00e3o da ex-diretora da Funda\u00e7\u00e3o Bradesco, Ruth Viegas, pois a artes\u00e3 ministrava cursos gratuitamente, na Escola Estadual Dr. Garcia de Lima, na qual a irm\u00e3 de Ruth era diretora. O envolvimento com trabalhos volunt\u00e1rios \u00e9 uma das exig\u00eancias para a participa\u00e7\u00e3o do processo que oferece o selo aos produtos artesanais e a possibilidade para que sejam exportados.<\/p>\n<p>\nVAN\/ Marina Ratton<br \/>Foto: Marina Ratton<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A artes\u00e3 Joana Darque Ferreira Alves \u00e9 um exemplo de &nbsp;determina\u00e7\u00e3o e &nbsp;coragem. 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