{"id":6122,"date":"2017-03-24T17:36:45","date_gmt":"2017-03-24T20:36:45","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=6122"},"modified":"2017-03-24T17:38:15","modified_gmt":"2017-03-24T20:38:15","slug":"a-fotografia-nordestina-um-intercambio-de-possibilidades","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/a-fotografia-nordestina-um-intercambio-de-possibilidades\/","title":{"rendered":"A fotografia nordestina: um interc\u00e2mbio de possibilidades"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><i>Segundo dia do Festival de Fotografia de Tiradentes apresenta um panorama da fotografia da regi\u00e3o Nordeste do Brasil<\/i><\/p>\n<p>Dona de muitas belezas, a regi\u00e3o Nordeste do Brasil \u00e9 tamb\u00e9m ber\u00e7o de diversos fot\u00f3grafos. A intimidade com a fotografia \u00e9 t\u00e3o grande que, no Cear\u00e1, existe um festival para reunir fot\u00f3grafos de todos os estados nordestinos. O Festival Encontros de Agosto promove palestras, workshops, al\u00e9m de fazer circular e a possibilitar interc\u00e2mbios entre outras regi\u00f5es do Brasil, e at\u00e9 mesmo de outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>O segundo dia do 7\u00b0 Festival de Fotografia de Tiradentes trouxe a diretora do Encontros de Agosto, Patr\u00edcia Veloso, para apresentar aos participantes um panorama da fotografia nordestina, trazendo imagens de 17 dos 54 fot\u00f3grafos que apresentaram seus trabalhos no Encontros de Agosto do ano passado.<\/p>\n<p>Durante a palestra, alguns dos fot\u00f3grafos que contribu\u00edram para a exposi\u00e7\u00e3o estavam presentes e puderam compartilhar de suas experi\u00eancias junto de Patr\u00edcia. Ricardo Arruda e Ulysses de Castro s\u00e3o dois deles, e contaram um pouco de seus trabalhos para o p\u00fablico.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6123\" aria-describedby=\"caption-attachment-6123\" style=\"width: 1600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6123\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/FEP2017_230317_Foto_-Nereu-Jr_4284.jpg\" alt=\"7\u00ba Festival de Fotografia de Tiradentes - Foto Em Pauta - Foto: Nereu Jr \u00a92017 \" width=\"1600\" height=\"1066\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/FEP2017_230317_Foto_-Nereu-Jr_4284.jpg 1600w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/FEP2017_230317_Foto_-Nereu-Jr_4284-300x200.jpg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/FEP2017_230317_Foto_-Nereu-Jr_4284-768x512.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/FEP2017_230317_Foto_-Nereu-Jr_4284-1024x682.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6123\" class=\"wp-caption-text\">7\u00ba Festival de Fotografia de Tiradentes &#8211; Foto Em Pauta &#8211; Foto: Nereu Jr \u00a92017<\/figcaption><\/figure>\n<p><b>Reconhecimento da fotografia nordestina<\/b><\/p>\n<p>Em sua palestra, Patr\u00edcia falou um pouco sobre a import\u00e2ncia da fotografia nordestina. Para ela, a realiza\u00e7\u00e3o de eventos como Festival de Fotografia de Tiradentes s\u00e3o uma forma de proliferar a fotografia no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A cidade mineira atrai olhares dos mais diversos cantos do pa\u00eds para o festival, proporcionando um aprendizado cada vez maior \u00e0queles que est\u00e3o come\u00e7ando a carreira, ou que j\u00e1 a t\u00eam firme na fotografia. \u201cEstar em Tiradentes fortalece e afirma esse espa\u00e7o de que a fotografia precisa ser vista, dentro e fora dos seus territ\u00f3rios, contribuindo com o conhecimento e o aprimoramento dos profissionais\u201d, disse Patr\u00edcia.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u201cOriente Risco\u201d que est\u00e1 em cartaz no Centro Cultural Yves Alves, \u00e9 um recorte da exposi\u00e7\u00e3o que est\u00e1 no Museu Drag\u00e3o do Mar, em Fortaleza (CE). A mostra pode ser visitada at\u00e9 o dia 15 de abril no no Centro Cultural.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6124\" aria-describedby=\"caption-attachment-6124\" style=\"width: 686px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6124\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/FOTO-Ulysses-de-Castro.jpg\" alt=\"FOTO: Ulysses de Castro\" width=\"686\" height=\"405\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/FOTO-Ulysses-de-Castro.jpg 686w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/FOTO-Ulysses-de-Castro-300x177.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 686px) 100vw, 686px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6124\" class=\"wp-caption-text\">FOTO: Ulysses de Castro<\/figcaption><\/figure>\n<p><b>Fot\u00f3grafo registrou um grupo de penitentes na Bahia<\/b><\/p>\n<p>Na \u00e9poca da Quaresma \u00e9 comum observarmos que o clima e o ambiente se transformam. Em Minas a forte tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica nos lembra que a quarta e a sexta-feira \u00e9 dia de jejum, e que este \u00e9 o momento de reflex\u00e3o e penit\u00eancia. No restante do Brasil isso tamb\u00e9m acontece, com comemora\u00e7\u00f5es religiosas, grupos que rezam em favor da salva\u00e7\u00e3o do mundo e diversos movimentos um tanto particulares.<\/p>\n<p>Ulysses de Castro \u00e9 natural de Senhor do Bonfim, ao norte da Bahia. Seu trabalho est\u00e1 presente em Fortaleza com oito fotografias, e uma em Tiradentes. \u00c0s margens do Rio S\u00e3o Francisco, em Juazeiro da Bahia, sob a luz da lua Cheia, Ulysses fez relatos de pessoas que utilizam-se de m\u00e9todos de autoflagela\u00e7\u00e3o, na \u00e9poca da quaresma, como forma de reduzir os pecados.<\/p>\n<p>S\u00e3o dois tipos de penitentes na regi\u00e3o do Velho Chico: as alimentadeiras de almas e a autoflagela\u00e7\u00e3o. Em 2015 o fot\u00f3grafo conheceu um grupo de alimentadeiras de almas, que foi seu primeiro trabalho com a penit\u00eancia. \u201cSempre \u00e0 noite, na quaresma, as senhorinhas saem rezando em pontos da cidade onde vidas foram retiradas de forma violenta\u201d, conta. O grupo sai de duas tr\u00eas vezes por semana, sendo ato intensificado na Semana Santa. \u201cElas rezam por toda a cidade, chegando at\u00e9 o ponto m\u00e1ximo, que \u00e9 o cemit\u00e9rio da cidade\u201d. As fotografias de Ulysses foram aceitas no Festival do Sert\u00e3o, em Feira de Santana, em 2015.<\/p>\n<p>A autoflagela\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma, de acordo com Ulysses, de penit\u00eancia mais pesada. Os grupos s\u00e3o de car\u00e1ter mais fechado, e n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o receptivos como as alimentadeiras de almas. Ulysses chegou at\u00e9 um grupo por meio de Dona Nenezinha, uma das rezadeiras que conheceu. Em 2016 o fot\u00f3grafo conseguiu registrar um desses grupos. Ele conta que muitos dos penitentes s\u00e3o muito reservados por conta da imagem: \u201ca auto flagela\u00e7\u00e3o deixa marcas nas costas dos praticantes, e eles tomam cuidado para n\u00e3o exp\u00f4-las em p\u00fablico porque \u00e9 tudo vem reservado\u201d.<\/p>\n<p>Hoje os participantes que praticam o ato, em sua maioria, v\u00eam de baixa renda, mas pessoas de classes mais altas j\u00e1 participaram dos grupos tamb\u00e9m. Muitos n\u00e3o revelam \u00e0s suas fam\u00edlias que participam desses grupos. Pelas margens do Velho Chico, Ulysses utilizou-se somente da luz do luar e das velas que os auto flagelantes utilizavam para rezar.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o em manter e registrar as tradi\u00e7\u00f5es, como as de penit\u00eancia, fizeram com que o Instituto do Patrim\u00f4nio Art\u00edstico e Cultural da Bahia (IPAC) realizasse um dossi\u00ea para ser apresentado ao Conselho Estadual de Cultura (CEC).<\/p>\n<p>As duas formas de penit\u00eancia de Juazeiro da Bahia foram levadas apresentadas para que fossem tombadas como patrim\u00f4nio imaterial do estado, mas por haver imagens fortes, de auto flagela\u00e7\u00e3o, n\u00e3o foi aprovado. Ulysses disse que \u201c\u00e9 dif\u00edcil algo documental, pois existe todo um preconceito e um estigma em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00e1tica. Assim como sofrem o Candombl\u00e9 e a Umbanda essa penit\u00eancia tem suas persegui\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>As fotos e o portf\u00f3lio de Ulysses podem ser conhecidas no site de mesmo nome, <a href=\"http:\/\/www.ulyssesdecastro.com\/disciplinadores\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>TEXTO\/VAN: Andreza de C\u00e1cia<\/p>\n<p><span style=\"border-radius: 2px; text-indent: 20px; width: auto; padding: 0px 4px 0px 0px; text-align: center; font: bold 11px\/20px 'Helvetica Neue',Helvetica,sans-serif; color: #ffffff; background: #bd081c  no-repeat scroll 3px 50% \/ 14px 14px; position: absolute; opacity: 1; z-index: 8675309; display: none; cursor: pointer; top: 316px; left: 20px;\">Salvar<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na noite de ontem, o Festival de Fotografia de Tiradentes trouxe, para o Sudeste, o rico trabalho de fot\u00f3grafos nordestinos. Acompanhe a cobertura do segundo dia:<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6124,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[13,19],"tags":[],"class_list":["post-6122","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-tiradentes"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6122","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6122"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6122\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6126,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6122\/revisions\/6126"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6124"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6122"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6122"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6122"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}