{"id":6041,"date":"2017-02-22T13:58:15","date_gmt":"2017-02-22T16:58:15","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=6041"},"modified":"2017-02-22T13:58:15","modified_gmt":"2017-02-22T16:58:15","slug":"o-carnaval-e-a-tradicao-em-lagoa-dourada","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/o-carnaval-e-a-tradicao-em-lagoa-dourada\/","title":{"rendered":"O Carnaval e a tradi\u00e7\u00e3o em Lagoa Dourada"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><i>Grupos lagoenses se unem para manter viva a tradi\u00e7\u00e3o dos desfiles e marchinhas de Carnaval<\/i><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 com Funk, Pop e nem mesmo no ritmo do Ax\u00e9 que um grupo de carnavalescos se divertem em Lagoa Dourada. O arranjo relembra os carnavais de baile das d\u00e9cadas de 1970 e 1980, com as marchinhas do \u201cAbre Alas, \u201cAurora\u201d e at\u00e9 a \u201cCabeleira do Zez\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou em 1971, quando o jovem Roberto, carinhosamente chamado de Betinho, ia, cada vez mais, se apaixonando pelo Carnaval. \u201cA folia, n\u00e3o era como a que temos hoje. Era uma espera de um ano inteiro, quase um ritual de Natal\u201d, afirma. Essa paix\u00e3o fez com que se interessasse em aprender m\u00fasica. Trombone mais especificamente, apesar de garantir que arranha em todos os instrumentos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6042\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_0990.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_0990.jpg 1920w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_0990-300x200.jpg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_0990-768x512.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_0990-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/p>\n<p>Carnavalesco ativo mais antigo da cidade, Roberto Luiz Resende, est\u00e1 com 60 anos e conta como foi sua trajet\u00f3ria. \u201cEu tocava em carnavais de clube, que n\u00e3o era uma coisa muito forte na cidade. Por isso ia para outras regi\u00f5es. Cheguei a me apresentar em v\u00e1rias cidades mineiras, paulistas e cariocas. E o que se via, at\u00e9 o ano de 1995, eram apenas as marchinhas e pessoas dan\u00e7ando ao som delas. \u00c9ramos todos iguais quando chegava o Carnaval\u201d, relembra.<\/p>\n<p>Com caracter\u00edstica tradicional, Betinho complementa que, sempre que estava na cidade, ia para as ruas com seu grupo de m\u00fasicos tocar, cantar e arrastar uma multid\u00e3o de foli\u00f5es. \u201cN\u00e3o era organizado, era um encontro entre amigos, onde participava quem pudesse e quisesse\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Esse ano, por\u00e9m, o encontro ficou mais s\u00e9rio, quando os filhos, Bruno e Breno, homenagearam o pai com o Bloco General da banda. \u201cEu me senti extremamente lisonjeado, agora nossa m\u00fasica tem um destaque e uma responsabilidade a mais\u201d, se alegra Betinho.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6043\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_0988.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_0988.jpg 1920w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_0988-300x200.jpg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_0988-768x512.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/IMG_0988-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/p>\n<p>Para Bruno Resende, a cria\u00e7\u00e3o do General da Banda \u2013 que inicialmente n\u00e3o foi pensado para ser um bloco \u2013 partiu do ponto de que existiam muitos m\u00fasicos bons na cidade que tocavam por conta pr\u00f3pria, sem uma organiza\u00e7\u00e3o. \u201cTodo ano pux\u00e1vamos alguns blocos e nem \u2018muito obrigado\u2019 receb\u00edamos em troca, por isso achava uma pena n\u00e3o sermos valorizados\u201d, desabafou.<\/p>\n<p>Essa quest\u00e3o, fez com que, o primog\u00eanito de Betinho resolvesse fazer uniformes apenas para os m\u00fasicos da banda. \u201cA ideia de homenagear meu pai, surgiu porque ele andava triste desde o falecimento do meu av\u00f4, ent\u00e3o, num primeiro momento, seria uma surpresa para ele\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>A ideia do bloco, segundo Bruno, surgiu depois de mostrar as camisas para algumas pessoas da cidade, que chegaram a propor a cria\u00e7\u00e3o do bloco. \u201cResolvi ent\u00e3o investir na ideia e fizemos 200 abad\u00e1s que esgotaram em 15 dias de venda. Para o pr\u00f3ximo ano, mantemos essa ideia e pretendo at\u00e9 ampliar criando oficinas de instrumento musical para as crian\u00e7as\u201d, finaliza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Desfile<\/b><\/p>\n<p>Ainda mantendo as tradi\u00e7\u00f5es carnavalescas, o bloco Uni\u00e3o Dourada dos Morros, surgiu como uma brincadeira que mantinha as lembran\u00e7as dos desfiles na cidade. Segundo uma das organizadoras, Paulinha Oliveira, j\u00e1 existiram dois blocos que desfilavam na cidade, a Uni\u00e3o Dourada e o Unidos do Morro, ambos que chegaram ao fim.<\/p>\n<p>Ainda segundo a organizadora, durante alguns anos, Lagoa Dourada ficou sem nenhum desfile, ent\u00e3o quem gostava, tanto de dan\u00e7ar, como de assistir, cobrava e lamentava por n\u00e3o ter mais o evento. \u201cAno passado, o Deputado Glaycon Franco deu uma bateria para o bairro das cavalhadas. Ent\u00e3o, eu, meu pai e a Gorete, nossa amiga, resolvemos fazer uma brincadeira no bairro que deu certo e virou o bloco\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>Sobre manter a tradi\u00e7\u00e3o, Paulinha ainda acrescenta sua import\u00e2ncia: \u201cos mais novos v\u00e3o aprendendo o que \u00e9 Carnaval de verdade e, por outro lado, os mais velhos tem orgulho em ver a continuidade do que eles fizeram um dia\u201d. Hoje, o bloco possui aproximadamente 200 pessoas envolvidas, na organiza\u00e7\u00e3o e na folia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Programa\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o de Carnaval, que come\u00e7a na pr\u00f3xima sexta (24), ter\u00e1 show com a Bateria Furiosa Tudo Azul, \u00e0s 22h, seguida pelo bloco Selva \u00e0s 23h. No s\u00e1bado, 25, \u00e0s 18h \u00e9 a sa\u00edda do bloco Mam\u00e3e Troquei de Sexo, logo ap\u00f3s ter\u00e1 a apresenta\u00e7\u00e3o da banda CIRCUS e sa\u00edda do bloco Treco Bacana, \u00e0s 22h.<\/p>\n<p>Ainda no final de semana, dia 26, no domingo, \u00e0s 14h ser\u00e1 a estr\u00e9ia do bloco Puputas. \u00c0 noite, \u00e0s 21h, ser\u00e1 o desfile do bloco Uni\u00e3o Dourada dos Morros e \u00e0s 21h30, o General da Banda. Quem encerra o terceiro dia de folia \u00e9 a banda CIRCUS, \u00c0S 22h.<\/p>\n<p>Chegando na reta final, na segunda-feira, 27, \u00e0s 22h ser\u00e1 a apresenta\u00e7\u00e3o da banda CHESS, seguido pela sa\u00edda do bloco cruzeirense, Sangue Azul. Na ter\u00e7a-feira, \u00faltimo dia, \u00e0s 16h, ser\u00e1 a reapresenta\u00e7\u00e3o do bloco Treco Bacana e, \u00e0s 18h, da Selva. \u00c0s 20h ser\u00e1 a apresenta\u00e7\u00e3o da banda CHESS, seguido pela sa\u00edda dos blocos General da Banda e Uni\u00e3o Dourada dos Morros, \u00e0s 21h e 22h, respectivamente.<\/p>\n<p>A folia acontecer\u00e1 na Pra\u00e7a Irm\u00e3 Gabriela e, com exce\u00e7\u00e3o de ter\u00e7a-feira, todos os dias ter\u00e1 sonoriza\u00e7\u00e3o com DJ.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><b>TEXTO\/VAN: <\/b><\/strong>Ana Carolina Gomes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 com Funk, Pop e nem mesmo no ritmo do Ax\u00e9 que um grupo de carnavalescos se divertem em Lagoa Dourada. 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