{"id":598,"date":"2013-08-06T23:19:00","date_gmt":"2013-08-06T23:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=598"},"modified":"2013-08-06T23:19:00","modified_gmt":"2013-08-06T23:19:00","slug":"programa-mais-medicos-incita-opinioes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/programa-mais-medicos-incita-opinioes\/","title":{"rendered":"Programa Mais M\u00e9dicos incita opini\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-O5QfZixEAWk\/UgGEF0kFG-I\/AAAAAAAACGg\/KRIe7YY7J1I\/s1600\/2013-08-06-025.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"223\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-O5QfZixEAWk\/UgGEF0kFG-I\/AAAAAAAACGg\/KRIe7YY7J1I\/s400\/2013-08-06-025.jpg\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nO Programa Mais M\u00e9dicos, apresentado pelo governo federal, prop\u00f5e, dentre outras coisas, o aumento de dois anos na dura\u00e7\u00e3o dos cursos de medicina. Um dos objetivos do programa \u00e9 levar a um aumento do n\u00famero de m\u00e9dicos que atendem no SUS \u2013 Sistema \u00danico de Sa\u00fade, principalmente nas cidades do interior. A proposta fez com que m\u00e9dicos e estudantes de medicina se posicionar diante do fato. Essa medida foi suspensa pelo Governo Federal, o que gerou satisfa\u00e7\u00e3o para os profissionais e estudantes da \u00e1rea.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nFl\u00e1via Senra, 24, estudante de medicina da Universidade do Vale do Sapuca\u00ed (Univ\u00e1s), afirma ser contra o aumento na dura\u00e7\u00e3o do curso. Segundo ela, essa medida n\u00e3o iria melhorar a sa\u00fade no pa\u00eds. \u201cN\u00e3o acredito que haveria uma diferen\u00e7a significativa na qualifica\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos. J\u00e1 no curr\u00edculo antigo, os estudantes passavam de 1,5 a 2 anos em hospitais (muitas vezes p\u00fablicos), no per\u00edodo de internato, o que lhes dava um amplo conhecimento pr\u00e1tico da medicina e dos sistemas de sa\u00fade\u201d.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nA estudante complementa que \u201co que poderia haver de ben\u00e9fico para a sa\u00fade seria o aumento do n\u00famero de profissionais dispon\u00edveis ao SUS, por\u00e9m cabe ressaltar que, na maioria dos casos, o que falta \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica do Brasil n\u00e3o s\u00e3o profissionais, e sim materiais hospitalares, medicamentos, equipamentos em geral, e, at\u00e9 mesmo, unidades de atendimento\u201d, afirma Fl\u00e1via.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nA pediatra Silvana Moreira, 48, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel ao aumento na carga hor\u00e1ria do curso. \u201cN\u00e3o \u00e9 de forma nenhuma aceit\u00e1vel a medida de mais dois anos no curso de gradua\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 uma medida eleitoreira. Al\u00e9m disso, seria tamb\u00e9m uma medida inconstitucional. O governo n\u00e3o tem de se meter na diretriz das universidades\u201d, ressalta a m\u00e9dica.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nEssa discuss\u00e3o transp\u00f4s os limites da \u00e1rea de sa\u00fade. A estudante de direito, Izabella Woyames, 22, tamb\u00e9m se posicionou sobre o programa, especialmente em rela\u00e7\u00e3o ao ensino privado. Para ela, \u201cas universidades p\u00fablicas investem pesado na forma\u00e7\u00e3o dos alunos, creio que esse prazo de trabalho obrigat\u00f3rio que o governo tentou instituir no curso de medicina seria uma esp\u00e9cie de &#8216;retorno \u00e0 sociedade&#8217;. \u00c9 como se o estudante, quando se tornasse profissional, fizesse uma contrapresta\u00e7\u00e3o social pelo estudo gratuito que recebeu. Se o objetivo \u00e9 promover o retorno do aprendizado obtido pelo acad\u00eamico para a sociedade que financiou seus estudos, n\u00e3o tem que se falar em retorno nos casos em que esse ensino foi custeado pelo estudante e sua fam\u00edlia. Nesse caso, o governo s\u00f3 estaria se apropriando da m\u00e3o de obra dos m\u00e9dicos rec\u00e9m formados, sem nenhum fundamento \u00e9tico para isso\u201d.&nbsp;<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nIzabella Woyames ainda declara: \u201cconcordo com a necessidade de haver retorno para a sociedade, mas vejo com cr\u00edtica a posi\u00e7\u00e3o do governo, que n\u00e3o pode simplesmente invadir a espera privativa de milhares de profissionais para corrigir problemas estruturais que o pa\u00eds vive\u201d.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nCom a decis\u00e3o por parte do governo de revogar esses dois anos a mais, muitos m\u00e9dicos e estudantes comemoraram. Fl\u00e1via reafirmou que a sa\u00fade, no Brasil, precisa de mais equipamentos e n\u00e3o m\u00e9dicos.&nbsp;<\/div>\n<div>\n\u201cComo eu j\u00e1 havia dito, acredito que o principal problema da sa\u00fade do pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 a falta de m\u00e9dicos, mas sim a falta de condi\u00e7\u00f5es para que estes possam exercer sua profiss\u00e3o com dignidade. Dessa forma, continuo convicta de que n\u00e3o haver\u00e1 uma melhora t\u00e3o significativa quanto se espera\u201d.<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nVAN \/ Barbara Barreto; Julia Benatti; Larissa Garcia<\/div>\n<div>\nFoto: Barbara Barreto<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Programa Mais M\u00e9dicos, apresentado pelo governo federal, prop\u00f5e, dentre outras coisas, o aumento de dois anos na dura\u00e7\u00e3o dos cursos de medicina. 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