{"id":597,"date":"2013-08-08T21:56:00","date_gmt":"2013-08-08T21:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=597"},"modified":"2013-08-08T21:56:00","modified_gmt":"2013-08-08T21:56:00","slug":"documentario-so-para-loucos-retrata","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/documentario-so-para-loucos-retrata\/","title":{"rendered":"Document\u00e1rio \u201cS\u00f3 para Loucos\u201d retrata cotidiano de Ventania"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-FtLLd6WGjEs\/UgQTtDO4SII\/AAAAAAAACG0\/507Y9vtUGAE\/s1600\/1085490_487578041336515_1113910411_n.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"226\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-FtLLd6WGjEs\/UgQTtDO4SII\/AAAAAAAACG0\/507Y9vtUGAE\/s400\/1085490_487578041336515_1113910411_n.jpg\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p>\nAo chegar a S\u00e3o Thom\u00e9 das Letras, no sul de Minas, ele seguiu para a casa de um dos \u00edcones da cidade. A campainha n\u00e3o tocava, provavelmente n\u00e3o estava funcionando. Ent\u00e3o gritou, para ver se notava a presen\u00e7a de algu\u00e9m na casa. Eis que chega Ventania, \u201ccom uma humildade surpreendente, para nos atender\u201d, narra Diego Alexandre &#8211; graduando em Comunica\u00e7\u00e3o Social pela Universidade Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei \u2013 que, recentemente, embarcou em dire\u00e7\u00e3o ao seu primeiro document\u00e1rio, \u201cS\u00f3 para Loucos\u201d.<\/p>\n<p>Conhecido por levar uma vida transcendental, Ventania \u00e9 associado ao ritmo \u201crock estroncho\u201d, que resgata valores da identidade hippie marcantes na d\u00e9cada de 70. Em entrevista concedida \u00e0 Vertentes Ag\u00eancia de Not\u00edcias, Diego Alexandre relata as experi\u00eancias e inten\u00e7\u00f5es com o document\u00e1rio, que traz um olhar mais intimista sobre a vida, a fam\u00edlia e a carreira de um dos hippies mais famosos do Brasil.&nbsp;<\/p>\n<p>\nVertentes Ag\u00eancia de Not\u00edcias: Como come\u00e7ou a ideia de cria\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio sobre o Ventania?<\/p>\n<p>Diego Alexandre: Eu n\u00e3o conhecia a obra do Ventania, mas tenho uma amiga que tinha ido a v\u00e1rios shows dele e sempre falava. Um dia, por curiosidade, resolvi ouvir, e curti bastante. Pesquisei sobre ele na internet, li, vi a entrevista dele com o Danilo Gentili. Pensei: \u201cpor que ningu\u00e9m fez um document\u00e1rio sobre este cara?\u201d. Entrei em contato com o empres\u00e1rio dele e conversamos sobre minha vontade. Ele passou a ideia para o Ventania, que tamb\u00e9m achou legal e, por fim, agendamos. Procurei o pessoal da produtora Pato Preto, para eles entrarem com equipamento e com a produ\u00e7\u00e3o. O L\u00e9o, integrante da produtora, me ajudou. Montamos uma equipe e fomos para S\u00e3o Thom\u00e9.<\/p>\n<p>\nVAN: Quanto tempo durou o desenvolvimento do roteiro e in\u00edcio das filmagens? Quais foram as dificuldades durante o trabalho?<\/p>\n<p>Diego Alexandre: Em pouco menos de tr\u00eas meses, foram feitas a cria\u00e7\u00e3o do roteiro e a grava\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Thom\u00e9 das Letras. Como n\u00e3o o conhecia e nunca tinha ido para S\u00e3o Thom\u00e9, n\u00e3o montei um roteiro pensando em um lugar. Eu assisti entrevistas com ele e fui anotando coisas legais que ele poderia contar. Eu queria que ele contasse a inspira\u00e7\u00e3o das can\u00e7\u00f5es. Fica claro nas m\u00fasicas uma liga\u00e7\u00e3o direta com a vida dele.&nbsp;<br \/>\nForam tr\u00eas dias de filmagens, dois dias com o Ventania e, no \u00faltimo, fizemos externas da cidade. No primeiro dia fez sol. Pensei \u201cque legal! N\u00f3s vamos gravar tudo em externa!\u201d, pois essa era minha ideia original, gravar tudo pela cidade, na Pedra da Pir\u00e2mide e na Pedra da Bruxa. No segundo dia, o tempo \u201cfechou\u201d, n\u00e3o dava para gravar nos lugares de S\u00e3o Thom\u00e9. Era um lugar frio, de muita neblina. No terceiro dia, j\u00e1 choveu. Nada foi do jeito que planejei. Foi tudo na casa dele e, em parte, foi legal. A gente pegou momentos \u00edntimos dele almo\u00e7ando com a fam\u00edlia, com a sogra dele que, \u00e0s vezes, d\u00e1 \u201cuma for\u00e7a\u201d para a mulher dele. Filmamos a rela\u00e7\u00e3o dele com o filhinho pequeno, o Raul. A gente pegou uma coisa bem \u00edntima mesmo. Como ele mesmo disse, estava contando coisas que nunca tinha falado em entrevista nenhuma.<\/p>\n<p>\nVAN: As grava\u00e7\u00f5es dentro da casa dele trazem um olhar mais pr\u00f3ximo do dia a dia do artista, como pai, marido e morador de S\u00e3o Thom\u00e9. Qual foi sua percep\u00e7\u00e3o durante os dias de filmagem?&nbsp;<\/p>\n<p>Diego Alexandre: Ventania \u00e9 uma pessoa muito simples. Voc\u00ea chama do lado de fora, porque a campainha n\u00e3o funciona, e ele j\u00e1 te chama para ver quem \u00e9. Tem sempre um monte de gente que vai a S\u00e3o Thom\u00e9 e que quer conhec\u00ea-lo. Durante a grava\u00e7\u00e3o, chegou um pessoal de um moto clube, com um cara levando o filho dele de 15 anos, que \u00e9 cego e sempre quis conhecer o Ventania. A gente pegou este momento, do menino cantando e ganhando um CD autografado.<br \/>\nTeve coisa que a gente n\u00e3o vai mostrar at\u00e9 o lan\u00e7amento do document\u00e1rio, como a \u201cb\u00edblia dos loucos\u201d. Muita gente vem procurando, \u00e9 um livro artesanal. Ele conta a vida dele, mas n\u00e3o conta em uma narrativa linear. Ele vai jogando coisas e pensamentos. M\u00fasicas, \u201cviagens\u201d que ele tem, ele vai colocando ali. Tem mais de 600 p\u00e1ginas, e ele perdeu algumas coisas. Tem umas hist\u00f3rias legais, como quando ele fala pela primeira vez da fam\u00edlia dele, da m\u00e3e, do pai. Teve um depoimento muito curioso sobre sua espiritualidade. Ele fala sobre a b\u00edblia &#8211; ele sabe passagens da b\u00edblia e estuda isto- , e n\u00e3o \u00e9 uma coisa que voc\u00ea imagina. Ele fala que \u201cuma pessoa sem f\u00e9 \u00e9 uma pessoa vazia\u201d.&nbsp;<\/p>\n<p>\nVAN: O que voc\u00ea vai procurar mostrar neste document\u00e1rio?&nbsp;<\/p>\n<p>Diego Alexandre: Depoimentos do Ventania, da esposa dele e do amigo que toca com ele. A gente tem muito depoimento e muito material, tanto que penso em fazer um filme maior. A minha ideia mesmo \u00e9 mostrar a intimidade dele. Claro que vamos enfocar a obra dele, mas acho que tudo \u00e9 misturado. O Ventania artista n\u00e3o tem diferen\u00e7a do Ventania em casa, \u00e9 uma figura totalmente original. Ele \u00e9 uma pessoa natural, aquela pessoa que chama para comer na casa dele, arrota, tudo na frente da c\u00e2mera. Ele gosta, n\u00e3o \u00e9 deslumbrado pela fama.<\/p>\n<p>O lan\u00e7amento do document\u00e1rio dever\u00e1 ser em janeiro do ano que vem e, provavelmente, ser\u00e1 veiculado na Mostra de Cinema de Tiradentes, caso seja aprovado.<\/p>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nVAN \/ Marlon de Paula<\/div>\n<div>\nFoto: Atner Maia<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao chegar a S\u00e3o Thom\u00e9 das Letras, no sul de Minas, ele seguiu para a casa de um dos \u00edcones da cidade. 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