{"id":534,"date":"2013-10-19T18:41:00","date_gmt":"2013-10-19T18:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=534"},"modified":"2013-10-19T18:41:00","modified_gmt":"2013-10-19T18:41:00","slug":"vida-na-cidade-grande-divergencias-e","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/vida-na-cidade-grande-divergencias-e\/","title":{"rendered":"Vida no interior ou vida na cidade?"},"content":{"rendered":"<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left; text-indent: 35.4pt;\">\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-WDQazB9x_0s\/UmLSOwrJ1ZI\/AAAAAAAACag\/jjXDCLUWv9g\/s1600\/cidade+grande.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"145\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-WDQazB9x_0s\/UmLSOwrJ1ZI\/AAAAAAAACag\/jjXDCLUWv9g\/s400\/cidade+grande.jpg\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;\">\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 18.0pt;\">\nA vida nas cidades do interior \u00e9 marcada<br \/>\npela tradicionalidade do estilo de vida buc\u00f3lica. A viv\u00eancia de costumes marca<br \/>\numa moral social e moradores demonstram a sua satisfa\u00e7\u00e3o ao viverem com<br \/>\nsimplicidade, como no passado, quando n\u00e3o se precisava de muito para ser feliz.<br \/>\nBastava haver o necess\u00e1rio para viver, um trabalho para se manter, amor para se<br \/>\nter e uma fam\u00edlia para se conter.<\/p>\n<p>Para uma comunidade, essa viv\u00eancia \u00e9 sagrada e n\u00e3o pode ser profanada.<br \/>\nTradi\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma continuidade de algo em que se acredita, se espera, se<br \/>\nrealiza. N\u00e3o h\u00e1 \u201catraso\u201d na vida simples de moradores do interior, e sim h\u00e1<br \/>\nalgo que vale a pena viver&#8230; Fam\u00edlia, porto seguro; Igreja, lugar de ora\u00e7\u00f5es e<br \/>\nde f\u00e9; Escola, lugar de aprender.<\/p>\n<p>Na singela vida interiorana, as pessoas t\u00eam f\u00e9 e rezam, respeitam o que \u00e9<br \/>\nsagrado, tomam a b\u00ean\u00e7\u00e3o do padre, dos pais, dos tios, dos padrinhos.<br \/>\nProfessores s\u00e3o l\u00edderes e singulares por ensinarem para a vida. Todas as<br \/>\npessoas da comunidade, at\u00e9 o \u00faltimo momento de suas vidas, s\u00e3o especiais. Todas<br \/>\nt\u00eam uma hist\u00f3ria pelo o que fizeram, ou pelo o que n\u00e3o fizeram devido a suas<br \/>\nlimita\u00e7\u00f5es, mas que se tornaram igualmente singulares.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 18.0pt;\">\nCerta vez, na hist\u00f3rica S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei,<br \/>\nobservava uma urna que vinha carregada por homens num cortejo f\u00fanebre, que<br \/>\ndividia a metade da rua com carros cujos motoristas&nbsp; nem pensavam em parar e respeitar aquela<br \/>\nfam\u00edlia enlutada, que chorava o seu ente querido. Nem nesse momento se<br \/>\nrespeitava a dor de uma pessoa que partira, fosse essa rica, pobre, de fam\u00edlia,<br \/>\nindigente. O com\u00e9rcio se mantinha com suas portas abertas e as vendas de vento<br \/>\nem popa&#8230; Carros com um som estrondoso de propagandas que ningu\u00e9m j\u00e1 nem<br \/>\npresta aten\u00e7\u00e3o, de tanto repetir. Tudo muito oposto do interior, que se<br \/>\nsolidariza com a fam\u00edlia, silenciando lojas, baixando portas, possibilitando<br \/>\nque esse momento de recolhimento traga para a fam\u00edlia uma paz, pelo menos nesse<br \/>\nmomento de dor.<\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 18.0pt;\">\n<br \/>\nA tecnologia e a libertinagem que a vida \u00e0s vezes oferece, e o forte apelo que<br \/>\na m\u00eddia faz em todos os sentidos nos dias de hoje, desfocam o que havia de<br \/>\ning\u00eanuo e puro na vida ut\u00f3pica do interior. Essa mudan\u00e7a traz algum ganho para<br \/>\na sociedade atual? Pensamos que n\u00e3o! O corre-corre em demasiado ainda \u00e9 grande!<br \/>\nTodos est\u00e3o atrasados e sempre afoitos, ansiosos por preencher as lacunas<br \/>\ndaquela sensa\u00e7\u00e3o de \u201cdever n\u00e3o cumprido\u201d e pela preocupa\u00e7\u00e3o sobre o que ser\u00e1<br \/>\nfeito no dia seguinte. Pobres de n\u00f3s! Escravos do tempo e da obriga\u00e7\u00e3o! Onde<br \/>\nfica o amor e a familiaridade, o estar junto com o outro? Seria \u201ccareta\u201d viver<br \/>\no sabor do interior que &#8211; t\u00e3o simples! &#8211; n\u00e3o requer muita coisa para se ser<br \/>\nfeliz?<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 18.0pt;\">\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;\">\nVAN\/Marcus Santiago<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;\">\nFoto: Fernanda Rezende<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vida nas cidades do interior \u00e9 marcada pela tradicionalidade do estilo de vida buc\u00f3lica. 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