{"id":532,"date":"2013-10-22T01:46:00","date_gmt":"2013-10-22T01:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=532"},"modified":"2013-10-22T01:46:00","modified_gmt":"2013-10-22T01:46:00","slug":"coletivo-discute-questoes-feministas-na","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/coletivo-discute-questoes-feministas-na\/","title":{"rendered":"Coletivo discute quest\u00f5es feministas na atualidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-KAq7bymxve8\/UmgWQcqDYDI\/AAAAAAAACbs\/3Lovr3ALa9o\/s1600\/carcar%C3%A1.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"334\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-KAq7bymxve8\/UmgWQcqDYDI\/AAAAAAAACbs\/3Lovr3ALa9o\/s400\/carcar%C3%A1.jpg\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p>\nConhecido como \u201c\u00e1guia-brasileira\u201d, o Carcar\u00e1 foi imortalizado na can\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o do Vale e Jos\u00e9 C\u00e2ndido atrav\u00e9s da interpreta\u00e7\u00e3o de Maria Beth\u00e2nia, em 1965, no Teatro Opini\u00e3o. &nbsp;A ave nordestina, que simboliza a resist\u00eancia no sert\u00e3o, foi tamb\u00e9m a escolha de batismo de um Coletivo de Mulheres nascido em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, no ano de 2011.<\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o do grupo aconteceu no 8\u00ba Est\u00e1gio Interdisciplinar de Viv\u00eancia (EIV), organizado pelo Diret\u00f3rio Central de Estudantes (DCE). Esse Est\u00e1gio tem como proposta criar um di\u00e1logo do Movimento Estudantil brasileiro com os Movimentos Sociais &#8211; como o MST (Movimento dos Sem Terra), MAB (Movimento de Atingidos por Barragens) e MMM (Marcha Mundial das Mulheres) -, por exemplo.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s do contato inicial com a MMM, as meninas que participaram do EIV come\u00e7aram a se reunir para estudar, a fim de entenderem melhor o que seria o feminismo e, assim, criar a identidade do grupo. No in\u00edcio, o Coletivo auto organizado contava com cinco mulheres estudantes da UFSJ e, ap\u00f3s de mais de dois anos de caminhada e rotatividade de membros, o Carcar\u00e1 conta atualmente com oito alunas fixas de cursos diversos, como Pscicologia, Economia, Jornalismo e Filosofia. &nbsp;Elas se organizam sem hierarquias ou pap\u00e9is pr\u00e9-estabelecidos em encontros semanais no Campus Dom Bosco. As tarefas s\u00e3o distribu\u00eddas de acordo com cada demanda surgida. Elas se consideram mulheres que resistem e lutam por seu espa\u00e7o na sociedade, assim como a \u00e1guia que as nomeia.<\/p>\n<p><b>Feminismo<\/b><\/p>\n<p>Para o senso comum, o feminismo \u00e9 o contr\u00e1rio de machismo, por\u00e9m estudos &nbsp;evidenciam que a defini\u00e7\u00e3o de feminismo \u00e9 mais abrangente e se encontra em constante modifica\u00e7\u00e3o. Segundo a mestranda em Teoria Liter\u00e1ria e Cr\u00edtica da Cultura La\u00eds Maria Oliveira, ser feminista n\u00e3o \u00e9 deixar de ser feminina, e sim poder exercer seus direitos de ser humano sem que o \u00f3rg\u00e3o sexual seja considerado um diferencial pol\u00edtico, visto como simples ferramenta para a imposi\u00e7\u00e3o de hierarquias. \u201cSabemos que ao longo da hist\u00f3ria, as mulheres foram rebaixadas socialmente, consideradas enquanto objeto de manipula\u00e7\u00e3o masculina\u201d, afirma. Ela ainda lembra que, com a emancipa\u00e7\u00e3o feminina, alcan\u00e7ada gradualmente atrav\u00e9s de uni\u00e3o e luta, pode-se dizer que as mulheres t\u00eam conquistado cada vez mais espa\u00e7o, seja no mercado de trabalho, na pol\u00edtica, na academia. Por\u00e9m, ela afirma que o pensamento \u201chomem x mulher\u201d, como ferramenta de manipula\u00e7\u00e3o, permanece: a viol\u00eancia contra a mulher e a proibi\u00e7\u00e3o do aborto e de pr\u00e1ticas anticoncepcionais s\u00e3o exemplos de como a sociedade ainda v\u00ea o feminino enquanto corpo servil para procria\u00e7\u00e3o e usufruto.<\/p>\n<p>Para o grupo Carcar\u00e1, o termo feminismo \u00e9 o mesmo que o entendido pela Marcha, marcado por ser popular: um feminismo anticapitalista. \u201cEntendendo que, nesse sistema, as maiores v\u00edtimas s\u00e3o as mulheres\u201d, diz Mahara Jneesh, uma das fundadoras do Coletivo.<\/p>\n<p><b>A\u00e7\u00f5es&nbsp;<\/b><\/p>\n<p>O Coletivo apresenta-se como um espa\u00e7o de a\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o sobre o papel social das mulheres, dando visibilidade \u00e0 vida das mesmas. O grupo declara que, com essa visibilidade, as mulheres j\u00e1 constroem algo diferente do sistema, que as explora atrav\u00e9s do trabalho dom\u00e9stico &#8211; predominantemente feminino, sal\u00e1rios menores no mercado de trabalho, empregos prec\u00e1rios, padr\u00e3o de feminilidade estereotipado e tripla jornada. O Carcar\u00e1, enquanto coletivo, tem como objetivo principal explicitar tais situa\u00e7\u00f5es e mostrar que as mulheres t\u00eam feito novas escolhas. O papel do grupo \u00e9 conscientizar as mulheres, buscando que elas tenham voz e que seus direitos sejam legitimados.<\/p>\n<p>Nesse ano, o Coletivo Carcar\u00e1 foi convidado pela reitora da UFSJ, Val\u00e9ria Kemp, para mapear projetos j\u00e1 existentes na institui\u00e7\u00e3o (Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Extens\u00e3o) com a tem\u00e1tica feminista. A reitora, por sua vez, foi convidada pela vice-prefeita, Cristina Lopes, para ser membro do Conselho Municipal da Mulher. Esse conselho est\u00e1 sendo constru\u00eddo desde 2011, ap\u00f3s a participa\u00e7\u00e3o do Carcar\u00e1 e da vereadora Vera do Polivalente na Confer\u00eancia da Mulher, na capital mineira. O objetivo do Conselho \u00e9 debater pol\u00edticas p\u00fablicas da cidade para as mulheres, principalmente para aquelas que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade de qualquer tipo, seja financeira, seja de viol\u00eancia. O Conselho ainda precisa ser aprovado, assim como h\u00e1 necessidade de que ele seja formado, como explica Vera Polivalente. \u201cA lei j\u00e1 est\u00e1 pronta e foi entregue para o prefeito Helv\u00e9cio. Basta agora a C\u00e2mara aprovar\u201d. A inten\u00e7\u00e3o do projeto \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de uma Secretaria de Mulheres e at\u00e9 uma Casa Abrigo, mas, segundo a vereadora Vera, \u00e9 imprescind\u00edvel fundar o Conselho para, depois, mapear os anseios e necessidades das mulheres da cidade.&nbsp;<\/p>\n<p>As meninas do Coletivo se encontram satisfeitas pelo envolvimento e reconhecimento da universidade e da prefeitura em rela\u00e7\u00e3o a elas, uma vez que esse di\u00e1logo entre eles j\u00e1 existe desde o surgimento do grupo. O Coletivo Carcar\u00e1 continuar\u00e1 \u201cavoando que nem avi\u00e3o\u201d por S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, cantando seu grito de luta pela igualdade entre homens e mulheres.<\/p>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nVAN\/Marlon Bruno de Paula e Mariana Chaves<\/div>\n<div>\nFoto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhecido como \u201c\u00e1guia-brasileira\u201d, o Carcar\u00e1 foi imortalizado na can\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o do Vale e Jos\u00e9 C\u00e2ndido atrav\u00e9s da interpreta\u00e7\u00e3o de Maria Beth\u00e2nia, em 1965, no Teatro Opini\u00e3o. &nbsp;A ave nordestina,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[37,80],"class_list":["post-532","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-especial","tag-universidade"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/532","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=532"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/532\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=532"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=532"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=532"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}