{"id":530,"date":"2013-10-23T17:23:00","date_gmt":"2013-10-23T17:23:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=530"},"modified":"2013-10-23T17:23:00","modified_gmt":"2013-10-23T17:23:00","slug":"comecam-os-preparativos-para-semana-da","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/comecam-os-preparativos-para-semana-da\/","title":{"rendered":"Come\u00e7am os preparativos para a Semana da Consci\u00eancia Negra"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-A77BdloBDEo\/UmgE9n66b6I\/AAAAAAAACbc\/Ibwr7GBqcwM\/s1600\/consciencia+negra3.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"300\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-A77BdloBDEo\/UmgE9n66b6I\/AAAAAAAACbc\/Ibwr7GBqcwM\/s400\/consciencia+negra3.jpg\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p>\nNa \u00faltima sexta-feira, o Grupo Dandara, formado por estudantes de diversos cursos, promoveu um encontro no Campus Dom Bosco para discutir as atividades que ser\u00e3o realizadas na Semana da Consci\u00eancia Negra, que acontecer\u00e1 de 15 a 20 de novembro. Em parceira com grupos de capoeira, o congado e a prefeitura, foi organizada uma pre-programa\u00e7\u00e3o para o evento, cujo mote ser\u00e1: \u201c300 anos: \u00e9 hora de romper com o racismo\u201d, em alus\u00e3o ao tricenten\u00e1rio do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o traz um cortejo que percorrer\u00e1 ruas da cidade, al\u00e9m de um semin\u00e1rio sobre religi\u00f5es de matrizes africanas, desfile de beleza negra, palestras sobre educa\u00e7\u00e3o sem racismo e rodas de conversa. Al\u00e9m disso, o encontro ter\u00e1 propostas de oficinas \u2013 como uma oficina de cabelos e penteados para meninos e meninas &#8211; a serem realizadas nas escolas; interven\u00e7\u00f5es em ruas da cidade e uma exposi\u00e7\u00e3o itinerante de um painel com fotos ilustrando a diversidade natural e cultural africana, elaborado pelo grupo de estudos Tugu-N\u00e1.<\/p>\n<p>Para Amanda Veiga, integrante do grupo Dandara, que promove a valoriza\u00e7\u00e3o da cultura afro-brasileira na cidade de SJDR, quest\u00f5es como a inferioridade pela cor da pele ou pelas caracter\u00edsticas corporais levaram a sociedade a passar por um \u201cbranqueamento coletivo\u201d, pois a cultura afro-brasileira era tida como primitiva e seus valores n\u00e3o eram vistos como positivos para uma sociedade que caminhava rumo ao progresso industrial, elitizado e capitalista. \u201cUma sociedade onde h\u00e1 uma predomin\u00e2ncia de valores do branco cria e dita regras que inferiorizam e discriminam o negro, levando-o a negar sua pr\u00f3pria identidade\u201d, afirma Amanda.&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo a estudante de Hist\u00f3ria da UFSJ Simone de Assis, ser negro \u00e9 mais do simplesmente ter maior quantidade de melanina na pele, \u00e9 um processo de aceita\u00e7\u00e3o da sua identidade afrodescendente. \u201cSabemos da nega\u00e7\u00e3o que sofre o negro, de forma at\u00e9 inconsciente, de sua pr\u00f3pria cultura. A crian\u00e7a at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo deparava-se com estudos que mostravam seus ancestrais como indigentes, que chegaram em navios apertados, desprovidos de saneamento, e que foram for\u00e7ados a sempre servir e a deixar de lado suas cren\u00e7as, somando-se \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o deste preconceito pela TV e cinema, que tendem a apresentar os negros na figura do marginal, o ex\u00f3tico, o servi\u00e7al. Essa nega\u00e7\u00e3o aparece no alisamento do cabelo, no desinteresse pela Capoeira, pela folia de Reis, no criticar as religi\u00f5es afros\u201d, explica Simone.<\/p>\n<p><b>Outras Hist\u00f3rias<\/b><\/p>\n<p>Francisco Carlos Rodrigues, conhecido como \u201cMariozan\u201d, do Grupo de Igualdade Racial do munic\u00edpio de Barroso, tamb\u00e9m atribui grande import\u00e2ncia \u00e0 hist\u00f3ria. Sua luta \u00e9 para que se elimine o racismo principalmente dentro das escolas: \u201cEstamos cobrando da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o que se cumpra a Lei 10.639, que estabelece a inclus\u00e3o no curr\u00edculo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da tem\u00e1tica &#8220;Hist\u00f3ria e Cultura Afro-Brasileira&#8221;\u201d, explica.<\/p>\n<p>Francisco ainda critica a vis\u00e3o hist\u00f3rica racista que v\u00ea no negro sempre o lado negativo. \u201cN\u00e3o se aprende que houve em nossa Hist\u00f3ria v\u00e1rios her\u00f3is negros, n\u00e3o s\u00f3 Zumbi e Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio. Vieram da \u00c1frica cientistas, dentistas, m\u00e9dicos e muitas pessoas cultas, s\u00f3 que a Hist\u00f3ria esconde isso\u201d, desabafa Mariozan, que completa: \u201cH\u00e1 rem\u00e9dios naturais e ch\u00e1s que tomamos que se originaram do conhecimento desenvolvido nestas culturas. Ainda hoje as barreiras s\u00e3o muitas e estamos tentando mostrar quem est\u00e1 fazendo cultura, esporte, arte, m\u00fasica, desenvolvendo trabalhos dentro da comunidade mas a sociedade ainda v\u00ea o lado negativo\u201d.<\/p>\n<p>Para Simon, a Semana da Consci\u00eancia Negra \u00e9 de suma import\u00e2ncia por colocar em evid\u00eancia trabalhos que t\u00eam sido constru\u00eddos com o intuito de promover e preservar a cultura afro-brasileira, mostrando aos negros que haviam reinos africanos e que os homens que aqui chegaram foram pessoas que deixaram grandes contribui\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, socioculturais, arquitet\u00f4nicas.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o oficial da Semana da Consci\u00eancia Negra ser\u00e1 divulgada em breve, e s\u00e3o aceitas sugest\u00f5es e ideias. O contato para intera\u00e7\u00e3o com o grupo Dandara \u00e9 grupodandara@yahoo.com.br.<\/p>\n<p>VAN\/Dani da Gama<br \/>\nFoto:Dani da Gama<\/p>\n<div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima sexta-feira, o Grupo Dandara, formado por estudantes de diversos cursos, promoveu um encontro no Campus Dom Bosco para discutir as atividades que ser\u00e3o realizadas na Semana da Consci\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[88,32,14],"class_list":["post-530","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-consciencia","tag-educacao","tag-sao-joao-del-rei"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/530","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=530"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/530\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=530"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=530"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=530"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}