{"id":5061,"date":"2016-08-15T09:00:59","date_gmt":"2016-08-15T12:00:59","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=5061"},"modified":"2016-08-14T18:33:42","modified_gmt":"2016-08-14T21:33:42","slug":"ser-estudante","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/ser-estudante\/","title":{"rendered":"Ser estudante"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><i>As reivindica\u00e7\u00f5es dos alunos e as novas propostas de ensino<\/i><\/p>\n<figure id=\"attachment_5062\" aria-describedby=\"caption-attachment-5062\" style=\"width: 635px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5062\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Educa\u00e7\u00e3o-Inclusiva_-Imagem-tirada-de-www.compartilhandosaberes.com_.br_.jpg\" alt=\"Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva - Imagem tirada de Compartilhando Saberes\" width=\"635\" height=\"424\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Educa\u00e7\u00e3o-Inclusiva_-Imagem-tirada-de-www.compartilhandosaberes.com_.br_.jpg 635w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Educa\u00e7\u00e3o-Inclusiva_-Imagem-tirada-de-www.compartilhandosaberes.com_.br_-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 635px) 100vw, 635px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5062\" class=\"wp-caption-text\">Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva &#8211; Imagem tirada de <a href=\"http:\/\/www.compartilhandosaberes.com.br\">Compartilhando Saberes<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Aquela rotina de enfrentar v\u00e1rios professores de segunda a sexta n\u00e3o \u00e9 para qualquer um. As pessoas mais velhas falam que a melhor fase da vida \u00e9 a de estudante e, provavelmente, voc\u00ea n\u00e3o concorda, at\u00e9 porque sabemos que o ensino p\u00fablico enfrenta problemas desde sempre. \u00c9 com esse pensamento que a voz foi dada a alunos de diversas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Pedro Sacramento tem 19 anos e se formou no ensino m\u00e9dio em 2015. Ele \u00e9 ex-membro do Colegiado em sua antiga escola. Durante seu mandato, era comum que as reivindica\u00e7\u00f5es dos alunos fossem transmitidas pelos professores ou pela pr\u00f3pria dire\u00e7\u00e3o do col\u00e9gio, para, em seguida, serem discutidas e votadas de acordo com o regimento escolar.<\/p>\n<p>O ex-membro do colegiado conta que a reivindica\u00e7\u00e3o que gerou uma mudan\u00e7a mais dr\u00e1stica foi em rela\u00e7\u00e3o ao uniforme usado durante a pr\u00e1tica da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica. \u201cOs alunos pediram para que pudessem fazer a aula com uma outra roupa, pois voltavam para a sala suados, e a cal\u00e7a jeans, que \u00e9 o uniforme padr\u00e3o, atrapalhava na hora de praticar qualquer esporte\u201d, comenta.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 sempre que situa\u00e7\u00f5es como as de Jo\u00e3o Pedro se resolvem; \u00e9 caso de Jo\u00e3o Vitor Santos, que tem 16 anos e est\u00e1 cursando o 2\u00ba ano do ensino m\u00e9dio. Ele comenta que sente falta de uma intera\u00e7\u00e3o cultural com a m\u00fasica, as artes e din\u00e2micas dentro de sala, al\u00e9m da estrutura prec\u00e1ria da escola. \u201cA estrutura que a minha escola apresenta \u00e9 muito ruim, a quadra tem um piso de cimento que \u00e9 muito perigoso quando se trata de quedas. As salas s\u00e3o apertadas para o n\u00famero de alunos e muitas delas n\u00e3o tem a ilumina\u00e7\u00e3o apropriada\u201d.<\/p>\n<p>O caso de Sabrina Cruz de Brito n\u00e3o \u00e9 muito diferente. Ela tem 12 anos e est\u00e1 cursando o 7\u00ba ano do ensino fundamental. A estudante conta que a seguran\u00e7a da sua escola \u00e9 muito fr\u00e1gil, j\u00e1 que \u00e9 comum ver pessoas usando drogas na pr\u00f3pria entrada da institui\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, ela reclama da merenda escolar: \u00e0s vezes, o card\u00e1pio permanece o mesmo durante uma semana. H\u00e1 tr\u00eas anos ela estuda na escola, e a quadra poliesportiva n\u00e3o foi finalizada. \u201cAs reuni\u00f5es do colegiado pedem provid\u00eancias, mas o diretor n\u00e3o toma atitudes\u201d, desabafa.<\/p>\n<p>Problemas como esses s\u00e3o muito comuns nas institui\u00e7\u00f5es de ensino p\u00fablicas da cidade. Talvez, seja com esse pensamento que novas propostas est\u00e3o sendo feitas para que se possa melhorar a qualidade de ensino para os estudantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<b>Educa\u00e7\u00e3o inclusiva<\/b><\/p>\n<p>De acordo com <a href=\"https:\/\/www.educacao.mg.gov.br\/ajuda\/page\/16998-educacao-especial-na-perspectiva-da-educacao-inclusiva\">dados<\/a> do Censo Escolar 2014, do total de escolas da rede estadual mineira, 2.892 possuem matr\u00edculas de alunos com defici\u00eancia. Em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, n\u00e3o \u00e9 diferente. Em 2016, todas as escolas da rede estadual tiveram que oferecer vagas para esses estudantes. Contudo, segundo a supervisora pedag\u00f3gica da Superintend\u00eancia Regional de Ensino (SRE), Leila Moura, existem escolas preferenciais para a matr\u00edcula de alunos com defici\u00eancia auditiva. \u201cOs alunos s\u00e3o matriculados por zoneamento e eles t\u00eam o direito. Por\u00e9m, existem escolas em que o atendimento \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, por exemplo, em se tratando de surdos, j\u00e1 possuem pessoas capacitadas. Ent\u00e3o, prioritariamente, os pais j\u00e1 encaminham os filhos para essas escolas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Leila tamb\u00e9m explica que, al\u00e9m do professor regente nessas turmas, as escolas possuem professores de apoio que devem ser nomeados pelo Estado. \u201cOs alunos que t\u00eam dificuldade de comunica\u00e7\u00e3o ou dependentes t\u00eam o direito a um professor de apoio. E, de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o, esses professores devem ter cursos na \u00e1rea; n\u00e3o s\u00e3o o professor regente do aluno, cuidam de adaptar a aula para aquele aluno\u201d, salienta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a SRE possui uma equipe de monitoramento, que faz visitas mensais nas escolas para verificar se o aux\u00edlio ao aluno especial est\u00e1 sendo feito. \u201cTodos os alunos da educa\u00e7\u00e3o especial t\u00eam o direito a um Plano de Desenvolvimento Individualizado (PDI). Ent\u00e3o, os professores t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de fazer isso e de mudar de acordo com a adequa\u00e7\u00e3o\u201d, informa Leila.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b> Educa\u00e7\u00e3o integral<\/b><\/p>\n<p>Outra forma de educa\u00e7\u00e3o que j\u00e1 esteve em funcionamento anos anteriores e que neste ano voltou a entrar em vigor foi a educa\u00e7\u00e3o integral. Nessa modalidade, os alunos t\u00eam o direito de permanecer nas escolas nos turnos que n\u00e3o s\u00e3o os de aula, podendo participar de v\u00e1rias oficinas.<\/p>\n<p>Leila explica que nem todas as institui\u00e7\u00f5es de ensino oferecem esse hor\u00e1rio em raz\u00e3o da falta de profissionais e espa\u00e7os adequados. Entretanto, as autoridades competentes est\u00e3o se esfor\u00e7ando para que isso se torne realidade para mais estudantes. \u201cO menino fica na escola em contraturno para atendimentos especializados; existem escolas que come\u00e7am no meio do ano e outras que j\u00e1 est\u00e3o fechando o projeto neste ano. As atividades s\u00e3o escolhidas por cada escola, mas contam com oficinas como dan\u00e7a e artesanato, al\u00e9m de \u00a0aulas de refor\u00e7o\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p>Hoje, em toda a regi\u00e3o em que a SER atua, h\u00e1 cerca de 20 escolas com 40 turmas que oferecem o hor\u00e1rio integral. Ainda h\u00e1 professores para serem contratados e uma forma de monitoramento da frequ\u00eancia desses alunos.<\/p>\n<p>Durante o m\u00eas de julho, a Superintend\u00eancia Regional de Ensino <a href=\"http:\/\/sresjdelrei.educacao.mg.gov.br\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=1988:nomeacao-01072016&amp;catid=1309:concursos-publicos&amp;Itemid=100113\">designou<\/a> cerca de 50 novos professores para atuarem nos ensinos fundamental e m\u00e9dio, em diversas cidades do Campo das Vertentes. Al\u00e9m disso, ainda h\u00e1 vagas para novas designa\u00e7\u00f5es, dispon\u00edveis para consulta no<a href=\"http:\/\/sresjdelrei.educacao.mg.gov.br\/\"> site<\/a> da Superintend\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>TEXTO\/VAN:<\/b> Amanda Rodrigues e Clara Rita<\/p>\n<p><b>COLABORA\u00c7\u00c3O:<\/b> Camille Galo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aquela rotina de enfrentar v\u00e1rios professores de segunda a sexta n\u00e3o \u00e9 para qualquer um. As pessoas mais velhas falam que a melhor fase da vida \u00e9 a de estudante e, provavelmente, voc\u00ea n\u00e3o concorda, at\u00e9 porque sabemos que o ensino p\u00fablico enfrenta problemas desde sempre.  Nossas rep\u00f3rteres ouviram diversos alunos das escolas p\u00fablicas de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, confira o que eles disseram:<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5062,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[387,109],"tags":[],"class_list":["post-5061","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-sao-joao-del-rei-microrregiao-de-sao-joao-del-rei"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5061","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5061"}],"version-history":[{"count":7,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5061\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5067,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5061\/revisions\/5067"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5062"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5061"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5061"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5061"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}