{"id":4504,"date":"2016-06-04T09:00:33","date_gmt":"2016-06-04T12:00:33","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=4504"},"modified":"2016-06-03T23:37:29","modified_gmt":"2016-06-04T02:37:29","slug":"museu-da-loucura-e-reaberto-para-o-publico","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/museu-da-loucura-e-reaberto-para-o-publico\/","title":{"rendered":"Museu da Loucura \u00e9 reaberto para o p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Com instala\u00e7\u00f5es mais modernas e uma nova exposi\u00e7\u00e3o, Museu da Loucura \u00e9 reaberto ap\u00f3s intensa reforma<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/i><\/p>\n<figure id=\"attachment_4505\" aria-describedby=\"caption-attachment-4505\" style=\"width: 876px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-4505\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Museu-da-Loucura-1-Cr\u00e9dito-D\u00e9bora-Marcier-300x225.jpg\" alt=\"Museu da Loucura foi reaberto em maio. FOTO: D\u00e9bora Marcier\" width=\"876\" height=\"657\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Museu-da-Loucura-1-Cr\u00e9dito-D\u00e9bora-Marcier-300x225.jpg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Museu-da-Loucura-1-Cr\u00e9dito-D\u00e9bora-Marcier-768x576.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Museu-da-Loucura-1-Cr\u00e9dito-D\u00e9bora-Marcier-1024x768.jpg 1024w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Museu-da-Loucura-1-Cr\u00e9dito-D\u00e9bora-Marcier.jpg 1136w\" sizes=\"auto, (max-width: 876px) 100vw, 876px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4505\" class=\"wp-caption-text\">Museu da Loucura foi reaberto em maio. FOTO: D\u00e9bora Marcier<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em maio, no Centro Hospitalar Psiqui\u00e1trico de Barbacena, aconteceu o evento de reabertura do Museu da Loucura. A reforma, responsabilidade do artista gr\u00e1fico Edson Brand\u00e3o, foi viabilizada por meio de uma parceria da Comiss\u00e3o de Restaura\u00e7\u00e3o e Assessoria da Superintend\u00eancia de Museus e Artes Visuais (SUMAV) e da Secretaria de Estado de Cultura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde que foi inaugurado, em agosto de 1996, esta \u00e9 a segunda reforma pela qual o Museu passa. As obras foram executadas em duas etapas. A primeira \u00a0foi entregue em dezembro de 2014, quando o pr\u00e9dio foi restaurado, pois estava com problemas nas instala\u00e7\u00f5es f\u00edsicas. A segunda consiste na revitaliza\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o permanente e do acervo, que eram os mesmos desde que foi aberto em 1996, ou seja, estava defasada visualmente e n\u00e3o inclu\u00eda as informa\u00e7\u00f5es recentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A nova exposi\u00e7\u00e3o permanente mostra al\u00e9m, da hist\u00f3ria do hospital, informa\u00e7\u00f5es sobre a reforma psiqui\u00e1trica, a trajet\u00f3ria da luta antimanicomial e os servi\u00e7os substitutivos em Barbacena, ampliando o conceito hist\u00f3rico e acrescentando recursos tecnol\u00f3gicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A moradora de Barbacena L\u00eddia Cristina revela que est\u00e1 animada com a reabertura do Museu. \u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Espero que as pessoas que forem ao Museu multipliquem esses registros para que aqueles que sofreram nesse per\u00edodo da nossa hist\u00f3ria n\u00e3o sejam esquecidos\u201d, avalia. Para ela, a institui\u00e7\u00e3o \u00e9 um patrim\u00f4nio important\u00edssimo para a cidade e para todas as pessoas envolvidas com a sa\u00fade mental e a sa\u00fade de forma ampla, principalmente porque prop\u00f5e a reflex\u00e3o. \u201cO Museu faz com que as pessoas repensem a forma de tratamento dos pacientes\u201d, conta a moradora.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>O Museu da Loucura<\/b><\/p>\n<figure id=\"attachment_4508\" aria-describedby=\"caption-attachment-4508\" style=\"width: 828px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-4508\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/museudaloucura-300x129.png\" alt=\"ARTE\/VAN: Laila ZIn\" width=\"828\" height=\"356\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/museudaloucura-300x129.png 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/museudaloucura-768x330.png 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/museudaloucura.png 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 828px) 100vw, 828px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4508\" class=\"wp-caption-text\">ARTE\/VAN: Laila ZIn<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Completando 20 anos de Funda\u00e7\u00e3o em 2016, o Museu da Loucura foi criado em 16 de agosto de 1996, por meio de uma parceria entre a Funda\u00e7\u00e3o Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG) e a Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura de Barbacena (FUNDAC).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Parte do projeto \u201cMem\u00f3ria Viva\u201d, o Museu da Loucura serve de elo entre a institui\u00e7\u00e3o e a sociedade. Tem a expectativa de proporcionar a quebra do estigma contra o portador de sofrimento mental. Como um espa\u00e7o para discuss\u00e3o e reflex\u00e3o acerca das atuais diretrizes no campo da sa\u00fade mental, o Museu desperta o questionamento sobre as fronteiras entre a loucura e a raz\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A institui\u00e7\u00e3o tem cinco salas, nas quais se distribui o acervo do museu, composto por textos, fotografias, documentos, equipamentos, objetos e instrumenta\u00e7\u00e3o cir\u00fargica. O espa\u00e7o conta tamb\u00e9m com uma galeria, aberta para exposi\u00e7\u00f5es de artistas da regi\u00e3o e \u00a0para divulga\u00e7\u00e3o da grife \u201cPir\u00f4 Crio\u201d, composta por trabalhos manuais e de artesanato feitos pelos usu\u00e1rios do hospital.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>O Hospital Col\u00f4nia de Barbacena<\/b><\/p>\n<figure id=\"attachment_4506\" aria-describedby=\"caption-attachment-4506\" style=\"width: 347px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-4506\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Museu-da-Loucura-2-Cr\u00e9dito-D\u00e9bora-Marcier-225x300.jpg\" alt=\"FOTO: D\u00e9bora Marcier\" width=\"347\" height=\"463\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Museu-da-Loucura-2-Cr\u00e9dito-D\u00e9bora-Marcier-225x300.jpg 225w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Museu-da-Loucura-2-Cr\u00e9dito-D\u00e9bora-Marcier-768x1024.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Museu-da-Loucura-2-Cr\u00e9dito-D\u00e9bora-Marcier.jpg 852w\" sizes=\"auto, (max-width: 347px) 100vw, 347px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4506\" class=\"wp-caption-text\">FOTO: D\u00e9bora Marcier<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O primeiro hospital psiqui\u00e1trico de Minas Gerais, o lend\u00e1rio Hospital Col\u00f4nia de Barbacena<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, foi fundado em 1903<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, com capacidade para 200 leitos. Em 1930, a institui\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ser ampliada e atingiu o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">status<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> de maior hosp\u00edcio do pa\u00eds durante o Estado Novo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eram enviadas ao Hospital as pessoas exclu\u00eddas socialmente, como advers\u00e1rios pol\u00edticos, prostitutas, homossexuais, mendigos e pessoas sem documentos. Estima-se que 70% dos pacientes n\u00e3o tinham diagn\u00f3stico de doen\u00e7a mental. Entretanto, por n\u00e3o serem considerados parte da sociedade, eram internados \u00e0 for\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Autora do livro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Holocausto Brasileiro<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, a jornalista Daniela Arbex conta que pelo menos 60 mil pessoas morreram no Hospital. \u201cNos per\u00edodos de maior lota\u00e7\u00e3o, 16 pessoas morriam a cada dia, v\u00edtimas de inani\u00e7\u00e3o e do eletrochoque. Ao morrer, seus corpos eram vendidos \u00e0s faculdades de medicina. At\u00e9 o in\u00edcio dos anos 1980, quando ocorreu o fechamento do Hospital, cerca de 1.800 corpos foram vendidos para 17 faculdades de medicina. Quando havia excesso de cad\u00e1veres, os corpos eram decompostos em \u00e1cido, no p\u00e1tio do Hospital, diante dos pacientes\u201d, relata Daniela em seu livro (ARBEX, Daniela. O Holocausto Brasileiro. Barbacena. Gera\u00e7\u00e3o Editorial: \u00a02013, p. 67).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>TEXTO\/VAN: Marcela Amorim<\/p>\n<p>COLABORA\u00c7\u00c3O: Rachel Santos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Museu da Loucura est\u00e1 aberto ao p\u00fablico novamente. Ap\u00f3s passar por uma reforma, sob responsabilidade do artista gr\u00e1fico Edson Brand\u00e3o, a institui\u00e7\u00e3o oferece uma nova exposi\u00e7\u00e3o para os visitantes. Confira:<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4505,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[20,13],"tags":[422],"class_list":["post-4504","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-barbacena","category-cultura","tag-museu-da-loucura"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4504","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4504"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4504\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4509,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4504\/revisions\/4509"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4505"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}