{"id":319,"date":"2014-07-26T17:00:00","date_gmt":"2014-07-26T17:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=319"},"modified":"2014-07-26T17:00:00","modified_gmt":"2014-07-26T17:00:00","slug":"araripe-o-mestre-das-flores","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/araripe-o-mestre-das-flores\/","title":{"rendered":"Araripe, o mestre das flores"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-6JRpwwTNIvo\/U9GtGh2t9AI\/AAAAAAAADiU\/i1Tepsyz_Bs\/s1600\/araripecultura.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-6JRpwwTNIvo\/U9GtGh2t9AI\/AAAAAAAADiU\/i1Tepsyz_Bs\/s1600\/araripecultura.jpg\" height=\"400\" width=\"265\" \/><\/a><\/div>\n<p>\nOscar Arar\u00edpe \u00e9 um homem de fino trato. Sua casa em Tiradentes, junto ao est\u00fadio e sede da Funda\u00e7\u00e3o que leva seu nome, na ladeira da Matriz (Rua Direita), \u00e9 um dos endere\u00e7os mais charmosos e caros de Tiradentes. Na sala de exposi\u00e7\u00f5es, com 80 metros quadrados em puro branco, com direito a um piano de cauda tamb\u00e9m branco, suas telas multicoloridas reinam absolutas. No atelier, livros de arte, uma cristaleira antiga e hist\u00f3rias de vida: um retrato de Cidinha, sua linda mulher, e a medalha art\u00edstica das Olimp\u00edadas de Londres. No terra\u00e7o, onde costuma pintar, inusitadamente, o pared\u00e3o azul da Serra de S\u00e3o Jos\u00e9 se imp\u00f5e. Tudo atrai o olhar e o interesse, como a hist\u00f3ria de Oscar Araripe. Mas nem sempre foi assim. O pintor consagrado que iniciou a Faculdade de Direito e foi diversas vezes punido como \u201csubversivo\u201d, se refugiou no exterior e posteriormente num s\u00edtio em Mirant\u00e3o, onde viveu mais de dez anos sem luz el\u00e9trica. Homem de m\u00faltiplas habilidades levantou pol\u00eamica na imprensa, na arte e na vida e deixa a sua marca, em tudo que se prop\u00f5e a fazer.<\/p>\n<p><b>Trajet\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>O jeito, a prosa, o bom humor e o estilo \u00e9 de carioca. A calma, o esp\u00edrito anfitri\u00e3o, o charme e a camaradagem \u00e9 de mineiro. E foi assim, moldado na nobreza dos sub\u00farbios do Rio de Janeiro, antes de ganhar o mundo, e depois, aterrisar em solo mineiro, que Oscar Araripe construiu a sua hist\u00f3ria intrigante, guiada por genu\u00ednas paix\u00f5es e, por isso mesmo, emocionante. De estudante e militante pol\u00edtico, escritor e jornalista, at\u00e9 se tornar pintor e viver da arte, a ousadia de quem reinventou a pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Oscar Araripe nasceu e foi criado na Tijuca, zona norte do Rio, at\u00e9 se mudar para Ipanema. Iniciou os estudos na Faculdade Nacional de Direito, em 1964, e como militante do lend\u00e1rio CACO e depois, da A\u00e7\u00e3o Popular (AP) foi cassado e suspenso das aulas. Nascia um l\u00edder e defensor de todas as liberdades. Perseguido, se exilou nos EUA com bolsa de estudos. No teatro, foi ator, escritor, tradutor e cr\u00edtico. No jornalismo, editor cultural, colunista, redator e rep\u00f3rter do Correio da Manh\u00e3, \u00daltima Hora e Jornal do Brasil. Viajou \u00e0 Pol\u00f4nia, Alemanha e a China, o que resultou no livro \u201cChina, o Pragmatismo Poss\u00edvel\u201d, de 1974. Com o sucesso da obra v\u00ea fecharem-se as possibilidades de trabalho na grande imprensa e fora dela. Com determina\u00e7\u00e3o, se recolhe no remoto vilarejo de Mirant\u00e3o, interior de Minas, sendo obrigado a inventar um novo trabalho. \u00c9 quando, no dizer do marchand Jean Boghici, \u201cachata as palavras e se torna pintor\u201d. <\/p>\n<p><b>Nasce um pintor<\/b><\/p>\n<p>A curiosidade e o f\u00f4lego que inspiraram o jovem rep\u00f3rter tamb\u00e9m marcaram a vida de Araripe em suas experimenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, como o suporte sint\u00e9tico usado em suas telas. Autodidata, rejeitado pelas grandes galerias, abre sua galeria pessoal quando se muda para Ouro Preto, no final dos anos 80, ap\u00f3s 13 anos em Mirant\u00e3o, pintando, escrevendo e trabalhando como apicultor. Em 1993 muda-se para Tiradentes, onde inaugura est\u00fadio e galeria pessoal. Em Porto Seguro, onde vive por quatro anos, inaugura a fase das marinas. Seu trabalho, j\u00e1 reconhecido, salta as fronteiras do Brasil e Araripe come\u00e7a a participar de exposi\u00e7\u00f5es internacionais. Nos \u00faltimos anos, abandona todos os temas e concentra-se nas \u201cflores\u201d com a mesma paix\u00e3o que abra\u00e7ou tudo em sua vida. \u201cDepois de Deus, ningu\u00e9m produziu tantas flores\u201d disse S\u00e9rgio Rouanet.<\/p>\n<p>De volta a Tiradentes, inaugura em 2006 a Funda\u00e7\u00e3o Oscar Araripe, com foco na inser\u00e7\u00e3o social pela educa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da arte, acolhendo todas as classes sociais, intelectuais e est\u00e9ticas.<\/p>\n<p>\n<b>Tempo de colheita<\/b><\/p>\n<p>De l\u00e1 at\u00e9 aqui, tempos pr\u00f3digos para o escritor e pintor Oscar Araripe, com projetos concretizados, como o bel\u00edssimo Artbook sobre sua vida e obra, e reconhecimento pelo trabalho realizado. Em 2012 recebeu a Medalha de Ouro nas Olimp\u00edadas Art\u00edsticas de Londres, e teve o livro O Direito \u00e0 Arte, lan\u00e7ado em sua homenagem. No mesmo ano, exp\u00f4s na prestigiosa Galeria Teodora em Paris, como pintor convidado. Em 2013, no entanto, uma conquista emocionou o ex-militante da A\u00e7\u00e3o Popular (AP). Ap\u00f3s 48 anos, foi anistiado pelo governo, numa das a\u00e7\u00f5es da Caravana da Anistia.<br \/>\n<b><br \/><\/b><br \/>\n<b>Prest\u00edgio e reconhecimento<\/b><\/p>\n<p>Os tempos de gl\u00f3ria continuam e nos pr\u00f3ximos meses Araripe coleciona medalhas, honrarias e tamb\u00e9m desafios no empreendimento que inicia. A temporada de louros n\u00e3o \u00e9 por acaso, \u00e9 o reconhecimento de muito trabalho, persist\u00eancia e empreendedorismo. No m\u00eas passado o pintor foi agraciado pelo conjunto de sua obra com a medalha de ouro da Academia de Artes, Ci\u00eancias e Letras de Paris, uma das maiores honrarias da Fran\u00e7a. Desde maio, Araripe j\u00e1 marca presen\u00e7a em Paris com exposi\u00e7\u00e3o permanente na prestigiada Galeriedes Glaces, em Nantes, na qual exp\u00f5e 16 telas florais.<\/p>\n<p><b>Home Gallery<\/b><\/p>\n<p>Mas o que se tornou a menina dos olhos do pintor \u00e9 o novo empreendimento em Belo Horizonte, a ser inaugurado ainda este m\u00eas. A bela Home Gallery representa o nov\u00edssimo conceito de exposi\u00e7\u00e3o de arte no mundo. \u201cN\u00e3o \u00e9 para morar, \u00e9 para namorar, relaxar, admirar as pinturas, conversar, receber os amigos e colecionadores em um ambiente genu\u00edno e familiar\u201d explica o artista.<\/p>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nTexto: VAN\/Claudia Sim\u00f5es<\/div>\n<div>\nFoto: Arquivo Funda\u00e7\u00e3o Oscar Araripe<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oscar Arar\u00edpe \u00e9 um homem de fino trato. 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