{"id":310,"date":"2014-08-07T21:30:00","date_gmt":"2014-08-07T21:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=310"},"modified":"2014-08-07T21:30:00","modified_gmt":"2014-08-07T21:30:00","slug":"personalidades-da-praca-mais-publica-de","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/personalidades-da-praca-mais-publica-de\/","title":{"rendered":"Personalidades da pra\u00e7a mais p\u00fablica de Barbacena"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-D7NiddHKMdg\/U-PvJCK3tlI\/AAAAAAAADlE\/GMM9BaaceaI\/s1600\/materiabarbacena1.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-D7NiddHKMdg\/U-PvJCK3tlI\/AAAAAAAADlE\/GMM9BaaceaI\/s1600\/materiabarbacena1.jpg\" height=\"259\" width=\"640\" \/><\/a><\/div>\n<p>\nIndependente do lugar e da hora, assunto para uma boa prosa \u00e9 algo t\u00edpico do mineiro, prova que isso \u00e9 uma constante na vida do barbacenense \u00e9 o fato de sempre estar rodeado de amigos. O que pode ser visto nas ruas e pra\u00e7as, por\u00e9m esse perfil agregador se torna ainda mais evidente no ponto central da cidade: a popular Pra\u00e7a dos Andradas.<\/p>\n<p>Conjunto paisag\u00edstico tombado como patrim\u00f4nio cultural de Barbacena, o entorno do Santu\u00e1rio passou a ser a sede do &#8220;Arraial da Igreja Nossa Senhora da Piedade&#8221; em 1748, exatos quarenta e cinco anos ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o da sesmaria &#8220;Borda do Campo&#8221;, local oficial da origem hist\u00f3rica da cidade. &#8220;Al\u00e9m de ser o centro log\u00edstico, essa a Pra\u00e7a dos Andradas foi onde o arraial realmente come\u00e7ou a crescer&#8221;, explica S\u00e9rgio Aires, Presidente do Conselho Municipal do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico do munic\u00edpio. &#8220;Os antigos moradores aceitaram se mudar para esse novo n\u00facleo quando a imagem de Nossa Senhora da Piedade tamb\u00e9m foi transferida. E s\u00f3 anos depois a santa foi devolvida para a capela de origem&#8221;, acrescenta o estudioso.<\/p>\n<p>&#8220;Para os cat\u00f3licos a &nbsp;Matriz \u00e9 a principal, eles fretam mais. Eu n\u00e3o sou cat\u00f3lico, mas prego sempre: amar\u00e1s ao Senhor Deus sobre todas as coisas, e ama ao teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo&#8221;, explica Juvenal Teixeira Filho, Ex-militar do nono Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia e Infantaria e atual hoje pintor e engraxate, h\u00e1 tr\u00eas anos trabalhando na pra\u00e7a durante os finais de semana. &#8220;Visitar o sant\u00edssimo sacramento, comprar o jornal na banca e tomar um caf\u00e9 com os amigos&#8221;, confirma Ant\u00f4nio Celso, advogado aposentado e frequentador ass\u00edduo da antiga Pra\u00e7a dos Macacos. E logo acrescenta: &#8220;Essa pra\u00e7a \u00e9 a s\u00edntese de Barbacena, porque nela se encontram a Igreja Matriz, o Jardim Municipal e a est\u00e1tua de Bias Fortes, que est\u00e1 no espa\u00e7o com o nome dos Andradas. Ent\u00e3o, o que h\u00e1 de melhor, de tradi\u00e7\u00e3o em Barbacena, est\u00e1 aqui. \u00c9 a f\u00e9 crist\u00e3 cat\u00f3lica do povo da cidade e regi\u00e3o, e os s\u00edmbolos das lideran\u00e7as pol\u00edticas&#8221;, soltando uma simp\u00e1tica gargalhada em seguida.<\/p>\n<p>Entre um cliente e outro, um desabafo: &#8220;A fonte luminosa estava estragada h\u00e1 15 anos, quando foi reformada trouxe as pessoas de volta. Essa pra\u00e7a \u00e9 um patrim\u00f4nio da cidade&#8221;, em tom forte que logo afrouxa em uma piscadela, argumenta Jos\u00e9 Antonino Filho de 66 anos, mais conhecido como Toninho. Todos os dias, das sete da manh\u00e3 \u00e0s sete da noite, o dono da famosa &#8220;Pipoca do Amor&#8221; esbanja simpatia e capricha nas por\u00e7\u00f5es de guloseimas h\u00e1 quarenta anos.<\/p>\n<p>Usando uma inconfund\u00edvel boina italiana e &nbsp;erguendo um aparelho auditivo, Seu Valdir Turquethi fala com orgulho: &#8220;Eu tenho s\u00f3 isso aqui (se referindo a uma leve surdez), o resto est\u00e1 tudo funcionando. Quando eu n\u00e3o puder mais, eu mando para outro taxista&#8221;. E antes que qualquer um tome o pr\u00f3ximo f\u00f4lego, emenda: &#8220;Desde setembro de 1958 trabalho como taxista aqui. Essa pra\u00e7a \u00e9 a coisa mais importante da minha vida depois da minha fam\u00edlia. Formei seis filhos na faculdade. Trinta e nove anos, 18 horas por dia, domingo e dia santo, direto, sem parar. Agora trabalho 12 horas por dia at\u00e9 que Deus permita&#8221;. Imediatamente, posa elegantemente para a foto, se despede com muito charme e parte com o passageiro que faz quest\u00e3o de ter como motorista uma das figuras mais carism\u00e1ticas da cidade.<\/p>\n<p>&#8220;Tudo o que acontece em Barbacena passa por aqui, na Pra\u00e7a dos Andradas e na Igreja Matriz, o p\u00fablico s\u00f3 diminui quando o Caf\u00e9 Ouro Verde fecha nas tardes dos finais de semana. \u00c9 uma \u00e1gua, um caf\u00e9, uma bala. \u00c9 um servi\u00e7o, um s\u00edmbolo&#8221;, ovacionado por clientes e amigos e com um leve embargo na voz, discursa Vicente Damasceno Cardoso, gerente da antiga cafeteria. O comerci\u00e1rio, agora com 52 anos, trabalha na pra\u00e7a desde 1979, quando deixou a zona rural de Alto Rio Doce. Segundo ele, incluindo o jornal, o baralho e o domin\u00f3, de longe a bebida quente \u00e9 a campe\u00e3 de popularidade. &#8220;Caf\u00e9 na pra\u00e7a \u00e9 tudo de bom, \u00e9 o tradicional de coador servido com fartura, e a motiva\u00e7\u00e3o para o bate-papo. Fala-se da vida alheia, de pol\u00edtica e de futebol. O fregu\u00eas faz essas rodinhas e tem especialista em tudo, resolve at\u00e9 o problema do pa\u00eds&#8221;, brinca Vicente, oferecendo um gole de caf\u00e9, ensejo para mais outra conversa.<\/p>\n<div>\n<br \/>\nTexto: VAN\/ Pamella Chicarino<br \/>\nFoto: P\u00e2mella Chicarino<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Independente do lugar e da hora, assunto para uma boa prosa \u00e9 algo t\u00edpico do mineiro, prova que isso \u00e9 uma constante na vida do barbacenense \u00e9 o fato de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[158,152],"class_list":["post-310","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-barbacena","tag-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=310"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/310\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}