{"id":308,"date":"2014-08-11T00:37:00","date_gmt":"2014-08-11T00:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=308"},"modified":"2014-08-11T00:37:00","modified_gmt":"2014-08-11T00:37:00","slug":"tcha-tcha-do-calcadao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/tcha-tcha-do-calcadao\/","title":{"rendered":"Tch\u00e1 Tch\u00e1 do Cal\u00e7ad\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-CsVypw94yvM\/U-gPfk-uBII\/AAAAAAAADlw\/LstsHvwmlUk\/s1600\/materiatch%C3%A1tch%C3%A1cal%C3%A7ad%C3%A3o.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-CsVypw94yvM\/U-gPfk-uBII\/AAAAAAAADlw\/LstsHvwmlUk\/s1600\/materiatch%C3%A1tch%C3%A1cal%C3%A7ad%C3%A3o.jpg\" height=\"300\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p>\nPoucos sabem quem \u00e9 Abdul Aziz Nazarali Waljihirji. Sua loja \u00e9 localizada no Cal\u00e7ad\u00e3o Sebasti\u00e3o Sete, no centro da cidade de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei. Todos o conhecem como Tch\u00e1 Tch\u00e1, famoso e agrad\u00e1vel comerciante mu\u00e7ulmano. Em 1971, deixou a Tanz\u00e2nia, na \u00c1frica, e decidiu vir para o Brasil morar com seu irm\u00e3o que era solteiro.<\/p>\n<p>Antes de se fixar em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, Tch\u00e1 Tch\u00e1 trabalhou como vendedor ambulante em v\u00e1rias cidades, entre elas: Tiradentes, Rit\u00e1polis, Resende Costa e Prados. Nessa \u00e9poca surgiu o seu apelido, pois para vender seus produtos ele gritava: \u201cOh mame, tch\u00e1 tch\u00e1 t\u00e1 a\u00ed?\u201d, que segundo ele a frase significa: \u201cOh mam\u00e3e o tio est\u00e1 a\u00ed?\u201d. Quando questionado sobre suas maiores dificuldades enfrentadas na adapta\u00e7\u00e3o ao pa\u00eds, ele ressaltou a maneira de falar &#8211; que aprendeu com seus clientes durante suas vendas &#8211; e a culin\u00e1ria brasileira, que \u00e9 bem diferente da africana.<\/p>\n<p>Sua loja \u00e9 conhecida por \u201cvender de tudo\u201d, como roupas, batons, brincos, meias, cortadores de unha e outros. Os produtos mais vendidos s\u00e3o cadar\u00e7o e tiras de chinelo. Ele trabalha sozinho, o que facilita um bom relacionamento com seus clientes, por\u00e9m destaca: \u201c\u00c0s vezes fico nervoso com os clientes, mas depois pe\u00e7o perd\u00e3o!\u201d. Em clima de descontra\u00e7\u00e3o, explica que o nervosismo est\u00e1 relacionado \u00e0 sua idade e que os clientes tem mania de \u201cver com a m\u00e3o\u201d, o que pode acabar estragando seus produtos.<\/p>\n<p>Tch\u00e1 Tch\u00e1 tamb\u00e9m \u00e9 famoso por seus dotes culin\u00e1rios. Tamires, estudante de Artes Aplicadas na UFSJ e vendedora no cal\u00e7ad\u00e3o, diz que todos os anos, no inverno, ele faz uma sopa chamada \u201cTrombadeira\u201d, com cerca de 15 temperos. \u201cNos dias em que ele n\u00e3o aparece na loja, o lugar fica muito quieto, muito calado\u201d, completa a estudante.<\/p>\n<p>J\u00e1 Denise, que possui uma lanchonete pr\u00f3xima ao local h\u00e1 um ano e tr\u00eas meses, conhece Tch\u00e1 Tch\u00e1 h\u00e1 muito tempo. \u201cEle \u00e9 uma figura muito conhecida em S\u00e3o Jo\u00e3o del- Rei\u201d, diz ela, e o descreve como uma pessoa sempre alegre, prestativa e carism\u00e1tica. \u201cEle tem esse jeito \u00fanico, e traz a cultura dele pra dentro da cidade\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Durante toda a entrevista, Tch\u00e1 Tch\u00e1 recebia seus clientes com bastante alegria e intimidade. Quando questionado sobre sua volta para seu pa\u00eds de origem, ele diz: \u201cO Brasil \u00e9 o para\u00edso! Quero morrer aqui e agora!\u201d.<\/p>\n<div>\n<\/div>\n<div>\nTexto: VAN\/Tamara Assis e Iara Furtado<\/div>\n<div>\nFoto: Tamara Assis<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poucos sabem quem \u00e9 Abdul Aziz Nazarali Waljihirji. Sua loja \u00e9 localizada no Cal\u00e7ad\u00e3o Sebasti\u00e3o Sete, no centro da cidade de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei. 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