{"id":299,"date":"2014-08-23T18:10:00","date_gmt":"2014-08-23T18:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=299"},"modified":"2014-08-23T18:10:00","modified_gmt":"2014-08-23T18:10:00","slug":"lei-maria-da-penha-completa-8-anos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/lei-maria-da-penha-completa-8-anos\/","title":{"rendered":"Lei Maria Da Penha completa 8 anos"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-V5EV1q3OD10\/U_t73akRf2I\/AAAAAAAADpk\/pBqVEJrLJVM\/s1600\/lei_maria_da_penha%2Bdivulga%C3%A7%C3%A3o%2Brededemocratica.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-V5EV1q3OD10\/U_t73akRf2I\/AAAAAAAADpk\/pBqVEJrLJVM\/s1600\/lei_maria_da_penha%2Bdivulga%C3%A7%C3%A3o%2Brededemocratica.jpg\" height=\"390\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p>\nA lei n\u00famero 11.340, de agosto de 2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, completa 8 anos em 2014. O dispositivo legal foi criado com o objetivo de possibilitar mecanismos que pro\u00edbam a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, a Delegacia de Crimes Contra a Mulher se localiza no pr\u00e9dio do Pol\u00edcia Civil, na Avenida Leite de Castro. L\u00e1, h\u00e1 profissionais especializados neste tipo de crime, como a escriv\u00e3 Mayra Figueiredo Nery, que esclareceu como a v\u00edtima deve proceder:<\/p>\n<p>&nbsp;\u2013 \u201cA v\u00edtima pode ir at\u00e9 a Delegacia de Crimes Contra a Mulher ou chamar a Pol\u00edcia Militar, caso o crime ocorra na hora. Em ocorr\u00eancias de agress\u00e3o, a v\u00edtima \u00e9 encaminhada para o Instituto M\u00e9dico Legal \u2013 IML, para exame de corpo de delito. Se der andamento ao processo, a mulher ir\u00e1 fazer uma representa\u00e7\u00e3o; \u00e9 um termo que ela assina estando ciente que ela est\u00e1 movendo um processo. Depois disso, as partes envolvidas ser\u00e3o ouvidas. Aqui, tudo que ela disser ser\u00e1 registrado, ela ir\u00e1 citar testemunhas, se houver\u201d,<br \/>\nMayra ainda fala como as v\u00edtimas podem buscar apoio:<\/p>\n<p>\u2013 \u201cQuando h\u00e1 um pr\u00e9dio espec\u00edfico para a delegacia da mulher, l\u00e1 j\u00e1 \u00e9 oferecida toda uma estrutura de apoio. Aqui, como n\u00e3o h\u00e1 essa estrutura n\u00f3s encaminhamos a v\u00edtima ao CREAS (Centro de Refer\u00eancia Especializada em Assist\u00eancia Social). L\u00e1 tem psic\u00f3logo e assistentes sociais\u201d<\/p>\n<p>Gilmar Geraldo Ferreira, psic\u00f3logo respons\u00e1vel pelo CREAS, contou que as v\u00edtimas que v\u00e3o \u00e0 Delegacia da Mulher s\u00e3o encaminhadas para o CREAS, mas muitas n\u00e3o v\u00e3o por medo de seus agressores. \u201cA grande maioria das v\u00edtimas que passam pela Delegacia do Mulher n\u00e3o vem ao CREAS por medo de repres\u00e1lias. Muitas t\u00eam medo dos seus agressores. &nbsp;Por\u00e9m, recebemos tamb\u00e9m, demandas espont\u00e2neas de mulheres que sofrem algum tipo de agress\u00e3o e vem aqui procurar ajuda.\u201d, afirma Gilmar.<\/p>\n<p>&nbsp;O psic\u00f3logo ainda afirma que muitas mulheres retiram a queixa por medo ou algum tipo de depend\u00eancia da v\u00edtima com o agressor, seja financeira ou emocional. Segundo o estudo \u201cViol\u00eancia contra a mulher: por que elas simplesmente n\u00e3o v\u00e3o embora?\u201d, de pesquisadores da Faculdade Estadual de Ci\u00eancia Econ\u00f4micas de Apucarana, \u201cas mulheres sentem-se presas nessa rela\u00e7\u00e3o de fases, pois logo depois da agress\u00e3o e das brigas, o companheiro se mostra amoroso, arrependido\u201d. A pesquisa mostra ainda, que as v\u00edtimas podem ter dificuldade de abandonar o parceiro devido \u00e0 depend\u00eancia psicol\u00f3gica e financeira, a situa\u00e7\u00e3o se agrava quando h\u00e1 filhos envolvidos. Quando a v\u00edtima decide se desvincular de seu agressor \u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o mostra-se mais cr\u00edtica, pois o mesmo tende a ficar mais agressivo. \u00c9 nessa fase que muitas mulheres s\u00e3o assassinadas.<\/p>\n<p>&nbsp;Pelas experi\u00eancias vividas na Delegacia da Mulher, Mayra Nery aconselha:<\/p>\n<p>\u2013 \u201cSe a mulher foi agredida uma vez, ela n\u00e3o deve esperar uma pr\u00f3xima. Ela deve denunciar e permanecer com o processo. Se o autor teve coragem de fazer isso com ela uma vez, com certeza, ele ter\u00e1 coragem de fazer outras. As vezes, ele leva um susto quando ela procura a pol\u00edcia e para, mas logo ele volta a agredi-la. Aconteceu uma vez, d\u00ea um basta definitivo\u201d,<\/p>\n<p>Texto: VAN\/Barbara Barreto e D\u00e9borah Vieira<br \/>\nFoto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A lei n\u00famero 11.340, de agosto de 2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, completa 8 anos em 2014. O dispositivo legal foi criado com o objetivo de possibilitar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[153,14],"class_list":["post-299","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-politica","tag-sao-joao-del-rei"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=299"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=299"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=299"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=299"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}