{"id":2633,"date":"2015-12-25T00:43:57","date_gmt":"2015-12-25T03:43:57","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=2633"},"modified":"2016-01-11T09:19:00","modified_gmt":"2016-01-11T11:19:00","slug":"procurando-a-magia-do-natal-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/procurando-a-magia-do-natal-2\/","title":{"rendered":"Procurando a magia do Natal"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_2631\" aria-describedby=\"caption-attachment-2631\" style=\"width: 718px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/1931926_10201269251769347_1308144969_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2631\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/1931926_10201269251769347_1308144969_n.jpg\" alt=\"Arte: Thais Andressa\" width=\"718\" height=\"602\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/1931926_10201269251769347_1308144969_n.jpg 800w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/1931926_10201269251769347_1308144969_n-300x252.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 718px) 100vw, 718px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2631\" class=\"wp-caption-text\">Arte: Thais Andressa<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tem alguma coisa no meio dos sorrisos f\u00e1ceis, da chuvinha fina no final da tarde, do reencontro das fam\u00edlias e amigos, dos filmes repetidos, e naquelas luzes todas que me encanta. S\u00f3 n\u00e3o sei explicar o que \u00e9. As propagandas na TV insistem em falar da &#8220;magia do Natal&#8221;, mas l\u00e1 ela sempre est\u00e1 no fundo de uma garrafa de refrigerante, no presente com desconto, ou na ceia perfeitamente colocada em uma mesa gigante cheia de enfeites e com mais comida que qualquer um ali conseguiria comer. E ent\u00e3o, se a gente n\u00e3o tem a vida perfeita de um comercial de Natal, como vai achar essa tal magia?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A\u00ed eu pego um \u00f4nibus lotado, na hora que o sol est\u00e1 quase indo embora pra poder aproveitar que as lojas v\u00e3o estar abertas at\u00e9 mais tarde e conferir os tais descontos que a TV me prometeu. Nessa \u00e9poca, os sinos que falam s\u00e3o os do Papai Noel contratado pelas lojas para sorrir e tirar fotos com as crian\u00e7as, e at\u00e9 ele quase fica perdido no meio de tanta gente. Todos est\u00e3o apressados, entrando nas lojas com grandes listas e saindo com os bra\u00e7os cheios de sacolas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As crian\u00e7as parecem entender melhor essa coisa toda de magia. Vejo algumas com o olhar perdido nas vitrines, puxando a cal\u00e7a dos pais para mostrar aquele outro brinquedo ali, outras cantarolando junto com as m\u00fasicas que ecoam pelas lojas, e as minhas favoritas s\u00e3o aquelas que parecem hipnotizadas pelas luzes, sorrindo para o c\u00e9u, no meio de tanta gente apressada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Compro os presentes que faltavam, encontrando vendedores felizes e outros s\u00f3 cansados, e sabendo que m\u00eas que vem o dinheiro j\u00e1 tem destino certo. E junto com outras tantas pessoas, sigo para o ponto de \u00f4nibus. Somos s\u00f3 mais alguns na pra\u00e7a do S\u00e3o Francisco, dividindo espa\u00e7o com turistas e moradores que vieram admirar a decora\u00e7\u00e3o de natal. E nesse momento, n\u00e3o importa mais o calor, nem a bolsa pesada, nem o tempo que o \u00f4nibus vai gastar pra chegar at\u00e9 ali, porque tudo agora est\u00e1 mais bonito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Volto ent\u00e3o ao meu h\u00e1bito estranho favorito. Observar as pessoas. Ali \u00e9 raro que algu\u00e9m passe sem olhar para a Igreja iluminada e seus anjinhos. E at\u00e9 aqueles que vem munidos de suas c\u00e2meras e celulares n\u00e3o resistem em sair um pouquinho de tr\u00e1s dos aparelhos e apreciar. Ent\u00e3o eu vejo aquele senhorzinho, de cabelos brancos, procurando a posi\u00e7\u00e3o perfeita para o seu selfie, e a cena at\u00e9 parecia um daqueles comerciais de TV que falam da magia do Natal. Mas, depois de guardar seu celular no bolso, parecia que aquele sorriso estampado em seu rosto n\u00e3o iria embora t\u00e3o cedo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Olho para os lados, todas as outras pessoas l\u00e1 perto tamb\u00e9m sorriam, com aquela cara de quem est\u00e1 lembrando de coisas boas. \u00a0Se foram s\u00f3 as luzes eu n\u00e3o sei, mas naqueles minutos m\u00e1gicos, todo mundo estava sorrindo. Homens e mulheres, crian\u00e7as, adultos e idosos&#8230; N\u00e3o existiam diferen\u00e7as. E parec\u00edamos sorrir ainda mais ao perceber que n\u00e3o est\u00e1vamos sozinhos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A\u00ed o \u00f4nibus chega, as pessoas voltam a seguir suas vidas, mas finalmente encontrei o que estava procurando. Se a capacidade de fazer completos estranhos sorrirem juntos n\u00e3o \u00e9 mais m\u00e1gico que qualquer refrigerante ou desconto, eu n\u00e3o sei o que \u00e9. Porque no fim daquele dia, mesmo tendo que voltar para os problemas da realidade, eu sabia que todas aquelas pessoas compartilhavam a felicidade daquele momento.<\/span><\/p>\n<p>TEXTO\/VAN: LAILA ZIN<\/p>\n<p>ARTE: THAIS ANDRESSA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Tem alguma coisa no meio dos sorrisos f\u00e1ceis, da chuvinha fina no final da tarde, do reencontro das fam\u00edlias e amigos, dos filmes repetidos, e naquelas luzes todas que me encanta. S\u00f3 n\u00e3o sei explicar o que \u00e9&#8221;. Leia a cr\u00f4nica completa que fizemos sobre o Natal:<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2631,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-2633","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cronica"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2633","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2633"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2633\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2742,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2633\/revisions\/2742"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2631"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2633"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2633"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2633"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}