{"id":228,"date":"2014-11-03T20:45:00","date_gmt":"2014-11-03T20:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=228"},"modified":"2015-05-25T21:55:35","modified_gmt":"2015-05-25T21:55:35","slug":"evaldo-balbino-de-resende-costa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/evaldo-balbino-de-resende-costa\/","title":{"rendered":"Evaldo Balbino, de Resende Costa, concorre a pr\u00eamio"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><a style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\" href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-DyzGjUJTv8k\/VFfpIIiVSgI\/AAAAAAAAEEo\/LucRLFFOc9E\/s1600\/evaldo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-DyzGjUJTv8k\/VFfpIIiVSgI\/AAAAAAAAEEo\/LucRLFFOc9E\/s1600\/evaldo.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\">No<br \/>\npr\u00f3ximo dia 4, ser\u00e3o revelados os ganhadores do Pr\u00eamio Saraiva de Literatura e<br \/>\nM\u00fasica, criado especialmente para celebrar o centen\u00e1rio da editora. Foram mais<br \/>\nde 4 mil inscri\u00e7\u00f5es sujeitas a crit\u00e9rios como originalidade e criatividade,<br \/>\nal\u00e9m de caracter\u00edsticas t\u00e9cnicas espec\u00edficas de cada \u00e1rea. Entre os finalistas,<br \/>\nest\u00e1 o autor Evaldo Balbino, natural de Resende Costa, concorrendo na categoria<br \/>\nromance com o livro in\u00e9dito <i>Os fios de<br \/>\n\u00cdcaro<\/i>. Ele, que \u00e9 professor na UFMG, nos concedeu uma entrevista exclusiva.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background: white; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><b>VAN &#8211; Qual a sensa\u00e7\u00e3o de ter o seu trabalho reconhecido?<\/b><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background: white; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><b>Evaldo \u2013 <\/b>Fico contente que, pouco a pouco, o meu trabalho esteja sendo percebido.<br \/>\nA sensa\u00e7\u00e3o que tenho, \u00e9 claro, \u00e9 de felicidade, pois \u00e9 bom fazermos algo com<br \/>\namor, com paix\u00e3o, e isso dar resultados. E eu escrevo com paix\u00e3o. Se assim n\u00e3o<br \/>\nfizesse, n\u00e3o produziria literatura. A palavra, quando atravessada pelas nossas<br \/>\npaix\u00f5es, ganha mais for\u00e7a, mais vida do que ela j\u00e1 tem. Mas penso que o<br \/>\nreconhecimento deve ser constru\u00eddo devagar, sem pressa, assim como se faz uma<br \/>\nconstru\u00e7\u00e3o com alicerces s\u00f3lidos. N\u00e3o tenho pretens\u00e3o de fama, e digo isso com<br \/>\nsinceridade, pois um autor muito lido hoje n\u00e3o tem garantias de que ser\u00e1 lido<br \/>\ndaqui a alguns anos. Somos mortais, e tudo na vida passa. \u00c9 l\u00f3gico que quero<br \/>\nser lido, mas n\u00e3o para ser famoso, e sim para chegar at\u00e9 os leitores, para me<br \/>\ncomunicar com eles. Escrever para mim \u00e9 uma forma de construir pontes para<br \/>\nchegar aos meus irm\u00e3os. Tudo \u00e9 um desejo de express\u00e3o, de autoconhecimento e de<br \/>\nconhecimento. Escrever \u00e9 um exerc\u00edcio nesse sentido. O importante \u00e9 que o livro<br \/>\nchegue at\u00e9 o leitor e ambos, livro e leitor, possam ter uma intera\u00e7\u00e3o. \u00c9 voc\u00ea<br \/>\nlendo o livro e pensando consigo mesmo:<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background: white; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\">\u2013 &#8220;Meus Deus, tudo isso tem a ver<br \/>\ncomigo tamb\u00e9m!&#8221;.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background: white; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\">A obra tem que ter esse cunho<br \/>\nuniversal, n\u00e3o \u00e9? A obra \u00e9 maior do que o autor. O autor n\u00e3o interessa tanto,<br \/>\nmas o livro sim, porque o livro diz mais do que o autor quis dizer. Estou<br \/>\nfeliz, porque estou no caminho certo para mim: o caminho tortuoso e saboroso<br \/>\ndas palavras.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background: white; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><b>VAN \u2013 Tem algum outro projeto liter\u00e1rio previsto para o futuro?<\/b><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background: white; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><b>Evaldo \u2013 <\/b>Como estou sempre escrevendo, tenho sete livros ainda in\u00e9ditos: quatro\u00a0 de poesias, dois de poesia infantil e um de<br \/>\ncr\u00f4nicas, fora\u00a0<i>Os fios de \u00cdcaro<\/i><i>,<\/i> pois com ele s\u00e3o oito livros in\u00e9ditos.<br \/>\nAl\u00e9m desses oito livros, estou terminando um segundo de contos e escrevendo um<br \/>\nsegundo romance. Quanto a poemas e cr\u00f4nicas, de modo esparso, vou sempre<br \/>\ngaratujando, fazendo e refazendo, num trabalho incessante de escrita e<br \/>\nreescrita. Acho que a vida de todo mundo \u00e9 isso: um fazer e um refazer\u00a0<i>ad<br \/>\ninfinitum<\/i>, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Ningu\u00e9m est\u00e1 livre disso. No caso do escritor,<br \/>\npenso, morreremos com projetos liter\u00e1rios ainda pendentes. A vida parece muito<br \/>\ncurta para tanto desejo de produzir, de escrever. Nossa mente n\u00e3o para.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background: white; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><b>VAN &#8211; Quais outros pr\u00eamios voc\u00ea j\u00e1 ganhou?<\/b><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background: white; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><b>Evaldo \u2013 <\/b>At\u00e9 hoje tenho 19 distin\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias. No m\u00eas de outubro, recebi o Pr\u00eamio Humberto de Campos (1\u00ba lugar) no Concurso<br \/>\nInternacional de Literatura 2014, da Uni\u00e3o Brasileira de Escritores do Rio de<br \/>\nJaneiro (UBE-RJ), com o livro de contos\u00a0<i>Amores Obl\u00edquos<\/i>.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background: white; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background: white; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><b>Para ati\u00e7ar a curiosidade de seus leitores e<br \/>\nmostrar um pouco do livro que concorre ao Pr\u00eamio Saraiva, o autor<br \/>\ndisponibilizou a seguinte sinopse do livro <i>Os<br \/>\nfios de \u00cdcaro.<\/i><\/b><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background: white; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background: white; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\">A obra coloca em cena um narrador na<br \/>\nterceira idade que, rememorando seu passado, reescreve-o em forma de mem\u00f3rias.<br \/>\nAs mem\u00f3rias do narrador, labir\u00ednticas, s\u00e3o atravessadas pela fantasia e pela<br \/>\nrealidade brasileira e mundial, abarcando boa parte de sua vida, mas se<br \/>\ncentrando no ano de 1978, \u00e0s v\u00e9speras do processo de abertura pol\u00edtica da<br \/>\nditadura brasileira. Fic\u00e7\u00e3o dentro da fic\u00e7\u00e3o, pois o narrador-escritor cria e<br \/>\nse confunde com uma das personagens, esta obra \u00e9 permeada pelo mundo da<br \/>\ninf\u00e2ncia, das paix\u00f5es, da homoafetividade, da loucura, dos adult\u00e9rios e dos<br \/>\namores desencontrados. E tudo isso numa linguagem er\u00f3tica \u00e0 flor da pele,<br \/>\npermeada, em alguns momentos, por tons m\u00edsticos. Trata-se de uma narrativa de<br \/>\nautoan\u00e1lise, de busca de si mesmo, a qual o narrador faz ao entretecer os fios<br \/>\nda escrita. Fios que querem al\u00e7ar voo. Mas sempre com a consci\u00eancia dos limites<br \/>\ndo escrever, da impossibilidade do dizer, das restri\u00e7\u00f5es impostas a toda e<br \/>\nqualquer representa\u00e7\u00e3o. Mesmo c\u00f4nscia dessas impossibilidades, a voz narrativa<br \/>\narrisca-se no labirinto das palavras e investe nas mem\u00f3rias para denunciar,<br \/>\nconstruir, inventar e reinventar os passados, pr\u00f3prios e alheios, individuais e<br \/>\nsociais, num pa\u00eds imerso em regime ditatorial.<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background: white; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background: white; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\">Texto: Ana Luiza Fonseca e Rafaela Domingueti<\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background: white; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\">Foto: Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos da Cultura de Resende Costa<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pr\u00f3ximo dia 4, ser\u00e3o revelados os ganhadores do Pr\u00eamio Saraiva de Literatura e M\u00fasica, criado especialmente para celebrar o centen\u00e1rio da editora. 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