{"id":208,"date":"2014-11-25T16:00:00","date_gmt":"2014-11-25T16:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=208"},"modified":"2014-11-25T16:00:00","modified_gmt":"2014-11-25T16:00:00","slug":"quilombolas-de-jaguara-comemoram-o-dia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/quilombolas-de-jaguara-comemoram-o-dia\/","title":{"rendered":"Quilombolas de Jaguara comemoram o Dia da Consci\u00eancia Negra"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-h3G1m85rdZI\/VHiPYBp-iiI\/AAAAAAAAEKo\/1rggZIl_Vrs\/s1600\/Mat%C3%A9ria%2B6.JPG\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-h3G1m85rdZI\/VHiPYBp-iiI\/AAAAAAAAEKo\/1rggZIl_Vrs\/s1600\/Mat%C3%A9ria%2B6.JPG\" height=\"221\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\u201cO evento \u00e9 importante porque d\u00e1 continuidade \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es mais antigas\u201d, define Jo\u00e3o Rosa (67), morador da Comunidade Quilombola de Jaguara desde que nasceu. O Dia da Consci\u00eancia Negra foi comemorado no domingo (23), na comunidade pertencente ao munic\u00edpio de Nazareno. &nbsp;Apesar do tempo nublado e da chuva, a tarde foi marcada por festividades que animaram os presentes na localidade. O intuito da festa \u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o da cultura afro-brasileira. O evento foi marcado por dan\u00e7as t\u00edpicas da cultura africana, como a Dan\u00e7a do Pil\u00e3o, a Roda de Capoeira, com o grupo Biriba de Ouro, a presen\u00e7a das corpora\u00e7\u00f5es de Congado de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, S\u00e3o Benedito e S\u00e3o Sebasti\u00e3o, bem como o Congado de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, da comunidade de S\u00e3o Dimas, al\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o da Folia de Reis Coqueiro e Nazareno. &nbsp;Cleuza Cunha, presidente do Consep de Nazareno, comentou sobre a festividade:<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\u2013 \u201cVenho na festa h\u00e1 dois anos e o que mais gosto \u00e9 a Dan\u00e7a do Pil\u00e3o, de que participo e admiro por ser uma dan\u00e7a de origem africana\u201d. &nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nA Dan\u00e7a do Pil\u00e3o j\u00e1 tem se tornado tradi\u00e7\u00e3o no Campo das Vertentes, devido ao esfor\u00e7o e contribui\u00e7\u00e3o do m\u00fasico Vicente Miranda, da Comunidade de Brasilinha. Miranda come\u00e7ou esse trabalho de resgate da cultura africana no ano de 1992, &nbsp;que, segundo o m\u00fasico, &nbsp;constitui \u201cuma travessia dentro da cultura em nossa regi\u00e3o\u201d. O artista saiu a cavalo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade de Carrancas, levando &nbsp;mantimentos, barraca e ra\u00e7\u00e3o para os animais no lombo de um jumento.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-Gd93Dzd0M30\/VHiPpD0atEI\/AAAAAAAAEKw\/8JV1ODIYTPI\/s1600\/mat%C3%A9ria%2B3.JPG\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-Gd93Dzd0M30\/VHiPpD0atEI\/AAAAAAAAEKw\/8JV1ODIYTPI\/s1600\/mat%C3%A9ria%2B3.JPG\" height=\"225\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\u201cCarrancas foi o lugar escolhido para minha pesquisa e dentro desse contexto direcionei &nbsp;o trabalho para o negro escravo, porque naquela regi\u00e3o concentrava-se um grande n\u00famero de fazendas marcadas por sinais da escravid\u00e3o ali presente\u201d. Vicente Miranda iniciou sua trabalho a partir da conversa com alguns afrodescendentes, que lhe informaram sobre a Dan\u00e7a do Pil\u00e3o de Inh\u00e1. Com o passar dos anos, algumas informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o eram t\u00e3o precisas, mas, &nbsp;mesmo assim, dentro desse estudo foi poss\u00edvel descobrir dados relevantes, buscando ser fiel \u00e0 origem dessa tradi\u00e7\u00e3o. \u201cQuem mais me ajudou foi um senhor de uns 80 anos que me relatou boa parte da dan\u00e7a, tendo em vista o fato do av\u00f4 dele ter sido um dos \u00faltimos que conseguiram manter a dan\u00e7a\u201d.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nSegundo o m\u00fasico, nos tempos remotos da hist\u00f3ria dessa dan\u00e7a, \u201celes estavam beneficiando algum tipo de gr\u00e3o, como o caf\u00e9. Essa dan\u00e7a s\u00f3 era permitida \u00e0 noite, no momento em que os negros tinham uma pausa para o descanso e buscavam uma forma de entretenimento\u201d. Se o senhor de escravos permitisse, a festa ia at\u00e9 a madrugada, pois o grupo ia se revezando e assim n\u00e3o havia o abatimento pelo cansa\u00e7o. Atualmente, a dan\u00e7a envolve 12 mulheres, entre elas participantes da Comunidade de Jaguara, Caquende e S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei. \u201cA Dan\u00e7a do Pil\u00e3o \u00e9 um trabalho de palco, art\u00edstico, que tem como objetivo a transmiss\u00e3o para as novas gera\u00e7\u00f5es de uma cultura j\u00e1 antiga\u201d, afirmou Miranda. O &nbsp;desfile de beleza Negra Mirim comp\u00f4s a cerim\u00f4nia de encerramento da festa.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO evento \u00e9 importante porque d\u00e1 continuidade \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es mais antigas\u201d, define Jo\u00e3o Rosa (67), morador da Comunidade Quilombola de Jaguara desde que nasceu. 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