{"id":16582,"date":"2026-09-14T18:00:00","date_gmt":"2026-09-14T21:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=16582"},"modified":"2026-09-14T10:00:45","modified_gmt":"2026-09-14T13:00:45","slug":"setembro-amarelo-do-entendimento-a-prevencao-do-suicidio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/setembro-amarelo-do-entendimento-a-prevencao-do-suicidio\/","title":{"rendered":"SETEMBRO AMARELO: do entendimento \u00e0 preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\">Por Vitor Romero<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Revisado por L\u00eddia Oliveira<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00eas de setembro \u00e9 marcado por campanhas nacionais que possuem o intuito de prevenir o suic\u00eddio. Intitulada Setembro Amarelo, a iniciativa partiu da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psiquiatria (ABP) em conjunto com o Conselho Federal de Medicina. Desde a sua funda\u00e7\u00e3o, em 2015, o m\u00eas vem ganhando cada vez mais reconhecimento no Brasil, ampliando os debates sobre sa\u00fade mental.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"582\" height=\"874\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/image-9.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16583\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/image-9.jpeg 582w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/image-9-200x300.jpeg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 582px) 100vw, 582px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Crian\u00e7a segurando s\u00edmbolo do Setembro Amarelo Fonte: Reprodu\u00e7\u00e3o\u00a0 Pexels<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De acordo com a psic\u00f3loga Clarice Campos, \u00e9 importante termos em mente que a preven\u00e7\u00e3o ao suic\u00eddio n\u00e3o come\u00e7a quando a pessoa est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de crise. A preven\u00e7\u00e3o deve se iniciar antes, discutindo abertamente sobre o tema e construindo espa\u00e7os em que as pessoas possam falar sobre o sofrimento psicol\u00f3gico, de maneira segura e livre de julgamentos. \u201cHoje em dia temos visto algum avan\u00e7o no que diz respeito ao tema, ou seja, j\u00e1 existe algum di\u00e1logo sobre, mas ainda existe muito tabu\u201d, afirma Clarice.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o assunto \u00e9 sa\u00fade mental, os tabus da sociedade ainda s\u00e3o muitos. Para Clarice, isso contribui para que sinais importantes sejam ignorados. Um dos tabus mais presentes na sociedade \u00e9 o de que falar sobre suic\u00eddio pode \u201ccolocar essa ideia na cabe\u00e7a das pessoas\u201d. Al\u00e9m desse, tamb\u00e9m \u00e9 frequentemente observado o pensamento de que uma pessoa que fala sobre suic\u00eddio \u201cdificilmente vai agir\u201d. Para a psic\u00f3loga, esse pensamento \u00e9 perigoso, porque pode levar \u00e0 minimiza\u00e7\u00e3o e \u00e0 subestima\u00e7\u00e3o de sinais de sofrimento: \u201cA maioria das pessoas que se suicidam n\u00e3o acordam num dia e tomam essa decis\u00e3o. Na verdade, elas j\u00e1 v\u00eam pensando sobre isso e muitas vezes at\u00e9 d\u00e3o sinais que, por pensamentos como estes, acabam por ser ignorados ou menosprezados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sua percep\u00e7\u00e3o profissional, o Setembro Amarelo tem tido um papel importante em tirar o tema do suic\u00eddio e da sa\u00fade mental de um lugar de completo sil\u00eancio. \u201cHoje sinto que existe muito mais espa\u00e7o para falar sobre sofrimento psicol\u00f3gico do que j\u00e1 existiu em outras \u00e9pocas\u201d. Para Clarice, ainda existe um longo caminho pela frente no enfrentamento dos tabus e na busca por avan\u00e7os da sociedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente, a depress\u00e3o \u00e9 um dos principais assuntos a serem abordados e debatidos. A depress\u00e3o \u00e9 um importante fator de risco para o comportamento suicida. Por\u00e9m, n\u00e3o s\u00e3o todas as pessoas com depress\u00e3o que v\u00e3o apresentar esse tipo de conduta. \u201cO comportamento suicida \u00e9 multifatorial e geralmente envolve uma combina\u00e7\u00e3o de fatores psicol\u00f3gicos, sociais e ambientais, e, em alguns casos, transtornos psiqui\u00e1tricos. Por isso, al\u00e9m de buscar diagn\u00f3sticos, \u00e9 importante compreender tamb\u00e9m o contexto da pessoa, o ambiente, os fatores de risco presentes, assim como os fatores protetores e quais recursos a pessoa tem ao alcance para lidar com o sofrimento\u201d, diz Clarice.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A depress\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a que pode afetar qualquer pessoa, de qualquer idade. Um dos pensamentos mais equivocados \u00e9 que jovens n\u00e3o s\u00e3o afetados por ela. Na juventude, os sintomas nem sempre se manifestam somente com a tristeza. Al\u00e9m dela, a irritabilidade, o isolamento, a perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas s\u00e3o sinais da doen\u00e7a nos jovens. \u201cA depress\u00e3o muitas vezes anda junto de altera\u00e7\u00f5es do sono e do apetite, queda do rendimento acad\u00eamico ou do rendimento no trabalho, tamb\u00e9m junto a sentimentos de culpa, de inutilidade e de desvalor diante da vida\u201d, alerta Clarice.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, esses sintomas n\u00e3o necessariamente indicam a depress\u00e3o. Segundo a psic\u00f3loga, \u201c\u00e9 importante estar atento a mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao funcionamento habitual daquela pessoa. Para fazer um diagn\u00f3stico, \u00e9 necess\u00e1rio observar, para al\u00e9m da presen\u00e7a dos sintomas, a frequ\u00eancia, dura\u00e7\u00e3o e o impacto na vida da pessoa. Por isso, o papel do profissional aqui \u00e9 imprescind\u00edvel.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio, Clarice acredita que n\u00e3o se faz distin\u00e7\u00e3o entre jovens e pessoas de diferentes idades. Para ela, a preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio acontece por meio da integra\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias estrat\u00e9gias, passando pela conscientiza\u00e7\u00e3o, pelo acesso a cuidados de sa\u00fade mental, pelo acesso a redes de apoio (como a psicoterapia, o acompanhamento psiqui\u00e1trico e os canais de ajuda) e pelo fortalecimento de fatores protetivos (como rela\u00e7\u00f5es sociais significativas, sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento, estrat\u00e9gias de regula\u00e7\u00e3o emocional, cren\u00e7as religiosas, culturais ou morais que desencorajem o suic\u00eddio, entre outros).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto social, a psic\u00f3loga explica como amigos e familiares devem reagir quando algu\u00e9m manifesta pensamentos suicidas. \u201cEu diria que o primeiro passo \u00e9 escutar, mas n\u00e3o um escutar gen\u00e9rico. \u00c9 escutar realmente o que a pessoa diz, sem julgamento e sem buscar ter uma resposta. Escutar como quem quer realmente entender pelo que aquela pessoa est\u00e1 passando. Parece simples, mas \u00e9 uma tarefa complexa (principalmente quando se trata de pessoas pr\u00f3ximas).\u201d&nbsp; Para Clarice, nessas situa\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m \u00e9 importante tentar entender o n\u00edvel de risco da situa\u00e7\u00e3o e buscar ajuda profissional adequada, enfatizando que o apoio social e a interven\u00e7\u00e3o profissional s\u00e3o complementares.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir do momento em que abordamos a depress\u00e3o e o suic\u00eddio no mundo contempor\u00e2neo, as redes sociais precisam entrar em pauta. Para Clarice, as redes podem contribuir para tornar os jovens mais expostos ao sofrimento psicol\u00f3gico. \u201cA verdade \u00e9 que as redes sociais podem oferecer conex\u00e3o, suporte social, acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. Por outro lado, o que acontece, principalmente quando falamos de jovens, \u00e9 que as redes sociais t\u00eam substitu\u00eddo as conex\u00f5es reais, fazendo com que muitas pessoas se isolem cada vez mais no mundo virtual\u201d, pontua. Al\u00e9m disso, na vis\u00e3o da psic\u00f3loga, a compara\u00e7\u00e3o, a press\u00e3o est\u00e9tica, o sentimento de inadequa\u00e7\u00e3o e o cyberbullying s\u00e3o fatores de risco das redes sociais. Por\u00e9m, esses n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos problemas associados \u00e0s m\u00eddias digitais: \u201cPara uma pessoa jovem, com o c\u00e9rebro ainda em desenvolvimento, quest\u00f5es relacionadas \u00e0 recompensa imediata\/adiamento da recompensa s\u00e3o particularmente delicadas.\u201d Clarice afirma que o modo como as redes sociais s\u00e3o utilizadas \u00e9 determinante para dizer se o uso \u00e9 prejudicial ou n\u00e3o para a sa\u00fade mental dos jovens.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator que pode contribuir para a depress\u00e3o em pessoas jovens \u00e9 a vida universit\u00e1ria. Quando falamos em sofrimento emocional em universit\u00e1rios, Clarice acredita que a cobran\u00e7a por desempenho, o excesso de tarefas e a incerteza sobre o futuro profissional contribuem para isso, al\u00e9m das dificuldades financeiras. \u201cPara muitos jovens, acresce ainda o fato de terem que se mudar de cidade, de estarem afastados da sua rede de apoio, da necessidade de adapta\u00e7\u00e3o a uma nova rotina e a um novo lugar, da constru\u00e7\u00e3o de novos la\u00e7os sociais, etc.\u201d, esclarece. O c\u00e9rebro de uma pessoa jovem ainda est\u00e1 em desenvolvimento, e o processo de descobrir a pr\u00f3pria identidade e desenvolver autonomia pode representar uma demanda muito grande, como alerta a entrevistada. Portanto, Clarice considera que os estudantes s\u00e3o uma popula\u00e7\u00e3o particularmente vulner\u00e1vel a quest\u00f5es relacionadas \u00e0 sa\u00fade mental, o que torna de extrema import\u00e2ncia criar espa\u00e7os e estrat\u00e9gias que promovam o bem-estar psicol\u00f3gico, fortale\u00e7am os recursos de enfrentamento e facilitem o acesso ao apoio psicol\u00f3gico nesta popula\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando questionada sobre o tratamento multidisciplinar da depress\u00e3o, Clarice acredita que o acompanhamento psicol\u00f3gico, psiqui\u00e1trico e os cuidados com a rotina atuam em sinergia, de maneira complementar. Em uma analogia descrita pela psic\u00f3loga, \u00e9 como se a pessoa com depress\u00e3o estivesse usando \u00f3culos com lentes cinzas. O mundo continua tendo cores, mas, atrav\u00e9s daquelas lentes, a pessoa enxerga tudo de maneira acinzentada. \u201cUma situa\u00e7\u00e3o que, em outro momento ou para outra pessoa, pode ser interpretada como uma dificuldade passageira, pode, para uma pessoa com depress\u00e3o, ser interpretada como uma prova de que nada vai dar certo ou que as coisas nunca v\u00e3o melhorar\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o acompanhamento psicol\u00f3gico \u00e9 fundamental. Ele ajuda a pessoa a ter consci\u00eancia das suas lentes, ou seja, entender como a depress\u00e3o est\u00e1 influenciando seus pensamentos, emo\u00e7\u00f5es e comportamentos, al\u00e9m de desenvolver formas mais realistas e flex\u00edveis de perceber o mundo e lidar com ele. J\u00e1 o acompanhamento psiqui\u00e1trico vai avaliar a necessidade do tratamento medicamentoso, acompanhando os aspectos cl\u00ednicos relacionados ao quadro. Por fim, a rotina \u00e9 outro fator importante no tratamento da depress\u00e3o. Clarice alerta que \u201cos cuidados com a rotina, por sua vez, s\u00e3o muitas vezes menosprezados, mas tamb\u00e9m t\u00eam um papel importante. O sono adequado, a pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica, uma alimenta\u00e7\u00e3o balanceada, a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz solar e a manuten\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o fatores que fazem com que o nosso organismo funcione bem e, consequentemente, que haja regula\u00e7\u00e3o das nossas emo\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Todos esses cen\u00e1rios se encontram na preven\u00e7\u00e3o ao suic\u00eddio. Para Clarice, a preven\u00e7\u00e3o come\u00e7a pela constru\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es para que as pessoas tenham uma vida digna, um aspecto que recebe pouca aten\u00e7\u00e3o. \u201cAcredito que isto s\u00f3 pode ser feito de maneira integrada, envolvendo esfor\u00e7os da esfera p\u00fablica, dos profissionais da sa\u00fade, das institui\u00e7\u00f5es e de cada um de n\u00f3s enquanto sociedade, j\u00e1 que, mais uma vez, refor\u00e7o: todos n\u00f3s temos um papel a desempenhar no que diz respeito a isso.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Onde buscar ajuda<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O Centro de Valoriza\u00e7\u00e3o da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito, sigiloso e com atendimento 24 horas por dia, pelo telefone <strong>188<\/strong>. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel buscar atendimento por chat e e-mail pelo site do CVV.<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas em sofrimento psicol\u00f3gico tamb\u00e9m podem procurar atendimento em <strong>UBS, CAPS, UPAs, prontos-socorros e hospitais.<\/strong> Em situa\u00e7\u00f5es de urg\u00eancia ou risco imediato, o <strong>SAMU<\/strong> pode ser acionado pelo n\u00famero <strong>192.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Setembro Amarelo, a VAN traz uma mat\u00e9ria que aborda a import\u00e2ncia da sa\u00fade mental e da constru\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de di\u00e1logo e acolhimento. A psic\u00f3loga Clarice Campos explica por que \u00e9 fundamental retirar o tema do silenciamento e incentivar conversas abertas sobre sa\u00fade mental. Leia a mat\u00e9ria na \u00edntegra<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16583,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"class_list":["post-16582","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16582","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16582"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16582\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16587,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16582\/revisions\/16587"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16583"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16582"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16582"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16582"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}