{"id":16479,"date":"2026-08-04T18:00:00","date_gmt":"2026-08-04T21:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=16479"},"modified":"2026-07-15T08:55:35","modified_gmt":"2026-07-15T11:55:35","slug":"transito-caotico-vira-risco-diario","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/transito-caotico-vira-risco-diario\/","title":{"rendered":"Tr\u00e2nsito Ca\u00f3tico vira risco di\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\">Por <em>Larissa Dias Da Rocha<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-5-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16480\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-5-1024x768.jpeg 1024w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-5-300x225.jpeg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-5-768x576.jpeg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-5-1536x1152.jpeg 1536w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-5-200x150.jpeg 200w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-5.jpeg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tr\u00e2nsito na avenida Leite de Castro.  Foto: Larissa Rocha\u00a0<br><br>Sair de casa e chegar ao destino com tranquilidade tem sido cada vez mais dif\u00edcil para quem vive em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei. Entre congestionamentos, atrasos e situa\u00e7\u00f5es de risco, o tr\u00e2nsito da cidade deixou de ser apenas um inc\u00f4modo e passou a fazer parte das preocupa\u00e7\u00f5es di\u00e1rias dos motoristas.<br><br>Dados do Observat\u00f3rio de Seguran\u00e7a P\u00fablica de Minas Gerais demonstram\u00a0 cerca de 149 acidentes em 2026. Os tipos de ocorr\u00eancias mais registradas s\u00e3o colis\u00f5es entre ve\u00edculos,\u00a0 quedas de motociclistas , atropelamentos e choque contra obst\u00e1culos fixos .<br>Este n\u00famero acende o alerta para a seguran\u00e7a vi\u00e1ria no munic\u00edpio\u00a0<br><br>Al\u00e9m da quantidade de acidentes, motoristas tamb\u00e9m apontam que o tr\u00e2nsito tem se tornado cada vez mais lento e desorganizado, principalmente em hor\u00e1rios de pico.<br><br><strong>Pontos cr\u00edticos do tr\u00e2nsito<\/strong><br><br>A Avenida Leite de Castro \u00e9 uma das vias mais movimentadas da cidade, concentrando grande fluxo de ve\u00edculos. No entanto, ela n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica \u00e1rea afetada pelos problemas de tr\u00e2nsito. De acordo com M\u00e1rcia Hirata, professora de Arquitetura e Urbanismo ouvida pela reportagem, S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei enfrenta dificuldades estruturais antigas, agravadas pelo crescimento urbano desordenado e pela falta de planejamento eficaz.\u00a0<br>Esses problemas podem ser observados em pontos como o cruzamento do CTAN e o cruzamento da UPA, que tamb\u00e9m sofrem com intenso movimento de ve\u00edculos e conflitos no tr\u00e1fego.<br><br>\u201cS\u00e3o Jo\u00e3o \u00e9 uma cidade linear. Todas as pessoas v\u00e3o para o eixo principal, que pega a Avenida 31 de Mar\u00e7o. \u00c9 como se fosse uma espinha de peixe. Isso acaba gerando entroncamentos, como na Ponte do Bezerr\u00e3o e ali na linha do trem. &#8221; O pessoal n\u00e3o consegue desfazer esses impasses&#8221;, avalia a professora.<br><br>Ela tamb\u00e9m critica o excesso de ve\u00edculos e a falta de pol\u00edtica p\u00fablica para o transporte coletivo. \u201cO uso excessivo do autom\u00f3vel, a falta de uma pol\u00edtica p\u00fablica de transporte p\u00fablico e o incentivo ao uso do carro s\u00e3o problemas graves. Cada um tem um carro. Isso \u00e9 invi\u00e1vel para a mobilidade.\u201d Comenta\u00a0<br><br><strong>Fala dos trabalhadores do tr\u00e2nsito<\/strong><br><br>Quem vive na pele as dificuldades do tr\u00e2nsito s\u00e3o os profissionais que dependem das ruas para trabalhar. O mototaxista Ronald relata os preju\u00edzos causados pelos congestionamentos.<br><br>\u201c\u00c9 dif\u00edcil , trabalhamos dirigindo moto t\u00e1xi e sempre atrasamos. Por exemplo, voc\u00ea vai pegar uma pessoa em tal lugar, marca um hor\u00e1rio, mas o tr\u00e2nsito est\u00e1 ruim e n\u00e3o d\u00e1 para chegar na hora certa\u201d, afirma.<br><br>A situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m afeta outros trabalhadores que dependem da mobilidade urbana. Marcela comerciante da regi\u00e3o relata que os congestionamentos frequentes dificultam sua rotina de trabalho.<br>\u201cNos hor\u00e1rios de pico, o tr\u00e2nsito fica muito lento. Muitas vezes chego atrasada ao meu\u00a0 trabalho e meus funcion\u00e1rios tamb\u00e9m as vezes acabam chegando depois do hor\u00e1rio por causa do tr\u00e2nsito\u201d, comenta.<br>O cen\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 bom\u00a0 tamb\u00e9m para quem usa a bicicleta como meio de transporte. Marcelo um ciclista, que circula diariamente pelo bairro Matosinhos ao centro afirma que a falta de respeito no tr\u00e2nsito \u00e9 generalizada:<br><br>\u201cOs motoristas n\u00e3o respeitam nada , eu observo que nem d\u00e3o prefer\u00eancias para os pedestres atravessar.\u201d<br><br>A fala do ciclista ecoa a avalia\u00e7\u00e3o da professora de arquitetura , que tamb\u00e9m aponta a falta de seguran\u00e7a para quem anda a p\u00e9. \u201cAli na Ponte do Bezerr\u00e3o, \u00e9 horr\u00edvel para pedestres\u00a0 eles n\u00e3o conseguem atravessar direito. Os motoristas n\u00e3o respeitam. Mesmo na faixa, s\u00f3 em alguns lugares o pessoal para.\u201d afirma .<br><br><strong>Crescimento urbano e falta de planejamento<\/strong><br><br>A especialista explica que o crescimento urbano de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, baseado em loteamentos distantes e sem infraestrutura, for\u00e7a as pessoas a se deslocarem cada vez mais, geralmente de carro. \u201cEsses loteamentos novos n\u00e3o t\u00eam acesso ao transporte p\u00fablico.E as pessoas t\u00eam necessidade de se deslocar , e isso s\u00f3 facilita o transporte individual.\u201d\u00a0<br><br>Ela tamb\u00e9m aponta falhas no planejamento urbano. \u201cN\u00e3o \u00e9 que falte planejamento. Existe um planejamento ,o centro \u00e9 todo regrado pelo IPHAN, mas nas \u00e1reas distantes n\u00e3o h\u00e1 fiscaliza\u00e7\u00e3o. O planejamento p\u00fablico, de fato, n\u00e3o \u00e9 do interesse. Resolve-se na base do privil\u00e9gio e da desigualdade.\u201d<br><br><strong>Consequ\u00eancias para o futuro<\/strong><br><br>Se nada for feito, as consequ\u00eancias para a cidade podem ser graves. Alerta a professora M\u00e1rcia Hirata\u00a0 \u201cA tend\u00eancia \u00e9 piorar vai aumentar o n\u00famero de acidentes e a sa\u00fade das pessoas .\u201c<br><br>Ela defende medidas urgentes como a contrata\u00e7\u00e3o de uma engenharia de tr\u00e2nsito especializada, melhoria na sinaliza\u00e7\u00e3o, sem\u00e1foros bem ajustados e campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o tanto para moradores quanto para o crescente n\u00famero de turistas que visitam a cidade.<br><br>\u201cO que a gente v\u00ea nessa gest\u00e3o \u00e9 mais incentivo \u00e0 cultura. Os turistas aumentaram muito, mas eles n\u00e3o sabem dirigir na cidade. Isso aumenta a situa\u00e7\u00e3o de risco. \u00c9 preciso pensar em pol\u00edticas p\u00fablicas municipais, estaduais e federais. E seguir os planos de mobilidade que j\u00e1 existem, mas que n\u00e3o s\u00e3o colocados em pr\u00e1tica.\u201d diz .<br><br>Enquanto isso, pedestres, ciclistas e motoristas seguem dividindo o mesmo espa\u00e7o , cada vez mais tenso e perigoso\u00a0 nas ruas da cidade hist\u00f3ricas de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei.<br><\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tr\u00e2nsito de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei tem se tornado um desafio cada vez maior para motoristas e pedestres. Entre congestionamentos, atrasos e problemas de mobilidade, a realidade nas ruas da cidade levanta questionamentos sobre infraestrutura e planejamento. Confira a mat\u00e9ria completa.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16480,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-16479","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidade"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16479","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16479"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16479\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16481,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16479\/revisions\/16481"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16480"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16479"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16479"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16479"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}