{"id":16443,"date":"2026-07-03T18:00:00","date_gmt":"2026-07-03T21:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=16443"},"modified":"2026-07-06T08:35:29","modified_gmt":"2026-07-06T11:35:29","slug":"alem-de-um-corpo-de-agua-doce-entrevista-com-priscila-faria","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/alem-de-um-corpo-de-agua-doce-entrevista-com-priscila-faria\/","title":{"rendered":"\u201cAl\u00e9m de um corpo de \u00e1gua doce\u201d: entrevista com Priscila Faria"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\">Por Alessandra Silva, Isabella Silva e Giovana Alves<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Revisado por L\u00eddia Oliveira<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-2-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-16444\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-2-1024x576.png 1024w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-2-300x169.png 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-2-768x432.png 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-2.png 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Priscila Lima dando entrevista para a VAN. <br>Foto: Alessandra Silva<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Em um mundo onde as telas atraem a aten\u00e7\u00e3o dos jovens, isolando-os da realidade, encontrar o apego ao f\u00edsico se tornou um ato de resist\u00eancia. Sob essa premissa, tecida em uma poesia sens\u00edvel, a autora Priscila Faria constr\u00f3i nas p\u00e1ginas de seu novo livro, \u201cNesse corpo de \u00e1gua doce\u201d, sua viv\u00eancia atrav\u00e9s de palavras.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo gosto pela escrita desde a inf\u00e2ncia, Priscila declara que a profundidade po\u00e9tica surgiu apenas durante sua gradua\u00e7\u00e3o. No entanto, conforme a vida acontecia, a pr\u00e1tica deixou de receber sua aten\u00e7\u00e3o, colaborando at\u00e9 mesmo para o fim de um blog de sua autoria. Graduada em licenciatura, ela n\u00e3o deixou de ter contato com as letras, mas foi apenas entre o final de 2023 e o in\u00edcio de 2024 que surgiu a necessidade de olhar novamente para aquela parte guardada de si e lhe dar vaz\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Aproveitando-se do alcance das redes sociais, a professora criou o perfil no Instagram \u201c@prilirismo\u201d. Ali, passou a publicar suas poesias, alcan\u00e7ando engajamento suficiente para come\u00e7ar a planejar a publica\u00e7\u00e3o de um livro. Em janeiro de 2026, Priscila finalmente reuniu textos originais para costurar sua primeira obra. \u201cNesse corpo de \u00e1gua doce\u201d aborda tem\u00e1ticas de persist\u00eancia em tom de den\u00fancia e resili\u00eancia perante as viol\u00eancias, as descobertas e as adversidades do universo feminino. Coincidentemente, a \u00e1gua \u00e9 um elemento presente em cada poema, trazendo os diversos movimentos que marcam a transi\u00e7\u00e3o e a narrativa de uma menina que se torna mulher, dando origem, assim, ao t\u00edtulo da obra.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Priscila, conciliar a jornada de professora com a jornada de escrever um livro de poemas com viv\u00eancias t\u00e3o pessoais e, ao mesmo tempo, t\u00e3o identific\u00e1veis, n\u00e3o foi nada f\u00e1cil. Al\u00e9m da vida dentro do trabalho, existiu tamb\u00e9m a vida de m\u00e3e e de quem estava em um movimento de querer organizar e publicar o livro. \u201cUm dos fatores, al\u00e9m da autossabotagem, foi sobretudo a quest\u00e3o de tempo mesmo. Esse cansa\u00e7o da rotina, de conciliar todas as quest\u00f5es, e de bancar isso, falando \u2018n\u00e3o, espera a\u00ed, \u00e9 um sonho e eu me autorizo. Vou me permitir gastar esse tempo\u2019, que nas f\u00e9rias eu pude ter\u201d, explicou a escritora. Foi durante as f\u00e9rias de janeiro que ela pode se dedicar a mergulhar dentro de casa para escrever e editar a ordem dos poemas. A escrita dos poemas demandava um menor tempo para virem \u00e0 superf\u00edcie, ent\u00e3o a autora muitas vezes escrevia, fosse no celular ou em papel, as ideias que surgiam, o que facilitava a produ\u00e7\u00e3o e essa concilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 maternidade contribuir para moldar a vis\u00e3o da poesia feminista no cen\u00e1rio atual, Priscila diz que ser m\u00e3e fortaleceu isso, mas j\u00e1 era uma vis\u00e3o existente. Alguns dos poemas contidos no livro j\u00e1 estavam separados h\u00e1 mais de 10 anos. \u201cMuito antes dessa exist\u00eancia da maternidade, da minha rela\u00e7\u00e3o com esse corpo que gesta e lida com essas quest\u00f5es, e sendo m\u00e3e de uma menina, algo que influencia muito nessa quest\u00e3o de feminismo, j\u00e1 existia\u201d, comentou. Como professora de ensino m\u00e9dio, h\u00e1 uma ambival\u00eancia na vis\u00e3o, mista entre esperan\u00e7a e certo temor, ainda mais com o aumento de meninos sendo influenciados pelos grupos <em>incel<\/em> e <em>redpill <\/em>na internet. Por outro lado, \u00e9 poss\u00edvel ver que, em principal meninas, os estudantes est\u00e3o mais engajados e atentos. Conforme Priscila explica, \u201ca literatura, durante muito tempo, n\u00e3o teve espa\u00e7o para que essas quest\u00f5es aparecessem. Ent\u00e3o, quando come\u00e7amos a ter esse espa\u00e7o, \u00e9 um movimento natural que haja interesse. Mas \u00e9 uma resist\u00eancia, visto os \u00edndices absurdos de viol\u00eancia que seguem\u201d.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-3-576x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-16445\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-3-576x1024.png 576w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-3-169x300.png 169w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-3.png 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Escritora Priscila Faria conversando sobre seu processo criativo na escrita. Foto: Alessandra Silva<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u00c9 algo que reflete tamb\u00e9m no mercado de trabalho, como \u00e9 dito por ela ao responder sobre quais s\u00e3o os maiores desafios enfrentados por ela ao ser uma mulher que escreve poesia combativa em um mercado que privilegia h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es as vozes masculinas. \u201cMe veio um receio do livro ser visto s\u00f3 como relato pessoal, ou reduzido a um discurso panflet\u00e1rio ou n\u00e3o ser visto como literatura pelos temas que partem, muitos deles, dessa viv\u00eancia \u00edntima e tamb\u00e9m do meu olhar sobre o que est\u00e1 acontecendo\u201d, diz a poetisa. Priscila v\u00ea, com a mesma esperan\u00e7a, uma mudan\u00e7a significativa em como, apesar da grande maioria dos escritores serem homens, est\u00e1 surgindo um espa\u00e7o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A escritora ressalta que \u201cpor isso \u00e9 importante bater o p\u00e9 e continuar fazendo, pois a condi\u00e7\u00e3o humana \u00e9 o tema da arte e da literatura. E, durante muito tempo, foi a condi\u00e7\u00e3o masculina, o seu olhar, o seu entendimento das coisas, do casamento, da guerra, da economia, que era visto como um olhar universal. E a gente ficou delegada ao movimento de n\u00e3o poder falar, e quando falamos, nos segregaram ao campo da cozinha tamb\u00e9m. Hoje falam \u2018ah, isso aqui \u00e9 tema de mulher, \u00e9 leitura de mulher.\u2019 \u00c9 literatura feminina n\u00e3o no sentido bom, mas no sentido reducionista. \u00c9 imposs\u00edvel falar sobre esses temas sem ser com esse olhar e esse corpo que tenho. Como eu n\u00e3o vou falar das coisas do mundo a partir desse corpo que vivo? Um homem que vai pra guerra escreve um texto sobre essa experi\u00eancia. Ent\u00e3o temos que ter tamb\u00e9m essa voz e buscar essa liberdade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O recebimento do livro entra para essa mudan\u00e7a positiva, embora n\u00e3o linear, da literatura feminina. Ao continuar explicando sobre suas dificuldades e receios, Priscila menciona que \u201cal\u00e9m de uma recep\u00e7\u00e3o legal, o livro tem sido bem movimentado. Mas sei que ele pode encontrar esses muros e arestas, que talvez pudesse ser outro movimento se fosse de temas mais confort\u00e1veis, porque n\u00e3o \u00e9 um livro doce. O primeiro poema, o \u00faltimo escrito para o livro inclusive, chega com uma pedrada. Ele d\u00e1 um choque ao falar de temas t\u00e3o delicados que a sociedade n\u00e3o quer falar sobre. De viol\u00eancia, de abuso sexual, infantil ou com adultas, toda essa carga mesmo que vivenciamos, repress\u00f5es religiosas e familiares. S\u00e3o temas porosos. Mas acho que estamos em um bom caminho de, pelo menos, poder resistir e poder bancar\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Relembrando que S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei ainda \u00e9, infelizmente, uma cidade muito conservadora, a escritora discute se \u00e9 poss\u00edvel ver a aceita\u00e7\u00e3o do livro tamb\u00e9m por parte do p\u00fablico local. Para Priscila, sim. \u201cA maioria \u00e9 mulher. Al\u00e9m das quest\u00f5es de conservadorismo, essa unifica\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel de ser feita pelas tem\u00e1ticas. Talvez isso gere identifica\u00e7\u00e3o. Mas tive medo, principalmente por ser professora de escola p\u00fablica e de adolescentes\u201d. Na experi\u00eancia como professora, relata, uma aluna mostrou que leu e achou uma leitura pesada, mas tamb\u00e9m teve uma aceita\u00e7\u00e3o que surpreendeu a autora. Os livros enviados pela editora esgotaram, e, mesmo com a bolha de conhecidos dela indo prestigiar o trabalho, teve um p\u00fablico significativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa identifica\u00e7\u00e3o j\u00e1 se inicia no processo de escrita. Ao discorrer sobre quais vozes femininas a inspiram, Priscila responde que todo mundo. \u201cVoc\u00ea, minha aluna, a menina que saiu no jornal, minhas amigas, minha m\u00e3e, minhas av\u00f3s, minha irm\u00e3. \u00c9 absurdo porque a gente passa pela vida tendo uma cole\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, de viol\u00eancias e de coisas pesadas. Ent\u00e3o, achar uma inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 muito f\u00e1cil\u201d. Para a poetisa, basta olhar para o lado. Est\u00e1 no nosso cotidiano. Na literatura contempor\u00e2nea, a escritora tamb\u00e9m encontra inspira\u00e7\u00f5es, no entanto, \u00e9 essa abrang\u00eancia encontrada no ato de olhar para o lado que impacta ainda mais. Abra\u00e7a e humaniza a escrita, conforme afirma a autora.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; Ainda sobre esse tema, Priscila pontua como est\u00e1 sendo a experi\u00eancia de impactar com a escrita as mulheres, sejam m\u00e3es adultas ou garotas mais novas. N\u00e3o havia, por parte da autora, essa pretens\u00e3o de impactar especialmente mulheres: \u201csobretudo, a pretens\u00e3o era impactar homens e a sociedade em um geral. Imaginei que ia ecoar mais profundamente em mulheres e at\u00e9 em lugares de dor e de gatilho, mas me surpreendeu que, para muitas, tamb\u00e9m impactou nesse lugar de fortalecimento\u201d. O processo de publicar tamb\u00e9m gerou em Priscila uma motiva\u00e7\u00e3o para continuar: \u201c\u00e9 um cansa\u00e7o isso de publicar livro, requer muita dedica\u00e7\u00e3o, ainda mais para escritor independente. Mas, passada toda essa adrenalina do lan\u00e7amento, vejo que impactou a minha escrita como um convite maior\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A educadora reflete sobre como a sociedade quer que mulheres duvidem de sua capacidade e como isso a afetou. Mestranda em Letras, Priscila teve um contato maior com a cr\u00edtica liter\u00e1ria: \u201cachava que ali talvez n\u00e3o me coubesse. E tinha delegado muito da minha produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria para um lugar terap\u00eautico e \u00edntimo. Ter passado por esse processo de publica\u00e7\u00e3o trouxe um maior incentivo. Na vida pessoal, a cada leitor que comenta, o livro vira outra coisa e eu viro outra pessoa. O texto ganha um corpo e eu aprendo com aquela leitura\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Acerca da vida como professora, \u00e9 perguntado sobre como ela enxerga hoje a gera\u00e7\u00e3o que ensina. Ainda mais se h\u00e1 esse consumo de literatura por parte das meninas, al\u00e9m do citado. Ao ver da escritora, existe sim o interesse, apesar de pouco. \u201c\u00c9 n\u00edtido que a maioria dos leitores em sala de aula s\u00e3o as garotas, s\u00e3o poucos os meninos que vejo lendo\u201d, comenta. \u201c\u00c9 tamb\u00e9m devido a uma escassez de material mesmo. Na escola p\u00fablica, n\u00e3o se pode exigir que o aluno compre os livros, e a biblioteca n\u00e3o tem exemplares para todos. De novo entra o legal da poesia, do conto, da cr\u00f4nica, da letra de m\u00fasica. A gente consegue trazer isso de forma democr\u00e1tica e mais acess\u00edvel\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse olhar esperan\u00e7oso, justo e feminino para o presente que molda o futuro, Priscila traz um rio de falas importantes sobre feminismo, poesia, viv\u00eancias femininas e resist\u00eancia dentro de cada ambiente em que vivemos, destacando como \u00e9 preciso olhar para o lado e enxergar de verdade. Ainda neste m\u00eas, do dia 22 a 26, ela estar\u00e1 na mesa 5 da Flip &#8211; Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty &#8211; participando da programa\u00e7\u00e3o e autografando seu livro \u201cNesse Corpo de \u00c1gua Doce\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outros poemas podem ser lidos em seu Instagram, o @prilirismo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escritora Priscila Faria fala sobre seu livro Nesse Corpo de \u00c1gua Doce, obra que re\u00fane poemas inspirados em viv\u00eancias femininas. Em entrevista, ela aborda o processo de cria\u00e7\u00e3o, os desafios da publica\u00e7\u00e3o e o papel da literatura como forma de resist\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16444,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-16443","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16443","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16443"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16443\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16449,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16443\/revisions\/16449"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16444"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16443"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16443"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16443"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}