{"id":16312,"date":"2026-05-25T17:36:30","date_gmt":"2026-05-25T20:36:30","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=16312"},"modified":"2026-05-25T17:36:32","modified_gmt":"2026-05-25T20:36:32","slug":"violencia-contra-a-mulher-avanca-tambem-no-ambiente-digital","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/violencia-contra-a-mulher-avanca-tambem-no-ambiente-digital\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia contra a mulher avan\u00e7a tamb\u00e9m no ambiente digital\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Ana Clara Reis, Danielle Medeiros, Lucas Sim\u00f5es e Rafaela Nery<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de avan\u00e7os legais, como a Lei Maria da Penha, as mulheres ainda permanecem expostas a m\u00faltiplas formas de viol\u00eancia. No Brasil, os dados mais recentes refor\u00e7am a gravidade do problema. Segundo o Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica 2025, o pa\u00eds registrou 1.467 feminic\u00eddios em 2024, al\u00e9m de mais de 83 mil casos de estupro. Os n\u00fameros evidenciam que a viol\u00eancia de g\u00eanero segue estrutural e persistente, ao mesmo tempo em que se adapta \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es sociais e tecnol\u00f3gicas.<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"542\" height=\"371\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-13.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-16313\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-13.png 542w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-13-300x205.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Gr\u00e1fico 48 \u2014<\/strong> <strong>Participa\u00e7\u00e3o feminina e masculina na autoria de mortes violentas intencionais (MVI) e feminic\u00eddios no Brasil em 2024.<em> Fonte: Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica 2025<\/em><\/strong><br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Viol\u00eancia digital amplia o alcance das agress\u00f5es&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Esse cen\u00e1rio preocupa especialistas, sobretudo pela mudan\u00e7a nas formas de agress\u00e3o. Para al\u00e9m da viol\u00eancia f\u00edsica, psicol\u00f3gica e patrimonial, cresce o n\u00famero de casos mediados por tecnologias. Pr\u00e1ticas como persegui\u00e7\u00e3o virtual, divulga\u00e7\u00e3o de imagens \u00edntimas sem consentimento, monitoramento de redes sociais e amea\u00e7as online t\u00eam se tornado mais frequentes, ampliando o alcance da viol\u00eancia e mantendo a v\u00edtima sob constante exposi\u00e7\u00e3o, mesmo \u00e0 dist\u00e2ncia. A exig\u00eancia de senhas de redes sociais, o monitoramento de mensagens, a invas\u00e3o de privacidade e as amea\u00e7as virtuais passam a ser sinais deste tipo de viol\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A dificuldade de denunciar e romper o ciclo da viol\u00eancia&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Raphaella Abreu, 25 anos, advogada e presidente da Comiss\u00e3o das Mulheres da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subse\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, decidiu atuar na defesa das mulheres ap\u00f3s presenciar de perto o sofrimento de v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Segundo ela, al\u00e9m da depend\u00eancia financeira, a aus\u00eancia de redes de apoio eficientes est\u00e1 entre os principais fatores que dificultam a den\u00fancia e o rompimento do ciclo de viol\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada tamb\u00e9m detalha os cinco tipos de viol\u00eancia previstos na Lei Maria da Penha. A viol\u00eancia f\u00edsica, considerada a mais percept\u00edvel, envolve agress\u00f5es e danos ao corpo; a psicol\u00f3gica inclui amea\u00e7as, manipula\u00e7\u00e3o, humilha\u00e7\u00f5es e chantagens que afetam o emocional da v\u00edtima; a sexual \u00e9 caracterizada pela imposi\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es sem consentimento, inclusive dentro de relacionamentos, al\u00e9m de pr\u00e1ticas como impedir o uso de m\u00e9todos contraceptivos; a moral ocorre por meio de ofensas, difama\u00e7\u00f5es e tentativas de manchar a reputa\u00e7\u00e3o da mulher; e a patrimonial, que, segundo Raphaella, ainda recebe pouca visibilidade.\u00a0<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"817\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-15-817x1024.png\" alt=\"Apesar de avan\u00e7os legais, como a Lei Maria da Penha, as mulheres ainda permanecem expostas a m\u00faltiplas formas de viol\u00eancia. No Brasil, os dados mais recentes refor\u00e7am a gravidade do problema. Leia mais informa\u00e7\u00f5es na mat\u00e9ria:\" class=\"wp-image-16317\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-15-817x1024.png 817w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-15-239x300.png 239w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-15-768x962.png 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-15.png 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 817px) 100vw, 817px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Raphaella durante palestra sobre os \u201cDireitos da mulher v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica&#8221;. Foto: <em>Reprodu\u00e7\u00e3o Instagram | @raphaellaabreuadv<\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Sobre a viol\u00eancia patrimonial, a advogada chama aten\u00e7\u00e3o para situa\u00e7\u00f5es em que o agressor controla os bens e a vida financeira da v\u00edtima, limitando o acesso ao dinheiro, controlando gastos, retendo documentos ou impedindo sua autonomia financeira. Ela destaca que esse tipo de abuso afeta mulheres de todas as classes sociais, desde aquelas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade econ\u00f4mica at\u00e9 mulheres independentes financeiramente e em posi\u00e7\u00f5es de destaque profissional.<\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"568\" height=\"356\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-14.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-16316\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-14.png 568w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-14-300x188.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 568px) 100vw, 568px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Gr\u00e1fico 47 \u2014<\/strong> <strong>Rela\u00e7\u00e3o entre v\u00edtimas e autores de feminic\u00eddios no Brasil em 2024.<em>Fonte: Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica 2025.<\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Iniciativas de apoio \u00e0s mulheres em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, iniciativas buscam enfrentar o problema de forma integrada. O projeto Elas por Elas, criado por antigas presidentes da Comiss\u00e3o das Mulheres Advogadas da OAB S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, oferece orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica gratuita em diferentes \u00e1reas, como previdenci\u00e1rio, direito trabalhista, familiar e tamb\u00e9m em casos de viol\u00eancia contra a mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o acontece quinzenalmente em bairros mais vulner\u00e1veis da cidade, tornando o suporte jur\u00eddico mais acess\u00edvel a mulheres em situa\u00e7\u00e3o de fragilidade. Raphaella destaca tamb\u00e9m a parceria com o Tribunal de Justi\u00e7a, por interm\u00e9dio do Centro de Concilia\u00e7\u00e3o e Media\u00e7\u00e3o (CEJUSC), que concede a realiza\u00e7\u00e3o de media\u00e7\u00f5es de casos como div\u00f3rcio e pens\u00e3o diretamente nos bairros, com homologa\u00e7\u00e3o judicial, sem a necessidade de contrata\u00e7\u00e3o de advogado ou atua\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto<\/strong><strong><em> Elas por Elas,<\/em><\/strong><strong> promovido pela Comiss\u00e3o das Mulheres Advogadas da 37\u00aa Subse\u00e7\u00e3o da OAB\/MG. <\/strong><strong><em>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Instagram | @raphaellaabreuadv<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O caso Marluce Guimar\u00e3es&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A doutora explica que S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei est\u00e1 em processo de oficializa\u00e7\u00e3o do N\u00facleo Intersetorial de Combate \u00e0s Viol\u00eancias, uma iniciativa in\u00e9dita no munic\u00edpio que j\u00e1 atua de forma integrada. O grupo re\u00fane representantes de diferentes institui\u00e7\u00f5es, como Sa\u00fade, Assist\u00eancia Social, Educa\u00e7\u00e3o, OAB, Defensoria P\u00fablica, Minist\u00e9rio P\u00fablico e for\u00e7as de seguran\u00e7a, com o objetivo de fortalecer o combate \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres. Segundo Raphaella, a proposta \u00e9 promover a\u00e7\u00f5es conjuntas, di\u00e1logo permanente e estrat\u00e9gias compartilhadas para tornar o atendimento \u00e0s v\u00edtimas mais eficiente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos casos de maior repercuss\u00e3o na regi\u00e3o foi o de Marluce Guimar\u00e3es, de 30 anos, natural de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, que sofreu uma tentativa de feminic\u00eddio cometida pelo ex-namorado. O epis\u00f3dio aconteceu durante uma ida do casal a um motel da cidade, onde uma discuss\u00e3o evoluiu para uma agress\u00e3o brutal. Segundo Marluce, o agressor a atacou com golpes de capacete, fazendo com que ela desmaiasse. Mesmo desacordada, ela continuou sendo agredida, o que a deixou em estado grave.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a agress\u00e3o no motel, foram as funcion\u00e1rias do estabelecimento que ouviram os pedidos de socorro e acionaram ajuda. Marluce ficou em coma, passou por cirurgias e s\u00f3 compreendeu a gravidade do ocorrido dias depois<\/p>\n\n\n\n<p>Ela conta que aquela n\u00e3o havia sido a primeira situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia vivida durante o relacionamento. Antes do epis\u00f3dio quase ter tirado sua vida, ela j\u00e1 havia sofrido outras agress\u00f5es f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas. \u201cEle me bateu no come\u00e7o do ano passado, no in\u00edcio da nossa rela\u00e7\u00e3o. Fez uma vez, fez a segunda e agora fez a terceira, que foi quando ele quase me matou\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das agress\u00f5es f\u00edsicas, a v\u00edtima conta que convivia constantemente com comportamentos agressivos, ci\u00fames excessivos, manipula\u00e7\u00e3o emocional e press\u00e3o psicol\u00f3gica, fatores que a colocavam em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade dentro da rela\u00e7\u00e3o. \u201cEle sempre tinha um argumento mais alto, num patamar mais alto que o meu\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o epis\u00f3dio, Marluce permaneceu internada por cerca de dois meses e chegou a ser transferida para atendimento especializado com suspeita de traumatismo craniano. Atualmente, ainda enfrenta consequ\u00eancias f\u00edsicas e emocionais da viol\u00eancia, incluindo dificuldades para caminhar e traumas psicol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das consequ\u00eancias f\u00edsicas, Marluce tamb\u00e9m relata os impactos emocionais e sociais deixados pela viol\u00eancia. Segundo ela, o per\u00edodo ap\u00f3s a agress\u00e3o tem sido marcado por traumas, inseguran\u00e7a e dificuldades no conv\u00edvio social. \u201c\u00c9 muito dif\u00edcil na rua. As pessoas olham, comentam, fofocam\u2026 isso me incomoda muito\u201d, desabafa.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto aguarda o julgamento do agressor, Marluce utiliza sua hist\u00f3ria como forma de alertar outras mulheres sobre os sinais da viol\u00eancia dentro de relacionamentos. Para ela, o medo ainda impede muitas v\u00edtimas de denunciarem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o tenha medo de falar com algu\u00e9m. Nem que n\u00e3o consiga falar com a pol\u00edcia naquele momento, fale com algu\u00e9m de confian\u00e7a. Quando a mulher v\u00ea que tem algo errado, precisa procurar ajuda\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o como formas de enfrentamento&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A m\u00e9dica de fam\u00edlia e comunidade e docente do setor de Medicina da Universidade Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, Tatiana Miranda, destaca que, apesar dos avan\u00e7os conquistados nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a viol\u00eancia contra a mulher ainda est\u00e1 profundamente enraizada na estrutura social brasileira. \u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel negar que houve avan\u00e7os. Eu acho que n\u00e3o podemos esquecer o esfor\u00e7o o quanto essas mulheres lutaram para que a gente estivesse aqui\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, compreender o problema passa por reconhecer que a viol\u00eancia de g\u00eanero n\u00e3o se limita a epis\u00f3dios isolados, mas est\u00e1 ligada a quest\u00f5es hist\u00f3ricas e culturais. \u201cNossa sociedade \u00e9 estruturada pelo machismo, pelo patriarcado e pelo racismo\u201d, ressalta. Para a especialista, essas estruturas ajudam a perpetuar diferentes formas de viol\u00eancia, inclusive aquelas que hoje se manifestam no ambiente digital.<\/p>\n\n\n\n<p>Tatiana tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o no enfrentamento do problema. Ela lembra que a Lei Maria da Penha representou um marco ao ampliar o entendimento sobre os diversos tipos de agress\u00e3o sofridos pelas mulheres. \u201cHoje em dia n\u00f3s temos a Lei Maria da Penha, mesmo n\u00e3o sendo perfeita nos ajudou a nomear as viol\u00eancias. Dentro da lei tem a parte sobre a import\u00e2ncia dos processos educacionais e isso \u00e9 algo necess\u00e1rio para rela\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a docente, o combate \u00e0 viol\u00eancia exige n\u00e3o apenas mecanismos de puni\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m a\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas de conscientiza\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o, capazes de transformar comportamentos e impedir que pr\u00e1ticas abusivas sejam naturalizadas, inclusive nas rela\u00e7\u00f5es mediadas pelas redes sociais e pelas tecnologias digitais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um cen\u00e1rio em que a viol\u00eancia contra a mulher ultrapassa as barreiras f\u00edsicas e se expande para o ambiente digital, o enfrentamento do problema exige respostas que acompanhem essa transforma\u00e7\u00e3o. Mais do que ampliar leis e puni\u00e7\u00f5es, especialistas apontam para a necessidade de fortalecer redes de apoio, investir em educa\u00e7\u00e3o digital e ampliar o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, para que v\u00edtimas consigam reconhecer e denunciar essas novas formas de agress\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A viol\u00eancia tamb\u00e9m opera por tr\u00e1s das telas<\/strong>&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Diante de um fen\u00f4meno que se adapta \u00e0s tecnologias e se infiltra no cotidiano, o desafio n\u00e3o est\u00e1 apenas em combater a viol\u00eancia, mas em torn\u00e1-la vis\u00edvel em todas as suas formas. Afinal, quando n\u00e3o \u00e9 reconhecida, a viol\u00eancia continua operando, tamb\u00e9m por tr\u00e1s das telas.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ana Clara Reis, Danielle Medeiros, Lucas Sim\u00f5es e Rafaela Nery Apesar de avan\u00e7os legais, como a Lei Maria da Penha, as mulheres ainda permanecem expostas a m\u00faltiplas formas de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16317,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[822,797,1],"tags":[],"class_list":["post-16312","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunidade","category-denuncia","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16312","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16312"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16312\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16318,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16312\/revisions\/16318"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16317"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16312"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16312"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16312"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}