{"id":15375,"date":"2025-08-13T11:55:00","date_gmt":"2025-08-13T14:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=15375"},"modified":"2025-08-16T14:59:55","modified_gmt":"2025-08-16T17:59:55","slug":"ods-5-a-luta-pela-igualdade-salarial-entre-generos-em-sao-joao-del-rei","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/ods-5-a-luta-pela-igualdade-salarial-entre-generos-em-sao-joao-del-rei\/","title":{"rendered":"ODS 5: A luta pela igualdade salarial entre g\u00eaneros em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\">Por <em>Artur Coan, Gabrielli Caldeira, Lucas Sim\u00f5es, Rafaela Tarsitani Reis e Rafaela Nery&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-left\"><strong><em>Apesar dos avan\u00e7os no mercado de trabalho, mulheres em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei ainda sofrem com a desigualdade salarial, desafiando as metas da Agenda 2030<\/em><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">As metas globais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS), plano de a\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), destacam um conjunto de indicadores como marcos internacionais espec\u00edficos da luta pela igualdade de g\u00eanero. O Brasil, apesar dos esfor\u00e7os direcionados a esta quest\u00e3o social, permanece com dificuldades no acompanhamento das diretrizes estipuladas pelo ODS 5, conforme exp\u00f5e uma breve apura\u00e7\u00e3o de dados oficiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo n\u00fameros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), de 2023, as trabalhadoras brasileiras recebem, em m\u00e9dia, 78% do sal\u00e1rio dos homens, mesmo quando possuem escolaridade igual ou superior. Em Minas Gerais, essa diferen\u00e7a se mant\u00e9m pr\u00f3xima, com mulheres ganhando cerca de 22% a menos, segundo levantamento do Dieese. Em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, apesar do avan\u00e7o das mulheres no mercado de trabalho local, a disparidade salarial persiste de forma velada, revelando a aus\u00eancia de mudan\u00e7as estruturais efetivas para garantir a igualdade salarial entre g\u00eaneros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o, munic\u00edpios vizinhos apresentam din\u00e2micas distintas: em Nazareno, houve melhora no indicador desde 2018, atingindo um pico em 2020, mas com uma leve queda e estabiliza\u00e7\u00e3o em 2022, demonstrando esfor\u00e7o para redu\u00e7\u00e3o da desigualdade, ainda que insuficiente. J\u00e1 em Rit\u00e1polis, observa-se uma queda significativa entre 2020 e 2022, com a propor\u00e7\u00e3o salarial feminina caindo de 93% para cerca de 84% do sal\u00e1rio dos homens, impactada por fatores como a pandemia, a redu\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o feminina no mercado formal e a segmenta\u00e7\u00e3o ocupacional de g\u00eanero.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Essa realidade atual desafia o objetivo central da ODS 5, que busca eliminar as desigualdades de g\u00eanero at\u00e9 2030. A igualdade de g\u00eanero n\u00e3o \u00e9 apenas um direito humano fundamental, mas a base necess\u00e1ria para a constru\u00e7\u00e3o de um mundo pac\u00edfico, pr\u00f3spero e sustent\u00e1vel. O esfor\u00e7o de alcance da meta em quest\u00e3o \u00e9 transversal \u00e0 toda Agenda 2030 e reflete a crescente evid\u00eancia de que a igualdade de g\u00eanero tem efeitos multiplicadores no desenvolvimento sustent\u00e1vel. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel visam intensificar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida a mulheres e meninas, n\u00e3o apenas nas \u00e1reas de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e trabalho, mas especialmente no combate \u00e0s discrimina\u00e7\u00f5es e viol\u00eancias baseadas no g\u00eanero e na promo\u00e7\u00e3o do empoderamento feminino, por meio da participa\u00e7\u00e3o em diversas \u00e1reas de tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"875\" height=\"485\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IGUALDADE-GENERO-ODS-5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15377\" style=\"width:671px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IGUALDADE-GENERO-ODS-5.jpg 875w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IGUALDADE-GENERO-ODS-5-300x166.jpg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IGUALDADE-GENERO-ODS-5-768x426.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 875px) 100vw, 875px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Ag\u00eancia IBGE<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Camila Sarto, formada em Recursos Humanos pelo Centro Universit\u00e1rio de Varginha (UNIS), comenta que a desigualdade salarial entre homens e mulheres se manifesta de forma setorial, refletindo uma tend\u00eancia que acompanha o cen\u00e1rio nacional. \u201cA desigualdade salarial aparece muito em \u00e1reas como, constru\u00e7\u00e3o e tecnologia, onde ainda a quantidade de homens \u00e9 mais evidente. Mas at\u00e9 em \u00e1reas administrativas e no com\u00e9rcio, onde tem bastante mulher, a diferen\u00e7a salarial ainda existe\u201d, afirmou a especialista. Dados do IBGE indicam que, no Brasil, mulheres recebem em m\u00e9dia cerca de 20% a menos que homens, mesmo quando exercem fun\u00e7\u00f5es semelhantes. Em setores como com\u00e9rcio e administra\u00e7\u00e3o, que possuem maior presen\u00e7a feminina, a diferen\u00e7a salarial tamb\u00e9m \u00e9 not\u00f3ria: pesquisas apontam que mulheres chegam a ganhar, em m\u00e9dia, 15% menos que seus colegas homens nessas \u00e1reas. Essa desigualdade transversal mostra que, independentemente do setor, as mulheres s\u00e3o remuneradas de forma inferior, apontando para barreiras estruturais e culturais que dificultam a equipara\u00e7\u00e3o salarial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, ainda que faltem dados locais espec\u00edficos, relatos de profissionais indicam que esse padr\u00e3o \u00e9 percebido em diferentes segmentos econ\u00f4micos, desde o trabalho formal at\u00e9 a informalidade, onde a vulnerabilidade das mulheres se acentua.Vanderleia Rodrigues, fiscal de contrato administrativo na assist\u00eancia social em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, acredita no protagonismo feminino na sociedade e destaca os projetos como Centro de Refer\u00eancia de Assist\u00eancia Social (CRAS) na participa\u00e7\u00e3o da mulher tanto socialmente quanto no mercado de trabalho. \u201cEu trago a import\u00e2ncia dos programas socioassistenciais como servi\u00e7o de conviv\u00eancia e fortalecimento de v\u00ednculo, que \u00e9 um trabalho feito pela assist\u00eancia social, que traz a popula\u00e7\u00e3o e mostra e ensina que elas podem ser emancipadas Elas podem ser protagonistas ali do seu meio.\u201d, afirma. No \u00e2mbito da assist\u00eancia social na cidade, as an\u00e1lises t\u00eam visto pontos positivos, com v\u00e1rias mulheres conseguindo participar e destacar nos projetos que s\u00e3o criados. \u201cMuitos projetos que s\u00e3o elaborados para assist\u00eancia social saem daqui com uma profissional espec\u00edfica, dentre outros que tem v\u00e1rias participa\u00e7\u00f5es nessas quest\u00f5es de projetos, servi\u00e7os e programas. \u00c9 uma participa\u00e7\u00e3o efetiva\u201d, destaca a fiscal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, essa desigualdade existente no Brasil vem desde a forma\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, tanto estrutural, quanto cultural. A domina\u00e7\u00e3o masculina criou uma uma cultura que seculariza a mulher e na atualidade essas lutas sociais, chamou a aten\u00e7\u00e3o para as minorias. \u201cVeja, ainda n\u00e3o est\u00e1 bom em sua totalidade, tem muito a melhorar, mas eu vejo a mulher conseguindo entrar nesse contexto que voc\u00eas trouxeram&nbsp; e tendo um olhar mais precip\u00edcio, ela n\u00e3o est\u00e1 mais secularizada, tanto como era antes\u201d, reflete Vanderleia.<\/p>\n\n\n\n<p>A vereadora Cassiane Pinheiro (PT), formada em arquitetura e urbanismo, relata que enfrentou diversas barreiras de g\u00eanero ao longo da sua trajet\u00f3ria, dentro e fora da pol\u00edtica. Ao perguntarmos sobre como foi entrar no mundo pol\u00edtico sendo mulher, Cassi denuncia que a desigualdade \u00e9 velada, assim torna mais dif\u00edcil combater essa desigualdade salarial e, mesmo trabalhando mais do que o exigido, n\u00e3o recebe a mesma visibilidade que os colegas homens na c\u00e2mara dos vereadores. \u201cEu comecei, antes de entrar para a pol\u00edtica partid\u00e1ria, nos movimentos sociais e, em todos os espa\u00e7os, tem essa desigualdade[&#8230;]. As mulheres s\u00e3o sempre as mais prejudicadas em qualquer espa\u00e7o de trabalho porque, al\u00e9m de elas precisarem assumir o trabalho formal, chefiam casas sozinhas\u201d, explica. A vereadora enfatiza que a sobrecarga de trabalho dom\u00e9stico e de cuidados atinge as mulheres e que isso compromete sua inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. Ela defende que, enquanto o cuidado n\u00e3o for reconhecido como trabalho, n\u00e3o haver\u00e1 equidade: \u201cA quest\u00e3o dos cuidados \u00e9 uma tecla que eu bato muito porque, enquanto a gente n\u00e3o superar e n\u00e3o conseguir uma corresponsabiliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguir envolver os homens, n\u00e3o conseguir envolver o Estado, n\u00e3o conseguir dividir igualmente essa responsabilidade que recai sobre as mulheres, a gente n\u00e3o vai conseguir avan\u00e7ar em nenhuma outra esfera do trabalho\u201d. Cassi conclui que a sociedade atual \u00e9 patriarcal e naturalmente inferioriza a mulher: \u201cprecisamos sempre subir um degrau a mais, quando demos um passo, os homens tamb\u00e9m d\u00e3o um e assim estamos sempre um passo atr\u00e1s\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A psic\u00f3loga Izabela de Almeida da Silva possui uma vis\u00e3o divergente, defendendo que a desigualdade salarial, entre os diversos tipos de viol\u00eancias sofridos pelas mulheres, \u00e9 mais expl\u00edcita e, portanto, menos agravante do que as viol\u00eancias mais veladas e banalizadas em nossa sociedade. A psic\u00f3loga, tamb\u00e9m alerta sobre os impactos deste tipo de desigualdade no dia-a-dia das trabalhadoras: &#8220;Existe um impacto na sa\u00fade mental das mulheres por conta da organiza\u00e7\u00e3o de como se d\u00e3o as coisas dentro da estrutura patriarcal no Brasil&#8221;, afirma. Izabela acrescenta que a invisibilidade das mulheres, n\u00e3o apenas no mercado de trabalho, mas na sociedade como um todo, pode causar problemas psicol\u00f3gicos mais graves, como depress\u00e3o e ansiedade. &#8220;Eu chamaria, assim, de adoecimento, em alguns momentos, parece perda de sentido da vida. Isso gera um cansa\u00e7o e uma frustra\u00e7\u00e3o porque elas n\u00e3o s\u00e3o reconhecidas&#8221;, enfatiza. Abordando tamb\u00e9m a quest\u00e3o da invisibilidade como uma jornada silenciada, ao inv\u00e9s de uma jornada silenciosa, ela afirma que a sociedade reconhece o problema, mas prefere silenci\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir das reflex\u00f5es da professora e soci\u00f3loga, Juliana Anacleto dos Santos, fica evidente que a desigualdade salarial entre homens e mulheres \u00e9 resultado de fatores estruturais, hist\u00f3ricos e sociais. \u201cNa sociologia do trabalho, interpretamos essa desigualdade como sendo estruturada pela divis\u00e3o sexual do trabalho\u201d, diz. Segundo ela, esse modelo se organiza a partir da ideia de que os homens est\u00e3o voltados ao trabalho produtivo e as mulheres ao \u201ctrabalho improdutivo que at\u00e9 hoje \u00e9 invisibilizado e desvalorizado\u201d. A soci\u00f3loga tamb\u00e9m ressalta que essa desigualdade se agrava com os marcadores sociais: \u201cS\u00e3o as mulheres negras e de baixa escolaridade as que mais t\u00eam preju\u00edzos em acessar o mercado de trabalho\u201d. Mesmo as mulheres que conseguem entrar em cargos de lideran\u00e7a continuam enfrentando barreiras. \u201cAs din\u00e2micas de poder no mundo do trabalho ainda s\u00e3o muito masculinas, dificultando a participa\u00e7\u00e3o proporcional das mulheres nessas posi\u00e7\u00f5es\u201d, explica. Para finalizar, Juliana defende que o enfrentamento dessas desigualdades devem ultrapassar os limites.<\/p>\n\n\n\n<p>A urg\u00eancia em cumprir as metas da ODS 5, est\u00e1 na vida real das mulheres que buscam serem reconhecidas com a mesma dignidade que um homem no mercado de trabalho. \u201cA luta feminista deve ser tamb\u00e9m uma luta anticapitalista\u201d, completa Juliana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Metas globais do Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS), programa da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), destacam um conjunto de indicadores como marcos internacionais espec\u00edficos da luta pela igualdade de g\u00eanero.<br \/>\nNo Brasil, e em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei especificamente, apesar dos esfor\u00e7os direcionados e avan\u00e7os no mercado de trabalho, mulheres ainda sofrem bastante com a desigualdade salarial.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15377,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"yes","footnotes":""},"categories":[696,3,797,24,41,15,31,109],"tags":[827,153,14],"class_list":["post-15375","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidadania","category-cidades","category-denuncia","category-economia","category-nazareno","category-politica","category-ritapolis","category-sao-joao-del-rei-microrregiao-de-sao-joao-del-rei","tag-lgualdade-de-genero","tag-politica","tag-sao-joao-del-rei"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15375","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15375"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15375\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15380,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15375\/revisions\/15380"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15377"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15375"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15375"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15375"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}