{"id":15281,"date":"2025-07-25T10:00:00","date_gmt":"2025-07-25T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=15281"},"modified":"2025-07-24T22:00:23","modified_gmt":"2025-07-25T01:00:23","slug":"25-de-julho-dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/25-de-julho-dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha\/","title":{"rendered":"25 de julho: Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Nesta data de celebra\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia, amplie seu repert\u00f3rio e conhe\u00e7a dez obras de ilustres escritoras negras e ind\u00edgenas <br><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Por L\u00eddia Oliveira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 1992, um grupo de pessoas decidiu se organizar para enfrentar as viol\u00eancias sofridas pelas mulheres negras ao redor do mundo, que incluem pobreza, agress\u00e3o sexual e desigualdade. Elas organizaram o primeiro <em>Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas<\/em> em Santo Domingo, na Rep\u00fablica Dominicana. No evento, discutiram sobre os diferentes problemas que afetam as mulheres e quais alternativas poderiam resolv\u00ea-los. A partir desse movimento, nasceu a <em>Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-Caribenhas<\/em>. A Rede, com a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), lutou para o reconhecimento do dia 25 de julho como o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, em 2 de junho de 2014, foi institu\u00eddo, por meio da Lei n\u00ba 12.987, o dia 25 de julho como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data \u00e9 uma homenagem&nbsp; a uma das principais mulheres negras brasileiras, s\u00edmbolo de resist\u00eancia e lideran\u00e7a na luta contra a escraviza\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio nacional. L\u00edder quilombola, Tereza comandou o quilombo do Quariter\u00ea por duas d\u00e9cadas e lutou para que negros e ind\u00edgenas tivessem um lugar de prote\u00e7\u00e3o durante o per\u00edodo de coloniza\u00e7\u00e3o escravista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"338\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15282\" style=\"width:667px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-1.png 600w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-1-300x169.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">H\u00e1 poucos dados hist\u00f3ricos sobre a vida de Tereza de Benguela. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>S\u00e3o figuras como a de Tereza que marcam a participa\u00e7\u00e3o feminina negra na busca por um mundo mais justo e digno. Em um pa\u00eds no qual 55,5% da popula\u00e7\u00e3o se declara parda ou negra e em que 49,1% de mulheres s\u00e3o chefes de fam\u00edlia, de acordo com o censo do IBGE de 2022, conhecer refer\u00eancias negras femininas \u00e9 fundamental para lermos nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria pelas m\u00e3os daquelas que foram &#8211; e ainda s\u00e3o &#8211;&nbsp; historicamente silenciadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, em sua obra <em>O perigo de uma hist\u00f3ria \u00fanica, <\/em>refor\u00e7a a import\u00e2ncia de questionar estere\u00f3tipos sobre povos, culturas e cren\u00e7as, pois eles limitam o pensamento humano. A hist\u00f3ria \u00fanica, segundo a autora, rouba a dignidade das pessoas e suas possibilidades de falarem por si mesmas. Diante disso, neste importante dia, confira uma lista de dez livros, escritos por mulheres negras e ind\u00edgenas, que t\u00eam contribu\u00eddo para o pensamento intelectual, hist\u00f3rico, pol\u00edtico e liter\u00e1rio do ontem, do hoje e do amanh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1. <strong>B\u00e1rbara Carine&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"201\" height=\"251\" data-id=\"15284\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15284\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"181\" height=\"278\" data-id=\"15283\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-2.2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15283\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>B\u00e1rbara \u00e9 professora doutora, que se autointitula \u201cintelectual diferentona\u201d nas redes sociais, ao compartilhar conte\u00fados sobre educa\u00e7\u00e3o, letramento racial e epistemologias africanas e afro-brasileiras. \u00c9 fundadora da Escola Maria Felipa, em Salvador, a primeira escola afro-brasileira do pa\u00eds. A indica\u00e7\u00e3o da obra <em>E eu, n\u00e3o sou uma intelectual?<\/em>, lan\u00e7ada em 2025, deve-se ao fato de a escritora pensar a intelectualidade para al\u00e9m dos marcadores ocidentais da academia e de o livro servir como uma esp\u00e9cie de guia para as experi\u00eancias e as sobreviv\u00eancias acad\u00eamicas. Segundo a autora, \u201ca intelectualidade perpassa pela supera\u00e7\u00e3o da aliena\u00e7\u00e3o da especialidade em si, reintegrando esse espec\u00edfico \u00e0 sua totalidade social percebendo como ela impacta e \u00e9 impactada pela sociedade.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2. <strong>Carolina Maria de Jesus<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"180\" height=\"281\" data-id=\"15297\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15297\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"189\" height=\"267\" data-id=\"15295\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-3.2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15295\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Carolina foi uma mulher escritora, moradora da favela do Canind\u00e9, que sonhava sobre o mundo e o escrevia de forma po\u00e9tica e pol\u00edtica. Em sua obra <em>Quarto de despejo, <\/em>lan\u00e7ada em 1960, ela narra seu cotidiano, sua vida como catadora de papel\u00e3o e suas perspectivas sobre o Brasil. Seu di\u00e1rio \u00e9 marcado por passagens que escancaram o racismo estrutural brasileiro e, ao mesmo tempo, a for\u00e7a de mulheres negras que criam os filhos sozinhas nesse contexto. Carolina afirma \u201cquando eu vou na cidade tenho a impress\u00e3o que estou no paraizo. Acho sublime ver aquelas mulheres e crian\u00e7as t\u00e3o bem vestidas. T\u00e3o diferentes da favela. As casas com seus vasos de flores e cores variadas. Aquelas paisagens h\u00e1 de encantar os olhos dos visitantes de S\u00e3o Paulo, que ignoram que a cidade mais afamada da America do Sul est\u00e1 enferma. Com as suas ulceras. As favelas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3. <strong>Cida Bento&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"183\" height=\"275\" data-id=\"15296\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15296\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"187\" height=\"270\" data-id=\"15294\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-4.2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15294\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Maria Aparecida da Silva Bento, conhecida como Cida Bento, \u00e9 doutora em psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (IPUSP) e cofundadora do Centro de Estudos das Rela\u00e7\u00f5es de Trabalho e Desigualdades (CEERT). Importante nome quando se pensa a intelectualidade negra brasileira, lan\u00e7ou <em>O pacto da branquitude <\/em>em 2022, livro pelo qual a autora denuncia como a branquitude opera de forma sistem\u00e1tica para que pessoas n\u00e3o brancas sejam exclu\u00eddas das mais diversas oportunidades. Conforme pontua Cida Bento, \u201cfala-se muito na heran\u00e7a da escravid\u00e3o e nos seus impactos negativos para as popula\u00e7\u00f5es negras, mas quase nunca se fala na heran\u00e7a escravocrata e nos seus impactos positivos para as pessoas brancas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">4. <strong>Concei\u00e7\u00e3o Evaristo&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"183\" height=\"275\" data-id=\"15298\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/conceicao-lidia-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15298\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"225\" height=\"225\" data-id=\"15299\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/conceicao-lidia.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15299\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/conceicao-lidia.png 225w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/conceicao-lidia-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Maria da Concei\u00e7\u00e3o Evaristo de Brito \u00e9 escritora e linguista, com extensa produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria que abarca a tem\u00e1tica da ancestralidade negra brasileira. Lan\u00e7ou a obra <em>Can\u00e7\u00e3o para ninar menino grande <\/em>em 2018, novela que narra as constru\u00e7\u00f5es da masculinidade negra em sua rela\u00e7\u00e3o com as mulheres.<em> <\/em>Suas personagens s\u00e3o constru\u00eddas de forma sens\u00edvel, mostrando as diferentes viv\u00eancias das mulheres negras, seus percal\u00e7os, seus amores e suas dores. \u201cA escrita \u00e9 minha forma de n\u00e3o morrer\u201d, afirma Concei\u00e7\u00e3o, mostrando que o registro liter\u00e1rio ultrapassa o tempo e a hist\u00f3ria e mant\u00e9m viva a mem\u00f3ria dos que foram e s\u00e3o silenciados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">5. <strong>Djamila Ribeiro&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"186\" height=\"271\" data-id=\"15300\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/djamila-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15300\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"183\" height=\"275\" data-id=\"15301\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/djamila-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15301\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Djamila Ribeiro \u00e9 fil\u00f3sofa, colunista da <em>Folha de S\u00e3o Paulo <\/em>e coordenadora&nbsp; da cole\u00e7\u00e3o <em>Feminismos Plurais. <\/em>Tem diversos livros publicados, nos quais discute conceitos importantes para serem pensadas as quest\u00f5es sociopol\u00edticas brasileiras relacionadas ao racismo e aos feminismos. Em seu livro <em>Pequeno manual antirracista<\/em>, publicado em 2019, a autora discorre acerca dos mecanismos sistem\u00e1ticos que naturalizaram o racismo no Brasil e das formas de combat\u00ea-lo diariamente, em a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas. A obra, que se apresenta como um manual, orienta a todos que querem ser efetivamente antirracistas em uma sociedade estruturalmente racista. Conforme afirma Djamila, \u201cdevemos aprender com a hist\u00f3ria do feminismo negro, que nos ensina a import\u00e2ncia de nomear as opress\u00f5es, j\u00e1 que n\u00e3o podemos combater o que n\u00e3o tem nome. Dessa forma, reconhecer o racismo \u00e9 a melhor forma de combat\u00ea-lo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">6. <strong>Eliane Potiguara<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"183\" height=\"275\" data-id=\"15305\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/POTI-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15305\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"193\" height=\"261\" data-id=\"15304\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/POTI-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15304\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Eliane Lima dos Santos, conhecida por Eliane Potiguara, \u00e9 professora, escritora e ativista ind\u00edgena brasileira. Fundadora da <em>Rede Grumin de Mulheres Ind\u00edgenas<\/em> e reconhecida internacionalmente por sua luta pelos povos origin\u00e1rios. Sua obra <em>O p\u00e1ssaro encantado, <\/em>lan\u00e7ada em 2014, aborda o universo infantil, carregado de imagina\u00e7\u00e3o e de sonhos, e mostra a import\u00e2ncia da ancestralidade pela figura da av\u00f3, que guarda hist\u00f3rias e ensinamentos essenciais para a manuten\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas no Brasil. De acordo com Eliane, \u201ca mulher que ouve a sua intui\u00e7\u00e3o, que percebe os seu sonhos, que ouve a voz interior das velhas e das mulheres guerreiras de sua ancestralidade e que possui o olhar suspeito dos desconfiados, essa sim, \u00e9 uma amea\u00e7a ao predador natural da hist\u00f3ria e da cultura.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">7. <strong>Ellen Lima Wassu<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"1024\" data-id=\"15293\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-5-640x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15293\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-5-640x1024.png 640w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-5-188x300.png 188w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-5-768x1229.png 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-5-960x1536.png 960w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-5.png 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"685\" height=\"1000\" data-id=\"15292\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-5.2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15292\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-5.2.png 685w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-5.2-206x300.png 206w\" sizes=\"auto, (max-width: 685px) 100vw, 685px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Ellen Lima, conforme se descreve no site da editora Urutau, \u201c\u00e9 pir\u00e1, poeta, bicho, rio, \u00e1rvore, vento, mata atl\u00e2ntica, \u00e1gua, raiz, esp\u00edrito e semente. Ela tamb\u00e9m \u00e9 gente humana, poeta, professora, investigadora que atualmente faz doutorado em Portugal.\u201d Escritora ind\u00edgena, ela publicou seu livro de poemas <em>Yby kuatiara um livro de terra <\/em>em 2023, no qual perpassa por tem\u00e1ticas ligadas \u00e0 ancestralidade e aos saberes ind\u00edgenas contra-coloniais. Em um de seus poemas, l\u00ea-se:<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"600\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-5.3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15291\" style=\"width:366px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-5.3.png 600w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-5.3-300x300.png 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-5.3-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">8. <strong>Jarid Arraes<\/strong><br><\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"218\" height=\"231\" data-id=\"15290\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15290\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"171\" height=\"295\" data-id=\"15289\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-6.2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15289\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Jarid Arraes \u00e9 escritora, cordelista e poeta. Fundadora do <em>Clube da Escrita Para Mulheres<\/em>, em S\u00e3o Paulo, sua atua\u00e7\u00e3o \u00e9 voltada para o cordel e para o resgate de figuras negras femininas da hist\u00f3ria do Brasil. Em 2017, lan\u00e7ou o livro <em>Hero\u00ednas negras brasileiras em 15 cord\u00e9is<\/em>, pelo qual conta a hist\u00f3ria de Antonieta de Barros, Aqualtune, Carolina Maria de Jesus, Dandara dos Palmares, Esperan\u00e7a Garcia, Eva Maria do Bonsucesso, Laudelina de Campos Melo, Lu\u00edsa Mahin, Maria Felipa, Maria Firmina dos Reis, Mariana Crioula, Na Agontim\u00e9, Tereza de Benguela, Tia Ciata e Zacimba Gaba. Como afirma Jarid, seus cord\u00e9is \u201ct\u00eam cumprido um papel important\u00edssimo na vida de crian\u00e7as, adolescentes e adultos: o papel de contar hist\u00f3rias que tentaram apagar, mas que sobrevivem, nos representam e inspiram.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">9. <strong>L\u00e9lia Gonzalez<\/strong><br><\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"168\" height=\"300\" data-id=\"15288\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-7.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15288\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"187\" height=\"269\" data-id=\"15287\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-7.2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15287\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>L\u00e9lia Gonzalez \u00e9 um dos nomes mais conhecidos quando se trata de refer\u00eancias feministas negras na luta antirracista e no pensamento intelectual da Am\u00e9rica Latina. Fil\u00f3sofa, antrop\u00f3loga, professora, escritora, militante do movimento negro e feminista precursora, ela escreveu o livro <em>Festas Populares no Brasil <\/em>em 1987 e teve v\u00e1rios de seus textos reunidos em diferentes obras, incluindo <em>Por um feminisno afro-latino-americano, <\/em>em 2020. Na obra, s\u00e3o apresentados textos produzidos por L\u00e9lia durante o per\u00edodo de 1979 a 1994, o qual marca os anseios democr\u00e1ticos do Brasil e de outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe. Conforme apontado por L\u00e9lia, \u201c&#8221;A mulher negra \u00e9 o grande foco das desigualdades sociais e sexuais existentes na sociedade brasileira. \u00c9 nela que se concentram esses dois tipos de desigualdade, sem contar com a desigualdade de classes. O que percebemos \u00e9 que, na nossa sociedade, as classifica\u00e7\u00f5es sociais, raciais e sexuais fazem da mulher negra um objeto dos mais s\u00e9rios estere\u00f3tipos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">10. <strong>Sueli Carneiro&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"194\" height=\"259\" data-id=\"15286\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-8.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15286\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"190\" height=\"265\" data-id=\"15285\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/LIDIA-8.2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15285\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Sueli Carneiro \u00e9 uma fil\u00f3sofa, escritora e ativista antirracista do movimento social negro brasileiro. Foi a primeira mulher negra a receber o t\u00edtulo de Doutora Honoris Causa pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB), em 2022. \u00c9 uma das fundadoras do&nbsp; <em>Geled\u00e9s \u2013 Instituto da Mulher Negra,<\/em> em 30 de abril de 1988. Sua trajet\u00f3ria \u00e9 perpassada por uma extensa contribui\u00e7\u00e3o ao pensamento intelectual brasileiro, considerando as desigualdades sociais e raciais que determinam exclus\u00f5es no pa\u00eds. Sua obra <em>Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil, <\/em>lan\u00e7ada em 2011, re\u00fane alguns de seus textos escritos entre 1999 e 2010, explicitando reflex\u00f5es a respeito das formas de atua\u00e7\u00e3o do racismo e do sexismo estruturantes das rela\u00e7\u00f5es sociopol\u00edticas nacionais. De acordo com a autora, \u201cas mulheres negras assistiram, em diferentes momentos de sua milit\u00e2ncia, \u00e0 tem\u00e1tica espec\u00edfica da mulher negra ser secundarizada na suposta universalidade de g\u00eanero. Essa tem\u00e1tica da mulher negra invariavelmente era tratada como subitem da quest\u00e3o geral da mulher, mesmo em um pa\u00eds em que as afrodescendentes comp\u00f5em aproximadamente metade da popula\u00e7\u00e3o feminina.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Esta lista n\u00e3o compreende a totalidade da diversidade de vozes femininas negras e ind\u00edgenas do Brasil, sendo apenas um ponto de partida para que mais mulheres sejam lidas, reconhecidas e valorizadas. Suas cria\u00e7\u00f5es intelectuais, po\u00e9ticas e pol\u00edticas devem ser visibilizadas, n\u00e3o s\u00f3 hoje, mas em todos os espa\u00e7os de di\u00e1logo da sociedade. S\u00f3 assim, conseguiremos abrir caminhos para superar anos de silenciamento e de viol\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie refor\u00e7a a import\u00e2ncia de questionar estere\u00f3tipos sobre povos, culturas e cren\u00e7as, pois eles limitam o pensamento humano. A hist\u00f3ria \u00fanica, segundo ela, rouba a dignidade das pessoas e suas possibilidades de falarem por si mesmas.<br \/>\nNeste dia de celebra\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia, confira uma lista de dez livros marcantes escritos por mulheres negras e ind\u00edgenas.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15307,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[765,696,728,13,387,1],"tags":[152,32,56],"class_list":["post-15281","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte","category-cidadania","category-consciencia-negra","category-cultura","category-educacao","category-sem-categoria","tag-cultura","tag-educacao","tag-literatura"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15281","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15281"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15281\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15310,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15281\/revisions\/15310"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15307"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15281"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15281"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15281"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}