{"id":14965,"date":"2025-04-15T10:27:00","date_gmt":"2025-04-15T13:27:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=14965"},"modified":"2025-04-21T01:53:30","modified_gmt":"2025-04-21T04:53:30","slug":"mulheres-de-prosas-e-versos-adriane-garcia-fala-sobre-seu-livro-e-discute-o-espaco-feminino-na-literatura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/mulheres-de-prosas-e-versos-adriane-garcia-fala-sobre-seu-livro-e-discute-o-espaco-feminino-na-literatura\/","title":{"rendered":"&#8220;Mulheres de prosas e versos&#8221;: Adriane Garcia fala sobre seu livro e discute o espa\u00e7o feminino na literatura"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>A poeta participou da 5\u00aa Feira Liter\u00e1ria Internacional de Tiradentes, que visou homenagear escritoras ilustres mineiras<\/em><br><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Por L\u00eddia Oliveira e Dirceu Vieira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante a FLITI, que ocorreu entre os dias 09 e 13 de abril, a escritora Adriane Garcia concedeu uma entrevista exclusiva \u00e0 VAN. A autora de Belo Horizonte tem oito livros publicados, entre eles, \u201cEstive no fim do mundo e me lembrei de voc\u00ea\u201d, sobre o qual apresentou uma mesa no evento liter\u00e1rio. Sua carreira \u00e9 marcada pela publica\u00e7\u00e3o de poemas e por uma abordagem cr\u00edtica diante dos problemas sociais contempor\u00e2neos. Confira abaixo algumas curiosidades e percep\u00e7\u00f5es da homenageada e de seu trabalho, boa leitura!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"573\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/FOTO-FLITI-ADRIANA-GARCIA-1024x573.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14966\" style=\"width:672px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/FOTO-FLITI-ADRIANA-GARCIA-1024x573.jpg 1024w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/FOTO-FLITI-ADRIANA-GARCIA-300x168.jpg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/FOTO-FLITI-ADRIANA-GARCIA-768x430.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/FOTO-FLITI-ADRIANA-GARCIA.jpg 1275w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A autora e seu livro tema da mesa-redonda na FLITI. Foto: L\u00eddia Oliveira<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>L\u00eddia Oliveira: Adriane, muito obrigada pela disponibilidade em aceitar nosso convite para a entrevista. Voc\u00ea tem uma vasta produ\u00e7\u00e3o de livros, inclusive traduzidos para o ingl\u00eas e o espanhol, em algumas revistas. Voc\u00ea \u00e9 arte-educadora, atriz, co-curadora de eventos liter\u00e1rios. Ent\u00e3o, sua vida \u00e9 perpassada por esse movimento de encontros e de rela\u00e7\u00e3o art\u00edstica com diferentes linguagens. Eu queria que voc\u00ea falasse sobre a import\u00e2ncia de, em um pa\u00eds como o nosso, fazer a manuten\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de escuta e de di\u00e1logo, como a literatura.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Adriane Garcia: <\/strong>L\u00eddia, muito obrigada pelo convite e por essa pergunta, especialmente. Eu sempre acho, desde que eu comecei a publicar e a ter alguma visibilidade, eu sempre achei muito importante a gente ocupar. At\u00e9 porque, eu come\u00e7o a publicar num contexto de mulheres publicando mais, mulheres come\u00e7ando a aparecer mais, nesse movimento da literatura escrita por mulheres tomar mais corpo, tomar mais visibilidade. Ent\u00e3o, eu come\u00e7o a publicar com uma consci\u00eancia da quest\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. J\u00e1 teve vezes de eu receber algum convite e pensar de n\u00e3o querer, mas, ao mesmo tempo, pensar que eu deveria aceitar para ocupar esse espa\u00e7o como escritora e como mulher que escreve. Por exemplo, nos espa\u00e7os de curadoria, eu sempre gosto muito porque \u00e9 a minha oportunidade de colocar mulheres. Sempre fiz isso nas minhas curadorias, sempre fa\u00e7o isso. E acho que \u00e9 um modo de ajudar no equil\u00edbrio das coisas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LO: Voc\u00ea havia comentado sobre o mercado editorial. Enquanto curadora, voc\u00ea acha essencial hoje, ainda, essa busca por espa\u00e7o, no sentido de possibilitar que mais vozes femininas estejam em evid\u00eancia? Voc\u00ea acha que ainda h\u00e1 esse desequil\u00edbrio?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>AG: <\/strong>Olha, eu acho que \u00e9 um momento bom para essa escrita, um momento em que as mulheres v\u00eam aparecendo muito. Existe uma reclama\u00e7\u00e3o quase geral de homens brancos, h\u00e9teros, reclamando por esse espa\u00e7o antigo em que s\u00f3 eles frequentavam. Naquela \u00e9poca, n\u00e3o havia nenhuma reclama\u00e7\u00e3o. Eu noto, hoje, ou\u00e7o isso de muitos escritores. E acho que \u00e9 tudo muito novo, a quest\u00e3o do espa\u00e7o \u00e9 muito nova. Eu n\u00e3o acho que isso \u00e9 um direito adquirido. Quando se trata de mulheres, n\u00f3s sabemos que n\u00e3o existem direitos adquiridos. Sempre que a coisa piora politicamente, culturalmente, novamente aquilo que foi conquistado pelas mulheres que retroage primeiro. Na verdade, a gente tem que estar sempre buscando por esse espa\u00e7o e zelando pelo espa\u00e7o alcan\u00e7ado, porque, se a gente relaxa, \u00e9 \u00f3bvio que a coisa volta ao que era.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LO: Voc\u00ea fala sobre essa necessidade de se manter sempre vigilante em rela\u00e7\u00e3o aos espa\u00e7os das mulheres. A FLITI, este ano, tem homenageado as escritoras mineiras. \u00c9 uma feira que tem um alcance nacional e internacional significativo para a nossa cultura. Como voc\u00ea enxerga a poesia mineira e a dimens\u00e3o dessa homenagem, principalmente, por voc\u00ea ser parte dela?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>AG: <\/strong>Bom, eu acho muito bacana, gostei muito quando percebi que a FLITI teria esse centro de homenagem, das mulheres escritoras mineiras. Eu gosto sempre de fazer um adendo quando se fala \u201cescrita mineira\u201d, \u201cliteratura mineira\u201d ou \u201cpoesia mineira\u201d, porque eu n\u00e3o acredito que isso exista. N\u00e3o acho que a gente pegue um texto e, se a gente n\u00e3o souber quem o escreveu, a gente diga \u201cIsso \u00e9 uma literatura mineira\u201d. Uma poesia mineira, o que \u00e9? Eu n\u00e3o sei. Eu n\u00e3o fa\u00e7o literatura mineira, eu sou uma escritora, nascida em Minas Gerais, que faz literatura. Obviamente, ser mineira e estar nessa cultura que \u00e9 Minas e nas influ\u00eancias que se d\u00e3o em Minas perpassam a minha obra, como isso vai perpassar a obra de qualquer autor nascido em qualquer lugar. Mas eu achei essa homenagem muito bacana, no sentido de que traz esse nome: \u201cescritoras mineiras\u201d. N\u00f3s temos escritoras fabulosas em Minas Gerais, temos grandes nomes, inclusive can\u00f4nicos da literatura brasileira, por exemplo, Carolina Maria de Jesus, Ad\u00e9lia Prado. E temos muitas poetas trabalhando na cena liter\u00e1ria contempor\u00e2nea. Eu poderia citar 20, 30 nomes, porque \u00e9 uma cena muito movimentada da poesia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LO: Eu quero falar um pouco sobre o seu livro \u201cEstive no fim do mundo e me lembrei de voc\u00ea\u201d, que \u00e9 o tema da sua mesa na FLITI. Voc\u00ea traz um eu-l\u00edrico que olha a Terra, por vezes, de cima, por vezes, por dentro, como no poema \u201cA ursa maior\u201d. A sua inspira\u00e7\u00e3o foi o document\u00e1rio \u201cNosso planeta\u201d e a recorr\u00eancia da conviv\u00eancia interesp\u00e9cie \u00e9 bem marcante nos textos. A minha pergunta \u00e9: \u00e9 poss\u00edvel adiar mais um fim do mundo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>AG: <\/strong>Pois \u00e9, essa pergunta \u00e9 uma grande ang\u00fastia porque ela quase j\u00e1 vem com uma resposta.<strong> <\/strong>\u00c9 muito dif\u00edcil adiar o fim do mundo. Nosso Ailton Krenak est\u00e1 l\u00e1, falando sobre adiar o fim do mundo. Os governantes n\u00e3o escutam, porque, quando voc\u00ea fala diante de grandes autoridades, autoridades mundiais, aquelas que podem fazer a coisa no n\u00edvel macro e elas n\u00e3o fazem, \u00e9 desesperador. Voc\u00ea jogar na m\u00e3o do cidad\u00e3o comum a responsabilidade de salvar o planeta, e a empresa n\u00e3o ser responsabilizada, \u00e9 muito absurdo. \u00c9 uma s\u00e9rie de medidas que s\u00f3 teria jeito se elas acontecessem em n\u00edvel estatal. N\u00f3s estamos diante de uma defasagem pol\u00edtica mesmo, porque \u00e9 preciso que os Estados, como organismos, fa\u00e7am leis duras, reais, n\u00e3o para o cidad\u00e3o comum somente, mas que abranjam os grandes, os multibilion\u00e1rios. S\u00e3o eles realmente que, em grande n\u00famero, danificam o planeta. S\u00e3o coisas que n\u00e3o est\u00e3o em nossas m\u00e3os pequenas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LO: Adriane, voc\u00ea \u00e9 uma poeta muito atenta e forte quando pensamos as quest\u00f5es pol\u00edtico-sociais do Brasil. Nos poemas \u201cVidro\u201d, \u201cArquitetura hostil\u201d e \u201cGrande queijo su\u00ed\u00e7o\u201d, percebo essa leitura com mais sensibilidade. Voc\u00ea poderia comentar como a engrenagem capitalista se choca com as quest\u00f5es ambientais que aparecem no livro?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>AG: <\/strong>Me parece muito claro e, a muitas pessoas sensatas, que n\u00f3s temos hoje uma urg\u00eancia de cuidar deste planeta como nunca cuidamos. Essas quest\u00f5es s\u00e3o urgentes: o calor vem aumentando desmedidamente, as geleiras est\u00e3o derretendo, as esta\u00e7\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o obedecem mais ao mesmo ritmo, as enchentes est\u00e3o aumentando vigorosamente, em lugares que nunca teve antes, h\u00e1 desertifica\u00e7\u00e3o pelo mundo, h\u00e1 inc\u00eandios inexplic\u00e1veis. Cuidar desse planeta \u00e9 cuidar de n\u00f3s. N\u00f3s estamos t\u00e3o desequilibrados, que esses poemas que voc\u00ea aponta s\u00e3o os poemas que puxam esse livro para o humano porque \u00e9 um livro sobre meio ambiente. E o ser humano est\u00e1 sempre achando que est\u00e1 fora disso. Ele acha \u201csou eu e o meio ambiente. Eu vou salvar o meio ambiente\u201d. Voc\u00ea n\u00e3o vai salvar o meio ambiente, voc\u00ea \u00e9 o meio ambiente tamb\u00e9m. (&#8230;)&nbsp; Esse poema, \u201cO queijo su\u00ed\u00e7o\u201d, ele \u00e9 de uma cena que sempre me comove muito, que \u00e9 das pessoas miser\u00e1veis nos sinais e, ao mesmo tempo, eu quis dar uma imagem bonita para isso. O \u201carquitetura hostil\u201d, al\u00e9m de a gente ter miser\u00e1veis que n\u00e3o t\u00eam lugar para deitar, ainda h\u00e1 alguns babacas que colocam pedregulhos, cacos de vidro, pontas de lan\u00e7a para que aquele morador, aquela pessoa em situa\u00e7\u00e3o de rua n\u00e3o tenha nem onde deitar na rua tamb\u00e9m. O que se quer fazer com essa pessoa? \u00c9 horr\u00edvel. (&#8230;) Ent\u00e3o, eu quis nesse livro trazer que interesp\u00e9cie \u00e9 com a gente. Interesp\u00e9cie \u00e9 com a Terra. Esse livro foi muito doloroso para mim escrev\u00ea-lo. Durante a \u00e9poca em que eu estava escrevendo, houve muitas queimadas no Mato Grosso, no Pantanal e a fuma\u00e7a desceu para Belo Horizonte. L\u00e1, de onde eu morava, eu via essa fuma\u00e7a e ficou escuro o c\u00e9u por dias, parecia o apocalipse.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LO: Vou encaminhando para o final, ent\u00e3o, Adriane. O poema \u201cAntropoceno\u201d foi um dos primeiros com os quais eu tive contato, pelas suas redes sociais, e me lembro de ficar muito comovida com a imagem e com o texto. O verso \u201cfica parecendo que eu n\u00e3o compreendo que n\u00f3s ca\u00edmos quando a morsa cai\u201d diz muito da proposta do livro sobre o conviver, sobre o fato de sermos bicho tamb\u00e9m. Por isso, qual a urg\u00eancia de debater as quest\u00f5es socioambientais dentro da poesia contempor\u00e2nea?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>AG: <\/strong>Este sistema que danifica este planeta e, neste momento, este sistema se chama capitalismo, ent\u00e3o \u00e9 dele que falo, este sistema s\u00f3 sobrevive da ru\u00edna deste planeta. Ele quer produzir e aumentar a produ\u00e7\u00e3o. Agora, vai ter aqui no Brasil a COP30; em plena COP30, cogita-se &#8211;&nbsp; no governo Lula, governo em que eu votei, votei com Marina Silva no Minist\u00e9rio do Meio Ambiente &#8211;&nbsp; cogitar po\u00e7o de petr\u00f3leo na Amaz\u00f4nia, este governo?!&nbsp; V\u00e1 me desculpar, para mim \u00e9 inadmiss\u00edvel. Se fosse em outro governo, seria totalmente inadmiss\u00edvel. Porque tamb\u00e9m n\u00e3o tenho suportado muito esse \u201cdois pesos, duas moedas\u201d. Coisas que no outro governo que passou, abjeto, n\u00e3o suportar\u00edamos. H\u00e1 certas coisas que s\u00e3o inegoci\u00e1veis. Meio ambiente, a essa altura do campeonato, \u00e9 inegoci\u00e1vel, ainda mais num suposto governo de esquerda. Ent\u00e3o, o socioecon\u00f4mico perpassa tudo, porque a destrui\u00e7\u00e3o do planeta est\u00e1 ligada ao lucro. O lucro para os grandes capitalistas, que exploram a classe trabalhadora, que n\u00e3o tem tempo para olhar suas crian\u00e7as e muito menos pensar em meio ambiente. A quest\u00e3o \u00e9 socioambiental mesmo. Passa pelo modo como nos tratamos uns aos outros. Passa pelo modo como usufru\u00edmos das mercadorias que o sistema produz. Trata da quest\u00e3o de eu me conscientizar. Como eu vou falar para uma pessoa sobre consumismo quando metade da popula\u00e7\u00e3o mal consome? A culpa \u00e9 do grande consumismo de quem? S\u00e3o quest\u00f5es que t\u00eam que ser avaliadas na sua complexidade. Temos que sair desse simplismo. Temos que ter coragem de dar nome \u00e0s coisas. Temos que ter coragem de enfrentar nossos pr\u00f3prios governos para que, se eles est\u00e3o indo em uma linha errada, eles voltem para aquilo para o qual receberam nossa confian\u00e7a. (..) A gente tem que escolher aonde a gente quer chegar, n\u00e3o escolher aqueles que n\u00e3o nos fazem chegar. Ent\u00e3o, esse livro foi um livro sofrido e foi um livro que escrevi com muito amor. Este poema \u201cAntropoceno\u201d, particularmente, foi um poema que eu chorei muito escrevendo, eu escrevi chorando, porque a cena das morsas subindo montanhas \u00e9 avassaladora, \u00e9 terr\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a FLITI, que ocorreu entre os dias 09 e 13 de abril, a escritora Adriane Garcia concedeu uma entrevista exclusiva \u00e0 VAN. A autora de Belo Horizonte conta um pouco sobre como foi ser homenageada do evento e apresentar seu livro \u201cEstive no fim do mundo e me lembrei de voc\u00ea\u201d em uma mesa redonda.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14966,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"yes","footnotes":""},"categories":[765,13,704,767,19,8],"tags":[152,32,787,157],"class_list":["post-14965","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte","category-cultura","category-entretenimento","category-entrevista","category-tiradentes","category-variedades","tag-cultura","tag-educacao","tag-fliti","tag-tiradentes"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14965","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14965"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14965\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14968,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14965\/revisions\/14968"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14966"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}