{"id":14691,"date":"2025-01-10T10:24:00","date_gmt":"2025-01-10T13:24:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=14691"},"modified":"2025-01-12T15:14:51","modified_gmt":"2025-01-12T18:14:51","slug":"arte-e-resistencia-artista-sao-joanense-exibe-exposicao-territorio-em-tiradentes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/arte-e-resistencia-artista-sao-joanense-exibe-exposicao-territorio-em-tiradentes\/","title":{"rendered":"Arte e Resist\u00eancia: Artista s\u00e3o-joanense exibe exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Territ\u00f3rio&#8221; em Tiradentes\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Por Lara Reis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em um pa\u00eds profundamente marcado pela desigualdade, a arte se torna uma poderosa ferramenta de resist\u00eancia. \u00c9 nesse contexto que a exposi\u00e7\u00e3o \u201cTerrit\u00f3rio: entre o corpo e a paisagem\u201d, do artista s\u00e3o-joanense Bruno Souza, mergulha na complexa rela\u00e7\u00e3o entre corpos racializados e os espa\u00e7os que ocupam. Ao retratar pessoas negras como guardi\u00e3s das paisagens, o pintor confere protagonismo a essas personagens e reflete sobre o direito de pertencimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Instalada no cora\u00e7\u00e3o da cidade hist\u00f3rica de Tiradentes, a mostra est\u00e1 aberta a visita\u00e7\u00e3o at\u00e9 o dia 15 de janeiro, no Centro Cultural Yves Alves. Com cerca de 26 pinturas, a exposi\u00e7\u00e3o conta com 2 s\u00e9ries: \u201cReconfigura\u00e7\u00e3o da Paisagem\u201d e \u201cAnjos Marginais\u201d que se entrela\u00e7am em uma narrativa po\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"920\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-1-920x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14692\" style=\"width:397px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-1-920x1024.jpg 920w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-1-269x300.jpg 269w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-1-768x855.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-1-1380x1536.jpg 1380w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-1.jpg 1437w\" sizes=\"auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Lara reis<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Para Bruno, a conex\u00e3o entre corpo e paisagem vai al\u00e9m da simples ocupa\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o; \u00e9 um di\u00e1logo profundo sobre mem\u00f3ria, identidade e resist\u00eancia. \u201cNosso territ\u00f3rio n\u00e3o \u00e9 formado s\u00f3 pelas paisagens f\u00edsicas e nem s\u00f3 pelo corpo, \u00e9 pela conjun\u00e7\u00e3o de como nosso corpo atua e \u00e9 lido nesses espa\u00e7os. A gente constroi o territ\u00f3rio e, em contrapartida, ele constitui aquilo que a gente \u00e9\u201d, explica o pintor.<\/p>\n\n\n\n<p>O artista pl\u00e1stico tamb\u00e9m enxerga em sua exposi\u00e7\u00e3o um prop\u00f3sito maior: inspirar outras pessoas negras a ocupar ambientes com confian\u00e7a, levando consigo sua arte e intelecto. Afinal, enquanto um indiv\u00edduo negro, expor sua arte \u00e9 um ato de resist\u00eancia e reafirma\u00e7\u00e3o. \u201cTenho pensado muito na import\u00e2ncia de eu, como uma pessoa racializada, estar ocupando um espa\u00e7o institucional hoje,&nbsp; no centro de Tiradentes, uma cidade hist\u00f3rica com uma caracter\u00edstica conservadora, no sentido material\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>PAISAGENS, ANJOS MARGINAIS E O JOVEM COM CHINELO E MEIAS<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A primeira s\u00e9rie, &#8220;Reconfigura\u00e7\u00e3o da Paisagem&#8221;, traz fragmentos do bairro Tejuco, em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, buscando registrar as transforma\u00e7\u00f5es desse espa\u00e7o ao longo do tempo. Para o artista, essas telas t\u00eam um valor afetivo e cultural: \u201cS\u00e3o espa\u00e7os que fazem parte da minha forma\u00e7\u00e3o como pessoa, eu carrego na minha mem\u00f3ria afetiva e trago para o aspecto art\u00edstico registrando algo que daqui h\u00e1 um tempo j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 assim\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Bruno ainda reflete sobre a import\u00e2ncia de trazer a rela\u00e7\u00e3o entre o corpo e o territ\u00f3rio, levando em conta n\u00e3o s\u00f3 os aspectos f\u00edsicos, mas tamb\u00e9m a mem\u00f3ria e as lembran\u00e7as que esses lugares carregam. Em suas obras, ele dialoga com a pesquisa do ge\u00f3grafo Milton Santos, que discute como, na atualidade, o territ\u00f3rio \u00e9 tratado, principalmente sob a \u00f3tica econ\u00f4mica. Assim, as pinturas do artista s\u00e3o-joanense procuram resgatar o significado sentimental e cultural dos territ\u00f3rios, em vez de trat\u00e1-los apenas como objetos a serem vendidos e parcelados.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-2-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14693\" style=\"width:325px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-2-1024x768.jpg 1024w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-2-300x225.jpg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-2-768x576.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-2-1536x1152.jpg 1536w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-2-200x150.jpg 200w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-2.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Lara Reis<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a segunda s\u00e9rie, intitulada \u201cAnjos Marginais\u201d, tem como ponto de partida a obra &#8220;O retorno do anjo de chinelo e meia&#8221;. A sequ\u00eancia de pinturas retrata pessoas negras em posi\u00e7\u00e3o de protagonismo, inseridas no contexto de seus territ\u00f3rios. Bruno Souza as apresenta como guardi\u00e3s desses espa\u00e7os, discutindo sobre a responsabilidade de zelar e cuidar dos lugares.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia do \u201cAnjo Marginal\u201d, que nomeia a s\u00e9rie, se repete atrav\u00e9s das aur\u00e9olas desenhadas sobre as cabe\u00e7as dos personagens. \u201cEssas figuras s\u00e3o mensageiros vindos das margens e pela sua origem, pela sua cor, muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o credibilizadas. S\u00e3o figuras com as quais eu me identifico no lugar de artista\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"819\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-3-819x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14694\" style=\"width:382px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-3-819x1024.jpg 819w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-3-240x300.jpg 240w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-3-768x960.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-3.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/ Instagram @brunosouza.h\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>O artista pl\u00e1stico dedicou cerca de dois anos \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de sua exposi\u00e7\u00e3o, nutrindo um carinho profundo por cada uma de suas obras. Contudo, ele reserva uma afei\u00e7\u00e3o especial para \u201cO Retorno do Anjo de Chinelo e Meia\u201d, que d\u00e1 continuidade \u00e0 sua \u00faltima mostra.<\/p>\n\n\n\n<p>A figura do \u201cAnjo de Chinelo e Meia&#8221; j\u00e1 havia sido apresentada anteriormente no trabalho de Bruno, na pintura hom\u00f4nima de sua exposi\u00e7\u00e3o \u201cRelato Al\u00e9m da Mem\u00f3ria&#8221;. Agora, o personagem retorna, por\u00e9m mais envelhecido, para conversar com seu \u201cantigo eu\u201d. Assim, \u201cO Retorno\u201d aborda o amadurecimento precoce de um jovem negro e reflete sobre o conceito de um &#8220;anjo marginal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse jogo entre passado e futuro \u00e9 elemento constante nas obras do artista. Suas telas dialogam entre si, desenhando certa continuidade e trazendo \u00e0 tona novas interpreta\u00e7\u00f5es e desdobramentos.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-4-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14695\" style=\"width:367px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-4-768x1024.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-4-225x300.jpg 225w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-4-1152x1536.jpg 1152w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-4.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Lara Reis<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Para Bruno, cada pintura vai al\u00e9m da sua inten\u00e7\u00e3o inicial, transbordando em significados e gerando novas narrativas. Inicialmente, a imagem do &#8220;chinelo e meia&#8221; surgiu como uma forma de auto-representa\u00e7\u00e3o, mas logo se tornou um s\u00edmbolo poderoso. \u201cQuando a gente adentra certos territ\u00f3rios elitizados, esse signo do chinelo e meia \u00e9 algo que pode ser visto como um traje inadequado\u201d, explica. Com isso, os cal\u00e7ados em suas telas passam a representar o jovem marginalizado.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-5-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14696\" style=\"width:392px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-5-1024x768.jpg 1024w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-5-300x225.jpg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-5-768x576.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-5-1536x1152.jpg 1536w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-5-200x150.jpg 200w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/territorio-jan-25-5.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Lara Reis<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>PR\u00d3XIMOS PROJETOS<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>No dia 6 de fevereiro, o Centro Cultural UFSJ receber\u00e1 a inaugura\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o Amplitude, um projeto coletivo que re\u00fane a participa\u00e7\u00e3o de 11 artistas, incluindo Bruno Souza. Al\u00e9m de sua atua\u00e7\u00e3o como pintor, o artista tamb\u00e9m ocupa as fun\u00e7\u00f5es de produtor cultural e curador, como parte de seu projeto Ateli\u00ea Beiral, um espa\u00e7o dedicado ao desenvolvimento de obras art\u00edsticas e arquitet\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas as novidades n\u00e3o param e a vida art\u00edstica do jovem seguir\u00e1 movimentada at\u00e9 setembro de 2025. Na data, o Museu Regional de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei ser\u00e1 palco de uma nova fase de sua carreira, com o segundo ato da exposi\u00e7\u00e3o \u201cTerrit\u00f3rio: entre o corpo e a paisagem&#8221;, que trar\u00e1 uma s\u00e9rie in\u00e9dita de pinturas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um pa\u00eds profundamente marcado pela desigualdade, a arte se torna uma poderosa ferramenta de resist\u00eancia. \u00c9 nesse contexto que a exposi\u00e7\u00e3o \u201cTerrit\u00f3rio: entre o corpo e a paisagem\u201d, do artista s\u00e3o-joanense Bruno Souza, mergulha na complexa rela\u00e7\u00e3o entre corpos racializados e os espa\u00e7os que ocupam, e confere protagonismo a personagens negras.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14692,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[765,696,728,13,704,109,19],"tags":[152,93,14,157],"class_list":["post-14691","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte","category-cidadania","category-consciencia-negra","category-cultura","category-entretenimento","category-sao-joao-del-rei-microrregiao-de-sao-joao-del-rei","category-tiradentes","tag-cultura","tag-lazer","tag-sao-joao-del-rei","tag-tiradentes"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14691","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14691"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14691\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14698,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14691\/revisions\/14698"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14692"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}