{"id":14400,"date":"2024-10-12T18:35:08","date_gmt":"2024-10-12T21:35:08","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=14400"},"modified":"2024-10-12T18:35:45","modified_gmt":"2024-10-12T21:35:45","slug":"cronica-um-pequeno-ser-um-grande-poder","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/cronica-um-pequeno-ser-um-grande-poder\/","title":{"rendered":"Cr\u00f4nica &#8211; Um pequeno ser, um grande poder"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Por Ana Cl\u00e1udia Almeida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"387\" height=\"470\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/CAPA-CRIANCA-VAN-OUT.jpg\" alt=\"Crian\u00e7a segurando um globo terrestre na praia.\" class=\"wp-image-14401\" style=\"width:435px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/CAPA-CRIANCA-VAN-OUT.jpg 387w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/CAPA-CRIANCA-VAN-OUT-247x300.jpg 247w\" sizes=\"auto, (max-width: 387px) 100vw, 387px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Gente Mi\u00fada<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Mais uma tarde ensolarada, mais um dia do ano percorrendo o rel\u00f3gio. Em um mesmo hor\u00e1rio de sempre, escuto: barulho, gritos, risadas, cumprimentos.&nbsp; Eram apenas crian\u00e7as na porta da escola no auge de sua euforia. Enquanto as mais inquietas se destacavam, outras silenciosas observavam o mundo ao seu redor. Em conjunto, todas se resumiam \u00e0 espera. Pai ou m\u00e3e, av\u00f4 ou av\u00f3, a \u201ctia da van\u201d ou o irm\u00e3o mais velho. Para os pequenos, a figura do maior ultrapassa o simbolismo de seu retorno para o lar e surge como um porto seguro. De tempos em tempos, tais rela\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias do cotidiano alternam dentro de um m\u00faltiplo car\u00e1ter. Rede de prote\u00e7\u00e3o e apoio, um espelho, um conselheiro. O aprendiz em constante desenvolvimento s\u00f3 deseja um mapa para seguir seu caminho. Com toda vivacidade e ingenuidade t\u00edpica da primeira vez, passos firmes em terrenos irregulares e quedas v\u00e3o compondo sua jornada.&nbsp; \u201cVivendo e aprendendo a jogar\u201d, j\u00e1 dizia uma ilustre cantora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Permane\u00e7o em minha janela olhando aquele movimento acelerado de \u201cpessoinhas\u201d com todo o tempo do mundo. Paro e penso: quantas andan\u00e7as ainda v\u00e3o surpreender a vida delas? H\u00e1 muitas possibilidades&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Vou al\u00e9m, reflito: \u201candan\u00e7a\u201d, \u201candar\u201d; ent\u00e3o crian\u00e7a\u2026Pois, \u00e9! Mais uma vez a l\u00edngua clareando um pouco as ideias. Sei que prote\u00e7\u00e3o e cuidado passaram agora por sua mente, mas vou recalcular a rota.&nbsp;Quem diria um pequeno ser ter toda essa capacidade. Sim, de criar! Sejam breves momentos, algumas risadas bobas e pequenas alegrias, umas fantasias ou um amor inigual\u00e1vel dentro de n\u00f3s. Pura magia das crian\u00e7as.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sei, para quem as recepcionam neste planeta cada vez mais complexo, sentimentos antes desconhecidos passam a transbordar. Criar uma vida nos exige enquanto nos retribui. Aliados aos prazeres da vida surgem instantes de tens\u00e3o. Mas imagina apenas existir e experimentar. Sem preocupa\u00e7\u00e3o com riscos, sem repensar e hesitar, sem qualquer press\u00e3o imposta. Tudo sendo novidade, tudo virando festa! Era incr\u00edvel, eu sei, eu sei\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que, com um jeito esperan\u00e7oso de encarar essa viagem, os passageiros iniciantes carregam em sua mala apenas itens leves e mais valiosos. Talvez seja esse o segredo de seu alto poder de cria\u00e7\u00e3o. Quem diria a inoc\u00eancia sair na frente da esperteza. \u00c0s vezes, muito racioc\u00ednio gera pouca a\u00e7\u00e3o. Quanto mais se conhece, menos se busca conhecer. N\u00e3o apenas manter viva a crian\u00e7a interior, adultos clamam em libert\u00e1-la.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre as op\u00e7\u00f5es, s\u00e1bio \u00e9 \u201cviver e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz\u201d. Fico por aqui \u201ccom a pureza da resposta das crian\u00e7as\u201d e alerto:&nbsp; Essa \u201c\u00e9 a vida, \u00e9 bonita e \u00e9 bonita\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais uma tarde ensolarada, mais um dia do ano percorrendo o rel\u00f3gio. Em um mesmo hor\u00e1rio de sempre, escuto: barulho, gritos, risadas, cumprimentos.\u00a0 Eram apenas crian\u00e7as na porta da escola no auge de sua euforia. Enquanto as mais inquietas se destacavam, outras silenciosas observavam o mundo ao seu redor.<br \/>\nO aprendiz em constante desenvolvimento s\u00f3 deseja um mapa para seguir seu caminho. Com toda vivacidade e ingenuidade t\u00edpica da primeira vez, passos firmes em terrenos irregulares e quedas v\u00e3o compondo sua jornada.\u00a0 \u201cVivendo e aprendendo a jogar\u201d, j\u00e1 dizia uma ilustre cantora&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14401,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"yes","footnotes":""},"categories":[10,714,13,704],"tags":[152,227,32,93],"class_list":["post-14400","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cronica","category-cronica-2","category-cultura","category-entretenimento","tag-cultura","tag-dia-das-criancas","tag-educacao","tag-lazer"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14400","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14400"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14400\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14403,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14400\/revisions\/14403"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14401"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14400"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14400"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14400"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}