{"id":13783,"date":"2024-05-15T19:17:02","date_gmt":"2024-05-15T22:17:02","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=13783"},"modified":"2024-05-15T19:17:05","modified_gmt":"2024-05-15T22:17:05","slug":"cade-a-foto-o-contraste-do-digital-e-do-impresso-nos-dias-atuais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/cade-a-foto-o-contraste-do-digital-e-do-impresso-nos-dias-atuais\/","title":{"rendered":"Cad\u00ea a foto? O contraste do digital e do impresso nos dias atuais"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>por J\u00falia Diniz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A necessidade do registro e a destina\u00e7\u00e3o deles para al\u00e9m das redes sociais<\/h3>\n\n\n\n<p>Rever \u00e1lbuns de fotografia \u00e9 um ritual memor\u00e1vel da cultura brasileira, em que familiares ou amigos se re\u00fanem para folhear impress\u00f5es, no intuito de reviver registros ali materializados. Entretanto, com o desembolar da tecnologia, e a possibilidade de armazenamento digital de imagens, torna-se cada vez mais comum deixar de lado esse costume de arquivar registros em meios f\u00edsicos. Para onde vai essa nostalgia daqui a algumas d\u00e9cadas? Como ser\u00e1 poss\u00edvel acessar viv\u00eancias com essa intensifica\u00e7\u00e3o dos meios digitais, em detrimento do manual? Aos que armazenam fotos, quais os destinos agora dados a elas? Ainda h\u00e1 o desejo de transp\u00f4-las ao meio t\u00e1til?<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/foto1-MATERIA-FOTOGRAFO-JULIA-DINIZ-1024x768.jpg\" alt=\"Temporalidades distintamente simult\u00e2neas \u2013 metalinguagem de fotografias | por fot\u00f3grafo argentino localizado em Tiradentes MG\n\" class=\"wp-image-13784\" style=\"width:843px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/foto1-MATERIA-FOTOGRAFO-JULIA-DINIZ-1024x768.jpg 1024w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/foto1-MATERIA-FOTOGRAFO-JULIA-DINIZ-300x225.jpg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/foto1-MATERIA-FOTOGRAFO-JULIA-DINIZ-768x576.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/foto1-MATERIA-FOTOGRAFO-JULIA-DINIZ-200x150.jpg 200w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/foto1-MATERIA-FOTOGRAFO-JULIA-DINIZ.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Temporalidades distintamente simult\u00e2neas \u2013 metalinguagem de fotografias. <br>Foto por fot\u00f3grafo argentino localizado em Tiradentes MG.<br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Segundo o fot\u00f3grafo Giancarlo Ceccon, h\u00e1 uma diferencia\u00e7\u00e3o entre o ato e o racioc\u00ednio de fotografar na sociedade contempor\u00e2nea. J\u00e1 n\u00e3o se d\u00e1 aquela import\u00e2ncia geral seletiva de imagens, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 mais a necessidade de calcular, por exemplo, a quantidade de filtros que ser\u00e3o queimados com fotos sequenciais retratando uma mesma quest\u00e3o. Al\u00e9m disso, ele diz que a descentraliza\u00e7\u00e3o da figura dos fot\u00f3grafos com o decorrer da maior acessibilidade de aparelhos, proporcionam uma maior autonomia de registros. Isto \u00e9, a individualidade e capacidade de armazenamento digital pr\u00f3prio faz com que os indiv\u00edduos j\u00e1 n\u00e3o sejam t\u00e3o criteriosos na sele\u00e7\u00e3o de imagens e, consequentemente, na impress\u00e3o destas. \u2018\u2019Hoje em dia voc\u00ea tira um milh\u00e3o de fotos da sua comida, do seu cachorro, 20, 30 iguais e depois j\u00e1 estoura a mem\u00f3ria do seu celular, ou seja, a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais r\u00e1pida e imediata, muito menos racional, muito mais impulsiva\u2019\u2019, ressalta o tamb\u00e9m diretor art\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Entretanto, observa-se um resgate dessa pr\u00e1tica acompanhada pelas tend\u00eancias vintage. Uma releitura de tal fato s\u00e3o as polaroids, que como cita Jonathan, turista de 19 anos na cidade de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, \u00e9 algo que fez ressurgir esse costume entre os jovens. J\u00e1 Marcos, de 20 anos que acompanha Jonathan no passeio, acredita que esse h\u00e1bito tem se perdido com o tempo, mas n\u00e3o descarta a essencialidade de continuar com a pr\u00e1tica de ter em m\u00e3os fotografias impressas, \u2018\u2019\u00c9 igual na casa da minha av\u00f3, cheio de \u00e1lbum de fotografia, \u00e9 importante preservar essas mem\u00f3rias\u2019\u2019.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E esse fato se comprova, segundo dona Ana, de 72 anos, que diz gostar muito de folhear \u00e1lbuns, \u2018\u2019Gosto muito de ver meus netinhos assim, em fotos, j\u00e1 que o tempo passa muito r\u00e1pido. \u00c9 bom deixar guardado\u2019\u2019. Ela diz ainda que com certa frequ\u00eancia, seleciona as fotos preferidas para poder at\u00e9 presentear familiares, \u2018\u2019\u00c9 sempre bom uma lembrancinha\u2019\u2019.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"553\" height=\"806\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/foto2-MATERIA-FOTOGRAFO-JULIA-DINIZ-1.jpg\" alt=\"Registro que perpassa o tempo e alcan\u00e7a o digital | fotografia por J\u00falia Diniz\n\" class=\"wp-image-13786\" style=\"width:841px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/foto2-MATERIA-FOTOGRAFO-JULIA-DINIZ-1.jpg 553w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/foto2-MATERIA-FOTOGRAFO-JULIA-DINIZ-1-206x300.jpg 206w\" sizes=\"auto, (max-width: 553px) 100vw, 553px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Registro que perpassa o tempo e alcan\u00e7a o digital. Foto por J\u00falia Diniz.<br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/foto3-MATERIA-FOTOGRAFO-JULIA-DINIZ-768x1024.jpg\" alt=\"Registros descritos no Museu Regional de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei | fotografia por J\u00falia Diniz\n\" class=\"wp-image-13787\" style=\"width:863px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/foto3-MATERIA-FOTOGRAFO-JULIA-DINIZ-768x1024.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/foto3-MATERIA-FOTOGRAFO-JULIA-DINIZ-225x300.jpg 225w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/foto3-MATERIA-FOTOGRAFO-JULIA-DINIZ.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Registros descritos no Museu Regional de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei. Foto por J\u00falia Diniz.<br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Uma grande quest\u00e3o volta-se para o custeio de ter essas mem\u00f3rias impressas, e esse ponto \u00e9 ressaltado pelos entrevistados. Pela praticidade de arquivar mem\u00f3rias sem nenhum custeio para al\u00e9m da posse dos aparelhos digitais, revelar imagens demanda ser mais barato para que essa tradi\u00e7\u00e3o continue sendo propagada, \u2018\u2019Essa dica da Shopee foi boa, porque sai por menos de um real (cada foto) e torna mais vi\u00e1vel de imprimir\u2019\u2019 ressalta D\u00e9bora, de 37 anos, que percorre o pa\u00eds de moto e sente a necessidade de deixar algo f\u00edsico registrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa maneira, \u00e9 poss\u00edvel notar que, mesmo com a populariza\u00e7\u00e3o de recursos digitais em registros fotogr\u00e1ficos, ainda h\u00e1 uma sensibilidade marcante na impress\u00e3o f\u00edsica, que n\u00e3o parece ser t\u00e3o facilmente deixada de lado na contemporaneidade. Ressaltado pelo resgate de tend\u00eancia de d\u00e9cadas anteriores, o estilo de fotografia e efeitos deixados por c\u00e2meras anal\u00f3gicas (famosas retr\u00f4s), ainda tem despertado mais esse instinto de perman\u00eancia f\u00edsica de registros. Isso decorre de diversos fatores, como p\u00f4de-se perceber a correla\u00e7\u00e3o nost\u00e1lgica em folhear um \u00e1lbum antigo de fam\u00edlia, atrelado \u00e0 vontade de eternizar momentos para al\u00e9m do digital. Al\u00e9m disso, aliados modernos viabilizam essa pr\u00e1tica, como sites que diminuem o custeio de impress\u00e3o e aparelhos como as famosas \u2018\u2019Instax\u2019\u2019, c\u00e2meras que realizam impress\u00f5es instant\u00e2neas de polaroids.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rever \u00e1lbuns de fotografia \u00e9 um ritual memor\u00e1vel da cultura brasileira. 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