{"id":13651,"date":"2024-04-17T18:57:08","date_gmt":"2024-04-17T21:57:08","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=13651"},"modified":"2024-04-18T19:01:30","modified_gmt":"2024-04-18T22:01:30","slug":"tradicao-e-comunicacao-integram-a-historia-do-jornal-do-poste-fundado-em-sao-joao-del-rei-na-decada-de-50","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/tradicao-e-comunicacao-integram-a-historia-do-jornal-do-poste-fundado-em-sao-joao-del-rei-na-decada-de-50\/","title":{"rendered":"Tradi\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o integram a hist\u00f3ria do Jornal do Poste, fundado em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, na d\u00e9cada de 50\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Nome foi inspirado no costume de Dona Adelina, que fixava not\u00edcias curiosas e fofocas nos postes da cidade<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em><strong>Por J\u00falia Resende<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"395\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Impressao-de-edicao-do-Jornal-do-Poste-na-redacao.-Foto-Julia-Resende.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13652\" style=\"width:840px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Impressao-de-edicao-do-Jornal-do-Poste-na-redacao.-Foto-Julia-Resende.jpg 512w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Impressao-de-edicao-do-Jornal-do-Poste-na-redacao.-Foto-Julia-Resende-300x231.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o de edi\u00e7\u00e3o do Jornal do Poste na reda\u00e7\u00e3o. &#8211; Foto: J\u00falia Resende<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Pregado em pontos estrat\u00e9gicos da cidade, de grande movimento, o Jornal do Poste \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do jornalismo sanjoanense. Com foco nas not\u00edcias da regi\u00e3o, o informativo \u00e9 divulgado em forma de mural, atraindo leitores mesmo ap\u00f3s d\u00e9cadas de sua cria\u00e7\u00e3o. Ele funciona como ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o muito utilizado pelos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, para divulgar informa\u00e7\u00f5es relevantes para a popula\u00e7\u00e3o no geral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2010, a professora doutora Eliana Tolentino iniciou um projeto de cataloga\u00e7\u00e3o, digitaliza\u00e7\u00e3o e armazenamento dos exemplares do &#8216;Jornal do Poste&#8217;. Em entrevista, ela explica que estava procurando um objeto de estudo para o Mestrado e, por isso, frequentava a Biblioteca Municipal Baptista Caetano, em S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei. Numa dessas visitas, a funcion\u00e1ria falou que precisava despachar os arquivos do Jornal do Poste, o que motivou Eliana a buscar autoriza\u00e7\u00e3o para levar o Jornal para a UFSJ, tendo resultado positivo. Nesse contexto, al\u00e9m de fonte de informa\u00e7\u00e3o, o jornal foi minuciosamente estudado e preservado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para Dejair Jos\u00e9, 67 anos, leitor do Jornal do Poste, o folhetim \u00e9 uma forma de se manter atualizado e ficar por dentro do notici\u00e1rio local. Mas, o que muitos n\u00e3o sabem, \u00e9 que foi inspirado em uma pr\u00e1tica de fixar not\u00edcias curiosas nos postes do centro da cidade, adotada por Dona Adelina Corroti, em 1910. Alguns anos depois, Joanino Lobosque Neto, s\u00f3cio do irm\u00e3o de Tancredo Neves e m\u00fasico violinista, decidiu fundar o Jornal do Poste em 1952.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca, a reda\u00e7\u00e3o funcionava no mesmo local que Joanino mantinha um sal\u00e3o de festas, onde reunia v\u00e1rios amigos, incluindo muitos pol\u00edticos. A professora Eliana revela que durante sua pesquisa, foi poss\u00edvel tra\u00e7ar alguns elementos da comunica\u00e7\u00e3o utilizados por Joanino em suas produ\u00e7\u00f5es, como a mudan\u00e7a de linguagem de acordo com o p\u00fablico (pol\u00edticos, moradores da zona rural, moradores da cidade).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma fase de pouca veicula\u00e7\u00e3o local de not\u00edcias, o Jornal do Poste funcionava como principal fonte confi\u00e1vel de informa\u00e7\u00e3o da cidade e, muitas vezes, a popula\u00e7\u00e3o recorria ao seu fundador para verificar a veracidade e para saber de not\u00edcias quentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a morte de Joanino, em 1985, Firmino Monteiro foi quem comprou o Jornal do Poste de seus herdeiros. A Era de Firmino no ve\u00edculo foi marcada pela sua ousadia e independ\u00eancia ao se expressar, o que originou processos de leitores descontentes. Ainda assim, muitas vezes, ele conseguia grandes furos jornal\u00edsticos, principalmente em assuntos pol\u00edticos. O Jornal passou por momentos de grande ascens\u00e3o, em que conquistou credibilidade pela sua originalidade, veracidade e praticidade, tendo sido reconhecido como impresso r\u00e1pido a n\u00edvel nacional, por ter soltado at\u00e9 cinco edi\u00e7\u00f5es por dia, segundo Eliana.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Motivado por manter a tradi\u00e7\u00e3o, Cl\u00e1udio Monteiro, 52 anos, foi quem assumiu o Jornal do Poste ap\u00f3s a morte do pai (Firmino Monteiro) em 1991. Em entrevista, ele conta que quando iniciou seu trabalho, a sede do Jornal ainda era no Largo do Carmo, por onde permaneceu pelos pr\u00f3ximos 13 anos. Ap\u00f3s esse per\u00edodo, montou a reda\u00e7\u00e3o em um espa\u00e7o pr\u00f3prio no bairro Tejuco, pr\u00f3ximo \u00e0 ponte conhecida como &#8220;Ponte das \u00c1guas F\u00e9rreas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, ele j\u00e1 recebeu v\u00e1rios pesquisadores e ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o que contam a hist\u00f3ria do famoso folhetim sanjoanense, dentre eles, a Rede Globo, a Tv Record e estudantes da Universidade Federal de Bras\u00edlia, que gravaram um curta-metragem sobre o tema para um concurso da faculdade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>A produ\u00e7\u00e3o das edi\u00e7\u00f5es com a evolu\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Durante esses anos, Cl\u00e1udio percebeu uma evolu\u00e7\u00e3o na forma de apurar e contar hist\u00f3rias. Ele se recorda que j\u00e1 cobriu muitos crimes cometidos em S\u00e3o Jo\u00e3o, principalmente assassinatos, e que ele mesmo fazia as fotos com sua c\u00e2mera, revelava o filme e publicava nas mat\u00e9rias. Com o tempo, fez curso de datilografia e inform\u00e1tica, criando uma forma de imprimir as edi\u00e7\u00f5es em folhas compridas at\u00e9 hoje, mantendo a diagrama\u00e7\u00e3o original do Jornal do Poste.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre os detalhes t\u00e9cnicos da produ\u00e7\u00e3o, o jornal \u00e9 postado semanalmente em pontos da cidade, sendo tr\u00eas no Centro: ao lado da sede da Prefeitura Municipal, no antigo terminal rodovi\u00e1rio e no Cal\u00e7ad\u00e3o; um no bairro Tejuco, ao lado de uma padaria e um no bairro Matosinhos. Cl\u00e1udio planeja voltar a postar na UFSJ, como era feito h\u00e1 alguns anos. Quanto \u00e0s editorias, afirma que o que atrai os leitores \u00e9 o fato do notici\u00e1rio ser local.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cada edi\u00e7\u00e3o conta com um espa\u00e7o destinado a informativos da Prefeitura, assim como a editoria policial. Ele explica que a Prefeitura,&nbsp; que contratou o servi\u00e7o do Jornal,&nbsp; j\u00e1 manda os informativos a serem publicados, assim como a Pol\u00edcia Militar encaminha releases e fotos das principais a\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m desses temas, tamb\u00e9m s\u00e3o publicados assuntos que est\u00e3o acontecendo na cidade. Mesmo durante a pandemia, as edi\u00e7\u00f5es continuaram, servindo como forma de disseminar as informa\u00e7\u00f5es de sa\u00fade pelo Poder P\u00fablico Municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, \u00e9 evidente que o Jornal do Poste passou por v\u00e1rias transforma\u00e7\u00f5es em suas v\u00e1rias d\u00e9cadas de exist\u00eancia. A mais recente atualiza\u00e7\u00e3o foi a constru\u00e7\u00e3o do site, h\u00e1 cerca de um ano,e que, segundo Cl\u00e1udio, veio para valorizar o trabalho e atingir um p\u00fablico maior.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pregado em pontos estrat\u00e9gicos da cidade, de grande movimento, o Jornal do Poste \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do jornalismo sanjoanense. Com foco nas not\u00edcias da regi\u00e3o, o informativo \u00e9 divulgado em forma de mural, atraindo leitores mesmo ap\u00f3s d\u00e9cadas de sua cria\u00e7\u00e3o. Ele funciona como ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o muito utilizado pelos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, para divulgar informa\u00e7\u00f5es relevantes para a popula\u00e7\u00e3o no geral.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13652,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"yes","footnotes":""},"categories":[13],"tags":[14],"class_list":["post-13651","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","tag-sao-joao-del-rei"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13651","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13651"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13651\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13654,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13651\/revisions\/13654"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13652"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13651"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13651"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13651"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}